Capital de Giro: O que é? Como Calcular? Para que serve?

Capital de Giro: O que é? Como Calcular? Para que serve?
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Atualizado:
26/04/2022

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Publicado:
29/04/2020

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Seja para pagar as próprias contas, renovar o estoque, remunerar funcionários ou para ser aberto, um negócio precisa, por força, ter uma quantia em dinheiro reservada. Essa quantia é chamada de capital de giro. Mas nem todo empreendedor sabe da importância disso para o bom funcionamento da sua empresa.

Empreender é o sonho de muitos brasileiros. E isso não é frase feita! Para você ter uma ideia, segundo uma pesquisa feita pelo Alelo e pelo Instituto Ipsos, 50% das pessoas que possuem emprego fixo no Brasil querem abrir a própria empresa em cerca de cinco anos. Dentre as principais razões para isso, estão a inovação na forma de se trabalhar e a busca por mais autonomia e dinheiro.

Em contrapartida, 60% dos negócios abertos em 2012 não sobreviveram por mais de 5 anos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um dos motivos mais relevantes para que as empresas não consigam manter as portas abertas é a falta de uma boa administração financeira.

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Por isso, seja na vida ou nos negócios é importante se planejar e sempre ter controle dos seus gastos, do dinheiro que entra e, claro, do capital de giro. Mas se você notar que as finanças da companhia estão precisando de uma ajuda, existem empréstimos para capital de giro para empresas!

O que é capital de giro

Capital de giro é, basicamente, a quantia em dinheiro necessária para manter o funcionamento do seu negócio. Essa quantia é usada para custear as despesas operacionais que englobam, por exemplo: salários, tributos, valores em contas bancárias, compra de estoque e recebimentos dos clientes.

O capital de giro é a reserva de recursos financeiros de rápida renovação, ligado a suprir a administração financeira da empresa. Ele se concentra não somente no caixa, como em investimentos de alta liquidez, que possam ser acessados sem dificuldade.

Logicamente, um negócio possui outros gastos, como os fixos. Esses recursos, usados para investimento em maquinário, instalações e matérias primas, por exemplo, não são considerados ativos que podem ser usados prontamente, por isso não entram na conta.

Como funciona capital de giro para empresas

Para ficar mais claro, vamos exemplificar. Se uma empresa vende um produto a prazo no mês de abril e receberá o valor somente em junho, isso quer dizer que no decorrer do mês de maio será necessário ter capital para que as despesas fixas sejam pagas. Portanto, o capital de giro é como se fosse o seu próprio banco ou a sua reserva. É de lá onde saem os recursos até que os pagamentos sejam devidamente feitos.

Uma outra circunstância onde o capital de giro entra em cena tem a ver com as fases sazonais da empresa. Isto é, todo negócio possui meses de grande volume de vendas e meses de menor volume. Nos meses de baixa, caso a empresa não encontre um equilíbrio, esse capital de giro será importante para assegurar que a empresa se manterá financeiramente saudável.

Capital de Giro Líquido (CGL)

Dentro do capital de giro, existem ainda algumas outras nomeações importantes para você saber. Uma delas é o capital de giro líquido, que pode ser resumido como as fontes financeiras com exceção do ativo não circulante, como imóveis e matérias-primas, itens que não são fáceis de serem convertidos em dinheiro rapidamente.

No capital de giro líquido, como o próprio nome já revela, leva-se em conta a liquidez. Ou seja, é de fato o montante disponível para manter a empresa funcionando.

Como calcular capital de giro líquido?

O cálculo do capital de giro líquido pode ser feito com a aplicação da fórmula:

 CGL = AC – PC

Onde se considera:

  • CGL: Capital de Giro Líquido,
  • AC: Ativo Circulante,  que é a somatória de alguns ativos da empresa como contas a receber, dinheiro em aplicações, dinheiro na conta corrente da empresa, estoque e outros;
  • PC: Passivo Circulante, que é a somatória do que a empresa deve pagar ou já pagou como contas com fornecedores, empréstimos, impostos, salários, contas de energia elétrica e outros.

