Finanças para autônomos: como organizar suas contas

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Atualizado:
06/10/2020

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Publicado:
05/10/2020

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Redação CashMe

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Finanças para autônomos é uma preocupação recorrente na vida de quem não tem um salário fixo. A organização de financeira para isso exige um conhecimento da média de entradas, gestão de fluxo de caixa, dos meses de baixa e alta na produção. Com isso, é possível sincronizar a vida financeira da pessoa física e da pessoa jurídica.

Podemos definir, genericamente, como autônomo aquele profissional que não possui vínculos empregatícios, ou seja, que não é subordinado a nenhum empregador. Quando formalmente registrado em um CNPJ, esse trabalhador assume a configuração de uma empresa. 

Muitas pessoas optam por desenvolver sua profissão de forma autônoma buscando benefícios como liberdade, gestão da sua própria agenda, vontade de empreender, possibilidade de escolher projetos e, muitas vezes, pela própria configuração do seu mercado de trabalho. 

Esses atrativos também acabam sendo uma via de mão dupla, pois trazem algumas inseguranças que, se o trabalhador não for bem organizado, podem transformar a vida financeira do autônomo em um caos. 

Dicas de finanças para autônomos 

Para ajudar a tirar melhor proveito dessa liberdade, listamos abaixo algumas dicas que podem ajudar na organização das finanças para autônomos, considerando os âmbitos da pessoa jurídica (finanças da empresa) e da pessoa física (finanças pessoais). Porém, antes de iniciarmos, vamos colocar como ponto de partida a necessidade de separar as finanças nessas duas categorias.

A princípio, pode parecer exagero, pois, muitas vezes, existe pouca separação, já que o autônomo acaba sendo sua própria empresa, principalmente nos casos em que ele não possui outros funcionários. No caso daqueles que se enquadram como MEIs, a confusão pode ser ainda maior, pois essa categoria não exige, necessariamente, a abertura de uma conta bancária de pessoa física. 

Mas, pense da seguinte forma: um autônomo terá despesas que uma pessoa física não teria. Ainda que trabalhe da sua própria casa, ele precisará lidar com impostos, gastos com logísticas, equipamentos e outras despesas necessárias para manter sua rotina de trabalho. Saber a fonte dos gastos (saídas) facilitará na hora de organizar o orçamento e ver qual estilo de vida as entradas (faturamento da empresa) podem bancar. 

Calcule o faturamento mensal  

Sim, a imprevisibilidade é um fator recorrente na organização das finanças para autônomos. Muitos veem o fluxo de caixa e demandas de trabalho diminuírem ou aumentarem muito em alguns meses, dificultando identificar qual é o estilo de vida que seu trabalho consegue bancar.  

Ainda assim, é possível fazer uma média de meses anteriores para tentar encontrar um “salário base” e, então, elaborar o planejamento de gastos mensais. Com esse valor, fica mais fácil determinar um limite para os seus gastos fixos e variáveis. 

Como saber quanto ganho por mês?

Eduardo Amuri, autor do livro Finanças para autônomos: como organizar sua vida e seu dinheiro quando você trabalha por conta própria, recomenda que a análise do faturamento seja feita com base em um período de, pelo menos, seis meses, sendo 12 meses o ideal. 

Junte todas as entradas de dinheiro que seu trabalho lhe rendeu, some e divida pelo número de meses analisados. Esse é o seu faturamento médio. 

Analisando as entradas de cada mês você, provavelmente, irá perceber meses que ficaram abaixo e meses que ficaram acima desse valor. 

Sua vida como autônomo exigirá jogo de cintura e muito planejamento para saber quando usar as sobra para garantir fluxo de caixa na empresa ou destiná-la para, por exemplo, a construção de uma reserva de emergência.     

Identifique as despesas geradas pelo seu trabalho

Como dito anteriormente, autônomos terão gastos que profissionais com vínculos empregatícios não teriam. Impostos, um plano mais caro de internet, deslocamentos para visitar clientes, licenciamento de softwares, contabilidade, alvarás, aluguel de sala comercial etc.

Ainda que considere pequenas as despesas geradas pelo trabalho, é importante colocar tudo na ponta do lápis, pois elas, em maior ou menor grau, são importantes para o desempenho das suas atividades. Esse é o caso de muitos autônomos que trabalham de casa e acabam vendo planos de internet e contas de luz e telefone como gastos pessoais, afinal, são despesas geradas no conforto do seu lar. 

Para aqueles autônomos que possuem despesas maiores como aluguel, insumos e afins; a separação das despesas é ainda mais importante. Dessa forma, é possível identificar qual é o capital mínimo que você precisa ter todo mês para manter seus serviços.

Faça uma média, considerando os gastos fixos e variáveis dos últimos meses.

Compare o faturamento médio com a média de gastos  

Agora chegou a hora de identificar os gastos pessoais nas finanças para autônomos, somá-los aos gastos da empresa e analisar se seu padrão de vida poderá ser bancado pelo seu faturamento médio. 

Para fazer uma média aproximada das suas despesas pessoais mensais, analise os mesmos meses usados para calcular o seu faturamento médio. Some os gastos fixos e variáveis do período e divida pelo número de meses.

Esse valor, somado às despesas mensais da empresa, não pode, ser maior que seu faturamento médio. Na verdade, o ideal é que fique, pelo menos, 70% abaixo dele. Lembre-se que as entradas de um autônomo são instáveis, sofrendo com sazonalidades como férias e grandes feriados nacionais.     

Elabore um planejamento de finanças para autônomos

Com essa comparação entre a média de gastos e o faturamento médio, fica mais fácil de criar um planejamento. Novamente, o ideal é que você tenha um orçamento para a empresa e outro para sua vida pessoal. 

