Pagamento instantâneo: conheça todas as funcionalidades do PIX

Pagamento instantâneo: conheça todas as funcionalidades do PIX
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Atualizado:
22/03/2022

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Publicado:
14/12/2021

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Redação CashMe

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O Pix se consolidou como uma das principais modalidades de pagamento no Brasil. Disponível 24 horas por dia, ele otimiza a rotina de quem precisa realizar transferências bancárias de forma prática e rápida. Conheça as novas funcionalidades e saiba como se precaver de golpes.

Criada pelo Banco Central em 2020, a inovação já é o 2º meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros, superando os cartões de crédito e débito. A expectativa é de que, em 2022, o sistema seja o principal método de transferências no país. E há novidades vindo por aí, como o Pix Saque e o Pix Troco.

Apesar de ser um tremendo sucesso, o Pix ainda gera dúvidas e incertezas por parte de muitos brasileiros. Como ele funciona de fato? Quais as melhores formas de driblar golpes por meio desse sistema? 

Para responder a todas essas perguntas, preparamos um guia completo com as dúvidas mais frequentes sobre o Pix. Acompanhe o texto a seguir e saiba tudo sobre o pagamento instantâneo. 

O que é o Pix

O Pix foi lançado oficialmente em 5 de outubro de 2020, e passou a funcionar, de fato, em 6 de novembro do mesmo ano. De lá para cá, o sistema conquistou a preferência de muitos brasileiros. Mas, afinal, você sabe o que é o Pix

Ele nada mais é que um meio de pagamento digital criado pelo Banco Central com o objetivo de otimizar as transferências financeiras. Sua característica principal é a instantaneidade: isto é, o pagamento e recebimento de dinheiro imediato, a qualquer hora do dia – mesmo durante feriados ou após o horário comercial.

Diferente de métodos como TED e DOC, que podiam levar até 24h para serem confirmados, o Pix funciona em poucos segundos. Por ser um pagamento instantâneo e sem intermediários, a disponibilização do dinheiro após a transferência acontece poucos segundos após finalizada a operação.

Como funciona o Pix

Sabe aquela transferência descomplicada e rápida que você costuma fazer entre contas de um mesmo banco? O Pix acontece de forma semelhante, mas, por não ter intermediário, a instantaneidade da operação ocorre independentemente do tipo de instituição, conta, horário ou dia.  Em seu site, o Banco Central explica: 

“Pagamentos instantâneos são as transferências monetárias eletrônicas na qual a transmissão da ordem de pagamento e a disponibilidade de fundos para o usuário recebedor ocorre em tempo real e cujo serviço está disponível durante 24 horas por dia, sete dias por semana e em todos os dias no ano. As transferências ocorrem diretamente da conta do usuário pagador para a conta do usuário recebedor, sem a necessidade de intermediários, o que propicia custos de transação menores.”

Enquanto em uma transferência bancária tradicional você costumava ter de informar dados como banco, agência, número da conta e CPF do recebedor, com o Pix tudo se tornou mais prático. A operação pode ser feita informando um único dado ou pela leitura de um QR Code ao apontar a câmera do celular para a imagem. 

Todo banco aceita Pix?

Assim que implementado, o Banco Central estabeleceu que todas as instituições de pagamento com mais de 500 mil contas de cliente ativas são obrigadas a oferecer o serviço de transferência via Pix. As que tiverem um número menor de contas também podem participar do sistema, mas sem a obrigatoriedade.

Entre as instituições e fintechs que aceitam o Pix, estão inclusas: Itaú, Bradesco, Santander, Caixa, Banco do Brasil, Nubank, Mercado Pago, Inter, C6 Bank, PagSeguro e PicPay. Ao todo, são mais de 700 bancos e fintechs oferecem o serviço.

O Pix é um aplicativo?

Há quem ainda confunda o Pix com uma espécie de aplicativo, mas não funciona dessa forma. Esse modelo de pagamento é automaticamente incluído dentro das plataformas de pagamento já conhecidas – o aplicativo do seu banco, carrinho de compra online etc.

A transação é feita por meio de um Provedor de Serviço de Pagamento (PSP), que, ao receber o valor, trata de mapear os dados da chave informada. Ou seja, a agência, a conta, o dígito e outros dados. Com as informações em mãos, o PSP comunica ao Banco Central sobre a prática do Pix, e então repassa o valor para a instituição do recebedor. 

Por mais trabalhoso que possa parecer, esse processo acontece em questão de segundos, fazendo com que a transação seja feita quase que de forma instantânea. As transações por Pix são oferecidas dentro dos próprios canais de acesso dos bancos, não sendo necessário baixar aplicativos específicos nem nada do tipo. 

