Finanças comportamentais tratam de uma área um tanto delicada de nossa vida, que é, como fica muito bem evidente pelo próprio nome, as nossas economias. E sua aplicação tem uma grande importância.

Afinal, a mesma remete ao próprio comportamento humano relacionado a dinheiro e investimentos. Ainda que pareça óbvio que essa seria uma atividade realizada por nós, nem todos tem ciência da necessidade que esta possui.

Por conta disso, no artigo de hoje, apresentaremos para você, nosso caro leitor, o que significa finanças comportamentais e qual a diferença que a mesma faz na vida daqueles que a aplicam.

Aproveite e boa leitura!

Finanças comportamentais: como começou

Finanças comportamentais é uma parte do setor financeiro que se dedica ao estudo da influência da psicologia humana nas decisões de investimento. Afinal, o ato de investir é influenciado pelos conhecidos “desvios” da mente humana, e precisamos compreender o quanto isso influencia,

Este fato é intuitivo. Entretanto, até o ano de 1979, não existia o tratamento acadêmico adequado a esta área. Negligenciada ainda que por muitos, no mesmo ano, fora publicado o artigo que é considerado o “fundador” deste setor: o Prospect Theory: An Analysis of Decision Under Risk, feito por Daniel Kahneman e Amos Tversky.

Kahneman ganhou o Prêmio Nobel da Economia em 2002, o que, infelizmente, não chegou a ser juntamente recebido por Tversky, visto que o mesmo veio a falecer em 1996. O mesmo, ainda que autor de algo revolucionário artigo, nunca sequer cursou uma única cadeira de Economia, sendo sua especialidade Psicologia.

Mas a sua Teoria do Prospecto ajudou a entender um pouco melhor como funciona a mente humana no momento de decidir entre diferentes investimentos que sejam arriscados.

Finanças comportamentais e o investidor

Uma das bases da Moderna Teoria de Finanças é a modelagem do comportamento do investidor através da Teoria da Utilidade: o acionista será um maximizador de utilidade, ou seja, de seu próprio bem-estar.

Para que tal teoria seja eficaz, é preciso que o indivíduo tenha uma função de utilidade com duas características, sendo estas:

  • O investidor deverá gostar de mais riqueza do que menos riqueza. Ou seja, a função deverá ser crescente;
  • A cada unidade a mais de riqueza obtida, menor será a sua sensação de bem-estar relacionada a anterior. Logo, quem mais ganha, mais deseja ganhar, sendo que o valor passará a parecer cada vez mais irrisório;

Ambas características mostram que a pessoa que as têm também possui aversão ao risco. Isso significa que quanto mais risco o investimento oferece, o acionista deverá ser recompensado cada vez mais, exigindo tais valores desproporcionais.

Falta ainda definir a ser risco na Moderna Teoria de Portfolios. Henry Markowitz, também ganhador de um Prêmio Nobel de Economia, define risco como a variância dos retornos de um ativo.

Para os mais sérios com relação às estatísticas de risco e recompensa, basta entender que, para Markowitz, o risco nada mais que uma característica do ativo, e está presente em todo título existente.

Além disso, o mesmo ainda a vê como uma função da variabilidade de seus preços no tempo, e não depende de como o próprio possuidor dos títulos o vê. Em outras palavras, todos os investidores têm a mesma visão do risco do título, e estes escolhem os ativos onde vão investir baseado em sua própria aversão ao risco.

O que Kahneman e Tversky fizeram em sua Teoria de Prospecto foi, simplesmente, desconsiderar a Teoria da Utilidade, começando a pesquisar como os indivíduos que trabalhavam com ações encaravam, na prática, o risco destas.

Finanças comportamentais: Antes da Teoria do Prospecto

Finanças comportamentais, ainda que tenham sido mais aprofundadas por Kahneman e Tversky, já era uma pauta em discussão. Richard Thaler, economista americano da universidade de Chicago, iniciou seus estudos sobre ao final dos anos 70, onde ele unia a psicologia com a economia.

Em sua visão, o estudo psicológico apontava para o fato de que as decisões econômicas e financeiras refletiam o poder das emoções individuais de cada um sobre os comportamentos.

Este o fez com observações de comportamento de pessoas que eram próximas a sua convivência. Para ele, esta ação ia totalmente contrário a economia clássica.

Também é válido dizer que a primeira vez que as finanças comportamentais foram utilizadas foi pelo jurista francês Gabriel Tarde, com a publicação do livro La Psychologie Économique, em 1902, obra esta que foi publicada a quase 80 anos antes dos estudos de Thaler.

Além de Tarde, outro estudioso desse campo foi Hebert Simon, um cientista que estudou o papel dos gerentes na administração sob a perspectiva do processo de tomar decisões em condições de incerteza, que sugeriu a ideia da racionalidade limitada.

Outro ponto importante de se ressaltar é que Kahneman e Tversky deram continuidade aos estudos de Thaler, visto que o mesmo conversava, e muito, com os psicólogos israelenses.

Finanças comportamentais precisam de estudos

Esta área da ciência é muito importante para entender o que leva alguém a realizar um investimento. O que condiciona o homem a procurar sempre o melhor para si é estudado em quase todas as áreas, e pode fazer a diferença na vida de muitos que procuram tais tipos de ensinamento para aplicarem em suas vidas.

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