Exemplo:

Considere que uma empresa tenha R$ 120.000 em ativos circulantes (AC) e R$ 90.000 em passivos circulantes (PC). Logo, se aplica:

 CGL = 120.000 – 90.000 = 30.000

Entretanto, se os passivos forem R$ 130.000, a empresa irá necessitar de R$ 10.000 para repor esse capital de giro. Quando isso acontece, as opções são solicitar um empréstimo a longo prazo enquanto reorganiza as suas finanças. 

Por outro lado, se os passivos forem R$ 130 mil, a empresa necessitará de R$ 10 mil para repor o capital de giro. Neste caso, poderá pedir um empréstimo com devolução ao banco em longo prazo, enquanto vai organizando suas finanças.

Qual a importância de medir a necessidade de capital de giro (NCG)?

Após realizar todos esses cálculos, assim como todas as análises, é possível finalmente entender o que a empresa está necessitando. 

Sem uma análise aprofundada, não seria possível identificar para onde a empresa está indo e como deve seguir seu caminho. Não seria possível também contornar a posição que o negócio se encontra se estiver em uma posição negativa ou estagnada.

Caso a empresa se encontre em uma situação em que o resultado do cálculo de NCG seja negativo, é necessário buscar por empréstimo ou outros tipos de investimentos terceirizados. Ambas as opções devem ser analisadas com cuidado, uma vez que possuem juros e longos prazos. Uma opção é solicitar um empréstimo com garantia.

No entanto, mesmo que a necessidade de capital de giro tenha um saldo positivo, isso nem sempre quer dizer algo bom. A empresa pode não estar no vermelho, mas também pode estar com um lucro abaixo do esperado. Isso faz com que a empresa não cresça o que pode crescer.

É verdade que um resultado positivo no cálculo da NCG possibilite que se abram espaços para novos investimentos. Para isso, basta identificar qual área será mais rentável investir e se a empresa tem condições de fazê-lo.

Capital de Giro Positivo e Negativo

O capital de giro é considerado positivo quando a empresa possui ativos líquidos suficientes para pagar suas contas, além de investir no negócio. Isso é um sinal de uma boa saúde financeira.

No caso de uma empresa com capital de giro negativo, isso quer dizer que os ativos não possuem liquidez, podendo levar a uma crise. Mas nem sempre o capital de giro negativo é de fato ruim.

Exemplo disso é quando um negócio acabou de ser aberto. É natural que por alguns meses ou até anos a empresa não tenha tanta liquidez. O problema acontece caso esse tempo se torne muito longo.

Ativo circulante e passivo circulante

Quando o ativo circulante (recursos que podem ser convertidos em dinheiro em curto prazo) é maior que o passivo circulante (obrigações a serem pagas dentro de um ano) é sinal de que a empresa consegue se manter com recursos próprios, sem necessidade de empréstimo.

O capital de giro próprio, nessa condição, é usado para resolver questões financeiras e a empresa pode usar suas próprias fontes sem depender de terceiros.

Quando o passivo circulante é maior que o ativo a empresa fica refém de acionistas, dentre outras fontes de renda, o que pode não ser seguro. Já que o passivo circulante de um negócio é financiado por fontes terceiras. O ideal é sempre manter o ativo maior que o passivo, portanto.

Por que é tão importante calcular o capital de giro para empresas?

O capital de giro garante a saúde financeira do seu negócio, oferecendo, como consequência, a manutenção do estoque, recursos para garantir as vendas a prazo aos clientes, pagamento de fornecedores, salários dos colaboradores, entre outras despesas operacionais.

O ponto principal é que o capital de giro para empresas representa o quanto a companhia pode dispor para sanar suas questões financeiras. Ter um capital de giro saudável, garante também menor risco durante períodos de crise, por exemplo. Em um bom cenário, vale se certificar de que a empresa possui capital para os próximos seis meses, pelo menos.

Se o seu negócio tem uma despesa mensal de R$50 mil, o ideal é ter, no mínimo, seis vezes esse valor em capital de giro, ou seja, R$300 mil.