Qual valor máximo e mínimo do Pix?

Desde que foi implementado, o Pix vem ganhando atualizações conforme as demandas do mercado. Atualmente, não existe um limite mínimo para transferências por meio deste sistema, sendo possível realizar transações de R$ 0,01, por exemplo.

Porém, a fim de evitar golpes – principalmente durante o período noturno –, o Banco Central estabeleceu um limite para transferências à noite, entre 20h e 6h, para R$ 1 mil. 

O Pix tem custos?

O Pix é gratuito e ilimitado para pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEIs) e empresários individuais (EIs). Entretanto, quando há uma venda comercial, é importante se atentar para alguns critérios específicos.

Caso você tenha vínculo a uma pessoa jurídica (PJ), o recebimento de um Pix pode ser cobrado, de acordo com as taxas conferidas pela instituição bancária. Como há maior concorrência entre os bancos, raramente há cobrança. Mas o critério é individual, portanto lembre-se de confirmar com a instituição.

Quem pode fazer um Pix?

A democratização dos meios de pagamento é uma das principais finalidades do Pix, que oferece facilidades para pequenos comerciantes e usuários que não possuem cartão de crédito. 

Dessa forma, a facilidade e instantaneidade da transferência entre contas de um mesmo banco agora se estende a operações comerciais e até de pagamento de imposto. O Pix pode ser utilizado para operações:

  • Entre pessoas físicas (CPF para CPF);
  • Entre pessoas físicas e empresas (CPF para CNPJ);
  • Entre empresas (CNPJ para CNPJ);
  • De pagamento de impostos;
  • De pagamento de salário, benefícios sociais, convênios e serviços.

O que são as chaves Pix

As chaves Pix ou chaves de endereçamento são dados que indicam a conta para o depósito do valor a ser transferido. Em uma comparação simples, podemos dizer que as informações em uma transferência são os endereços que mostram ao banco para quem o dinheiro deve ser encaminhado.

Até outubro de 2021, o BC já havia registrado 348,1 milhões de chaves cadastradas por 112,65 milhões de usuários. Desse total, 105,24 milhões são pessoas físicas e 7,41 milhões são pessoas jurídicas. Até agora, o Banco Central permitiu adotar como chave Pix as seguintes informações:

  • CPF/CNPJ;
  • E-mail;
  • Número de telefone celular;
  • Chave aleatória.

O cadastro das chaves do PIX é feito pelo internet banking da sua instituição de preferência. Ao cadastrar uma chave via CPF, por exemplo, bastará informá-la ao pagador para receber o dinheiro na conta cadastrada. 

Vale ressaltar que o Pix não exige, necessariamente, a criação de uma chave, podendo ser realizado pela leitura do QR Code ou com os dados bancários. Entretanto, a ideia das chaves é um ponto fundamental para dar maior agilidade e eficiência nas transações. Ao invés de informar banco, agência, conta e CPF, você pode informar apenas um dado.

Como pagar e receber por Pix

Para utilizar o Pix, o único requisito é ser uma pessoa física ou jurídica com uma conta transacional. E essa conta não precisa, necessariamente, ser uma conta corrente. Ela pode ser conta poupança ou conta de pagamento pré-paga

Pagamentos

O fundamental é ter uma conta vinculada às instituições financeiras ou instituições de pagamento participantes do Pix – valendo, inclusive, contas em fintechs. Há três formas de realizar um Pix

  • Informando dados da conta bancária e do CPF/CNPJ, assim como em um TED ou DOC;
  • Informando uma chave Pix;
  • Lendo um QR Code com a câmera do celular.

No caso de um e-commerce, por exemplo, você pode montar o seu carrinho de compras no site da marca desejada, e, na hora de realizar o pagamento, inserir a Chave Pix para pagamento instantâneo. Dessa forma, a compra será aprovada de forma rápida e facilitará o recebimento do produto.

Cobranças

O Pix beneficiou a vida de muitos empreendedores, por conta da sua praticidade e da dispensa de taxas administrativas. Se você deseja receber/cobrar via Pix, seja para uma transferência comercial, seja para uma situação informal – dividir a conta do bar com os amigos, por exemplo – existem três alternativas: 

  • Informar uma chave Pix
  • Informar dados de uma conta bancária;
  • Gerar um QR Code e apresentá-lo ao pagador.

A geração do QR Code dependerá do canal de acesso de cada banco. Depois que o pagador ler o código ou informar os dados do recebedor e efetuar a transação, o dinheiro será encaminhado, em tempo real, para a conta vinculada.

