Reserva de emergência: como fazer a sua

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Atualizado:
05/04/2021

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Publicado:
05/04/2021

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Joyce Carla

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Quem faz um seguro não deseja que algo aconteça ao seu patrimônio, mas sabe que acidentes acontecem. Da mesma forma, a reserva de emergência é a sua segurança financeira caso ocorra um imprevisto.

Para quem quer cuidar melhor do próprio dinheiro e ampliar o patrimônio com segurança, é preciso ter uma reserva financeira. Por isso, nesta página, vamos falar sobre:

O que é reserva de emergência?

Antes de mais nada, precisamos entender o que significa o termo. Atualmente, muitos educadores financeiros e influenciadores digitais têm falado sobre a reserva financeira. De fato, ela é um dos mais importantes passos no caminho de uma vida financeira saudável.

Em resumo, a reserva de emergência é um valor que deve ser investido para o caso de um imprevisto. Ou seja, uma reserva financeira que deve ficar em um investimento de baixo risco para uma crise.

Assim sendo, você precisa dar atenção à segurança e aos motivos para usar esse dinheiro. Lembre-se de que ele está lá para uma emergência, algo que esteja fora do seu orçamento. Não é para usar com férias, troca de celular ou presentes. Para isso, você deve fazer outros investimentos.

Quanto é uma reserva de emergência?

Provavelmente, após entender o que significa a reserva, você está se perguntando qual é o valor que se deve guardar. Acertei? 

Com toda certeza, eu posso te dizer que não existe um número mágico para se proteger de toda e qualquer emergência. Eu duvido que alguém tenha previsto a crise causada pela pandemia do Coronavírus (COVID-19) e tenha uma reserva suficiente.

No entanto, existem algumas sugestões que dão um norte para fazer a sua reserva financeira. Por exemplo, ter no mínimo o equivalente a seis vezes o seu gasto mensal. Ou seja, você deve somar todas as suas despesas no mês e multiplicar por seis.

No caso de trabalhadores autônomos, informais e empreendedores, a sugestão é multiplicar os gastos por 12. Uma vez que esses profissionais têm o salário variável e podem passar períodos maiores sem receber.

Como fazer uma reserva de emergência?

Agora que você já sabe a importância da reserva financeira e de quanto precisa juntar, vamos ver como fazer isso. Não espere juntar todo o dinheiro para começar, dê o primeiro passo com o valor que possui hoje.

Em outras palavras, se você precisa de R$6.000, pode começar guardando R$10, R$50 ou R$100 por exemplo. O importante é conseguir economizar uma parte do seu orçamento todos os meses para isso.

Nesse sentido, é fundamental que você tenha o seu controle financeiro. Seja em uma planilha, aplicativo ou caderninho. Desse modo, você terá visibilidade com o que gasta e onde pode economizar para fazer a reserva de emergência.

Assim, você pode tanto separar, por exemplo, 10% do seu salário para a reserva, como definir um valor fixo mensal. Em seguida, será necessário ter disciplina para manter os aportes até completar o montante necessário.

Onde deixar a reserva de emergência em 2021?

Certamente uma das principais dúvidas relacionada à reserva financeira é onde investir o dinheiro para usar em caso de necessidade. Sobretudo você deve focar em três quesitos para escolher onde deixar a reserva – ainda mais em 2021.

  • Risco.
  • Liquidez.
  • Volatilidade.

Qualquer que seja o investimento, ele precisa ter baixo risco, alta liquidez e baixa volatilidade. Ou seja, renda fixa. Algumas das opções que se encaixam nessas condições são:

  • Tesouro Selic.
  • Contas remuneradas que ofereçam, no mínimo, 100% do CDI.
  • CDBs com liquidez diária e também com rentabilidade mínima de 100% do CDI
  • Fundos de investimento com resgate no mesmo dia ou no dia seguinte.

Nos dois últimos casos, fique de olho se existem taxas administrativas ou taxas de performance. Busque outras alternativas caso tenha, porque essas taxas podem reduzir o poder de compra do seu dinheiro.

Por que não na Poupança?

Embora muitos brasileiros ainda deixem o dinheiro na caderneta de poupança, essa não é a melhor opção para a reserva. Desde que houve uma mudança na regra da poupança, em 2012, ela se tornou menos vantajosa.

Assim sendo, quando a Selic estiver menor ou igual a 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic. Ou seja, na situação em que vivemos, a poupança perde para o Tesouro Selic em segurança, rentabilidade maior e diária.

Em primeiro lugar, o Tesouro Direto é garantido pelo Tesouro Nacional. O que faz dele o investimento mais seguro do país. Por outro lado, a poupança tem o FGC.

Em segundo lugar, conforme mostrado acima, no cenário atual a poupança tem rentabilidade bem menor do que o Tesouro Selic.

Em terceiro lugar, a poupança só rende caso o dinheiro fique parado lá por 30 dias. Já o Tesouro Selic tem rentabilidade diária. Em outras palavras, a qualquer dia que você resgate, não perderá o rendimento de nenhum período.

Quando usar a reserva financeira?

Conforme o nome já deixa claro, essa reserva é para casos de emergência. Dessa forma, não deve ser usada para pequenos gastos desnecessários ou para supérfluos não planejados. Confira abaixo alguns casos em que a reserva financeira deve ser usada:

  1. Perda do emprego. Ainda que você receba o seguro desemprego, é importante ter um complemento de renda.
  2. Troca de emprego. Entre a saída de um e o começo do próximo, você pode ficar um mês sem receber.
  3. Despesas médicas que o plano de saúde não cobre. Eventualmente, você ou alguém da sua família pode precisar de um atendimento diferenciado ou de medicamentos mais caros.
  4. Consertos ou manutenção da casa e do carro. Em caso de acidente ou incidentes, você pode ter um custo que não caiba no orçamento do dia a dia.
  5. Manutenção ou troca de aparelhos eletroeletrônicos que não têm seguro. Por exemplo, se a geladeira ou o fogão quebrar.

Provavelmente, para alguns desses gastos você pode optar por parcelar no cartão de crédito. Mas, caso não tenha limite isso pode ser difícil de fazer. Então, para não recorrer a empréstimos e pagar juros, muitas vezes alto, você pode contar com a sua reserva.

Conclusão

Por fim, a reserva de emergência é para todos, mesmo para os investidores mais experientes. Infelizmente, o brasileiro não tem o costume de guardar dinheiro. Assim, quando aumenta o desemprego, a consequência imediata é o aumento da inadimplência.

Entretanto, quem faz a reserva financeira consegue ter mais tranquilidade e manter a qualidade de vida mesmo na crise. Portanto, sugiro que se você não tem a sua, comece o quanto antes.


Joyce Carla

Escrito por Joyce Carla

Jornalista, investidora e especialista em Educação Financeira.


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