Comprovante de renda: o que é e como emitir?

27 jan 2026
31min de leitura

Comprovante de renda é o documento oficial que atesta seus ganhos mensais ou anuais. Você usa para provar sua capacidade financeira em operações como empréstimos, aluguel, financiamento e abertura de contas. Os principais tipos são: holerite (CLT), DECORE (autônomos), Declaração de IR, extratos bancários e comprovante do INSS.

O comprovante de renda é mais do que uma simples formalidade. Entender os diferentes tipos de comprovante de renda, saber como emitir comprovante de renda corretamente e estar ciente da importância do comprovante de renda em situações como comprovante de renda para aluguel ou empréstimos, permite que você se prepare de forma eficaz para qualquer transação financeira.

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O que é o comprovante de renda?

O comprovante de rendimentos é um documento oficial que atesta o valor dos seus ganhos mensais ou anuais. Sua função principal é servir como uma certidão de renda, garantindo a instituições financeiras, locadoras ou órgãos governamentais que você possui capacidade financeira para arcar com um compromisso, como o pagamento de um empréstimo, das parcelas de um financiamento ou de um aluguel.

Para o que serve um comprovante de renda?

A função primordial desse documento é fornecer transparência e segurança jurídica às transações. Ao exigir a documentação financeira, a instituição faz uma análise de crédito rigorosa. Este processo visa mitigar riscos, verificando se a sua capacidade de pagamento é compatível com o valor da obrigação assumida, protegendo tanto o credor quanto o devedor do superendividamento.

O que serve como comprovante de renda?

Diferentes documentos podem comprovar sua renda, dependendo da sua situação profissional e da exigência da instituição. Veja quais são aceitos:

DocumentoAceito?Para quem serve
Contracheque (holerite)Trabalhadores CLT (carteira assinada)
Declaração de Imposto de RendaTodos que declaram IR
DECOREAutônomos, profissionais liberais, MEI
Extrato bancário (últimos 3-6 meses)Autônomos, informais, complemento
Comprovante de pagamento INSSAposentados e pensionistas
DASN-SIMEIMEI (Microempreendedor Individual)
Recibo de Pagamento Autônomo (RPA)⚠️Autônomos (como complemento)
Pro laboreSócios de empresas
Carnê-leãoProfissionais liberais que pagam IR mensal
Nota fiscal de serviços⚠️Autônomos (como complemento)
Declaração de próprio punhoNão aceito para crédito/aluguel
Recibo simples sem registroNão possui validade oficial
Print de conta bancáriaPrecisa ser extrato oficial

Atenção: Documentos com ⚠️ geralmente são aceitos apenas como complemento, junto com outros comprovantes mais robustos. Documentos com ❌ não possuem validade oficial para operações financeiras.

Tipos de comprovante de renda

A seguir, listamos os principais tipos de comprovante de renda aceitos e detalhamos como emitir comprovante de renda para cada categoria.

Contracheque ou holerite (trabalhadores CLT)

O contracheque, também conhecido como holerite, é o comprovante mais comum para quem trabalha sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ou seja, com carteira de trabalho assinada. Ele detalha o salário bruto, os descontos obrigatórios (como INSS e Imposto de Renda Retido na Fonte) e o salário líquido recebido no mês.

Geralmente, as instituições solicitam os três últimos contracheques, pois eles oferecem uma visão consistente da renda comprovada mensal do empregado e atestam a regularidade do pagamento.

Como emitir este comprovante

O contracheque é emitido mensalmente pelo empregador ou pelo departamento de Recursos Humanos da empresa. Em muitos casos, o acesso é feito por portais online do funcionário. Para servidores públicos, a emissão costuma ser feita através de sistemas específicos do governo, como o SouGov.br (para o Executivo Federal), que consolidam os dados de pagamento.

Declaração de Imposto de Renda (IRPF)

A Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF), juntamente com o Recibo de Entrega, é considerada um dos comprovantes mais completos e confiáveis, pois é um documento oficial entregue à Receita Federal. Ela comprova todos os rendimentos tributáveis e não tributáveis recebidos ao longo do ano-calendário anterior, sendo amplamente aceita para grandes operações, como financiamento habitacional ou grandes empréstimos.

A IRPF é a principal ferramenta para comprovar a renda anual consolidada de forma oficial, sendo fundamental para a análise de crédito, pois reflete a situação patrimonial e fiscal do indivíduo.

Como emitir este comprovante

O comprovante de rendimento proveniente do Imposto de Renda é obtido diretamente nos sistemas da Receita Federal. Você pode emitir extrato de imposto de renda (ou a cópia da declaração) através do portal e-CAC (Centro Virtual de Atendimento) no site da Receita, mediante certificado digital ou código de acesso, na seção “Meu Imposto de Renda”.

