O que é ART e quando ela é necessária?

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Atualizado:
13/04/2022

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Publicado:
01/04/2022

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Redação CashMe

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Você sabe o significado de ART? Essa é uma sigla para Anotação de Responsabilidade Técnica, um documento emitido por profissionais associados ao sistema Confea/Crea durante a execução de obras ou prestação de serviços à área da construção civil. Um de seus principais objetivos é identificar o responsável pela atividade.

Chegou a hora de construir ou reformar sua casa? Seu condomínio conseguiu financiamento para energia solar e está prestes a implementar? Seja você um proprietário de imóvel ou síndico, é preciso estar atento sobre a habilitação do engenheiro civil responsável pelo seu projeto. 

E o documento que atesta seus deveres e obrigações é a Anotação de Responsabilidade Técnica ou popularmente conhecida ART.

No conteúdo de hoje, vamos falar sobre o que é ART, entender quando ela é necessária, descobrir quais são seus tipos, requisitos para emissão, quanto ela custa, sua relação com a NR-12 e qual a sua importância na construção civil. Continue a leitura até o final e confira!

O que é ART?

Antes de tudo é importante entender que a ART diz respeito ao Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e aos Conselhos Estaduais de Engenharia e Agronomia (Crea). Quando profissionais associados a esses conselhos são contratados para realizar obras ou prestar qualquer tipo de serviço, eles devem elaborar uma ART. 

O documento traz o registro das atividades combinadas entre o profissional e o contratante, indicando também o nome do responsável técnico por essas atividades. Esse combinado pode ser por escrito ou verbal, sendo seu objetivo principal identificar e responsabilizar o profissional ou a empresa pela obra ou serviço executado.

O que é ART segundo o Crea?

O Crea-SP define em seu site que: “A Anotação de Responsabilidade Técnica – ART é um instrumento legal, instituído pela Lei Federal 6.496/77, necessário à fiscalização das atividades técnico-profissionais, nos diversos empreendimentos sociais.”

Já o Crea-RJ diz que “A ART é um instrumento indispensável para identificar a responsabilidade técnica pelas obras ou serviços prestados por profissionais ou empresas, assegurando à sociedade que essas atividades são realizadas por um profissional habilitado”.

ART é um instrumento legal?

A definição e o texto da lei citada pelo Crea-SP já demonstra a importância legal da ART. O que nos traz a primeira evidência da necessidade da emissão do documento para conformidade de obras e reformas. 

O conselho destaca que, para efeitos legais, a ART é o documento que vai definir quem são os responsáveis técnicos pelas atividades desenvolvidas no âmbito das profissões contempladas pelo Sistema Confea/Crea. Os dois artigos iniciais da Lei 6.496/77, citada pelo Crea-SP, estabelecem pontos interessantes. 

O primeiro traz a aplicabilidade do documento: 

  • “Todo contrato, escrito ou verbal, para a execução de obras ou prestação de quaisquer serviços profissionais referentes à Engenharia, à Arquitetura e à Agronomia fica sujeito à “Anotação de Responsabilidade Técnica” (ART).” 

E o segundo atribui a responsabilidade legal de quem executa ou presta os serviços acordados: 

  • “A ART define para os efeitos legais os responsáveis técnicos pelo empreendimento de engenharia, arquitetura e agronomia.”

RRT ou ART? Qual a diferença?

Perceba que o texto da Lei ainda previa a emissão da ART para atividades de Arquitetura, mas que sua promulgação aconteceu em 1977. De lá para cá, algumas mudanças aconteceram e, atualmente, arquitetos não integram mais o Sistema Confea/Crea, tendo o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) para se associarem. 

Como a ART é emitida apenas por pessoas vinculadas ao Sistema Confea/Crea, ela deixou de ser uma exigência para arquitetos, como previa anteriormente a Lei 6.496/77. Esses profissionais agora emitem um documento similar, mas que é chamado de Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) e que tem objetivos e aplicabilidade parecidos com os da ART. 

Quais são as penalidades pela ausência da ART?

Como estabelecido pela Lei 6.496/77, a emissão da ART está prevista para todas as atividades desenvolvidas no âmbito das profissões abarcadas pelo Sistema Confea/Crea. Mas, o que acontece caso ela não seja emitida? 

