Modelo de negócio: tudo o que você deve saber sobre o tema

Modelo de negócio: tudo o que você deve saber sobre o tema
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Atualizado:
23/09/2021

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Publicado:
13/04/2020

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Redação CashMe

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Ter um modelo de negócio é essencial para que você seja capaz de montar a sua própria empresa e possa alcançar o tão esperado sucesso. Este é um passo primordial para a conquista de suas metas e objetivos.

Ainda sim muitas pessoas que estão prestes a começar o seu próprio negócio mal sabem como podem estar fazendo o seu. Um conhecimento que é preciso ser ainda mais disseminado para que todos entendam sua real importância.

Por conta disso, neste artigo, abordaremos e aprofundaremos ainda mais o modelo de negócio, para que fique ciente e possa se preparar adequadamente para uma das maiores aventuras de sua vida: o empreendimento.

Aproveite e boa leitura!

O que é um modelo de negócio?

modelo de negócio

De nada adiantaria começar sem antes explicar o que realmente é um modelo de negócio. O que adianta um recurso extremamente eficaz se a pessoa que precisa deste não sabe como usar e sequer possui um guia ou tutorial para utilizar?

Pois bem. Conhecido também como Business Model Canvas, o Modelo de negócio se trata de uma ferramenta de estruturação de negócios proposta por Alexander Osterwalder em 2008, que surgiu de sua tese de doutorado.

Áreas de um modelo de negócio

Está possui como objetivo descrever cada item que seja relevante para que uma empresa seja possível de ser criada. Este é dividido em nove áreas dentro de um quadro, sendo cada uma destinada a um ponto diferente. Estes são:

  •   1° quadro – Oferta de Valor (Value Propositions): Este campo trata de como a sua empresa se diferencia da concorrência e propicia algo único para o segmento de clientes definidos;
  • 2° quadro – Segmentos de Clientes (Customer Segments): É a divisão dos seus clientes de acordo com suas características, necessidades, atributos ou outros pontos que sejam similares entre estes;
  •   3° quadro – Canais de Distribuição (Channels): Forma que é utilizada pela empresa para entrar em contato com o segmento de consumidores escolhido. Normalmente, é neste que se localizam ações de marketing ou logística;
  •   4° quadro – Relacionamento (Customer Relationships): Este campo trata das formas que a entidade irá utilizar para interagir com os interessados em adquirir seus produtos;
  •   5° quadro – Fontes de Receita (Ravenue Streams): Descreve as formas que a instituição irá gerar receita dentro da estrutura do empreendimento apresentado;
  •   6° quadro – Recursos-Chave (Key Resources): Principais ativos e recursos intelectuais, físicos ou humanos que uma organização precisa para conseguir desempenhar suas atividades;
  •   7° quadro- Atividades-Chave (Key Activities): Se tratam das ações essenciais que devem ser realizadas para a empresa funcionar corretamente;
  • 8° quadro – Parcerias (Key Partners): Qualquer outra instituição e qualquer outro público de interesse que possam auxiliar e facilitem o funcionamento do seu negócio;
  •   9° quadro – Estrutura de Custos (Cost Structure): Neste, serão descritos os custos decorrentes da entidade a qual o modelo de negócio pertence;
  • Para ficar mais claro, é possível visualizar cada um destes campos na imagem abaixo. Assim, fica mais claro de como o mesmo funciona:

Modelo de negócio não é um Plano de Negócio

Por tratarem do mesmo assunto em sua essência, algumas pessoas acabam confundindo o plano de negócios com um modelo de negócio. Estes são bem diferentes, ainda que sejam necessários para se montar uma empresa.

O plano se trata de toda a documentação da entidade que planeja criar, colocando cada um de seus objetivos e as metas para alcançá-los. Além disso, este, é incluso informações mais detalhadas, como o aporte inicial para começar as atividades do novo empreendimento e algumas informações sobre o setor que deseja atuar.

Já o modelo de negócio trata-se de um quadro visual, que será feito antes mesmo do próprio plano, onde você irá colocar tudo que é necessário para que este funcione da maneira que deve ser. Logo, este é um plano mais objetivo voltado a como sua organização deve funcionar.

Além disso, no MD ainda possui como objetivo sair da perspectiva do problema que o seu público-alvo possui e, através de testes e prototipagens, conseguir alcançar uma solução que seja simples e eficaz para o problema encontrado por este.

Para tornar esta separação ainda mais clara, o modelo de negócio é “como” você faz para gerar receita, levar valor ao cliente, realiza suas atividades, sendo este o mapeamento de cada etapa. Enquanto isso o plano de negócio é o “o quê” é que faz, sendo descrita da maneira mais detalhada possível.