DECORE (para profissionais liberais, autônomos e MEI)

A Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos (DECORE) é o documento oficial mais recomendado para comprovante de renda autônomo, profissionais liberais e para proprietários de microempresas (incluindo o MEI, Microempreendedor Individual).

A DECORE tem fé pública e é elaborada por um contador habilitado, a partir de documentos como notas fiscais de serviços, recibos de pagamento a autônomo (RPA), livro caixa, ou extratos bancários (no caso de pro labore). É o documento com maior peso para quem não possui holerite ou IRPF robusto, conferindo credibilidade à renda comprovada do empreendedor.

Como emitir este comprovante

A DECORE deve ser solicitada a um contador devidamente registrado no Conselho Regional de Contabilidade (CRC), que se responsabiliza pela veracidade das informações. O processo é eletrônico e exige que você apresente a documentação necessária (como notas fiscais, recibos, etc.) que sirvam de base para o cálculo da renda.

Comprovante de renda para Microempreendedor Individual (MEI)

O MEI (Microempreendedor Individual) se enquadra na categoria de comprovante de renda autônomo, mas possui documentos fiscais específicos que facilitam a comprovação. O principal documento é a DASN-SIMEI (Declaração Anual do Simples Nacional para o MEI), que demonstra o faturamento bruto anual. Além disso, é altamente recomendável apresentar os extratos bancários da conta Pessoa Jurídica (PJ) e Pessoa Física (PF), a fim de diferenciar o faturamento da empresa do pro labore do empreendedor. Para transações de maior valor, a DECORE é frequentemente exigida, pois formaliza a retirada de rendimentos feita pelo MEI para a Pessoa Física.

Extratos bancários e de movimentação financeira

Os extratos bancários, geralmente dos últimos três a seis meses, são utilizados como comprovante complementar ou, em muitos casos, como o principal comprovante de renda autônomo e do trabalhador informal ou de profissionais liberais. Eles demonstram a movimentação financeira regular e consistente, permitindo que a instituição credora calcule uma média de rendimentos e valide a documentação financeira apresentada.

Como emitir este comprovante

Você pode obter os extratos diretamente no caixa eletrônico, no aplicativo de seu banco ou no Internet Banking. Os extratos devem ser oficiais, com o timbre e as informações da instituição financeira, e mostrar a consistência dos depósitos e pagamentos em um período relevante para a análise de crédito.

Extrato de pagamento do INSS (aposentados e pensionistas)

Para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o extrato de pagamento de benefício, ou “Extrato de Pagamento de Benefício” (ou Histórico de Crédito), é o comprovante de renda oficial. Este documento é amplamente aceito para comprovante de renda para empréstimo consignado e outras operações.

Como emitir este comprovante

O extrato pode ser emitido pelo site ou aplicativo “Meu INSS”. Ele é um documento padronizado, de fácil acesso e que demonstra o valor líquido do benefício recebido, servindo como uma certidão de renda clara e confiável.

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Como fazer comprovante de renda: guia completo passo a passo

O processo para conseguir seu comprovante de renda varia conforme sua situação profissional. Veja o passo a passo específico para cada perfil:

Para trabalhadores CLT (com carteira assinada)

Passo 1: Acesse o portal do colaborador da sua empresa ou solicite ao departamento de RH.

Passo 2: Faça o download dos últimos 3 contracheques (a maioria das instituições exige esse período).

Passo 3: Verifique se os contracheques estão completos, com todas as informações: nome da empresa, seu nome completo, CPF, salário bruto, descontos e salário líquido.

Passo 4: Se trabalha como servidor público federal, acesse o sistema SouGov.br com sua conta Gov.br.

Passo 5: Salve os arquivos em PDF ou imprima com qualidade, mantendo todas as informações legíveis.

Para autônomos e profissionais liberais

Passo 1: Reúna sua documentação financeira dos últimos 6-12 meses: notas fiscais de serviços, recibos de pagamento autônomo (RPA), extratos bancários.

Passo 2: Procure um contador registrado no CRC (Conselho Regional de Contabilidade) para solicitar a DECORE.

Passo 3: Apresente toda a documentação ao contador. Ele precisará validar seus rendimentos através desses documentos.

Passo 4: O contador emitirá a DECORE de forma eletrônica, assumindo responsabilidade técnica pelas informações.

Passo 5: Como complemento, separe seus extratos bancários dos últimos 6 meses que mostrem entrada consistente de valores.

Alternativa sem DECORE: Se não tiver condições de contratar um contador, você pode usar apenas os extratos bancários dos últimos 6 meses + Declaração de Imposto de Renda (se declarar) + Carnê-leão (se pagar IR mensalmente). Essa combinação é aceita em algumas instituições, mas tem menos força que a DECORE.

