Cerca de 50 milhões de descargas elétricas ocorrem no Brasil anualmente de acordo com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Não à toa, portanto, a NBR 5419 estabelece critérios para a instalação de proteção contra descargas atmosféricas em edificações, os conhecidos para-raios. Mas tão importante quanto instalar é fazer manutenção de para-raios em condomínios. É sobre isso que vamos falar neste conteúdo. 

Antes, no entanto, vamos fazer uma breve explicação sobre o que é um para-raio e como o chamado SPDA (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas) funciona na prática.

O que são para-raios?

Para-raio é a parte mais visível do SPDA, que tem a função de minimizar o impacto de descargas atmosféricas em estruturas e edificações. Existem diferentes tipos de SPDA, mas, em geral, todos prescindem de uma malha de aterramento com hastes e condutores interligados para que a corrente elétrica seja dissipada.

Assim, os para-raios são os elementos responsáveis por captar a descarga elétrica no topo da edificação e conduzi-la pela malha que vai dissipar a corrente até os terminais de aterramento. Então, resumidamente, para-raios são hastes metálicas pontiagudas feitas de cobre, alumínio ou aço.

Na ausência de para-raios e do SPDA, a edificação fica sujeita às descargas atmosféricas e suas consequências, como choques – às vezes fatais -, picos de tensão e incêndios, dentre outros.

A NBR 5419 determina que, em condomínios residenciais, os condutores de descida sejam instalados a cada 15 metros. Da mesma maneira, a norma especifica que a altura mínima de instalação dos para-raios é 25 metros.

Além da NBR 5419, a instalação de para-raios é regulamentada pela prefeitura municipal de cada cidade e pelo Corpo de Bombeiros. No Estado de São Paulo, por exemplo, qualquer edifício que tenha mais de um andar precisa contar com a proteção por para-raios. No Rio de Janeiro, por exemplo, há menos exigências. Nesse Estado, apenas edificações com mais de 30 metros de altura prescinde da instalação de para-raios.

Já em Santa Catarina, a legislação é um pouco mais complexa. No Estado do Sull, a lei determina que toda ocupação residencial privativa multifamiliar, com 20 metros ou mais de altura, ou que possua área construída superior a 750m² seja equipado com o SPDA.

Manutenção para-raios

Tipos de para-raios

São dois os tipo de para-raios que têm sido usados com mais frequências nos condomínios no Brasil: Franklin e Melsen, também conhecido como gaiola de Faraday.

Vamos falar um pouco sobre cada tipo. O para-raios do tipo Franklin tem sido o mais popular. Este equipamento apresenta eficácia em cerca de 90% das situações. Ele é composto por uma haste metálica, captores e um cabo de condução. Este cabo faz a condução da energia elétrica descarregada pelos raios até o solo.

O outro tipo mais comum de para-raios utilizado no Brasil é o Melsen. Este modelo de para-raio é composto por seis partes principais. São elas: captor do tipo terminal aéreo, cabo de cobre, suporte isoladores, tubo de proteção, malha de aterramento e conector de medição. O sistema Melsen faz com que o prédio seja completamente envolto por uma armadura e uma malha de fios metálicos. Dessa maneira, enquanto as hastes cumprem com a função de captar as descargas atmosféricas, a armadura metálica é responsável pelo sistema de condução da energia.

Em muitos casos, os sistemas são usados isoladamente. No entanto, para edifícios que tenham mais de 20 metros de altura os especialistas costumam recomendar o uso dos dois modelos simultaneamente.

Agora que já vimos a importância do SPDA em condomínios, vamos falar sobre manutenção de para-raios.

Como fazer manutenção de para-raios em condomínios

De acordo com a NBR 5419, os condomínios são obrigados a fazer inspeção visual do SPDA a cada seis meses. Esse procedimento deve ser feito por empresa especializada. Ou seja, que conte com um engenheiro eletricista e faça o recolhimento da ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).

O resultado da inspeção é um laudo que ateste o funcionamento do sistema em conformidade com as determinações da norma regulamentadora. Caso seja necessário, o laudo deve solicitar a manutenção de para-raios do condomínio.

