Correspondente bancário: saiba mais sobre atuação e serviços

19 fev 2026
19min de leitura

Quando você paga uma conta na lotérica ou faz um saque no mercado, está usando os serviços de um correspondente bancário. Essa figura tem ganhado cada vez mais relevância no sistema financeiro brasileiro, tornando operações bancárias acessíveis em lugares onde não existe nenhuma agência física.

O correspondente bancário representa uma estratégia de inclusão financeira que aproxima os serviços dos grandes bancos das pessoas que mais precisam deles. Segundo o Banco Central, 43,4% das cidades brasileiras não possuem agências bancárias. Nessas localidades, os correspondentes são fundamentais para garantir que a população tenha acesso a serviços essenciais como pagamentos, empréstimos e abertura de contas.

Compreender como funciona essa modalidade de atendimento ajuda você a usar esses serviços com segurança e aproveitar a conveniência que eles oferecem. Ao longo deste conteúdo, você vai entender o papel do correspondente na cadeia financeira, conhecer os serviços disponíveis, descobrir quem pode atuar nessa área e aprender sobre os cuidados necessários para evitar problemas.

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O que é um correspondente bancário e qual o papel na cadeia financeira

O correspondente bancário é uma pessoa jurídica contratada por instituições financeiras para oferecer serviços bancários em nome delas. Funciona como uma extensão da capacidade de atendimento dos bancos, levando produtos e operações para locais onde seria inviável manter uma agência tradicional.

Essa intermediação acontece com base na Resolução CMN 4.935/2021, que estabelece as regras para a contratação de correspondentes no país. A norma define que o correspondente atua sempre por conta e sob as diretrizes da instituição contratante, que assume total responsabilidade pelo atendimento prestado.

Na prática, quando você faz uma operação em um correspondente, está sendo atendido pelo banco que o contratou, não pela empresa que está fisicamente ali na sua frente. O estabelecimento comercial apenas facilita o acesso, mas quem responde pela operação é a instituição financeira.

Essa cadeia de relacionamento envolve três partes principais. De um lado, você tem o banco ou instituição financeira, que precisa ampliar sua rede de atendimento. No meio, está o correspondente, que pode ser uma loja, uma farmácia, uma lotérica ou qualquer empresa autorizada. Do outro lado, está você, cliente que busca conveniência e acessibilidade para resolver suas questões financeiras.

O correspondente não trabalha de forma independente. Ele segue protocolos rígidos estabelecidos pela instituição contratante e precisa garantir a mesma segurança e confidencialidade que você encontraria em uma agência bancária. A responsabilidade pela integridade das transações, pelo sigilo dos dados e pelo cumprimento da legislação recai totalmente sobre o banco.

Os exemplos mais comuns de correspondentes bancários incluem casas lotéricas, correios, supermercados de bairro, imobiliárias e até pequenas lojas de conveniência. Você também encontra correspondentes especializados em determinados produtos, como empresas focadas exclusivamente em crédito consignado ou financiamento imobiliário.

Como funciona o correspondente bancário

O fluxo de atendimento em um correspondente segue etapas bem definidas. Primeiro, você chega ao estabelecimento e solicita o serviço desejado, seja pagar uma conta, fazer um saque ou pedir um empréstimo. O atendente então acessa o sistema da instituição financeira contratante e processa sua solicitação de acordo com os procedimentos estabelecidos.

Para operações mais simples, como pagamento de boletos ou transferências, o processo acontece quase instantaneamente. O sistema valida as informações, executa a transação e você recebe um comprovante na hora. A tecnologia permite que essas operações sejam tão seguras quanto aquelas feitas diretamente na agência.

Quando se trata de serviços mais complexos, como empréstimos ou abertura de contas, o correspondente funciona como um receptor e encaminhador de propostas. Ele coleta sua documentação, preenche os formulários necessários e envia tudo para a análise do banco. A decisão final sobre aprovação sempre cabe à instituição financeira.

As operações possuem limites operacionais definidos pela instituição contratante. Esses limites variam conforme o tipo de serviço, o perfil do correspondente e o acordo estabelecido entre as partes. Por exemplo, um correspondente pode ter autorização para realizar saques de até determinado valor por transação, enquanto outro pode trabalhar sem esse tipo de restrição.