Para MEI (Microempreendedor Individual)

Passo 1: Acesse o Portal do Empreendedor (gov.br/empresas-e-negocios) com sua conta Gov.br.

Passo 2: Baixe sua DASN-SIMEI (Declaração Anual do Simples Nacional) do último ano. Este documento mostra seu faturamento anual como MEI.

Passo 3: Separe os extratos bancários da sua conta PJ (Pessoa Jurídica – CNPJ) dos últimos 6 meses.

Passo 4: Separe também os extratos da sua conta PF (Pessoa Física – CPF) para mostrar as transferências do CNPJ para o CPF (seu pro labore).

Passo 5: Para operações de maior valor (financiamento, empréstimo grande), solicite a DECORE com um contador. Ela formaliza quanto você retira da empresa como renda pessoal.

Importante: O faturamento do MEI (CNPJ) não é sua renda pessoal. Você precisa mostrar quanto desse faturamento vira renda para você (CPF), seja através da DECORE ou dos extratos mostrando as transferências.

Para aposentados e pensionistas do INSS

Passo 1: Baixe o aplicativo “Meu INSS” no seu celular ou acesse pelo computador em meu.inss.gov.br.

Passo 2: Faça login com sua conta Gov.br (CPF e senha).

Passo 3: No menu, procure por “Extrato de Pagamento de Benefício” ou “Carta de Concessão”.

Passo 4: Escolha o período desejado (geralmente os últimos 3 meses) e faça o download do documento em PDF.

Passo 5: O extrato mostrará o valor líquido do seu benefício, já descontando o IR e outras deduções.

Para quem está desempregado ou sem renda formal

Se você está desempregado ou não tem renda formal no momento, as opções são mais limitadas:

Para programas sociais: Você pode fazer uma Declaração de Ausência de Renda ou Declaração de Renda Própria, reconhecendo firma em cartório. Isso serve para programas como ProUni, FIES, auxílios governamentais.

Para aluguel: Você pode apresentar um fiador que tenha comprovante de renda, ou oferecer caução (depósito de valores), ou contratar seguro fiança.

Para empréstimo/financiamento: Sem comprovação de renda formal, você terá dificuldades nas instituições tradicionais. Algumas alternativas: usar bens como garantia (imóvel, veículo), apresentar extratos mostrando movimentação financeira consistente, ou ter um avalista/devedor solidário.

Como emitir comprovante de renda online

Hoje você consegue emitir diversos tipos de comprovante de renda pela internet, sem precisar ir presencialmente a bancos ou órgãos públicos:

Plataformas oficiais do governo

e-CAC (Centro Virtual de Atendimento – Receita Federal)

Acesse em gov.br/receitafederal

  • O que emitir: Cópia da Declaração de Imposto de Renda completa, recibo de entrega
  • Como acessar: Conta Gov.br nível prata ou ouro, ou certificado digital
  • Caminho: e-CAC → Meu Imposto de Renda → Declarações → Escolher ano

Meu INSS (para aposentados e pensionistas)

Aplicativo “Meu INSS” ou site meu.inss.gov.br

  • O que emitir: Extrato de pagamento de benefício, carta de concessão
  • Como acessar: Conta Gov.br
  • Caminho: Menu → Extratos → Extrato de Pagamento de Benefício

Portal do Empreendedor (para MEI)

Acesse em gov.br/empresas-e-negocios/empreendedor

  • O que emitir: DASN-SIMEI (Declaração Anual), CCMEI (Certificado de MEI)
  • Como acessar: Conta Gov.br
  • Caminho: Já sou MEI → Declaração Anual de Faturamento

Apps e sistemas dos bancos

A maioria dos bancos oferece emissão de extratos pelo aplicativo ou internet banking:

Caixa Econômica Federal: App Caixa → Extratos → Escolher período → Salvar PDF

Banco do Brasil: App BB → Menu → Extratos e Comprovantes → Extrato para Comprovação de Renda

Itaú: App Itaú → Extrato → Período personalizado → Compartilhar/Salvar

Bradesco: App Bradesco → Extrato → Salvar/Enviar

Santander: App Santander → Conta → Extrato → Exportar

Nubank, Inter, C6: Todos os bancos digitais permitem exportar extratos em PDF direto pelo app, em questão de segundos.

Em quais situações é necessário apresentar o comprovante de renda?

A importância do comprovante de renda reside no fato de que ele é exigido em praticamente todas as transações que envolvem risco financeiro ou comprovação de capacidade econômica. Conhecer as situações mais comuns ajuda você a preparar sua documentação financeira com antecedência.