A segurança do Pix

As operações do Pix são protegidas pelo mesmo sigilo bancário que protege operações como o TED e o DOC, além da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Além disso, as instituições contam com seus protocolos de segurança para transações digitais. 

As fraudes são tratadas de forma individual pelos bancos, cabendo à instituição que oferece o serviço analisar a situação e fazer um eventual ressarcimento. O Banco Central disponibiliza um manual de segurança a todas as instituições, com protocolos de segurança detalhados a serem seguidos. 

Por parte do usuário, o Pix é seguro porque apresenta dois métodos confiáveis de segurança: criptografia e autenticação. Enquanto o primeiro impede que programas maliciosos leiam as informações durante a transferência digital, o segundo funciona confirma se é você mesmo que está realizando a operação.

Como evitar golpes com o Pix?

As transações digitais oferecem alguns riscos, e por isso é importante que você saiba como utilizá-las de forma segura. O primeiro passo é compreender que todas as operações envolvendo o Pix devem ser feitas por meio do aplicativo oficial do banco ou instituição que você já utiliza.

Ou seja: não existem aplicativos próprios do Pix. Além disso, não há uma maneira de o sistema ser acessado por meio de links ou formulários enviados por e-mail. Para além dessa cautela, você deve se atentar para outras dicas importantes. Confira as principais e saiba como evitar fraudes: 

  • Lembre-se de ativar as chaves de acesso pelo internet banking ou demais apps de cashback;
  • Evite aplicativos terceiros que prometem realizar transações Pix;
  • Jamais clique em links suspeitos enviados pelo WhatsApp ou e-mail;
  • Proteja seus aplicativos financeiros com senha e outros recursos de segurança, como confirmação em duas etapas e tokens; 
  • Bloqueie e denuncie contatos maliciosos que falem em nome do Pix;
  • Confira os dados do recebedor antes de confirmar a transação, para garantir que todos foram preenchidos corretamente.

Pix e outras formas de pagamento: compare as opções

Como é possível observar, o Pix surgiu para facilitar a rotina de transferências monetárias no país e hoje é um dos métodos de pagamento mais utilizados pelos brasileiros. Não é difícil compreender por que esse sistema ganhou a preferência da população.

Entretanto, se você ainda tem dúvidas sobre a eficácia e a segurança do aplicativo, nosso escopo de comparação pode te ajudar. A seguir, apresentamos as principais características do Pix e de outras formas de pagamento. 

  • Pix: dinheiro cai instantaneamente, pode ser feito em qualquer dia e horário, transação mais rápida com o uso da chave Pix, sem custo para pessoa física e sem limites durante os horários estipulados;
  • TED: aceita transferências maiores do que R$ 5 mil, porém requer conhecimento de dados bancários do recebedor e o dinheiro cai no mesmo dia somente se feito dentro do horário do banco e em dias úteis;  
  • DOC: aceita transferências de até R$ 4.999,99, porém requer conhecimento de dados bancários do recebedor e o dinheiro cai no próximo dia útil – se a operação for feita dentro do horário estabelecido pelo banco e em dias úteis;  
  • Cartão de débito: a empresa deve arcar com gastos de taxas administrativas das maquininhas de cartão, além de só receber o dinheiro, de fato, dois dias após a operação;
  • Cartão de crédito: requer gastos com maquininhas por parte da empresa e só disponibiliza o montante após 28 dias, já para o cliente pode cobrar anuidade, além de cobrar juros sobre parcelamento; 
  • Boleto: o pagamento pode levar até três dias úteis para ser processado e recebido pela empresa.

Vantagens do Pix para os negócios

O Pix se tornou um dos meios de pagamento mais utilizados pelos brasileiros, em grande parte porque facilita o pagamento e o recebimento de dinheiro. Você provavelmente já se deparou com pequenos comerciantes se beneficiando da praticidade desse sistema para cobrar clientes no dia a dia.

O fluxo de caixa de pequenos e grandes negócios se torna mais claro, prático e instantâneo. Pagamentos no cartão de crédito e débito, por exemplo, não são recebidos imediatamente pelo empreendedor, apesar da compra/venda já ter sido efetuada. Dessa forma, muitos negócios acabavam prejudicados com a burocracia.

Agora, todo o processo se tornou mais prático. Sabe aquela água de coco fresquinha que você encontra para vender no parque? Com o Pix, o comerciante não precisa mais gastar com maquininhas de cartão para cobrar seus clientes, nem esperar quase um mês para receber da instituição –  já que a cobrança por Pix cai na hora e não possui taxas

No caso do consumidor, a chegada do Pix também contribuiu para a otimização da rotina, já que não é mais necessário sair de casa com um cartão de crédito. Grande parte das empresas passaram a adotar o pagamento por Pix, desde farmácias e supermercados até comércios de bairro, como padarias, feiras etc.