Isso traz segurança tanto para o empresário quanto para acionistas e funcionários. Esse dinheiro é útil em emergências, mas é importante lembrar que ele deve ser reposto assim que possível!

Como calcular o capital de giro

Agora que você entendeu o que é, para que serve e a importância do capital de giro, é hora de aprender a calculá-lo.

Para sabermos qual é o capital de giro líquido (CGL), é necessário descobrir a diferença entre o ativo circulante (AC) e o passivo circulante (PC). Portanto, o cálculo fica assim:

CGL = AC – PC

Sendo assim, quanto maior for seu capital de giro, maior será o fôlego financeiro da sua empresa. Com isso, mesmo em situações de crise, você conseguirá manter o negócio funcionando.

Confira um exemplo de balancete usado para calcular o capital de giro:

Capital de giro - Ativo circulantes AC e Passivos Circulantes PC

Para ter o controle financeiro de sua empresa, veja a calculadora de capital de giro.

Como garantir um bom controle e prevenir a insuficiência de capital de giro

Saber o que é capital de giro e como calculá-lo pode não assegurar que você vai conseguir fazer um bom controle dele e evitar que fique negativo. Por isso, separamos 3 dicas essenciais para garantir uma boa saúde financeira da sua empresa.

Corte gastos desnecessários e seja disciplinado

Identifique quais os custos que você possui hoje que podem ser eliminados facilmente. Assim, você se previne de uma futura perda de controle. Também saiba separar o capital pessoal do capital do seu negócio. Caso eles se misturem, pode ser difícil você saber o que faz parte dos ganhos e gastos da sua empresa e o que é custo pessoal.

Antecipe contas a receber

Para não depender somente do pagamento de fornecedores e clientes que, muitas vezes, acontecem a prazo, você pode buscar por instituições financeiras e receber delas a quantia que só teria acesso mais para frente. Escolha aquela que oferece a melhor taxa de juros e veja se realmente é confiável.

Faça um empréstimo

Caso a sua empresa precise pagar dívidas ou necessita de capital de giro, o empréstimo é uma excelente escolha. No entanto, é importante se planejar e não esquecer a disciplina. Se o seu negócio não tem condições de arcar com um empréstimo, é melhor repensar.

Por que o capital de giro é importante?

Se você não tiver capital de giro suficiente, pode perder espaço no mercado e credibilidade junto às instituições financeiras, fornecedores e clientes.

Além disso, ficar sem essa garantia pode atrapalhar na hora de aproveitar novas oportunidades de negócios.

Por exemplo, se houver um aumento de demanda, você precisará de mais estoque para atender às necessidades de seus clientes.

Nessa situação, o capital de giro é quem garante a compra desses estoques. Se não agir com rapidez, você pode perder a oportunidade.

Ter capital de trabalho suficiente, pode ser um grande desafio para os empreendedores. Continue essa leitura e confira agora algumas dicas de como aumentar o capital de giro de sua empresa!

Como aumentar capital de giro para sua empresa

Nos casos de empresas que estão começando ou negócios menores, o capital de giro se faz necessário para expandir a companhia. No início, os gastos são muito maiores que os ganhos. Isso é natural, mas muitos empresários precisam recorrer ao crédito para não fecharem as portas.

Se esse é o seu caso, buscar por empréstimo é a solução ideal. Por isso, é importante que a sua empresa esteja ativada e com os documentos em dia.

A seguir, confira os tipos de empréstimo mais procurados pelos empresários selecionados pelo Gerente Comercial de Operações Estruturadas da CashMe, Caio Guedes, e decida qual é a melhor alternativa para a sua realidade:

Hot Money:

Trata-se de um empréstimo de curtíssimo prazo, normalmente por 1 dia, ou no máximo 1 semana. Este tipo de empréstimo é concedido de maneira rápida aos clientes com crédito previamente aprovado. Sua liberação quase sempre é imediata, porém suas taxas de juros são elevadas em função da urgência e falta de planejamento na captação.