A ausência da ART deixa o profissional e a empresa suscetíveis à multa. No caso de projetos ainda em execução, o mesmo pode ser embargado, só sendo retomado após a emissão do documento.

Afinal, o que significa ART? 

Antes de passarmos para o próximo tópico, vamos resumir o que vimos até aqui. Como mencionamos, ART é uma sigla para Anotação de Responsabilidade Técnica. Ela é um instrumento legal emitido por um profissional associado ao Confea ou ao Crea de algum estado. 

Seus objetivos principais são atribuir responsabilidade pela execução da obra ou de prestação de serviços no âmbito das profissões de Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia; além de consolidar acordos verbais e não verbais feitos entre contratado e contratante. 

O Crea-PR resume bem o valor desses objetivos na prática, dizendo que a ART estabelece legalmente quais são os direitos e obrigações do profissional e do usuário dos serviços técnicos contratados, além de “determinar a responsabilidade profissional por eventuais defeitos ou erros técnicos”.

Ainda tem dúvidas sobre o que é ART? Este vídeo do Crea-SP pode ajudar a fixar o conceito. 

Fonte: Canal do Youtube Crea-SP

Como se classifica uma ART?

Em um universo amplo de profissões e atividades possíveis, é importante saber que existem diferentes tipos de ART. Além disso, elas também se diferenciam na forma de participação técnica e de registro. Classificá-las é especialmente importante para o profissional que será o responsável pela emissão do documento.

Abaixo explicamos melhor cada uma delas:

1. Tipos de ART

Dentre os tipos de ART podemos citar: 

  • ART de obra ou serviço: para contrato de execução de obras ou prestação de serviços relativos aos profissionais do Sistema Confea/Crea;
  • ART múltipla: segundo o Crea-PR, ela também é conhecida como ART de obra ou serviço de rotina, sendo emitida em situações em que vários contratos sejam realizados continuamente em um certo período de tempo. O conselho traz como exemplo serviços de receituário agronômico ou de inspeção veicular;
  • ART de cargo ou função: emitida quando o profissional tem cargo ou função técnica vinculado à pessoa jurídica, mostrando que a ART também tem uso quando o profissional ocupa uma posição fixa em empresa privada ou órgão público.

2. Tipos de participação técnica

Aqui sabemos qual é o nível de participação do profissional dentro daquela obra ou prestação de serviço. Podendo ser uma:

  • ART individual: o profissional é o único responsável por todos os itens do contrato;
  • ART de coautoria: o profissional realiza uma atividade técnica de característica intelectual (não precisando ir até a obra, por exemplo) em conjunto com outros profissionais que tenham a mesma titulação; 
  • ART de corresponsabilidade: similar à ART de coautoria, mas caracterizada pela realização em conjunto de uma atividade executiva (que exija ir à obra, por exemplo) com profissionais com a mesma competência técnica;  
  • ART de equipe: quando uma equipe formada por profissionais de diferentes titularidades (engenheiros de diferentes áreas, por exemplo), registrados no mesmo conselho, trabalham juntos em um mesmo contrato. Cada profissional, paralelamente, precisa emitir sua Anotação atrelada à ART de equipe. 

3. Tipos de registro

Por fim, ainda nas classificações de ART, temos três diferentes formas de registro. 

  • ART inicial: emitida antes do início das atividades prescritas no contrato entre profissional e contratante.
  • ART complementar: vem para adicionar à ART inicial mais detalhes sobre as atividades previstas anteriormente ou quando o contrato tem algum ponto alterado;
  • ART de substituição: emitida quando há erro no preenchimento da ART inicial ou quando é preciso corrigir ou alterar dados que modificam as atividades previstas inicialmente. 

Como obter a ART?

Olhando para tantas informações teóricas sobre a ART, estando na condição de contratante, você pode ficar um pouco confuso. Mas não precisa se preocupar. Deixe os conceitos que giram ao redor do documento para os profissionais da área. A você cabe apenas exigir a comprovação da emissão, combinado?

Quem pode emitir ART?

Quem pode emitir a ART são aqueles titulados e registrados no Sistema Confea/Crea. Ou seja, um engenheiro, agrônomo, geógrafo, geólogo ou meteorologista vinculado a alguma unidade estadual do conselho. Dessa forma, se você está conversando com um profissional e ele diz que não pode assinar a ART, fique atento! 