Como fazer um modelo de negócio

Para que seja possível avaliar o seu modelo de negócio, antes, é preciso desenhá-lo. Ainda que para uma melhor visualização seja mais recomendado o quadro, uma folha de papel já cumpre muito bem a proposta deste.

Para tal, preencha a folha da mesma maneira que está descrita na imagem anteriormente apresentada, seguindo a exata ordem desta. Confira cada uma das áreas para garantir que não se esqueceu de nenhum item, já que todos são muito importantes.

Projetando receitas

Uma vez que tenha desenhado o seu modelo de negócio, será a hora de fazer uma projeção de receita. Mesmo que esta seja bem simples, não existe nenhum problema, já que, por estar trabalhando no modelo, existem diversas incertezas em relação ao operacional da instituição.

A proposta aqui será que para cada fonte rentável que adicionar, faça uma estimativa de vendas contabilizando o preço pensado e o volume esperado de suas vendas. Assim, você estará fazendo uma estimativa mais perto da realidade que deseja.

Estrutura de Custos

Com alguma ideia sobre a projeção das suas receitas, o passo adiante será montar uma estrutura de custos do seu modelo de negócio. Isso deverá incluir os custos periódicos com marketing, estrutura física, pessoal, entre diversos outros.

Estes dados, ao serem levantados, irão mostrar a sua expectativa em relação aos gastos fixos da sua empresa, permitindo que possa avaliar se estes se encontram muito elevados quando estiver com tudo funcionando na prática.

Indicadores do seu Modelo

Por fim, com todas as etapas anteriores realizadas, será possível visualizar alguns indicadores essenciais do modelo de negócio que fora proposto.

Dados como Receita por tipo, Rentabilidade anual do negócio, Custos por Tipo e Pontuação Geral do modelo serão muito úteis para entender se este será verdadeiramente rentável para você, ao invés de um investimento que será um futuro prejuízo.

Tipos de modelo de negócio

Uma vez que está pronto para desenhar o seu modelo de negócio e avaliar, com os próprios olhos, se este será viável ou não, é preciso entender quais são os diferentes tipos destes que estão presentes no mercado comercial.

Vale ressaltar que além dos que serão apresentados aqui, ainda existem muitos outros possíveis. Entretanto, estes são ótimos exemplos para se basear, já que grande parte das gigantes de mercado utilizam destes.

Ao começar por:

Franquia

O primeiro modelo de negócio que estaremos abordando será a franquia.

Certamente você já deve ter ouvido falar, ao menos, uma vez, das franquias. Este é um tipo bem tradicional e famoso, já bem estabelecido no mercado. Entretanto, não existe uma definição exata para o mesmo.

Para simplificar, vamos dizer que este se trata de um MD que tem seu foco em distribuição e comercialização de produtos e serviços, servindo como um canal de ampliação para a matriz original da marca.

O modelo que mais tem representado atualmente estas no Brasil é a Franquia de Negócio Formatado ( Business Format Franchising).

Este consiste em um acordo onde o franqueado consegue o direito de usar a marca ou patente do franqueador, podendo explorar comercialmente o que fora desenvolvido por este, além de receber orientações para a instalação e operação de unidades e o dever de manter o padrão exigido pelo proprietário.

Enquanto isso, a corporação franqueadora poderá usufruir do sistema para expandir seus negócios. Porém, este deve fornecer o treinamento para as unidades não pertencentes a esta para que possa garantir a qualidade dos serviços e manter o padrão da marca.

Outra vantagem a favor desta é a remuneração pela concessão dos direitos de uso e transferência de conhecimentos. Ou seja, a matriz lucra uma parte das vendas do franqueado.

Existem diversos exemplos no mercado de empreendimentos que trabalham desta maneira, sendo os mais famoso, restaurantes fast foods como o McDonald’s e Burguer King. Entretanto, muitos negócios podem aderir a este, como foi feito pela Chilli Beans e Havaianas.

Assinatura

Outro velho conhecido do mercado é o modelo de negócio por assinatura. Este conta com um funcionamento muito simples: A entidade concede produtos ou serviços ao usuário mediante o pagamento de uma taxa. Geralmente, essa cobrança é realizada de maneira mensal.

Este é muito utilizado pela indústria do entretenimento ou de divulgação de informação, tais como jornais e revistas. O mesmo se tornou muito mais popular por conta dos serviços de Streaming, tal como Netflix, Amazon Prime, Globo Play e CrunchyRoll.

Para se sustentar, este necessita estar constantemente buscando por aperfeiçoar-se, para que possa servir ainda mais qualidade aos seus clientes. Caso contrário, aqueles que usam deste serviço podem vir a cancelar a assinatura.

