Saiba tudo a respeito de como realizar um empréstimo estando desempregado

Ficou desempregado e precisa de um empréstimo?  A CashMe trás a solução. Confira:

O desemprego vem crescendo cada vez mais no Brasil. No ano de 2015, estava em torno de 8,5%, segundo um levantamento de dados realizado pelo IBGE. Já no último trimestre de 2019, está em torno de 12,6%. Isso significa que 12,6 milhões de brasileiros ainda se encontram desempregados e não tem como contar com aquele dinheirinho todo mês.

Lidar com esse tipo de situação é extremamente difícil, ainda mais quando se está atolado em dívidas. Imprevistos que necessitam de dinheiro também podem acontecer nesse período que o consumidor não está ativo no mercado de trabalho. Sem qualquer renda, fica ainda mais complicado não realizar novas dívidas, além das que já existem.

A saída costuma ser realizar um empréstimo até que a situação melhore. Porém, a pessoa desempregada pode acabar se desesperando e até mesmo solicitar um empréstimo que não tem a ver com o seu perfil, só para conseguir o dinheiro mais rapidamente. Isso pode se tornar uma dor de cabeça no futuro, piorando ainda mais uma situação já bastante ruim. 

É por conta disso que foi criado o empréstimo para desempregado. Essa modalidade de linha de crédito pode ser a solução para quem está precisando de dinheiro  para quitar todas as dívidas ou ter que arcar com os custos de uma emergência, mas não possui nem mesmo reservas financeiras para isso, uma vez que está desempregado. 

Existem 3 tipos de empréstimos que podem ser solicitados para quem está desempregado. Não precisando de comprovação de renda ou garantindo para a instituição financeira de que será pago de alguma forma, podem ser a saída de quem precisa. 

Como se pede um empréstimo para desempregado?

Quem está desempregado, não tem como comprovar uma renda mensal. Isso por si só já dificulta bastante na hora de fazer a solicitação de um empréstimo. A instituição financeira precisa de uma garantia de que o cliente terá crédito para honrar sua dívida, o que faz com que a mesma corra mais riscos caso não exista como comprovar essa renda. Isso também reflete nas taxas de juros, por exemplo, que serão mais alvas.

Entretanto, não é impossível realizar um empréstimo mesmo estando desempregado. Para que isso ocorra, é necessário buscar uma instituição financeira de confiança e apresentar os seguintes documentos pessoais:

  • CPF
  • RG
  • Comprovante de residência

Além desses documentos, a empresa bancária pode solicitar alguns extras, assim como indicações de contato para comprovar algumas informações. Vale lembrar que é importante avisar esses contatos sobre uma possível ligação do banco, para que não ocorram problemas.

Apesar de estar desemprego, o cadastro do consumidor pode estar positivo. Especialmente se for algo recente ou o caso dele não ter muitas dívidas atrasadas. Esse cadastro positivo pode facilitar a aprovação do empréstimo. 

Como foi dito, existem 3 opções de empréstimo para desempregados e agora é a hora de destrinchá-las. Confira.

O que é o microcrédito para desempregado?

Sendo apenas uma das alternativas, diversas instituições financeiras oferecem o microcrédito para desempregados como opção de empréstimo. Apesar de liberar uma quantia menor do que as operações de crédito convencionais, possui taxas de juros menores e prazos para o pagamento médios, que demoram meses para serem iniciados.

Para quem deseja iniciar um negócio, conseguindo assim uma espécie de novo emprego, ou saldar todas as dívidas que comprometem ainda mais o orçamento já danificado, é uma saída.

O que é o empréstimo com garantia de bens?

A modalidade de linha de crédito com taxas de juros mais baixas também pode ser utilizada por pessoas desempregadas. É o tipo de empréstimo em que um bem – imóvel, veículo ou outros – são colocados como garantia de que a dívida será paga. Geralmente, é o empréstimo que mais agrada as instituições financeiras, uma vez que a chance de não receberem o dinheiro de volta é quase nula.

 Por conta disso, as taxas de juros e outros encargos são mais baixos do que os aplicados nas outras modalidades de crédito, assim como os prazos de pagamento são maiores, podendo chegar até no máximo 30 anos. Além disso, os valores a serem emprestados costumam ser bastante altos, podendo chegar até a 30% do valor total do imóvel e 80% do valor total do veículo.

Contudo, é preciso ficar atento para pagar as parcelas quando o prazo se iniciar. Em caso de inadimplência, ou seja, o não pagamento das parcelas, a empresa bancária tem o direito de retomar o bem colocado como garantia. Porém, até que isso aconteça são feitas diversas renegociações, já que ficar com o imóvel ou veículo do cliente não é a intenção da instituição.

O que é o empréstimo sem comprovante de renda?

Quando se está desempregado, não existe uma renda mensal, não existindo assim, um modo de comprovar que o empréstimo será pago. É verdade que poucas instituições financeiras oferecem esse tipo de empréstimo, especialmente por terem o receio de que não terão seu dinheiro de volta. 