Entre os requisitos necessários para emissão de ART, está justamente ter o cadastro ativo no conselho que tem a jurisdição no local da obra ou do serviço executado. Existem casos que não exigem o registro no conselho local, como em serviços de escritório. Ainda assim, a pessoa deve estar vinculada ao Sistema Confea/Crea para emitir o documento. 

Quando a ART deve ser emitida?

Vamos relembrar o que trouxemos acima? Todos os serviços contratados junto a profissionais das áreas citadas acima devem contar com a emissão da ART. Reforma pequena? Obra simples? Projeto de energia solar

Todas as atividades que envolvem titulados em Engenharia, Agronomia, Geografia, Geologia ou Meteorologia exigem uma Anotação de Responsabilidade Técnica. E atenção: ela deve ser emitida antes do início das atividades previstas em contrato!

O Crea-SP reforça que “o documento é exigido na elaboração de projetos, consultoria, execução de obras e serviços, independentemente do nível de atuação do profissional. Exigência válida também para o registro de desempenho de cargo ou função técnica em órgãos públicos ou empresas privadas”.

Novamente, o responsável pela emissão da ART é o profissional contratado. Mesmo assim, você, como contratante, precisa checar se tudo foi realizado dentro do que prevê a lei, sendo uma forma de estar respaldado e de ter um profissional responsável pelo que foi executado caso algo saia fora do que era esperado. 

Quem paga pela ART?

A responsabilidade da emissão da ART você já sabe que é do profissional, mas e quem paga por ela? Em geral, o contratado já inclui no valor do serviço gastos com o documento. Não é comum que o cliente receba o boleto para ser quitado. Vale conversar previamente com o profissional e perguntar se está tudo certo com a emissão da ART.

Quanto custa uma ART?

Em relação ao valor de uma ART, anualmente o Sistema Confea/Crea faz um reajuste considerando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Aqui vamos trazer os últimos valores da ART de obra ou serviço, pois, como vimos, existem diferentes tipos.  

Até 2021, essa ART costumava ter três faixas de preço, que levavam em consideração o valor total do contrato. As faixas eram:

  • contratos até R$ 8.000,00;
  • contratos entre R$ 8.000,01 e R$ 15.000,00;
  • contratos acima de R$ 15.000,00. 

O custo da ART para cada uma das faixas era:

Valor ART de obra ou serviço em 2021
Faixa 1Contratos até R$ 8 milR$ 88,78
Faixa 2Contratos entre R$ 8.000,01 e R$ 15.000,00R$ 155,38
Faixa 3Contratos acima de R$ 15 milR$ 233,94

Desde a pandemia da Covid-19, com a forte crise econômica enfrentada pelo país, o Confea não aplicou quaisquer reajustes no preço da ART. Para 2022 essa postura se manteve, com o diferencial da supressão da faixa 1. Dessa forma, o valor da ART de obra ou serviço ficou da seguinte maneira: 

Valor ART de obra ou serviço em 2022
Faixa 1Contratos até R$ 15 milR$ 88,78
Faixa 2Contratos acima de R$ 15 milR$ 233,94

Nesta notícia do Crea-PR, você pode conferir os valores dos demais tipos de ARTs.

Qual a relação entre ART e NR-12

O valor é relativamente baixo se considerarmos a importância da Anotação de Responsabilidade Técnica. Ela inclusive tem um papel fundamental na garantia da Segurança do Trabalho e, portanto, no cumprimento do que está previsto na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). 

Ou seja, ela é mais uma forma de se assegurar que o local de trabalho considera e mitiga riscos eventuais para o trabalhador contratado. Como cliente, é importante estar atento às condições de segurança que as empresas dão a sua equipe técnica. Mas a dúvida é: como você pode se certificar disso? 

Existem diversas normas que regulamentam a Segurança no Trabalho. A Norma Regulamentadora número 12 (NR-12) é uma das principais delas. E ela tem relação direta com a ART. Essa norma tem como objetivo maior certificar-se de que as máquinas e equipamentos usados pelo trabalhador são seguros. 