A autorização das operações acontece em tempo real através dos sistemas integrados entre o correspondente e o banco. Cada transação passa por camadas de validação de segurança que verificam a autenticidade dos dados, a disponibilidade de recursos e a conformidade com as regras estabelecidas.

Para você, cliente, o processo geralmente é transparente. Você não precisa saber todos os detalhes técnicos que acontecem nos bastidores. O importante é que o serviço seja executado corretamente, com a mesma segurança que você teria em uma agência bancária tradicional.

Os correspondentes também precisam cumprir etapas de registro e controle. Todas as transações geram documentação que fica armazenada tanto no estabelecimento quanto nos sistemas do banco. Essa trilha de auditoria permite rastrear qualquer operação em caso de necessidade, garantindo transparência e possibilitando a resolução de eventuais problemas.

Quem pode atuar como correspondente bancário

A regulamentação do Banco Central estabelece critérios específicos sobre quem pode se tornar correspondente bancário. Segundo a Resolução CMN 4.935/2021, podem ser contratados como correspondentes as sociedades, os empresários e as associações definidos no Código Civil, além de prestadores de serviços notariais e de registro e empresas públicas.

Um ponto fundamental: o correspondente sempre precisa ser pessoa jurídica. Pessoas físicas não podem atuar individualmente nessa função. Você precisa ter um CNPJ com a atividade secundária 66.19-3-02, que identifica especificamente a atuação como correspondente de instituições financeiras.

As exigências legais variam conforme o tipo de serviço que você pretende oferecer. Para operações transacionais básicas, como pagamento de contas e boletos, o processo é menos burocrático. Você entra em contato com o banco interessado, apresenta a documentação solicitada e celebra o contrato de correspondência.

Quando o interesse é trabalhar com operações de crédito, a coisa muda de figura. Nesse caso, você precisa obter certificações específicas que comprovem conhecimento técnico sobre os produtos financeiros. A certificação mais comum é oferecida pela FEBRABAN e abrange temas como aspectos técnicos das operações de crédito, Lei Geral de Proteção de Dados, Código de Defesa do Consumidor, ética e ouvidoria.

A instituição contratante também avalia o perfil do candidato a correspondente. Os bancos analisam a idoneidade da empresa, a capacidade de atendimento, a localização geográfica e a estrutura disponível. Afinal, eles precisam garantir que o correspondente tenha condições de representá-los adequadamente perante os clientes.

Não existe uma autorização prévia do Banco Central para começar a atuar como correspondente. A instituição financeira comunica ao BC a contratação de cada correspondente, mas não precisa esperar aprovação. A exceção fica para casos específicos, como quando a empresa possui denominação ou nome fantasia com termos similares aos usados por instituições do sistema financeiro.

O correspondente assume compromissos importantes ao firmar o contrato. Você precisa manter sigilo absoluto sobre as informações dos clientes, seguir os procedimentos de segurança estabelecidos, garantir a qualidade do atendimento e submeter-se às auditorias e fiscalizações da instituição contratante e do Banco Central.

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Produtos e serviços permitidos para correspondentes

Os correspondentes bancários podem oferecer uma gama ampla de produtos e serviços financeiros, sempre dentro dos limites estabelecidos pela regulamentação e pelo contrato com a instituição contratante. A variedade de operações disponíveis depende da especialização do correspondente e do acordo firmado com o banco.

Na categoria de recebimentos e pagamentos, você encontra serviços como pagamento de contas de consumo (água, luz, telefone), boletos bancários, tributos e contribuições. Essas são operações do dia a dia que facilitam a vida das pessoas e representam o movimento mais frequente nos correspondentes.

As transferências eletrônicas também fazem parte do portfólio. Você pode realizar TEDs, DOCs e PIX através de correspondentes autorizados. Essas transações seguem os mesmos protocolos de segurança das agências bancárias e acontecem em tempo real.

No campo das contas bancárias, os correspondentes podem recepcionar e encaminhar propostas de abertura de contas de depósito à vista, contas poupança e contas de pagamento. Eles também podem executar a movimentação dessas contas, permitindo que você faça depósitos, saques e consultas de saldo.

Os empréstimos representam um segmento importante dos serviços oferecidos. Os correspondentes podem receber e encaminhar propostas de empréstimos pessoais, crédito consignado, financiamentos de veículos e até operações de crédito com garantia de imóvel. Vale destacar que o correspondente não libera o crédito diretamente, ele apenas intermedeia a proposta entre você e o banco.