As situações mais frequentes incluem:

1. Solicitação de empréstimos e financiamentos: bancos e financeiras exigem a comprovação de renda para calcular a capacidade de pagamento das parcelas, sendo essencial na análise de crédito. Para a compra de imóveis, são solicitados os documentos mais robustos, como a Declaração de Imposto de Renda e os últimos contracheques/extratos bancários, como parte dos documentos para financiamento.

2. Locação de imóveis: o comprovante de renda para aluguel é uma exigência padrão. Imobiliárias e proprietários geralmente pedem que a renda comprovada do inquilino (e do fiador, se houver) seja de 3 a 4 vezes o valor do aluguel, como garantia de pagamento do contrato de locação.

3. Abertura de contas e cartões de crédito: Para determinar o limite de crédito ou o tipo de conta que será oferecida, os bancos pedem o comprovante de rendimentos para avaliar o perfil de risco do cliente.

4. Matrículas em universidades ou programas governamentais: programas sociais, educacionais (como o ProUni, FIES) ou habitacionais exigem o comprovante de renda de todos os membros do grupo familiar para conceder benefícios ou financiamentos, sendo uma documentação necessária para a avaliação socioeconômica.

Comprovante de renda para empréstimos e financiamentos

Quando você solicita crédito em instituições financeiras, o comprovante de renda é um dos documentos centrais da análise. Entenda como funciona:

Documentos exigidos por bancos e financeiras

Para empréstimos pessoais (sem garantia):

  • 3 últimos holerites (CLT)
  • Declaração de IR do último ano + recibo
  • Extratos bancários dos últimos 3 meses

Para financiamento imobiliário:

  • 6 últimos holerites (CLT)
  • Declaração de IR dos últimos 2 anos
  • DECORE (autônomos/MEI)
  • Extratos bancários dos últimos 6 meses
  • Comprovação de outras rendas (aluguéis, investimentos)

Para empréstimo com garantia de imóvel (como o da CashMe):

  • Comprovante de renda adequado ao seu perfil
  • Documentos do imóvel
  • A análise tende a ser mais flexível pois há garantia real

Renda bruta vs líquida: qual informar?

Renda bruta: Valor antes dos descontos (INSS, IR, plano de saúde, etc.)

Renda líquida: Valor que cai na sua conta depois de todos os descontos

Para análise de crédito, os bancos geralmente consideram a renda líquida, pois é o valor real que você tem disponível para pagar compromissos. Porém, na hora de declarar, informe o que está sendo solicitado especificamente no formulário.

A instituição fará os cálculos considerando todos os descontos obrigatórios e comprometimento de renda (parcelas existentes).

Comprovante para pessoa física vs pessoa jurídica

Pessoa física (empréstimo pessoal):

  • Usa os documentos pessoais: holerite, IR, DECORE da sua renda como profissional
  • Análise foca na sua capacidade de pagamento individual

Pessoa jurídica (empréstimo empresarial):

  • Precisa comprovar o faturamento da empresa: balanços, DRE, extratos PJ
  • Documentos dos sócios também podem ser exigidos
  • Autorizações de faturamento e demonstrativos financeiros da empresa

Se você é MEI e quer empréstimo pessoal (como pessoa física), precisa comprovar seu pro labore, não o faturamento do CNPJ.

Cuidados essenciais e a importância de usar o comprovante de renda corretamente

Apesar de ser um documento fundamental, o comprovante de renda exige atenção e cuidados com comprovante de renda para evitar fraudes ou problemas na análise de crédito.

Veracidade e autenticidade: jamais forneça documentos falsos ou alterados. A falsidade ideológica é crime. As instituições fazem checagens cruzadas com a Receita Federal e outros órgãos para garantir a autenticidade, especialmente em casos de DECORE ou IRPF. Documentos falsificados invalidam toda a transação.

Prazo de validade: a maioria das instituições solicita documentos atualizados (dos últimos 90 a 180 dias). Certifique-se de que seus contracheques ou extratos bancários estejam dentro do período de validade exigido no momento da solicitação.

Proteção de dados: seu comprovante de renda contém informações sensíveis. Só o compartilhe com instituições ou pessoas de confiança e com reputação estabelecida. Em transações online, verifique se o site é seguro (cadeado na barra de endereço) e se o tratamento dos dados está em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Proteção e fraudes: a segurança do seu comprovante

O uso do comprovante de renda exige atenção máxima à segurança dos seus dados, atendendo diretamente aos cuidados com comprovante de renda. Este documento é valioso para criminosos que buscam cometer fraudes e golpes como abertura de contas, solicitação de empréstimos e emissão de cartões em seu nome.

