Saiba tudo sobre o empréstimo com garantia

Você conhece os tipos de empréstimo com garantia? A CashMe mostra quais são. Confira:

Devido a crise econômica, tem sido cada vez mais difícil para o brasileiro manter a estabilidade de sua vida financeira. A constante flutuação das taxas de juros e de impostos fazem com que a população do país se atole em dívidas, que sempre começam pequenas. 

A solução mais viável é realizar um empréstimo, mas a maioria das pessoas não sabe por onde começar. O Brasil possui a falta da educação financeira, lidando com o problema só quando aparece. Além disso, a falta de informação pode dificultar o acesso da população às linhas de créditos mais baratas e adequadas para cada perfil, fazendo com que o consumidor contrate as modalidades com as maiores taxas do mercado.

Uma das opções de linha de crédito que possuem as taxas de juros mais baratas é o empréstimo com garantia. Porém, existem diversas modalidades dentro desse tipo de operação e é importante conhecer cada uma delas para saber em qual se encaixa. Contudo, pouco se sabe a seu respeito, mas muito se especula. Por essa razão, a CashMe trouxe tudo sobre o empréstimo com garantia e como se divide.

O que é o empréstimo com garantia?

Como diz o nome, é a modalidade de empréstimo onde o crediário transfere para a instituição financeira, indiretamente, um bem que possa ser utilizado como garantia para que todas as parcelas da operação sejam quitadas dentro do prazo combinado. 

É um dos empréstimos mais fáceis de conseguir e talvez o que possua as taxas mais baratas do mercado. A instituição se sente segura tendo o bem como garantia, de modo que libera o crédito com menos restrições e menores taxas. Os casos de inadimplência são raros nessa categoria de empréstimo, o que diminui o risco tanto para a instituição quanto para o consumidor.

Entre os bens que podem ser colocado como garantia, os mais famosos são imóveis e veículos, mas não são os únicos. No Brasil, joias, celulares e até salários já são aceitos como garantia por empresas bancárias. Em alguns países também é possível usar máquinas agrícolas, equipamentos médicos, bitcoins e outros.

Indicado para obter um montante de alto valor, é o mais procurado para quem deseja pagar dívidas que fugiram do controle, abrir ou investir em um negócio e até realizar projetos pessoais que exijam uma alta quantia para sair do papel.

Quais cuidados devem ser tomados?

Apesar de ser uma operação de alto risco para o consumidor, os casos de inadimplência são raros no Brasil. Muitas pessoas pensam que a instituição financeira quer tomar o seu bem, mas isso não passa de um mito. 

A garantia é somente uma segurança de que as parcelas do empréstimo serão pagas. A retomada do bem pela empresa bancária é o último recurso, havendo diversas renegociações da dívida antes que de fato aconteça. Contudo, é importante não permitir que chegue a esse ponto.

É importante fechar o contrato com uma instituição ou plataforma financeira em que se sinta seguro, planejando muito bem o empréstimo antes de fazê-lo. Comparar as taxas, verificar seu custo efetivo total, e ler o contrato são cuidados imprescindíveis que devem ser tomados para evitar um golpe ou até mesmo de que aconteça o caso de inadimplência. 

Quais são as categorias do empréstimo com garantia?

Além dos cuidados básicos a serem tomados na realização de qualquer tipo de obtenção de linha de crédito, o empréstimo com garantia contém categorias divididas de acordo com o bem a ser utilizado como garantia. Cada uma possui sua especificidade e suas restrições.

  1. Imóvel

Também chamado de Home Equity, o empréstimo com garantia de imóvel chegou no Brasil em meados de 2006. Desde então, é um dos que mais tem crescido, especialmente com a entrada das fintechs (financeiras online) no mercado. 

De acordo com um levantamento de dados feito pela Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, existem cerca de 70 milhões de domicílios em todo o país, sendo que  68% estão quitados e poderiam ser usados em operações de refinanciamento.

O valor máximo a ser liberado para crédito, nesse caso, é de 60% do valor total do imóvel. Seus prazos de pagamento variam de instituição para instituição e do valor do montante, mas o máximo permitido é de até 30 anos. 

