Já escutou falar sobre empreendedorismo feminino? Descubra aqui o que é esse nicho dos negócios e muitos outas curiosidades sobre o assunto.

O mundo atual vive uma epidemia de empreendedores. Nunca se ouviu falar tanto sobre o ato de empreender e sobre ter um estilo de vida de empreendedor – visto que um empresário, para ser empreendedor, precisa aderir isso a toda a sua rotina. Nesse meio surgem incontáveis ramos do empreendedorismo, dando espaço ao não tão falado empreendedorismo feminino.

Mais comum a partir de 2015, o empreendedorismo feminino tem sido uma vertente desses profissionais, que está pautado no negócio de mulheres para mulheres. Este não é tão famoso devido a alguns preconceitos da sociedade, porém tem ganhado espaço no mercado.

Se você ficou interessado em saber sobre essa vertente do empreendedorismo e conhecer tudo sobre ele, continue aqui e entenda mais sobre o assunto.

O empreendedorismo feminino: conceito

Em primeiro lugar precisamos definir o que é empreendedorismo feminino. Quando falamos esse termo, muitas pessoas estranham, acreditando que é uma forma de segregar o sexo masculino ou agir de maneira unívoca na sociedade. Contudo, não é essa a pregação deste nicho.

O empreendedorismo feminino se trata da união de um grupo de mulheres a fim de criar uma empresa e utilizar estratégias empreendedoras para fazê-la crescer. O produto não precisa necessariamente ser voltado somente para o público feminino, porém, em sua maioria, é. 

Empresas de absorvente, por exemplo, eram pautadas em produtos para o público feminino, mas não tinham um grupo de mulheres para representarem as estratégias do negócio. Contudo, isso está mudando! Cada vez mais esse tipo de empreendimento, como outros modelos, estão dando espaço para as mulheres serem as empreendedoras. 

Empreendedorismo feminino é excludente? 

Uma falácia muito comum entre o senso comum é de que o empreendedorismo feminino é excludente, deixando os homens de lado e colocando as mulheres num pedestal.  Mas, não se engane com esse discurso, pois ele está errado.

Vamos usar a matemática para explicar: o empreendedorismo é um grande círculo, que contém vários pequenos círculos a fim de formá-lo por completo. Essa vertente que destaca o público de mulheres está apenas preenchendo uma pequena parte do círculo. Ele, em hipótese alguma, está tomando espaço de outros os tirando do grande espaço.

Quando se escutar falar de supostos empreendedores, que agem de má fé e utilizam de ações maléficas para prejudicar outros profissionais, automaticamente podemos tirá-los dessa lista. Um empreendedor de verdade não possui esse tipo de atitude. 

Visão equivocada de um grupo de negócios

Pode-se dizer que existe uma visão equivocada do empreendedorismo feminino principalmente no Brasil. As pessoas carregam preconceitos enraizados na sociedade brasileira e acusam mulheres de sempre quererem o pódio, tomando lugar de inúmeras pessoas – uma afirmação que nem mesmo faz lógica na história brasileira, pois esse público sempre foi rebaixado e menosprezado.

Por isso, se você escutar alguém dizer que o empreendedorismo feminino é excludente, tenha uma atitude empoderada e demonstre que esta pessoa está errada. Essa é uma maneira de sujar a imagem de um grupo tão dedicado como qualquer outro, a custo de nada. 

É necessário destacar que a falácia sempre vai existir no mundo, independente de qual seja o nicho do empreendedor. Esta é uma profissão que cresce, porém que ainda sofre alguns rechaços na sociedade, principalmente pela população brasileira. Contudo, isso é um aspecto que mudará com o tempo. 

A importância do empreendedorismo feminino

Saindo um pouco do lado sombrio e entrando na necessidade do empreendedorismo feminino na sociedade, descreveremos a partir de agora a importância que esse nicho em crescente pode trazer para todos de uma comunidade social.

É importante salientar que, além desses pontos positivos que estamos falando, existem outros a serem discutidos. A nossa intenção é de apenas destacar os principais e mais evidentes, a fim de que você reconheça como o empreendedorismo feminino é essencial.

Por isso, veja abaixo e entenda o porquê dessas profissionais serem tão importantes para a sociedade atual. Leia e ajude a disseminar para todos! 