Para se proteger, jamais compartilhe seu comprovante de renda em redes sociais ou sites não confiáveis. Ao enviar o documento digitalmente para uma instituição legítima, adicione uma marca d’água com a frase “Válido apenas para [Nome da Transação, ex: Análise de Crédito da Imobiliária X]” e a data. Isso dificulta o uso indevido e o reaproveitamento do documento em outras operações fraudulentas. Lembre-se que a falsidade ideológica e o uso de documentos falsos são crimes, e a responsabilidade civil por atos fraudulentos pode recair sobre você se não houver prova de roubo de identidade.

Dúvidas frequentes sobre comprovante de renda

Contracheque serve como comprovante de renda?

Sim, o contracheque (também chamado de holerite) é um dos comprovantes de renda mais aceitos no mercado. Ele é o documento padrão para trabalhadores com carteira assinada (CLT). As instituições geralmente solicitam os últimos 3 contracheques para comprovar a regularidade dos pagamentos e calcular a renda mensal líquida. O contracheque deve conter todas as informações oficiais, como nome da empresa, dados do funcionário, salário bruto, descontos e salário líquido.

Holerite é comprovante de renda?

Sim, holerite e contracheque são a mesma coisa. É o comprovante oficial de pagamento fornecido pela empresa aos funcionários CLT. Ele serve perfeitamente como comprovante de renda para aluguel, financiamentos, empréstimos e abertura de contas. O holerite tem validade oficial pois é emitido pela empresa empregadora e contém todas as informações sobre remuneração e descontos legais.

Como comprovar renda sendo autônomo?

Para autônomos, a forma mais aceita de comprovar renda é através da DECORE, uma declaração emitida por contador registrado no CRC com base em notas fiscais, recibos e extratos bancários. A DECORE tem fé pública e é o documento que mais se aproxima do holerite para quem trabalha por conta própria.

A Declaração de Imposto de Renda também é uma opção robusta. Se você declara IR como autônomo, a declaração completa com recibo de entrega serve como comprovante oficial e é amplamente aceita por instituições financeiras e imobiliárias.

Os extratos bancários dos últimos 6 meses funcionam bem quando mostram entrada regular de valores. Eles demonstram a consistência da sua renda ao longo do tempo e podem ser usados como documento principal ou complementar, dependendo da instituição.

O carnê-leão é outra alternativa válida. Se você paga Imposto de Renda mensalmente como profissional liberal, os recibos de recolhimento comprovam oficialmente sua renda perante a Receita Federal.

Você também pode combinar diferentes documentos para fortalecer sua comprovação. RPA (Recibo de Pagamento Autônomo), notas fiscais de serviços prestados e contratos de prestação de serviços, quando apresentados em conjunto, aumentam a credibilidade da sua documentação. A DECORE continua sendo a forma mais completa e aceita, mas se não tiver condições de contratar contador, essa combinação de documentos pode funcionar para operações de menor valor.

Como comprovar renda sem holerite?

Se você não tem holerite porque não é CLT, existem diferentes caminhos dependendo da sua situação profissional. Para autônomos e profissionais liberais, a combinação de DECORE, extratos bancários e Declaração de IR costuma ser suficiente para a maioria das operações. A DECORE funciona como o equivalente ao holerite para quem trabalha por conta própria.

Para MEI, você pode usar a DASN-SIMEI junto com os extratos bancários da conta PJ e PF, mostrando as transferências do CNPJ para o CPF. Em operações maiores, adicione a DECORE para formalizar seu pro labore. Para aposentados, o extrato de pagamento do INSS é o documento oficial que substitui o holerite perfeitamente.

Empresários que são sócios de empresas podem comprovar através do pro labore registrado, acompanhado do balanço patrimonial e DRE da empresa. Quem tem renda de aluguéis deve apresentar os contratos de locação, recibos de pagamento e a Declaração de IR mostrando os rendimentos de aluguel. Investidores podem usar extratos de corretoras e a Declaração de IR com os rendimentos de aplicações financeiras.

A chave é combinar documentos que mostrem a origem e regularidade da sua renda. Quanto mais documentação complementar você apresentar, mais credibilidade terá na análise. Para operações de alto valor, a tendência é que as instituições exijam documentos com mais fé pública, como a DECORE ou a Declaração de IR completa.

Extrato bancário serve como comprovante de renda?

Sim, extrato bancário serve como comprovante de renda, especialmente para autônomos e trabalhadores informais. Porém, existem algumas condições importantes para que ele seja aceito. O extrato deve cobrir um período de 3 a 6 meses, dependendo da exigência da instituição, e precisa mostrar movimentação financeira regular e consistente, com entradas de valores que demonstrem renda recorrente. Além disso, deve ser extrato oficial do banco, com timbre e dados completos da instituição financeira.