A revisão semestral analisa a resistência do aterramento e o estado geral dos componentes, além de realizar a medição ôhmica dos para-raios. A finalidade é conferir a resistência do metal e, consequentemente, sua capacidade de resistir às descargas elétricas. Assim, a manutenção confere todas as peças componentes do SPDA para verificar se é necessário fazer alguma reposição. Condomínios próximos ao mar sofrem com a maresia, o que demanda atenção redobrada devido à maresia.

Dentre as peças a serem revisadas está a lâmpada localizada no topo do equipamento e que indica a altura do edifício para pilotos de aeronaves. É responsabilidade do síndico assegurar que ela não esteja queimada.

A inspeção periódica de manutenção de para-raios olha também para cabos e captores. Estes devem ser limpos e revisados para verificar se continuam fixados corretamente e se não há rompimentos ao longo de sua extensão desde o topo até o ponto de aterramento.

A manutenção de para-raios em condomínios também verifica os seguintes itens:

  • Caixas d’água;
  • Antenas de TV.

É importante lembrar que o momento ideal para manutenção de para-raios é antes da chegada do período de chuvas. Isso permite ao síndico fazer o planejamento de forma adequada, considerando o momento certo para fazer o desembolso relacionado à manutenção.

Outro ponto muito importante na manutenção de para-raios é realizar o procedimento imediatamente após ocorrer uma descarga atmosférica no Sistema de Proteção. Essa recomendação vale para qualquer situação, independente do tempo passado desde a última manutenção de para-raios periódica.

Conclusão

Ao longo deste texto tivemos a oportunidade de entender o que são para-raios e qual é a sua importância para a segurança dos prédios e das pessoas de um condomínio. Além disso, vimos que tão importante quanto a existência de um SPDA é a manutenção de para-raios, que deve ser feita periodicamente pelo condomínio.

No entanto, sabemos que nem sempre é possível para o síndico fazer o planejamento financeiro adequado dessa manutenção. Especialmente nos casos em que um raio atinge o condomínio e o sistema precisa ser verificado imediatamente.

Para resolver essa questão e não deixar o condomínio exposto aos riscos das descargas elétricas – o que pode causar problemas muito mais graves – é sempre possível recorrer a um empréstimo para condomínio.

Encontre empréstimo para condomínios com as taxas mais baixas do mercado. A partir de 1,49% ao mês! O pagamento do crédito se dá em até 90 meses, mais tempo que a média da concorrência.

O texto te ajudou e esclareceu suas dúvidas? Comente abaixo e compartilhe em suas redes sociais!

A CashMe não realiza qualquer atividade privativa de instituições financeiras, como financiamentos e/ou empréstimos. Essas operações são realizadas através de parceiros autorizados pelo BACEN, nos termos da Resolução nº 3.954, de 24 de fevereiro de 2011. As operações são realizadas através das seguintes instituições: Companhia Hipotecária Brasileira – CHB (CNPJ 10.694.628/0001-98), Companhia Hipotecária Piratini – CHP (CNPJ 18.282.093/0001-50).

Informações complementares referentes ao Empréstimo com Garantia de Imóvel: mínimo de 36 meses e máximo de 144 meses. “””Exemplo – Empréstimo de R$ 200.000,00 para pagar em 12 anos (144 meses) com LTV de 42,79% (sendo R$ 200.000,00 + despesas acessórias, para um apartamento avaliado em R$ 500.000,00) – Prestação inicial de R$ 2.894,10, com uma taxa de juros de 0,99% ao mês + IPCA, Sistema de Amortização Tabela Price. CET de 13,38% ao ano.”””


CASHME SOLUÇÕES FINANCEIRAS LTDA., com sede social na capital do estado de SP, na Rua do Rócio, nº 109, 3º andar, Sala 01 - Parte, Vila Olímpia, CEP 04.552-000, inscrita no CNPJ sob o no 34.175.529/0001-68

A CashMe, por sua vez, possui sede na Rua Olimpíadas, 242, 4º andar, CEP 04551-000, na cidade de São Paulo/SP.