As principais novidades do Pix

Ao completar um ano de existência, em 16 de novembro de 2021, o Pix foi celebrado pelo Banco Central por meio da divulgação de novas funcionalidades. Agora, além das praticidades já conhecidas pelos brasileiros, o sistema contará com outros recursos:

Mecanismo de devolução

Uma das principais novidades apresentadas pelo Banco Central é a adoção do Mecanismo Especial de Devolução, que tem como objetivo principal, agilizar o ressarcimento ao usuário vítima de fraude ou de falha operacional por parte das instituições financeiras.

Até então, o pagamento via Pix feito de forma errada acarretava em um processo burocrático cansativo para os bancos, além de deixar muitos brasileiros na mão em caso de fraudes ou preenchimento de dados de forma errada. Com o mecanismo de devolução, as regras e os procedimentos serão padronizados.

Agora, se você cair em um golpe e transferir um valor por Pix para a conta do golpista, por meio do seu internet banking, a instituição de onde partiu o dinheiro tem até 90 dias para solicitar a devolução do valor.

Pix Saque e Pix Troco

Outra funcionalidade recém lançada pelo Banco Central é a disponibilidade do Pix Saque e o Pix Troco, que permitem o saque em espécie e a retirada de troco em diferentes estabelecimentos, não sendo mais necessária a ida até uma agência bancária, por exemplo.

O que é e como funciona o PIX Saque

Com o Pix Saque, você pode realizar saques em qualquer ponto que ofereça o serviço, como farmácias, padarias e supermercados ou mesmo em terminais bancários. A funcionalidade não exige necessariamente a troca entre pessoas; ou seja, você pode apontar a câmera do celular em um terminal via QR Code e realizar a transação na boca do caixa.

O que é e como funciona o Pix Troco

Já o Pix Troco funciona durante o pagamento de uma compra. Na hora de realizar a transação para o estabelecimento, é possível transferir além do valor e receber a diferença de forma física. Essa é uma ótima alternativa para quem necessita de dinheiro em espécie na carteira.

Pagamento por aproximação

Além das funcionalidades já lançadas, o Banco Central promete mais novidades para 2022, como o pagamento por aproximação via Pix. Assim como já acontece em aplicativos como o Google Pay, também será permitido o pagamento via aproximação do celular em máquinas que reconheçam a operação.

O objetivo é garantir maior praticidade para as transações financeiras entre clientes e empresas, além de centralizar as funcionalidades em um só lugar. Com um celular em mãos, será possível realizar pagamentos em diversos estabelecimentos por meio da agilidade do Pix.

Pix Garantido

Também para os próximos meses, o lançamento do Pix Garantido deve ser uma das principais novidades do BC. Ele permitirá que sejam realizadas compras parceladas, uma função que deve atingir em cheio as operadoras tradicionais de cartões de crédito.

Essa promete ser uma das maiores revoluções nos meios de pagamento brasileiros. Imagine que, em um país com quase 75% de endividados, a necessidade de um cartão de crédito para pagamentos será substituída por uma alternativa mais prática. Para os empreendedores, a novidade é muito bem-vinda, já que diminui o gastos com taxas para aluguel de maquininhas e outras burocracias. 

Conclusão

O Pix surgiu para modernizar e deixar mais eficiente as transações monetárias digitais. Como pagamento instantâneo, ele pode ser feito a qualquer hora do dia e em qualquer dia da semana – mesmo em feriados. 

A inovação apresentada pelo Banco Central acompanha o “boom” tecnológico. As transformações foram incorporadas pela sociedade, primeiro com o advento dos bancos digitais e agora com a otimização dos serviços financeiros. Além de democratizar o acesso a diferentes produtos, o Pix tende a melhorar a gestão financeira dos negócios.

Com um ano de funcionamento, o volume de transações do Pix bateu o recorde de expectativas geradas em seu lançamento: mais de R$ 502 bilhões em transações, contra R$ 25,1 bilhões liquidados em novembro de 2020. Isso demonstra que o serviço de transferência digital chegou para ficar.

Da criação de uma conta bancária até a concessão de crédito, as empresas que visam a otimização de serviços financeiros tendem a se consolidar no mercado, além de ganhar a preferência dos brasileiros.

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Escrito por Redação CashMe

Equipe de redação de CashMe. Todos os conteúdos são revisados por especialistas do ramo e atualizados periodicamente.


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