Nas instituições que oferecem o empréstimo sem comprovação de renda, esse receio acaba refletindo nas taxas de juros, que acabam sendo mais altas, e no dinheiro a ser oferecido, que acaba sendo menor. 

Posso usar o FGTS se estou desempregado?

O governo anunciou as novas regras para  o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço recentemente. Por conta disso, resgatar o FGTS acabou ficando no inconsciente coletivo, apesar do principal motivo para acessá-lo ainda ser o desemprego.

No entanto, é preciso estar atento e tomar cuidado para usar esse dinheiro de forma consciente. O FGTS, como o nome sugere, é justamente uma garantia, um modo de segurança, para que o trabalhador tenha como se sustentar até conseguir outro trabalho. Além disso, o valor que pode ser retirado do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço varia de acordo com o tempo de trabalho exercido, o que pode prejudicar algumas pessoas. 

O país conta hoje com quase 13 milhões de pessoas desempregadas que precisam de atenção dobrada sobre seus gastos e organização financeira, mesmo que em diferentes graus. Deste modo, o dinheiro sacado do FGTS deve ser administrado muito bem para render o máximo possível. 

Quais as vantagens de solicitar um empréstimo?

Como foi dito, o valor a ser retirado do FGTS pode variar, prejudicando alguns consumidores, além de só ser possível fazer seu saque no mês de aniversário do consumidor. Caso a pessoa tenha sido demitida após o seu mês de aniversário, terá que sobreviver o ano de outras formas. 

Entrar no cheque especial ou pagar o rotativo do cartão de crédito também não são opções atraentes, uma vez que ambos possuem as maiores taxas de juros do mercado financeiro. Além disso, pode fazer com que o desempregado acabe afundado em dívidas, complicando ainda mais a sua situação.

Realizar um empréstimo pode ser uma boa solução, especialmente se for o empréstimo com garantia, onde as taxas de juros são consideravelmente mais baixas e o montante a ser emprestado é alto. 

O que devo saber antes de solicitar um empréstimo?

Mesmo para quem não está desempregado, são necessários alguns cuidados antes de realizar um empréstimo. Porém, isso deve ser feito com ainda mais cuidado no caso de quem está desempregado. 

Quando se solicita um empréstimo, independente se for para quem está ou não desempregado, é preciso que compare a oferta da empresa bancária com outras, para ter a certeza de que está escolhendo a que mais cabe em seu bolso. 

Também é interessante verificar o Custo Efetivo Total, ou seja, o valor total a ser cobrado pelo empréstimo que inclui não só as taxas de juros, mas outros encargos como tarifas e seguro, lembrando que nenhuma instituição financeira cobre qualquer tipo de pagamento antecipado.

O que fazer para não acumular quando se está desempregado?

O Brasil não possui a tradição de educar financeiramente a sua população, obrigando-os a lidar com o problema quando aparecem. Isso já é bastante prejudicial para quem tem uma renda mensal, sendo fixa ou não, já que o endividamento de pessoas adultas no país chegou, em 2019, a 40,5% da população. Quase a metade.

Quando se está desempregado, isso piora ainda mais, especialmente se o consumidor, além de tudo, possuir dívidas atrasadas. Para conseguir se manter até que arranje outro trabalho, alguns cuidados são necessários.

  1. Lide com a situação

É preciso analisar todo o seu orçamento atual e saber sobre os recursos disponíveis nesse momento, para não se enforcar ainda mais. De maneira geral, os recursos são:

  • Empréstimos;
  • FGTS (incluindo a multa);
  • 13º proporcional;
  • Pagamento de férias;
  • Seguro-desemprego.

Quando o consumidor tem acesso a uma determinada quantia por meio de um dos recursos acima, é comum pensar em realizar um investimento, comprar ou até mesmo reformar a casa. Entretanto, é importante lembrar que ele não possui mais uma renda mensal e deve garantir que dure até arranjar outro emprego, uma vez que o único modo de pagar as contas durante esse período é o montante do recurso.

2. Coloque todas as contas no papel

Uma dica que ajudará a manter os gastos controlados é colocar todas as despesas, rendas e outros gastos que o consumidor irá ter, não se esquecendo de ter uma reserva financeira para o caso de ocorrer algum tipo de imprevisto. 

Manter o controle total das finanças é uma ótima maneira de evitar endividamentos desnecessários e conseguir analisar quais serão os possíveis gastos a serem cortados.

3. Pague primeiro as contas com as maiores taxas de juros

Infelizmente, quando se está desempregado, as contas continuam a vir. Logo, ao escolher pagar as dívidas com taxas de juros mais altas, o risco de aumentarem os cursos que foram colocados no papel é muito menor de acontecer.

Caso não pague essas contas antes das outras, os juros podem até triplicar no mês seguinte, prejudicando ainda mais o orçamento. Isso pode fazer com que o consumidor fique inadimplente e não consiga realizar um empréstimo, por exemplo.