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Os cartões de crédito também entram no menu de serviços. Os correspondentes podem receber e encaminhar propostas de emissão de cartões, facilitando o acesso das pessoas a essa forma de pagamento. Alguns correspondentes especializados também trabalham com cartões de benefício e cartões pré-pagos.

Operações de câmbio fazem parte das atribuições permitidas aos correspondentes. Você pode comprar e vender moedas estrangeiras, realizar ordens de pagamento para o exterior e receber transferências internacionais através desses pontos de atendimento.

Os correspondentes também podem oferecer serviços relacionados a seguros, capitalização e consórcios, sempre na qualidade de intermediários entre você e as instituições que efetivamente fornecem esses produtos.

Modelos de negócio para correspondentes bancários

Diferentes modelos de negócio permitem que empresas de vários portes e perfis atuem como correspondentes bancários. Cada modelo apresenta características específicas em termos de investimento, estrutura necessária e relacionamento com as instituições financeiras.

O modelo de parceria direta com bancos é o mais tradicional. Nele, você firma um contrato diretamente com uma instituição financeira e passa a oferecer os serviços dessa instituição aos seus clientes. O banco fornece os sistemas, o treinamento e o suporte necessário. Você entra com a estrutura física, a equipe de atendimento e a capilaridade local.

Esse modelo funciona bem para empresas que já possuem um fluxo estabelecido de clientes e querem agregar os serviços bancários como conveniência adicional. Supermercados, farmácias e postos de gasolina frequentemente optam por esse caminho. A remuneração acontece por comissão sobre os serviços executados.

As plataformas independentes representam outro formato de atuação. Nesse caso, você trabalha com uma empresa intermediária que já possui contratos com diversos bancos. Essa plataforma oferece a tecnologia, o relacionamento com múltiplas instituições financeiras e, muitas vezes, toda a estrutura operacional. Você entra como um ponto de distribuição dessa rede.

A vantagem das plataformas está na possibilidade de oferecer produtos de diferentes bancos sem precisar negociar e administrar múltiplos contratos. A desvantagem pode estar na margem de comissão, que tende a ser dividida entre você e a plataforma intermediária.

Existe também o modelo híbrido, no qual você combina serviços transacionais básicos com operações de crédito especializadas. Por exemplo, você pode oferecer pagamentos e transferências de um banco e, simultaneamente, trabalhar com produtos de crédito de outra instituição. Essa diversificação permite atender diferentes perfis de clientes e ampliar as fontes de receita.

Os correspondentes especializados focam em nichos específicos do mercado financeiro. Você encontra empresas que trabalham exclusivamente com crédito consignado para servidores públicos, outras focadas em financiamento imobiliário e até correspondentes especializados em operações de câmbio para turismo.

O modelo de correspondente digital ganhou força nos últimos anos. Com a regulamentação atualizada, os correspondentes podem atuar por meio de sites, aplicativos ou outras plataformas de comunicação online. Esse formato permite escalar o negócio sem as limitações geográficas do atendimento presencial.

A escolha do modelo ideal depende de vários fatores: o perfil do seu negócio atual, o investimento disponível, a expertise da equipe, a região de atuação e os objetivos de crescimento. Alguns empreendedores começam com serviços transacionais básicos e, conforme ganham experiência e volume, expandem para produtos mais sofisticados como crédito e investimentos.

Tecnologia e plataformas para operação

A tecnologia representa o alicerce fundamental da operação de um correspondente bancário. Os sistemas utilizados precisam garantir segurança, velocidade e conformidade regulatória em todas as transações. Sem uma infraestrutura tecnológica adequada, você simplesmente não consegue atuar nesse mercado.

As plataformas de atendimento integram-se diretamente aos sistemas dos bancos contratantes. Essa conexão precisa ser estável e segura, utilizando protocolos de criptografia que protegem as informações trafegadas. Cada transação passa por múltiplas camadas de validação para garantir autenticidade e prevenir fraudes.

Os sistemas de CRM (Customer Relationship Management) ajudam você a gerenciar o relacionamento com os clientes atendidos. Essas ferramentas registram histórico de atendimentos, preferências dos clientes e oportunidades de negócio. Para correspondentes que trabalham com crédito, o CRM facilita o acompanhamento das propostas desde a submissão até a aprovação.