O extrato funciona melhor quando usado como complemento a outros documentos, como DECORE ou Declaração de IR. Para autônomos que recebem por transferência ou PIX regularmente, o extrato ganha ainda mais relevância pois mostra o histórico de recebimentos. No caso de MEI, os extratos são essenciais para mostrar as transferências do CNPJ para o CPF, comprovando o pro labore. Para operações de menor valor ou instituições mais flexíveis, apenas o extrato pode ser suficiente.

No entanto, existem limitações. Para operações de alto valor como financiamento imobiliário, apenas o extrato bancário pode não ser suficiente. Bancos e financeiras preferem documentos com mais fé pública como DECORE ou Declaração de IR, usando o extrato como documento complementar para validar as informações dos documentos principais.

O que é DECORE e como solicitar?

DECORE é a Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos, um documento oficial emitido por contador registrado no CRC (Conselho Regional de Contabilidade). Ela serve para comprovar a renda de autônomos, profissionais liberais, MEI e empresários, funcionando como o equivalente ao holerite para quem não tem carteira assinada.

Para solicitar a DECORE, você precisa procurar um contador registrado no CRC e apresentar documentos como notas fiscais, RPA, extratos bancários e contratos de prestação de serviços. O contador calcula sua renda média com base nesses documentos e emite a DECORE eletronicamente, assumindo responsabilidade técnica pela veracidade das informações.

O custo da DECORE varia entre R$ 100 e R$ 300 por declaração, dependendo da região e do contador. A validade é geralmente de 90 dias, após os quais você precisará emitir uma nova declaração se ainda precisar comprovar renda. A DECORE tem fé pública porque o contador responde profissionalmente pela veracidade das informações, tornando-a um dos documentos mais aceitos para comprovação de renda de autônomos.

Comprovante de renda para MEI: qual documento usar?

Como MEI, você tem opções específicas para comprovar renda. A DASN-SIMEI (Declaração Anual) mostra o faturamento bruto anual da empresa e pode ser encontrada no Portal do Empreendedor. É importante entender que isso comprova o faturamento do CNPJ, não sua renda pessoal diretamente.

Os extratos bancários são fundamentais. Você deve apresentar os extratos da conta PJ (CNPJ) e da conta PF (CPF) dos últimos 6 meses. O ideal é mostrar as transferências regulares do CNPJ para o CPF, que representam seu pro labore, ou seja, a retirada que você faz como renda pessoal.

Para operações maiores como financiamentos, você precisará contratar um contador para emitir a DECORE. O contador usará sua DASN-SIMEI, extratos bancários e notas fiscais para declarar oficialmente quanto você retira como renda pessoal. A combinação recomendada varia conforme a operação: para aluguel simples, DASN-SIMEI com extratos costuma ser suficiente; para empréstimo pequeno, adicione a Declaração de IR; para financiamento imobiliário, você precisará de DECORE, DASN-SIMEI, extratos e IR.

Lembre-se sempre: o faturamento do MEI (CNPJ) não é automaticamente sua renda. Você precisa mostrar quanto desse valor se transforma em renda para você como pessoa física (CPF), e isso fica claro através das transferências ou da DECORE formalizada.

Como fazer comprovante de renda pela internet?

Você pode emitir diversos comprovantes online através de plataformas oficiais. Para a Declaração de IR, acesse o e-CAC da Receita Federal no site gov.br/receitafederal, onde você precisará de uma conta Gov.br para fazer login. O comprovante INSS pode ser emitido pelo aplicativo ou site Meu INSS (meu.inss.gov.br), também com acesso através da conta Gov.br.

Para MEI, a DASN-SIMEI está disponível no Portal do Empreendedor, na seção de declarações. Os extratos bancários podem ser baixados em PDF através dos aplicativos dos bancos ou pelo internet banking, todos os bancos oferecem essa funcionalidade hoje em dia. Se você é CLT, o holerite geralmente está disponível no portal do colaborador da sua empresa ou através do sistema do RH.

Um ponto de atenção importante: evite sites que prometem “gerar comprovante do zero”. Use apenas plataformas oficiais do governo e dos bancos. Criar documento falso é crime e pode trazer sérias consequências legais além de invalidar qualquer operação financeira que você esteja tentando fazer.

Declaração de Imposto de Renda serve como comprovante?

Sim, a Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) é um dos comprovantes mais robustos e aceitos. Ela é documento oficial entregue à Receita Federal e comprova todos os seus rendimentos tributáveis e não tributáveis do ano anterior. A declaração tem fé pública porque é um documento governamental, mostra a totalidade dos seus rendimentos anuais de forma detalhada, é amplamente aceita para grandes operações como financiamento imobiliário, e serve para todos os perfis profissionais, sejam CLT, autônomo ou empresário.