Análise de risco

Para isso, a NR-12 vai exigir uma série de dados sobre o ciclo de vida desses objetos. Um deles é a “análise de risco”, que mapeia quais são os riscos relacionados à máquina ou equipamento em questão. Esse documento precisa ser assinado por um profissional registrado no Crea e a NR-12 exige que ele venha acompanhado de uma ART.

Profissional legalmente habilitado

Ao longo do texto da NR-12, você vai encontrar diversos pontos que exigem um “profissional legalmente habilitado”. No glossário da norma, ele é entendido como um profissional registrado em seu conselho de classe competente. E, no caso da engenharia (universo mais presente na NR-12), esse conselho é o Crea.  

Assim, pontos que trazem a exigência desse profissional legalmente habilitado exigem a emissão de Anotação Técnica de Responsabilidade.

Qual a importância da ART para o contratante? 

Ainda não está convencido da relevância da ART? Vamos listar alguns pontos que mostram a importância desse documento para o contratante, considerando que ele seja um proprietário de imóvel ou síndico de condomínio. Porém, é bom ter em mente que a emissão não é facultativa e que ela não depende do que as partes consideram importante. 

Seja um projeto “pequeno” ou não, a execução de obras ou a prestação de serviços nas áreas que já citamos por aqui está sujeita à emissão da ART, como estabelecido em Lei. Agora, iremos detalhar melhor os benefícios de ter o documento do ponto de vista de quem contrata o profissional. 

1. Critério de seleção em orçamentos

Imagine você, na condição de contratante de uma empresa ou profissional para realizar uma obra ou serviço de engenharia no seu condomínio ou casa. Além do orçamento, um ponto importante para escolher o contratado é a capacidade de executar o escopo do projeto com qualidade. 

Em tese, um profissional titulado e registrado em seu conselho profissional é capacitado e pode exercer sua profissão, além de estar sujeito à fiscalização e julgamento do Crea. Assim, questionar sobre a emissão da ART com as empresas e profissionais cotados na fase de pesquisa é um bom critério de seleção, evitando que um leigo esteja entre eles.

2. Responsabilização do profissional

A ART vai determinar o limite da responsabilidade do profissional tanto com o cumprimento dos serviços solicitados em contrato quanto com a qualidade técnica do que foi executado. Olhando por esse ângulo, contar com a emissão do documento é uma forma do contratante se proteger de eventuais responsabilidades relativas à qualidade do projeto. 

Ao mesmo tempo, serve como prova caso algo deixe de ser executado. Como dito anteriormente, a ART serve como comprovante do que foi acordado em contrato, seja ele verbal ou não verbal. Ao registrar o documento junto ao Crea, o profissional ou empresa está dizendo que se comprometeu a realizar as atividades ali descritas. 

3. Prova em ação civil ou penal

Caso chegue ao ponto de precisar procurar a justiça para provar que o contratado não executou o que estava previsto em contrato, a ART pode servir como um documento auxiliar às provas da sua reivindicação como consumidor. De maneira similar, ela é usada também em ações penais, como o caso de projetos que causaram danos à sociedade. 

Nos últimos tempos, saíram na mídia algumas notícias quanto ao desabamento de estruturas relativamente novas e que tinham como uma das causas erros e negligências na execução. Nesse cenário, a ART pode servir como auxílio para identificar o responsável técnico e o seu nível de comprometimento dado às atividades registradas em contrato.

Portanto, em um cenário propenso a acidentes, ter um responsável técnico assumindo a execução é uma forma de respaldo para o contratante.

Qual a importância da ART para o profissional? 

E para o profissional e empresa contratada? Qual a relevância de emitir a Anotação de Responsabilidade Técnica? Afinal, a parte mais trabalhosa (preenchimento, cadastro, pagamento, eventuais complementos e baixa) fica com ele/ela. Para esse lado do contrato, a ART é igualmente ou até mais vantajosa.

Além de respaldar o profissional quanto ao recebimento do que foi acordado com o cliente, o documento também serve para provar sua autoria no projeto e, aos poucos, ir juntando comprovantes de sua experiência de trabalho. Confira abaixo a importância da ART para o contratado. 

1. Delimitar a responsabilidade assumida

Assim como a ART respalda o contratante, passando a responsabilidade técnica das atividades previstas em contrato para o profissional, o documento também é uma segurança para o contratado, estipulando os limites dessa responsabilidade no âmbito técnico e legal. 