As plataformas de crédito automatizam grande parte do processo de análise e aprovação. Você insere os dados do cliente, a plataforma consulta bureaus de crédito, valida informações cadastrais e retorna uma pré-análise em poucos minutos. Essa agilidade melhora a experiência do cliente e aumenta a taxa de conversão das propostas.

A automação de vendas vai além da análise de crédito. Sistemas inteligentes podem sugerir produtos adequados ao perfil de cada cliente, calcular simulações de parcelas em tempo real e até enviar propostas por WhatsApp ou e-mail. Essas ferramentas aumentam a produtividade da equipe de atendimento.

A integração com os bancos precisa seguir padrões técnicos rigorosos. As APIs (interfaces de programação) permitem que os sistemas conversem entre si de forma padronizada. O Open Banking, implementado no Brasil nos últimos anos, facilitou essas integrações e trouxe mais transparência para o compartilhamento de dados entre instituições.

A Lei Geral de Proteção de Dados impõe requisitos específicos sobre como você deve tratar as informações dos clientes. Os sistemas precisam implementar controles de acesso que garantam que apenas pessoas autorizadas visualizem dados sensíveis. O registro de todas as ações (trilha de auditoria) permite rastrear quem acessou qual informação e quando.

A segurança da informação vai além da tecnologia. Você precisa estabelecer políticas claras de uso dos sistemas, treinar sua equipe sobre boas práticas e realizar auditorias periódicas. Qualquer vazamento de dados pode gerar responsabilização tanto da instituição financeira quanto do correspondente.

Os dispositivos físicos também merecem atenção. Terminais de atendimento, leitores de biometria, impressoras de comprovantes e câmeras de segurança fazem parte da infraestrutura necessária. Esses equipamentos precisam estar em bom estado de funcionamento e passar por manutenções regulares.

O backup dos dados representa uma medida de segurança essencial. Todos os registros das transações devem ser armazenados de forma redundante, permitindo recuperação em caso de falhas técnicas. A regulamentação exige que esses registros fiquem disponíveis para consulta e auditoria por até cinco anos.

Vantagens para parceiros e para o cliente

O modelo de correspondente bancário gera benefícios significativos para todos os envolvidos. As instituições financeiras ampliam sua capilaridade sem os custos elevados de abrir e manter agências físicas. Os estabelecimentos comerciais diversificam suas fontes de receita e aumentam o fluxo de clientes. E você, como usuário final, ganha conveniência e acessibilidade.

Para o cliente, a primeira vantagem óbvia é a proximidade. Você pode resolver questões bancárias no supermercado do bairro, na farmácia da esquina ou na lotérica a poucos metros de casa. Isso economiza tempo e elimina deslocamentos desnecessários, especialmente relevante para pessoas com mobilidade reduzida ou que moram em regiões afastadas dos centros urbanos.

A flexibilidade de horários representa outro ganho importante. Muitos correspondentes funcionam em horários estendidos, aos finais de semana e até em feriados. Você não precisa ajustar sua rotina aos horários bancários tradicionais. Consegue pagar contas, fazer transferências ou resolver outras questões financeiras quando for mais conveniente.

A agilidade no atendimento também merece destaque. Como os correspondentes geralmente atendem um volume menor de clientes que uma agência bancária, você encontra filas mais curtas e consegue resolver suas demandas mais rapidamente. Essa eficiência no atendimento melhora sua experiência e reduz o tempo investido em tarefas financeiras.

Para serviços de crédito, os correspondentes especializados podem oferecer assessoria mais personalizada. Eles conhecem os produtos de diferentes instituições e conseguem identificar qual opção se adequa melhor ao seu perfil e necessidade. Essa orientação ajuda você a tomar decisões mais informadas sobre endividamento.

A inclusão financeira talvez seja o benefício mais amplo do sistema de correspondentes. Milhões de brasileiros que não tinham acesso a serviços bancários básicos passaram a contar com essa possibilidade através dos correspondentes. Isso democratiza o acesso ao sistema financeiro e contribui para reduzir desigualdades.

Para os estabelecimentos que atuam como correspondentes, as vantagens começam pela geração de receita adicional. As comissões pagas pelos serviços prestados representam uma fonte de renda complementar ao negócio principal. Dependendo do volume de transações, essa receita pode se tornar bastante significativa.