Para usar como comprovante, você deve apresentar a declaração completa junto com o recibo de entrega. Você consegue emitir ambos pelo e-CAC da Receita Federal, acessando com sua conta Gov.br. A validade da declaração de um ano se estende até a entrega da próxima, o que significa que ela vale por aproximadamente 12 meses.

Para financiamento imobiliário, a Declaração de IR dos últimos 2 anos costuma ser obrigatória, independente de você ter holerite ou não. Essa exigência acontece porque as instituições querem ver a consistência da sua renda ao longo de um período maior.

Quanto tempo vale um comprovante de renda?

A validade varia conforme o tipo de documento e a instituição que está solicitando. Contracheque e holerite geralmente valem 90 dias (3 meses), por isso as instituições pedem os “últimos 3 holerites”. A DECORE também tem validade de 90 dias na maioria das instituições, após esse prazo você precisa emitir uma nova. Extratos bancários são válidos por 90 a 180 dias, dependendo da instituição, que geralmente pedem extratos “dos últimos 3 a 6 meses”.

A Declaração de Imposto de Renda tem validade mais longa, sendo aceita até a entrega da próxima declaração, o que representa cerca de 12 meses. O comprovante INSS vale em média 90 dias, e a DASN-SIMEI, por ser uma declaração anual, é válida até a entrega da próxima declaração do MEI.

A regra geral é que documentos que mostram renda mensal, como holerite e extratos, têm validade mais curta (3 meses), enquanto documentos anuais como IR e DASN valem por mais tempo (12 meses). Sempre confirme a validade específica com a instituição que está solicitando a documentação, pois cada uma pode ter sua própria política de atualização de dados.

E se eu for um trabalhador informal ou autônomo sem DECORE? Como comprovar renda?

Para o trabalhador informal ou o profissional autônomo que não possui a DECORE, a comprovação de renda torna-se um desafio, mas não é impossível. As instituições financeiras e locadoras tendem a aceitar uma combinação de documentos que juntos atestem a consistência e a regularidade dos rendimentos.

Os extratos bancários dos últimos 6 meses são o documento mais importante nessa situação. Eles devem mostrar movimentação financeira regular e entradas consistentes de valores. Se você é MEI, a Declaração Anual de Faturamento do Simples Nacional (DASN-SIMEI) mostra o faturamento da empresa e tem peso na análise. O carnê-leão também ajuda bastante: se você paga imposto de renda mensalmente como profissional liberal, os recibos de recolhimento comprovam renda oficialmente.

O Recibo de Pagamento Autônomo (RPA) funciona como complemento, mostrando pagamentos recebidos por serviços prestados. A Declaração de Imposto de Renda, mesmo sem DECORE, tem peso significativo se você declara IR. Notas fiscais de serviços dos últimos 6 a 12 meses demonstram atividade profissional regular, e contratos de prestação de serviços mostram vínculos profissionais e valores acordados.

A chave é combinar o máximo de documentos possível. Quanto mais documentação complementar você apresentar que mostre padrão de recebimento consistente, mais credibilidade terá. Para operações de menor valor como aluguel de valor médio ou empréstimos pessoais pequenos, essa combinação costuma ser aceita. Para operações maiores como financiamento imobiliário ou grandes empréstimos, você provavelmente precisará contratar um contador para emitir a DECORE, pois esses tipos de operação exigem documentação com maior fé pública.

Posso usar o extrato da conta de investimento como comprovante?

Sim. Em muitos casos, o extrato de aplicações e investimentos financeiros (renda fixa, fundos, poupança, etc.) pode ser usado como comprovante de patrimônio. Embora não seja estritamente um comprovante de renda mensal, ele demonstra a capacidade econômica e pode complementar a análise de crédito, especialmente para investidores e pessoas com alta renda. O patrimônio pode servir como uma garantia indireta da capacidade financeira.

Declaração de renda própria ou de ausência de renda: ela substitui o comprovante oficial?

A Declaração de Renda Própria (ou Declaração de Ausência de Renda) é um documento particular de responsabilidade civil no qual você atesta, sob as penas da lei, a sua renda ou a falta dela. No entanto, ela não substitui os comprovantes oficiais como o contracheque, a IRPF ou a DECORE para a maior parte das transações financeiras de alto risco, como financiamentos ou grandes empréstimos.

Sua utilidade se restringe a situações específicas, como a comprovação de baixa renda em programas governamentais (FIES, ProUni) ou auxílios sociais, onde a instituição já possui mecanismos próprios de verificação socioeconômica. Para obter crédito robusto, a instituição sempre exigirá um dos tipos de comprovante de renda com fé pública.