Aqui cabe lembrar que o profissional pode integrar uma equipe, multidisciplinar ou não. Como fica a delimitação do que é responsabilidade de cada um? O tema é abordado no manual sobre ART do CREA-PA, que diz assim: “A ART define e caracteriza os limites da responsabilidade técnica e legal de cada profissional, em determinada atividade ou empreendimento que inclui participação de vários outros profissionais”. 

2. Garantir a finalização 

O documento também é uma garantia da finalização da participação do profissional nas atividades descritas no contrato em questão. Para isso, é fundamental dar baixa na ART. Enquanto isso não é feito, no sistema do Crea, a Anotação fica com o status de obra ou serviço em andamento. 

Mas atenção, a finalização não retira do contratado a responsabilidade técnica no que foi executado! 

Ainda segundo o Crea-PA, dar baixa na ART vai certificar, para os efeitos legais, “a conclusão da participação do profissional em determinada atividade técnica, sem eximir o profissional ou a pessoa jurídica contratada das responsabilidades administrativa, civil ou penal, conforme o caso”.

3. Provar direitos autorais

Você lembra que um dos objetivos da ART é identificar o responsável pela obra ou prestação de serviço? Então, esta é uma forma do profissional comprovar seus direitos autorais sobre o que foi feito, tenha a atividade um caráter executivo ou intelectual. 

Esse ponto, e o que será apresentado em seguida, é importante para a construção do currículo do profissional e do portfólio da empresa.

4. Construir acervo técnico

Ainda no tema da experiência profissional, cada ART registrada e baixada vai construindo o acervo técnico do associado no Crea local. Se pensarmos que o documento deve ser emitido em qualquer atividade realizada por esse profissional ao longo de sua carreira, o conjunto de ARTs comprova a experiência de trabalho de um engenheiro, agrônomo, geógrafo, geólogo ou meteorologista.

O profissional pode, inclusive, solicitar uma Certidão de Acervo Técnico (CAT) junto ao Crea local. O Confea diz que “o profissional pode requerer sua CAT no Crea para fazer prova da sua capacidade técnico-profissional, com base nas atividades desenvolvidas e registradas em ARTs”.  

Ela também pode ser requerida por empresas, atestando a capacidade técnico-profissional da pessoa jurídica. Tanto para profissionais autônomos quanto para empresas, é preciso ter dado baixa na ART para que ela conste na Certidão de Acervo Técnico. 

Veja o passo a passo para solicitar a CAT:

  1. Preencher e assinar o requerimento da Certidão. O procedimento é feito junto ao Crea local, podendo ser online ou presencial a depender do Conselho;
  2. Depois de assinado, o requerente vai receber o boleto bancário para pagamento;
  3. Ele deve, então, pagar o boleto nas unidades bancárias indicadas. O valor da CAT é atualizado anualmente junto dos demais serviços do Sistema Confea/Crea.
  4. Após a comprovação do pagamento, a CAT é disponibilizada ao requerente.

Como preencher uma ART de obra ou serviço?

Agora que você já sabe o que é ART, quando ela deve ser emitida e qual a sua importância, vamos falar sobre como preencher o documento. Aqui, usaremos como exemplo a ART de obra ou serviço. Vale lembrar que podem haver pequenas variações na forma de preenchimento, pois o cadastro é feito dentro do sistema de cada Crea. 

Neste caso, vamos tomar como exemplo o manual de preenchimento de ART do Crea-SP. Para que as orientações não ficassem muito longas, optamos por trazer apenas as “seções” da ART. 

Os itens que devem ser preenchidos em cada uma delas podem ser conferidos no manual citado acima. Abaixo trazemos alguns deles, mas é importante ressaltar que uns podem ser facultativos a depender do contexto do contrato.