Representatividade 

Sem sombra de dúvidas, o empreendedorismo feminino traz representatividade para as mulheres. Durante séculos vimos homens no poder, exalando todos os seus conhecimentos e tomando o pódio como somente deles. Eram, de forma bastante personificada, os reis da selva, e não dividiam espaço com mais ninguém – mesmo que existissem pessoas tão boas quanto eles. 

A partir do instante que uma empreendedora ou um grupo de empreendedoras cria uma empresa e desenvolve produtos – independente se este seja voltado para o público feminino ou não –, automaticamente outras mulheres se sentem representadas por essa figura. 

Com tantos anos de domínio masculino, ver a imagem feminina no pódio é até mesmo uma catarse para a sociedade. Por isso, o incentivo a esse grupo de mulheres deve existir até mesmo para um avanço histórico na sociedade brasileira e mundial.

Reparação histórica

Pegando o lado histórico, quando falamos sobre reparação histórica não estamos dizendo de algum tipo de vingança ou atitude parecida. Muitas pessoas levam para esse lado, mas a expressão somente denomina uma justiça para todos os gêneros.

No Brasil, políticas públicas começaram a incentivar as cotas por renda e cotas raciais a partir de estudos sobre a importância de reparação histórica. Igual a isto, as mulheres no empreendedorismo também merecem essa chance, uma vez que fora negligenciadas por anos e deixadas de lado no mercado brasileiro. 

É importante destacar que o empreendedorismo feminino é uma causa privada, não sendo de obrigação da União de fazer uma intervenção. Este pode lançar campanhas que incentivem, entre outros métodos de representatividade, mas não pode alterar algo propriamente dito.  

Liberdade de expressão 

O empreendedorismo feminino é importante também para a liberdade de expressão. A mulher muitas vezes foi calada e teve suas ideias suprimidas pelo homem, sendo a liberdade de expressão podada e extinguida. 

Nos primórdios, para frear as mulheres, os homens roubavam as suas ideias e as utilizavam como se fossem os criadores. Um exemplo autêntico e registrado em todos os livros é das poesias em forma de cantiga. Muitas eram escritas por mulheres, porém elas não podiam as cantar e muito menos colocar em sua autoria. Era uma maneira de roubar o trabalho de outra pessoa. 

O público feminino, como qualquer outro público, pode ter opinião perante a uma empresa ou a um negócio. Independente de seu gênero, ela precisa ser escutada e ter seu produto em destaque, caso seja de qualidade. Usar de sua ideia para crescer no mercado é crime de plágio. 

Igualdade de gênero

Por último, mas não menos importante, o empreendedorismo feminino é importante na sociedade para mostrar a igualdade de gênero. Relatamos aqui casos que mulheres foram usurpadas e podadas com seus respectivos trabalhos somente por serem mulheres.

A partir do instante que se reconhece a igualdade de gênero, o limiar entre concorrentes do empreendedorismo fica mais justo. Um espaço só de homens não represente a verdadeira sociedade brasileira, muito menos a mundial.

Por isso, se você faz parte de um grupo empreendedor, incentive uma mulher. Ela pode ter ideias geniais como qualquer outro homem, pois seu gênero não é limitante de trabalho. Continuar com esse preconceito é um atraso para o avanço da população. 

Empreendedorismo feminino versus empreendedora mulher

Uma discussão muito pertinente sobre essa temática trata da ação do empreendedorismo feminino e a relação com uma empreendedora mulher. Pode parecer que não há distinção, porém é importante separar esse nicho do ato de empreender do lado profissional de uma pessoa.

O empreendedorismo feminino se trata de um grupo de mulheres, que desenvolvem ou não um produto voltado para o mercado desse gênero. Em contrapartida, uma empreendedora mulher, apesar de poder fazer parte desse grupo, nem sempre está lá, podendo ser da equipe de homens.

Não existe uma obrigação de que toda mulher deva trabalhar com o ramo do empreendedorismo feminino. Esta é somente uma vertente, que valoriza o gênero feminino no mercado e dá espaço para que outras mulheres façam parte dele. Nem todas precisam realmente participar desse movimento, mas todos tem a obrigação de reconhecer a importância desse nicho. 

Mercado brasileiro: quais as empreendedoras mais famosas?

No mercado brasileiro existem inúmeros empreendedores de sucesso, que são o incentivo não somente da nossa população, mas também exemplo para outros profissionais da área e que são de outros países – o Brasil demonstrando competência em seu trabalho para o mundo inteiro.