Para atrair pessoas, as instituições que trabalham com esta modalidade costumam fazer promoções, períodos de teste gratuitos ou ainda oferecer grandes descontos para aqueles que fizerem a assinatura por um período maior de tempo.

Freemium

Este se trata de uma readaptação da assinatura, permitindo atrair uma quantidade maior de pessoas do que a mesma. Afinal, seu estilo de abordagem traz, junto consigo, uma ampliação na capacidade de visualização.

Isso por que o Freemium conta com toda a disponibilidade da vantagem do modelo de negócio apresentado anteriormente, com apenas um único detalhe diferencial: este pode ser usado por qualquer pessoa de graça.

Porém, para que este seja rentável, ele ainda deve contar com uma função Premium, onde o usuário opte por pagar pelo serviço para conseguir utilizar mais benefícios oferecidos pela empresa.

Logo, a gratuidade, ainda que seja utilizada por muitos, acaba servindo mais como uma maneira de atrair o público e fazer com estes experimente do que é ofertado, tendo total intenção de fazer estes migrarem para a opção paga.

E para que este acontecimento seja possível, a entidade investe pesado nestas vantagens. Um grande exemplo deste é o Spotify, que, se utilizado na versão paga, lhe garante o total acesso aos seus diferenciais.

Isca e Anzol

Neste modelo de negócio, um produto é vendido com uma baixíssima margem de lucro, enquanto que outro, da mesma companhia e que dependa da primeira, será vendido com uma alta margem, compensando a primeira venda.

Muitos ainda apostam em necessidade recorrente, onde você possa reaproveitar do primeiro item comprado quantas vezes desejar, usufruindo do segundo.

Para ficar mais claro, o maior exemplo deste são as máquinas de café Nespresso e Douche Gusto, onde, ainda que a cafeteira seja até que acessível, é necessário estar comprando suas cápsulas para poder aproveitar da mesma.

E é exatamente aí onde a margem sobe. Por mais que o custo desta segunda seja baixo, o intuito é conseguir o maior lucro possível desta, já que é um produto com alta saída para atender a demanda do primeiro item.

MarketPlace

Este se trata do modelo de negócio adotado por aqueles que desejam atrair uma maior visibilidade para o seu negócio. Usando de grandes varejistas do mercado, como as Lojas Americanas, Walmart, Assaí, Mercado Licre, Netshoes e muitos outros, o proprietário possui uma maior garantia de que as pessoas estão cientes sobre o seu negócio.

Para isso, esse pequeno empreendedor deverá alugar um espaço em uma destas grandes lojas, seja esta virtual ou física. Para pagar o uso do local, este deverá ceder uma porcentagem de suas vendas para o dono do espaço.

Com isso, pequenas empresas que teriam enorme dificuldade de crescer e entrar no mercado de uma vez ganham uma enorme quantidade de visibilidade, conseguindo expandir suas vidas através da imagem de visitantes dessas gigantes.

O problema deste é que, além de gerar certa dependência com relação ao MarketPlace que fora escolhido e que esteja inserido, na grande maioria dos casos a sua marca não será lembrada pelo cliente, fazendo com que o engajamento seja menor.

Negócios sociais

Por que não unir o útil ao agradável?

É exatamente disso que este modelo de negócio se trata, uma vez que o mesmo mescla objetivos sociais e ambientais com fins lucrativos, sendo capaz de atrair uma grande visibilidade para a marca que o utiliza.

E, acredite, o mesmo possui de uma grande eficácia. Atualmente, as preocupações com causas sociais e ambientais são pautas importantes e que são discutidas todos os dias. Logo, isso agrega e agregará ainda mais força para este.

Empresas que se preocupam com sua imagem e procuram por algum desenvolvimento social estão, principalmente, focando em classes que são menos favorecidas. Um grande exemplo de instituição que atua nesta área é a Solidarium, que desenvolve canais de comercialização não convencionais para produtores mais pobres.

Outro grande exemplo da força deste é a Tekoha, uma organização que comercializa produtos artesanais que foram criados por comunidades brasileiras, ajudando esses produtores a conseguir um alcance que nunca poderiam sonhar.

Economia Colaborativa

Economia colaborativa é um modelo de negócio que está muito em alta. Para quem não entende o porque, basta pensar em dois empreendimentos que apareceram do nada e explodiram no mercado: Uber e Airbnb.

Essas entidades agem como uma conexão entre interesses econômicos e pessoas distintas, levando as oportunidades até aqueles que procuram por tal, tanto para o indivíduo que deseja fornecer um serviço quanto para aquele que quer pagar por este.