  • Dados da ART: traz o número da ART gerado automaticamente pelo sistema, modelo da ART, tipo da Anotação (obra ou serviço) e número da ART vinculada por contrato.
  • Responsável técnico: traz itens como nome do responsável, número do registro profissional, título profissional, participação técnica e um eventual número da ART vinculada por participação técnica não individual, forma de registro da ART e eventual número da ART vinculada se a forma de registro for complementar ou de substituição. 
  • Empresa contratada: no caso de ser uma empresa contratada, é preciso informar o número de registro dela no Crea, nome e CNPJ.
  • Dados do contrato: traz itens como dados pessoais e localização do contratante, data da celebração do contrato, valor do contrato, custo da obra e tipo de contratante.
  • Dados da obra/serviço: traz os dados de localização da atividade executada (incluindo coordenadas geográficas), data de início, previsão de término, finalidade, código de obra pública caso se aplique ao contexto, proprietário (nome e CPF ou CNPJ). 
  • Atividade técnica: traz itens como nível de atuação (que identifica o nível de responsabilidade técnica), atividade a ser desenvolvida, obra ou serviço objeto do contrato, unidade de medida da parcela da obra ou serviço e sua respectiva quantidade.
  • Valor da ART: valor calculado para o registro da ART. Normalmente, o sistema do Crea gera o preço automaticamente.

O Crea-SP ainda traz como seções de preenchimento textos de declarações (como a aplicabilidade das regras de acessibilidade previstas), espaço para observações, entidades de classe e informações de registro da ART. 

Este último traz os seguintes itens:

  • Data do pagamento da ART;
  • Valor pago;
  • Número da Certidão de Acervo Técnico;
  • Status da ART.

9 dúvidas sobre ART

Ainda ficou com dúvidas? Não se preocupe! Trouxemos um compilado do que foi apresentado acima e as principais perguntas sobre a ART. Confira.

  1. Quais  os principais objetivos da ART? Identificar o profissional técnico responsável, delimitar sua responsabilidade e listar as atividades acordadas em contrato.
  2. A ART é obrigatória? Sim, qualquer serviço que envolva profissionais de Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia precisa contar com a emissão da ART. 
  3. Quando  emitir a ART? Ela deve ser emitida antes do início das atividades descritas no contrato.
  4. De quem é a responsabilidade de emissão da ART? Do profissional ou empresa contratada. 
  5. Quanto custa a ART? Existem diferentes tipos de ART, mas, em 2022, uma ART de obra ou serviço pode custar  R$ 88,78 (contratos até R$ 15 mil) ou R$ 233,94 (contratos acima de R$ 15 mil).
  6. O que acontece se não emitir ART? O profissional ou empresa contratada ficam sujeitos a eventuais multas. E a obra pode ser embargada.
  7. Reforma de apartamento ou condomínio precisa de ART? Sim se a reforma de apartamento contar com os profissionais dos ramos citados acima. Lembrando que, para o caso de arquitetos, a reforma exigirá RRTs. 
  8. Onde emitir ART de obra ou serviço? No Crea do local onde a obra ou serviço será realizado. 
  9. Quem pode emitir ART? Profissionais vinculados e com cadastro ativo no Sistema Confea/Crea. 

Conclusão

Agora você já sabe tudo sobre a Anotação Técnica de Responsabilidade, o significado da sigla ART! Como vimos, ela é um documento que atribui ao profissional ou empresa determinado nível de responsabilidade técnica sobre as atividades executadas e previstas em contrato no âmbito das profissões vinculadas ao Sistema Confea/Crea. 

Ao mesmo tempo, ela determina qual é o escopo do trabalho, podendo o contratado ou contratante cobrar pelo que foi combinado usando a ART como prova. Dessa forma o documento serve também como instrumento legal para uma eventual ação civil ou ação penal. Sua emissão é obrigatória e é responsabilidade do profissional ou empresa contratada.

Para o contratante, ela é um respaldo da qualidade técnica da execução. Para o contratado, ela delimita sua responsabilidade, comprova seu direito autoral e ainda forma seu acervo técnico. O valor de emissão fica pequeno ao considerar esses benefícios da ART. Em 2022, uma  ART de obra ou serviço custa  R$ 88,78 (contratos até R$ 15 mil) ou R$ 233,94 (contratos acima de R$ 15 mil).

Já sabendo o que é ART, agora você pode levar mais segurança à construção ou modernização do seu imóvel. Se você for um proprietário ou síndico de condomínio, e precisa de recursos financeiros para atualizar a sua ART, uma opção interessante é contratar um empréstimo para condomínio.

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Escrito por Redação CashMe

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