Antes de fazer a análise da solicitação do empréstimo com garantia de imóvel, a instituição provavelmente pedirá para realizar uma simulação. Isso é importante para ambos os lados, pois assim é possível ter a certeza de que o crediário tem condições saldar o empréstimo dentro do prazo estipulado.

Diferente da hipoteca, o imóvel transferido para a instituição para servir de garantia pode ser usado pelo proprietário normalmente, uma vez que não fica totalmente no nome da instituição. Isso se chama alienação fiduciária. 

Em caso de inadimplência, para que o imóvel seja retomado pela empresa bancária, é feito todo um processo de forma judicial, o que não é vantajoso por conta da burocracia. Até chegar a esse ponto, diversas renegociações do pagamento da dívida são feitos. 

  1. Celular

A tecnologia abriu muitas portas para todas as áreas de nossas vidas e com o mercado financeira não seria diferente. Hoje em dia, já é possível utilizar o celular como garantia de pagamento de um empréstimo. Bastante comum no exterior, chegou ao Brasil recentemente. No entanto, só existe uma empresa financeira que oferece esse serviço por enquanto. 

O crediário solicita o empréstimo por meio de um aplicativo, onde são realizadas a análise de crédito e a comprovação de documentos. O valor do montante é relativamente baixo, podendo variar de R$ 300 a R$ 5 mil. 

Em caso do não pagamento das parcelas do empréstimo, o aparelho é bloqueado e fica indisponível para uso, a não ser para acessar o aplicativo da instituição financeira ou ligar para serviços de emergência.

  1. Joias

Apesar de ainda serem poucas, existem instituições financeiras no país que realizam empréstimos a partir da penhora de joias. Estima-se que, no ano passado, essa modalidade de linha de crédito movimentou 3,47 bilhões de reais em todo o Brasil.

A maior vantagem desse tipo de empréstimo com garantia é a facilidade da contratação. Sem qualquer burocracia, o crediário só precisa apresentar a joia, o CPF, RG e o comprovante de endereço. Até mesmo quem está inadimplente consegue fazê-lo e o crédito é liberado no mesmo instante em que a joia é avaliada.

Caso o beneficiário não consiga pagar a dívida, a joia ficará guardada na instituição financeira em que o empréstimo foi feito e vai a leilão após 30 dias de atraso no pagamento das parcelas do crédito.

  1. Automóvel

O empréstimo com garantia de veículo é uma linha de crédito similar ao empréstimo com garantia de imóvel, onde o consumidor utiliza seu carro, motocicleta ou qualquer outro tipo de automóvel como garantia de pagamento. 

Assim como as outras modalidades, oferece taxas de juros menores por conta da segurança que a instituição terá de que a dívida será saldada. O valor do montante é consideravelmente menor do que àquele do empréstimo com garantia de imóvel, da mesma forma que a duração do prazo para o pagamento.

O prazo de pagamento das parcelas é de 3 a 4 anos, variando de instituição para instituição. O valor do crédito liberado pode cobrir até entre 60% e 80% do valor total do automóvel.

Também chamado de refinanciamento de veículo, o processo de aprovação da solicitação costuma ser rápido, porém, depende das condições do veículo oferecido como garantia.

 A documentação exigida são os dados do proprietário e os do veículo. Além disso, o dono não pode ter problemas com órgãos de fiscalização como o DETRAN, ou seja, nenhuma multa ou infração são permitidas para que a solicitação seja aprovada.

  1. Salário

Outra alternativa do empréstimo com garantia é o consignado. Nessa modalidade, o valor do pagamento das parcelas é descontado diretamente da folha do pagamento do beneficiário, ou do benefício recebido pelo INSS. 

A restrição é de quem pode contratá-lo: somente aposentados e pensionistas do INSS, além de funcionários públicos ou de empresas privadas. Contudo, o valor do crédito a ser emprestado não é tão alto e seu prazo varia de instituição para instituição, podendo chegar até no máximo 72 meses (6 anos).

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