Agora fica claro o que leva os dois negócios anteriormente citados ao sucesso. Uber se trata de uma corporação que leva motoristas que gostariam de tirar um extra transportando pessoas para interessados em um transporte rápido e comodidade, onde ambos lutam por tarifas mais em conta.

Assim, esta age como intermediador destes dois, através de uma plataforma que busca garantir a segurança para ambos os lados. Portanto, essa se aproxima do tão buscado conceito onde todos conseguem ganhar.

Modelo de negócio e inovação

É preciso dizer que um modelo de negócio está sim diretamente ligado à inovação. Afinal, este descreve a maneira que você irá utilizar para entregar ao seu cliente todo o valor que conseguir, e este precisa possuir de um critério diferenciado.

Se a sua entidade possui de uma modelagem ruim ou genérica em relação à concorrência, será muito comum o cenário onde você não irá se destacar. O que as pessoas buscam junto à experiência é uma forma de se sentirem únicas, onde o diferencial as faça acreditar que só poderão encontrar as sensações que desejam em com a sua marca.

Essa inovação pode estar relacionada a qualquer etapa que esteja descrita no modelo. Seja na proposta de valor, nos canais, no relacionamento com o cliente, na atividade, podendo se estender até mesmo as matérias primas.

O fundamental para conseguir se sobressair e superar seus concorrentes é pensar fora da caixa. Encontrar um “por que” e um “o que” que lhe farão se diferenciar e trazer o público para a sua instituição, buscando por sentimentos que somente encontrarão com você.

Para isso, até a possibilidade de adaptar um modelo de negócio já existente no mercado e aplicando este de uma maneira que nunca fora vista antes.

Claro que para este ser válido é preciso que o mesmo faça sentido tanto para a sua realidade quanto para a do cliente. Se não, como consequência, ao invés de obter resultados mais satisfatórios, a maior chance será de fechar suas portas.

Modelo de negócio e as Startups

Se você está planejando criar uma Startup, saiba, primeiramente, que é mais do que necessário possuir um modelo de negócio. Estes dois andam em conjunto, já que esta somente pode ser classificada assim por conta de uma modelagem inovadora, escalável e replicável.

É muito difícil que consiga criar um empreendimento que faça exatamente o que a concorrência da área já faz e do mesmo jeito que está faz. Conseguir visibilidade nestas condições é impossível, já que, se for para utilizar da mesma solução, o público irá preferir a que já está inserida no mercado.

Logo, isso terá o efeito reverso ao esquecimento. No máximo, o que conseguirá é um pouco de destaque inicial, mas logo será esquecido ou chamado de cópia.

Por isso a necessidade de inovação. O público deseja por ideias novas, que sejam capazes de, verdadeiramente, abordar o problema de maneira diferente e possam solucionar este de maneira mais simples do que a já estabelecida.

Quando nos referimos ao fator escalável do modelo de negócio estamos falando do possível crescimento desenfreado que a Startup possui. Logo, suas abas de estrutura de custos e receita irão tendem a ser diferentes das empresas tradicionais.

Por fim, este deverá ser replicável para que se possa comprovar que a metodologia envolvida neste novo empreendimento possa ser aplicada em outros tipos de empresas e serão sinônimos de sucesso. Logo, uma vez que a sua instituição inicial tenha dado certo, será possível reaplicar o modelo, caso queira, e construir uma nova.

Mesmo possuindo uma empresa, posso fazer um modelo de negócio?

Deve! Caso nunca tenha pensado sobre a importância do mesmo, ou sequer sabia como fazê-lo, aproveite e faça um levando em consideração onde deseja chegar.

Um modelo de negócio ajuda a localizar muitos pontos fortes e fracos de uma entidade, permitindo que possa procurar por maneiras mais de mudar e conseguir consertar alguns erros ou realocar recursos.

Logo, esta é uma ferramenta que se mostra útil tanto para o empreendedor que está começando quanto aquele que já possui alguma experiência, mas não tinha ideia do quão importante era ter um destes.

Um modelo de negócio é crucial

Garantir a integridade da sua empresa e que a mesma será capaz de se manter no mercado é muito difícil. Porém, com a utilização do modelo de negócio, visualizar alguns cenários se torna mais fácil, permitindo que o empreendedor possa entender se este é realmente viável para ele.

Todo o planejamento deve ser feito meticulosamente, já que um erro pode ser fatal. Afinal, estamos falando de uma jornada que será capaz de mudar todo o destino da sua vida. Por isso, pensar previamente nas etapas do futuro será essencial para manter-se nessa trilha até o sucesso!

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Redação CashMe

Escrito por Redação CashMe

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junior Rodrigues

junior Rodrigues no 18/04/2021 a partir do 16:59

muito esclarecedor

1 Comentários