No quesito de empreendedoras de sucesso, existem muitas, que até mesmo participam de programas de televisão como Shark Tank Brasil, como Camila Farani e Cristina Arcangeli – este se trata de um reality show voltado para a área de negócios e empreendedorismo. 

Alguns desses nomes em destaque no mercado brasileiro e até mesmo no mercado mundial são:

Luiza Helena Trajano

Essa, sem sombra de dúvidas, é conhecida por todos – mesmo que o nome completo não seja o mais falado pela imprensa. Luiza Helena Trajano é a fundadora e dona da empresa Magazine Luiza e está entre as três mulheres mais bem sucedidas no mercado empreendedor brasileiro, segunda a revista Forbes.

Atualmente, a empreendedora possui quase mil lojas de sua rede varejista no Brasil, além do comércio virtual ser um sucesso em todo o mundo. Por ano, milhões são faturados pela rede, colocando-a em destaque na lista de maiores empreendedores do país.

É importante salientar que Luiza Helena não faz parte do empreendedorismo feminino, visto que a sua empresa não é voltada para profissionais somente desse gênero e muito menos visa atender somente a esse público. O comércio é misto e dá espaço para todos.

Cecília Prado

No mundo, o mercado voltado para vestimentas é muito requisitado e disputado. Mas, apesar desse grande disputa, Cecília Prado veio do interior de Minas Gerais costurando as suas próprias peças e fundou a famosa loja de grifes “Prado”.

Conhecida por ser uma marca de roupas de alto padrão, a estilista ganhou destaque não somente no Brasil, mas também no mundo. Existem lojas de sua rede em mais de 20 países do mundo, inclusive lugares luxuosos, como os Emirados Árabes. 

Este é um empreendedorismo feminino, pois além de ser voltado exclusivamente para esse público, com roupas, sapatos e bolsas, dá valor ao serviço da mulher e em sua maioria só utiliza a mão de obra delas. 

Chieko Aoki

A empresária brasileira Chieko Aoki é uma inspiração para as mulheres empreendedoras de todo o mundo. Formada em Direito pela USP, Universidade de São Paulo, ela trabalhou durante anos em redes hoteleiras e utilizou de seu aprendizado nesse serviço para criar o seu próprio mercado de hotéis.

Atualmente ela é proprietária da rede de hotéis de luxo Blue Tree Hotels, que possui várias sedes em todo o Brasil, trazendo lucros infinitos à empresa. Sem dúvida alguma, Chieko é uma inspiração para qualquer mulher empreendedora no país. 

É importante destacar que a empreendedora Chieko não faz o empreendedorismo feminino, porém participa de eventos que incentivam esse nicho e, não somente, também auxilia mulheres que querem iniciar nesse ramo. 

A diferença entre empreendedorismo feminino e empreendedorismo feminista

Outro ponto importante, que sempre entre em discussão entre as pessoas que não conhecem bem sobre o assunto, é a diferença que existe entre o empreendedorismo feminino e o empreendedorismo feminista. Apesar de parecerem iguais, estes não são. 

O empreendedorismo feminino, como já falamos, está voltado para o trabalho das mulheres e, muitas vezes, produz algo que seja somente para esse público. Em contrapartida, o empreendedorismo feminista está sempre a um passo do negócio e a um passo de um ato político. 

O primeiro está totalmente ligado à figura de gênero, representatividade na sociedade e aspectos afins. Enquanto isso, o segundo também trabalha esse conceito, mas ele luta para que as mulheres tenham espaço nesse local e esse é um de seus produtos – a busca pela igualdade.

Feminista: um conceito político atual

Ao fazermos uma relação do ato de empreender com o feminismo estamos automaticamente invocando um ato político atual. Tudo que fazemos é, sem dúvida alguma, político – até porque vivemos em sociedade e para qualquer ação temos uma política. 

Contudo, quando tratamos de um serviço feminista, ele está em busca de conciliar a ideologia da empresa com o produto ofertado. No Brasil, por exemplo, cresce o número de empresas que vendem coletores menstruais, a fim de acabar com os problemas causados nas mulheres por absorventes comuns.

Isso é uma maneira de trabalhar com o público feminino, diretamente voltado para ele e ainda conseguir lutar por algo que seja para o gênero. Este é o empreendedorismo feminista – distinto do empreendedorismo feminino.