O aumento do fluxo de clientes beneficia o negócio como um todo. Pessoas que entram no estabelecimento para fazer uma transação bancária frequentemente aproveitam para comprar outros produtos ou serviços. Essa sinergia entre a atividade de correspondente e o negócio principal potencializa os resultados.

A associação com instituições financeiras sólidas fortalece a imagem do estabelecimento perante a comunidade. Você passa a ser visto como um parceiro confiável de bancos reconhecidos, o que aumenta sua credibilidade e reputação no mercado local.

A diversificação das atividades também reduz riscos empresariais. Você não depende exclusivamente do seu negócio principal. Se um setor enfrenta dificuldades, a receita dos serviços bancários pode ajudar a equilibrar as finanças.

Para as instituições financeiras, os correspondentes representam uma estratégia de expansão eficiente. Elas ampliam sua rede de atendimento investindo uma fração do que gastariam para abrir novas agências. Isso permite alcançar regiões onde a instalação de uma agência tradicional não seria economicamente viável.

Perguntas frequentes (FAQ)

Correspondente bancário pode cobrar taxas adicionais pelos serviços?

Não. O correspondente bancário é remunerado pela instituição financeira contratante e não pode cobrar nenhuma tarifa adicional dos clientes pelos serviços prestados. As únicas tarifas que podem ser cobradas são aquelas já constantes da tabela oficial do banco. Qualquer cobrança fora dessa regra é irregular e deve ser denunciada ao Banco Central.

Como posso saber se um estabelecimento é correspondente bancário autorizado?

Você pode verificar a lista atualizada de correspondentes bancários no site da instituição financeira. Os bancos são obrigados a manter uma relação pública com CNPJ, razão social e endereço de cada correspondente contratado. O estabelecimento também deve exibir material informativo identificando claramente quais serviços bancários oferece e qual instituição representa.

Qual a diferença entre correspondente bancário e agente autônomo de investimentos?

O correspondente bancário oferece serviços bancários básicos como pagamentos, transferências e crédito. O agente autônomo de investimentos trabalha especificamente com distribuição de produtos de investimento. As regulamentações, certificações e responsabilidades são diferentes. Um estabelecimento pode acumular ambas as funções, mas precisa estar devidamente autorizado e certificado para cada uma delas.

O correspondente bancário tem acesso aos meus dados pessoais e bancários?

O correspondente tem acesso apenas às informações necessárias para executar a transação solicitada. Ele não pode consultar seu saldo, extrato completo ou outras informações sem sua autorização específica. Todos os dados são protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados e pelo sigilo bancário. O compartilhamento de informações sem autorização configura violação grave e pode resultar em penalidades tanto para o correspondente quanto para o banco.

Posso fazer qualquer tipo de operação bancária em um correspondente?

Não. Cada correspondente oferece um conjunto específico de serviços definido em contrato com a instituição financeira. Operações mais complexas, como investimentos sofisticados ou reestruturação de dívidas, geralmente exigem atendimento direto na agência bancária. Consulte o correspondente sobre quais serviços ele está autorizado a prestar.

Se eu tiver um problema com um serviço realizado no correspondente, a quem devo recorrer?

A responsabilidade pelo atendimento é integralmente da instituição financeira contratante. Você pode registrar sua reclamação diretamente nos canais de atendimento do banco (SAC, ouvidoria) ou no próprio correspondente, que encaminhará a demanda. Se não houver solução adequada, você pode recorrer ao Banco Central através do sistema Registrato ou buscar os órgãos de defesa do consumidor.

Correspondente bancário pode negar um serviço sem justificativa?

O correspondente deve seguir os mesmos critérios e políticas da instituição financeira que representa. Se houver negativa de serviço, ela precisa ser justificada com base em critérios objetivos (exemplo: falta de documentação, operação acima do limite permitido, suspeita de fraude). Negativas arbitrárias ou discriminatórias violam os direitos do consumidor e podem ser contestadas.

É seguro fazer empréstimos através de correspondentes bancários?

Sim, desde que você verifique que o estabelecimento é correspondente autorizado e que o contrato é emitido pela instituição financeira oficial. Nunca faça pagamento antecipado para liberação de empréstimo. Leia atentamente o contrato antes de assinar e confirme que as taxas e condições correspondem ao que foi acordado.

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