Separe o planejamento em subcategorias dentro de três grandes categorias: gastos fixos (aluguel, plano de internet, etc), gastos variáveis (luz, água, alimentação, condomínio) e gastos supérfluos (lazer).  Estabeleça limites para os variáveis e supérfluos, deixando sempre uma margem de segurança e uma quantia para ser poupada. 

“Finanças para autônomos requer uma reserva de emergência para a empresa e outra para a vida pessoal”

Quem está na jornada para aprender a valorizar e cuidar do dinheiro, já sabe que construir uma reserva de emergência é o próximo passo depois de colocar as contas em dia. 

Como as finanças do autônomo precisam estar separadas das suas finanças pessoais, a reserva de emergência também precisa ser separada. 

Na prática, você irá estabelecer dois valores e destinar uma quantia todos os meses para a formação desses patrimônios. Depois de constituída, a reserva de emergência deve ser reposta sempre que for usada. Aqui no blog da CashMe, já indicamos os melhores investimentos para reserva de emergência, mas o ideal é deixá-la na renda fixa de alta liquidez, como o tesouro direto e contas remuneradas. 

Quanto ter de reserva de emergência?

Não existe um valor fixo indicado para a reserva de emergência de um autônomo ou de uma empresa. O que existe é uma recomendação dos meses que a sua reserva de emergência precisaria cobrir dos seus gastos totais. 

Nas finanças para autônomos e empresas, o indicado é que a reserva de emergência cubra de 9 a 12 meses do seu planejamento mensal. 

Por exemplo, se as despesas mensais da sua empresa equivalem a R$ 900, você precisa ter de reserva de emergência um valor entre R$ 8100 e R$ 10.800.

No caso da reserva de emergência para a vida pessoal de um autônomo que tem gastos mensais de R$ 3000, o valor deveria estar entre R$ 27000 e R$ 36000. 

Esse valor pode parecer alto, mas é uma forma de diminuir os riscos trazidos pelas entradas incertas de um autônomo. Além disso, é uma preparação para lidar com cenários muito desfavoráveis como meses sem clientes ou crises econômicas, garantindo um respiro e o pagamento das contas até que a atividade seja retomada. 

Evite parcelamentos 

Evite ao máximo assumir compromissos financeiros futuros! Não se comprometer com parcelas, por mais pequenas que sejam, é uma hábito saudável para quem não tem como fazer grandes previsões financeiras. Mantenha seus gastos fixos baixos e não aumente seu padrão de vida e nem faça planos futuros só porque teve um bom faturamento no mês.

Se existe uma previsão de gasto maior no futuro (revisão do carro, material escolar, cursos etc) ou algum produto que você queira comprar, o ideal nas finanças para autônomos é juntar o dinheiro aos poucos. 

Destine um valor mensal para férias e aposentadoria

Autônomos também precisam tirar férias! O lado ruim, é que você é quem precisa montar um planejamento financeiro e profissional para isso. 

Lembra da sua análise de faturamento? Observe os meses em que as entradas são mais baixas. É provável que esse seja o período de baixa nas demandas e, portanto, a época ideal para descansar. 

Estabeleça como meta ter a agenda livre e uma quantia para “se dar” férias. Ao longo do ano, inclua no seu planejamento financeiro mensal uma “conta fixa” destinada a compor o valor que você usará para tirar férias – e não estamos falando de um valor destinado a pagar as contas do mês parado, esse deveria constar no fluxo de caixa. 

Da mesma forma, é importante planejar financeiramente sua aposentadoria. Você já pensou qual seria a idade ideal para se aposentar? O que é preciso fazer para ter uma reserva que banque seus dias quando essa hora chegar? 

Trabalhadores autônomos podem se vincular a regimes do INSS, mas também vale estudar um pouquinho sobre investimentos e escolher uma opção que traga rendimentos além de segurança para o valor que você, mensalmente, irá destinar a sua aposentadoria. 

Aplicativos de finanças para autônomos

Todos esses cuidados e gerenciamento de informações financeiras podem parecer trabalhosos e burocráticos, mas as finanças para autônomos precisam ser bem cuidadas para que as liberdades desse estilo de vida possam ser bem aproveitadas. 

Nem por isso, as finanças para autônomos precisam ser complicadas. Hoje em dia, quem não é muito amigo de tabelas e afins pode administrar bem a vida financeira pessoal e de pequenas empresas a partir de aplicativos de celular. 

Neles, é possível estabelecer limites de gastos para diversas categorias criadas pelo próprio usuário, acompanhar entradas e saídas e, ainda, fazer projeções de economia e alcance de metas. São exemplos de aplicativos de finanças para autônomos GuiaBolso, Organizze Finanças e Mobills. 

Conclusão

As finanças para autônomos podem ser facilmente geridas após um esforço inicial de organização. Após identificar seu rendimento médio e os gastos gerados pela sua atividade e estilo de vida, é preciso fazer ajustes e elaborar um planejamento financeiro mensal saudável.

Depois, é só seguir as metas estabelecidas, fazendo um acompanhamento e reajustes quando necessários. Se, no meio do seu planejamento, algum imprevisto acontecer e você ainda não puder contar com uma reserva de emergência, um empréstimo online pode ser a saída. Nessa situação, é possível usar bens para obter melhores condições de taxas de juros e de prazo para pagamento. Conheça mais sobre empréstimo com garantia de imóvel e faça uma simulação de empréstimo!

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Escrito por Redação CashMe

Equipe de redação de CashMe. Todos os conteúdos são revisados por especialistas do ramo e atualizados periodicamente.


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