Preconceito contra o empreendedorismo feminino 

Existe no Brasil uma onda de preconceito contra o empreendedorismo feminino. Isso surgiu a partir da ideia de que os direitos iguais são de ter o mesmo espaço, sem a necessidade de destacar um gênero na hora de trabalhar. 

É comum escutar que esse nicho está segregando homens, como já falamos no artigo, e que as mulheres estão querendo se sobressair. Entretanto, esse não é o objetivo do empreendedorismo feminino, sendo somente a intenção de dar espaço igualitário para todos.

Se você faz parte desse grupo que rechaça as mulheres que participam do empreendedorismo feminino, reveja os seus conceitos. Historicamente, por somente serem desse gênero, muitas garotas perderam seu espaço no negócio. Dar a chance delas se destacarem com esse comércio é uma maneira de inseri-las na verdadeira sociedade atual. 

Como fazer um empreendedorismo feminino?

Agora que já entendemos tudo sobre o empreendedorismo feminino e sua vertente dentro dessa profissão, precisamos saber como se tornar uma empreendedora desse nicho e quais características não podem faltar para ser uma empresária de sucesso. 

É importante salientar que essas são dicas gerais, podendo haver algumas específicas para cada pessoa. Fique atento às principais características, pois algumas outras estão relacionadas somente a personalidade de cada pessoa. 

Produto ligado às mulheres

A primeira maneira de fazer parte do empreendedorismo feminino é criando produtos relacionados a esse público. Este nicho não precisa necessariamente ser voltado somente para isso, contudo somente ele que faz essa ação.

Hoje em dia é comum, por exemplo, empresas de roupas íntimas utilizarem somente desse gênero como público-alvo. Isso se deve pela maior busca feita por elas, além do consumo ser bem maior e de maior qualidade.

Isso não significa necessariamente que os homens não possam consumidor esse produto, entretanto ele é planejado para outro espectro. Por isso, mesmo que haja outro tipo de consumidor, sempre haverá o foco nas mulheres. 

Discurso pautado no público feminino 

Uma empresa precisa de um discurso para que tenha voz no mercado. Independente de qual seja o produto produzido, quanto mais opinião o negócio tiver, maior vai ser o destaque – principalmente na geração que vivemos, que o público exige opinião para tudo no mundo.

Os clientes enxergam isso como uma forma de se posicionar, sem que a empresa pense somente em lucros e em tirar o dinheiro do bolso do comprador. É preciso ter coragem para defender as crenças e mostrar que uma marca pode ter isso.

É importante salientar que nesses casos, o empreendedorismo feminino sempre estará pautado no discurso sobre o público feminino, já que o seu público-alvo, em sua maioria, se trata deste. Quando não houve relação, automaticamente não se trata desse ramo. 

Reconhecimento do público-alvo

Por último, mas não menos importante e muito menos pouco falado, é o reconhecimento do público-alvo. Sim, já falamos inúmeras vezes que boa parte das vezes este é totalmente voltado para o nicho feminino, contudo podem existir homens que também consumam esse produto ou somente uma empresa de mulheres que desenvolva comércio para todos.

Para que o empreendedorismo feminino seja feito com sucesso é preciso seguir um passo que qualquer empreendedor segue: decidir seu público. Não se pode ter tudo de uma vez, pois atender um comprador pela metade é o mesmo que perdê-lo para a concorrência. 

Ou seja, limite o número de grupos que são atendidos pelo seu produto e aumente com o crescer de sua empresa. O ideal para qualquer empresa é iniciar de maneira pequena e ir crescendo com o tempo – e, claro, ganhando espaço no mercado brasileiro e mundial. 

O empreendedorismo feminino: a autonomia da mulher nos negócios

Ou seja, ao fim chegamos à conclusão de que o empreendedorismo feminino é um nicho importantíssimo dessa profissão mundial. Mesmo que muitas pessoas tratem como inferior e até mesmo ínfimo, este cresce cada vez mais e mostra como é importante reconhecer a mulher e o público feminino no mercado.

Por isso, se você está a fim de começar esse tipo de negócio, não tenha medo. Leia e releia nosso artigo e tire todas as informações necessárias para começar nesse ramo. Não tenha medo, pois seu futuro pode estar no empreendedorismo feminino.

Gostou do nosso texto? Quer saber mais sobre empreendedorismo feminino e assuntos relacionados? Continue aqui e leia mais! Até logo.