Conta Garantida:

É uma conta com limite rotativo, destinada a suprir eventuais necessidades de fluxo de caixa. Normalmente tem prazo de no máximo 360 dias.

Cheque Especial:

Limite de crédito imediato e deve ser aprovado de maneira antecipada. Sua utilização acontece em eventuais emergências em função das altas taxas de juros cobradas. Os juros sobre este produto são cobrados de acordo com os dias utilizados e a sua cobrança é feita no primeiro dia útil do mês seguinte ao da movimentação.

Cartão de crédito:

O benefício do cartão de crédito é poder unir todos os gastos da empresa num único lugar, facilitando o controle. Essa alternativa é indicada para os profissionais que não querem perder ainda mais capital de giro. Vale lembrar da necessidade de ficar de olho nas taxas de juros.

Desconto de duplicata:

Desconto de duplicata é uma operação típica dos dias atuais. Consiste no adiantamento de recursos aos clientes, sobre os valores referenciados em duplicatas de cobrança ou notas promissórias, de forma a antecipar o fluxo de caixa ao cliente. Consiste em uma operação financeira na qual o desconto concede o direito de regresso. Ou seja, no vencimento, caso o título não seja pago pelo sacado, o cedente assume a responsabilidade do pagamento.

Antecipação de recebíveis:

Nesta modalidade de crédito, o objetivo é atender às necessidades de antecipação de fluxo de caixa vindas de tratativas comerciais performadas, tais como: contratos, recebimentos de cartões de crédito, entre outros. Há 2 formas de fazer a operação:

  • Com Coobrigação: Compromisso do cedente (cliente que está recebendo o recurso adiantado) em saldar a operação na data do vencimento caso o devedor original do título/recebível não o faça.
  • Sem Coobrigação: cedente transfere o risco financeiro da operação para o comprador.

Capital de Giro ou Mútuo: Consiste na principal linha de crédito do mercado financeiro. Pode ou não haver garantias, seus prazos e taxas são de acordo com a característica de aprovação de crédito e pode mudar de cliente para cliente. Destina-se a empresas que necessitam de fluxo de caixa adicional.

CDC: Financiamento concedido por uma financeira aos seus clientes para aquisição de bens e serviço. Sua maior utilização geralmente é para aquisição de veículos ou eletrodomésticos. Nesta modalidade, o bem adquirido, sempre que possível, serve como garantia da operação.

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Conclusão

Existem diversos aspectos que influenciam diretamente no cálculo de capital de giro, independente de qual tipo seja. Esses aspectos podem ser a redução de vendas, o crescimento da inadimplência da empresa, o aumento de custos e o desperdício gerado pelo negócio.

Além disso, administrar o capital de giro de uma empresa significa avaliar o atual momento financeiro em que a empresa se encontra. Também é analisar as faltas e as sobras dos recursos financeiros, assim como os reflexos gerados por tomadas de decisões em relação a compras, vendas e à administração do caixa.

É importante estar sempre atento a esses fatores, uma vez que fazer uma administração ineficiente pode afetar de forma drástica o fluxo de caixa da empresa. Quando não são gerenciadas com cuidado, as empresas podem crescer sem esse fluxo de caixa, o que leva a precisar de mais capital de giro caso queira expandir.

Isso geralmente ocorre quando uma determinada empresa utiliza o dinheiro para pagar todos os seus custos ao invés de buscar financiamento. Um financiamento pode auxiliar esse pagamento de custos e disponibilizar o dinheiro da empresa para outras áreas. 

Por isso, se você está atrás de um empréstimo, conte com a CashMe! Oferecemos empréstimo Home Equity em nossa empresa, com juros inferiores a 1% ao mês. Além disso, aqui é possível parcelar a quantia adquirida em até 180 meses, facilitando o pagamento de todo o capital. Faça uma simulação de empréstimo com garantia de imóvel da CashMe!


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Escrito por CashMe

Equipe de redação de CashMe. Todos os conteúdos são revisados por especialistas do ramo e atualizados periodicamente.


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