Dá para fazer comprovante de renda online grátis?

Depende do que você está buscando. Se você quer emitir documentos oficiais online, sim, você pode emitir gratuitamente a Declaração de IR pelo e-CAC da Receita, o extrato INSS pelo Meu INSS, a DASN-SIMEI pelo Portal do Empreendedor e os extratos bancários pelos aplicativos dos bancos. Todos esses serviços são gratuitos e fornecidos pelas instituições oficiais.

Porém, se você está pensando em “gerar” um comprovante do zero, ou seja, criar um documento, tenha muito cuidado. A maioria dos sites que oferece isso cria documentos sem validade oficial, pode ser usado para facilitar fraude (o que é crime), não será aceito em análises rigorosas e pode até ser golpe para roubar seus dados pessoais.

Se você precisa de comprovante oficial e não tem nenhum documento no momento, a solução correta varia conforme sua situação. Para CLT, solicite os holerites ao RH da sua empresa. Para autônomos, contrate um contador para emitir a DECORE. Para trabalhadores informais, use extratos bancários e comece a declarar Imposto de Renda para ter documentação oficial.

Não existe “atalho” para comprovante de renda. Use sempre documentos oficiais e legítimos, emitidos por fontes confiáveis como governo, bancos ou contadores registrados.

Quais bancos aceitam quais comprovantes?

A aceitação varia por banco e tipo de operação, mas há um padrão geral no mercado. Os documentos universalmente aceitos por todos os bancos incluem contracheque ou holerite dos últimos 3 meses, Declaração de Imposto de Renda completa com recibo de entrega, comprovante de pagamento do INSS para aposentados e pensionistas, e DECORE emitida por contador registrado no CRC.

Alguns documentos são aceitos com restrições, dependendo do valor da operação. Extratos bancários geralmente funcionam como complemento a outros documentos, a DASN-SIMEI para MEI pode necessitar de documentação adicional dependendo do valor solicitado, e o pro labore para empresários normalmente vem acompanhado dos balanços da empresa.

Há documentos que raramente são aceitos sozinhos, como RPA (Recibo de Pagamento Autônomo), notas fiscais avulsas sem outros comprovantes, e declarações de próprio punho que não têm validade oficial.

Para operações específicas, as exigências mudam. Financiamento imobiliário exige os documentos mais robustos, sendo a Declaração de IR obrigatória junto com holerite ou DECORE. Empréstimo pessoal tende a ser mais flexível, podendo aceitar apenas holerites recentes. Para abertura de conta ou cartão de crédito, alguns bancos aceitam apenas declaração de renda ou extratos, dependendo do limite solicitado.

A dica importante é sempre entrar em contato com o banco antes de reunir documentação para saber exatamente o que eles aceitam para o seu caso específico. Cada instituição tem suas próprias políticas e o tipo de operação que você busca faz toda diferença na documentação exigida.

Como comprovar renda informal ou sem registro?

Quem trabalha informalmente enfrenta o maior desafio na comprovação de renda, mas ainda existem alternativas viáveis. A primeira opção é apresentar extratos bancários robustos dos últimos 6 a 12 meses mostrando entradas regulares e consistentes. Quanto mais longo o histórico, melhor será a análise da sua capacidade financeira.

Mesmo trabalhando informalmente, se você tem rendimentos tributáveis, declarar Imposto de Renda faz toda diferença. Isso dá peso oficial à sua renda e aumenta significativamente suas chances de aprovação em operações financeiras. Outra alternativa é formalizar-se como MEI, se possível. Abrir um MEI permite emitir notas fiscais, ter DASN-SIMEI e facilita muito a comprovação futura, além de trazer outros benefícios como aposentadoria e acesso a linhas de crédito específicas.

Se você presta serviços informais, uma prática que ajuda é emitir recibos de todos os pagamentos e reconhecer firma em cartório. Embora não tenham o mesmo peso de documentos oficiais, mostram organização e comprometimento. Você também pode combinar múltiplos documentos: extratos, recibos, contratos informais, comprovantes de transferências recebidas e, em alguns casos, até declarações de clientes que atestam o trabalho realizado.

Para aluguel ou crédito, considere ter um avalista ou fiador com renda formal comprovada. Isso aumenta muito suas chances de aprovação e pode compensar a falta de comprovação formal da sua parte. Pensando no futuro, a melhor solução é regularizar sua situação, seja através de MEI, registro CLT, ou ao menos começar a declarar Imposto de Renda. Isso abre portas para melhores condições de crédito, reduz a burocracia e facilita muito sua vida financeira no longo prazo.

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