Sem emprego, é necessário definir da melhor maneira quais serão os ganhos nesse período e o que poderá ser ou não pago. Se uma determinada conta vier, por exemplo, com R$ 300 de juros, tudo o que foi salvo até então terá sido jogado para o ar.

4. Comece a fazer dinheiro

Quando se está desempregado, não pode se dar ao luxo de querer gastar ainda mais. Contudo, as contas ainda continuam vindo. Uma boa dica ao ver as dívidas se acumulando é vender alguns bens que tenham um certo valor como um carro, por exemplo.

Isso renderá algum dinheiro para alguns meses ou pelo menos ajudará a quitar as dívidas mais caras. Realizar um empréstimo também pode ser uma boa opção, por incrível que pareça. Assim, é possível trocar todas as dívidas por uma só, também como uma dívida mais cara por uma mais barata.

Se for necessário um montante alto para fazer isso, o empréstimo ideal é o empréstimo com garantia de imóvel que, dependendo da instituição, não é preciso fazer a comprovação de renda mensal. 

5. Evite o cartão de crédito

Por mais sedutor que possa ser, utilizar o cartão de crédito quando se está desempregado resulta em mais uma conta para ser paga no próximo mês, sem ter a certeza de que irá conseguir quitá-la. Isso pode piorar ainda mais o problema.

Caso o consumidor não consiga pagar a conta do cartão de crédito, as taxas de juros a serem cobradas serão imensas, uma vez que os juros do cartão são considerados os maiores do mercado financeiro. Logo, isso poderá se tornar mais uma bola de neve.

Dito isso, é importante que o consumidor desempregado fique longe de seu cartão de crédito, pelo menos no período em que não arranja um trabalho ou outra forma de ter uma renda mensal.

6. Corte o que é supérfluo

Quando se está desempregado por muito tempo, é preciso saber que o padrão de vida do consumidor pode vir a mudar drasticamente. Isso inclui coisas como cortar gastos desnecessários ou diminuir outros e, até mesmo, mudar de imóvel para um que seja mais barato.

O consumidor deve entender que isso não é nenhum fracasso pessoal, mas uma situação momentânea e que precisa lidar com isso da melhor forma possível. 

Ao compreender que reduzir esses gastos é o melhor a ser feito, entende-se que isso nada mais é do que uma maneira de conseguir ajustar as finanças e retomar o controle das mesmas, além de tornar a situação menos dolorosa.

7. Economize no transporte e na alimentação

Infelizmente, pode ocorrer a situação em que será necessário que o consumidor deixe seu carro de lado e vá de transporte público para a casa ou para qualquer outro lugar. Melhor ainda se for um lugar perto, pois dá para ir a pé e economizar ainda mais.

É importante também tentar economizar com os petiscos do dia-a-dia, como um pão de queijo, um doce, um fast food, ou até mesmo uma pizza aos finais de semana. No começo, pode parecer pouco dinheiro, mas esses reais economizados durante um mês provavelmente irão fazer toda a diferença.

8. Guarde dinheiro

Pode parecer um conselho impossível, já que as contas estarão ainda mais apertadas quando se está desempregado. Porém, economizando mesmo que seja só um pouco, é possível que o consumidor consiga juntar uma quantia de dinheiro razoável ao final do mês.

Essa reserva financeira será necessária para quando ocorrer uma emergência que precise de dinheiro ou até mesmo pode auxiliar ainda mais quando arranjar um novo trabalho.

9. Faça uma lista de compras

É uma dica pequena, mas que pode fazer diferença ao fazer as compras mensais no mercado. Saiba exatamente o que precisa ser comprado e coloque na lista somente o necessário. Isso irá ajudar a não exceder a quantidade e a não ser seduzido por uma algo supérfluo.

10. Não faça mais dívidas que podem prejudicar

Diferente de realizar um empréstimo, existem aquelas dívidas que irão prejudicar ainda mais o orçamento de quem está desempregado. Não se comprometa se não puder pagar ou se não render absolutamente nada. 

11. Pague sempre a vista

Como já foi dito, será preciso dizer adeus para o cartão de crédito. Contudo, ainda existe o cartão de débito para ser utilizado. Evite comprar algo que não possa ser comprado a vista, caso contrário irá adquirir só mais uma dívida. Além de tudo, usando o cartão de débito, fica mais fácil controlar o dinheiro que será gasto. 

12. Tente diminuir as contas que não serão cortadas

Não será possível, infelizmente, cortar todas as contas que irão chegar. Algumas delas como aluguel ou conta de luz são necessárias para o dia-a-dia. Porém, quando se está desempregado, é preciso que pelo menos as reduza.

Economize na conta da água, luz e diminuía a lista de compras do supermercado. Uma alternativa é tentar substituir o que vai comprar por produtos que são mais em conta.

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