Alienação fiduciária é quando você transfere temporariamente a propriedade de um bem (imóvel ou veículo) para o credor como garantia de pagamento de uma dívida. Você continua usando o bem normalmente, mas só volta a ser o proprietário legal após quitar toda a dívida.
Exemplo prático: você financia um apartamento de R$ 400 mil. Durante o financiamento, a instituição financeira é a dona no papel, mas você mora lá e usa o imóvel. Quando você pagar a última parcela, o apartamento passa oficialmente para seu nome.
A alienação fiduciária é uma das modalidades de garantia mais comuns em empréstimos e financiamentos no Brasil, especialmente para a compra de imóveis e veículos. Entender em detalhes o que é a alienação fiduciária, como ela funciona, quais seus benefícios e riscos, e por que ela é tão diferente de uma hipoteca é o que fará a diferença para fazer boas escolhas financeiras.
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O que significa alienação fiduciária e quais suas características?
A alienação fiduciária é um tipo de garantia de dívidas em que um bem, seja ele móvel ou imóvel, é utilizado para assegurar o pagamento de uma obrigação. Em essência, é um acordo baseado na confiança entre o credor (quem empresta o dinheiro) e o devedor (quem recebe o empréstimo).
Alienação fiduciária de bens móveis e imóveis
A alienação fiduciária pode ser aplicada tanto a bens móveis (como veículos) quanto a bens imóveis (casas, apartamentos, terrenos). No caso de veículos, o processo é mais simples e o registro da alienação é feito no Certificado de Registro do Veículo (CRV). Já em imóveis, o processo envolve o registro em cartório de Registro de Imóveis, o que confere maior segurança jurídica à operação.
Como funciona a alienação fiduciária?
O processo de alienação de bens segue algumas etapas bem definidas, tornando a transação segura para ambas as partes.
1. Assinatura do contrato: o processo começa com a assinatura do contrato de garantia, que detalha a obrigação (por exemplo, um financiamento imobiliário), o bem dado como garantia e as condições de pagamento. Esse documento é registrado em um cartório, o que dá validade jurídica ao acordo.
2. Transferência da propriedade: com o registro, a transferência de propriedade do bem é formalizada. Você, embora mantenha a posse, não é mais o dono pleno do bem. Você tem apenas a “propriedade resolúvel”, ou seja, o direito de readquirir a propriedade total após o pagamento de toda a dívida.
3. Posse e uso do bem: você mantém a posse direta do bem, podendo usá-lo normalmente. No caso de um imóvel, você pode morar nele. No caso de um veículo, você pode dirigir.
4. Pagamento da dívida: você faz os pagamentos mensais acordados no contrato.
5. Quitação da dívida: ao pagar a última parcela, a dívida é considerada quitada. O credor emite um termo de quitação, e o registro da alienação é baixado no cartório. Com isso, a propriedade plena do bem volta para você.
Contrato de alienação fiduciária
Neste contrato de alienação, você transfere a propriedade fiduciária do bem ao credor. Isso significa que, enquanto a dívida não for totalmente quitada, a posse do bem fica com você, mas a propriedade legal pertence ao credor. Você tem o direito de uso e gozo do bem, mas não pode vendê-lo ou transferi-lo sem a autorização do credor.
Legislação e regulamentação da alienação fiduciária
A alienação fiduciária é um instrumento jurídico sólido no Brasil, regido por leis específicas que garantem a segurança e a agilidade das operações. A principal lei que regulamenta a alienação fiduciária de bens imóveis é a Lei nº 9.514/97, que estabeleceu as normas para o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) e tornou essa modalidade de garantia a preferida para financiamentos de imóveis. Para bens móveis, como veículos, a legislação fiduciária é o Decreto-Lei nº 911/69.
Essas leis simplificam o processo de execução da garantia em caso de inadimplência, permitindo que o credor retome o bem de forma extrajudicial, o que contrasta com a morosidade de processos de execução judicial.
Alienação fiduciária é seguro?
Essa modalidade de garantia real é uma das mais seguras para as instituições financeiras, pois agiliza o processo de recuperação do bem em caso de inadimplência, reduzindo os riscos de perdas e tornando o crédito mais acessível para a população.
O risco da inadimplência
Se você deixar de pagar as parcelas (inadimplência), o credor tem o direito de iniciar um processo de execução da garantia. Diferente de outros tipos de cobrança, a legislação fiduciária (Lei nº 9.514/97 para imóveis e Decreto-Lei nº 911/69 para veículos) torna esse procedimento mais rápido e menos burocrático.
O credor notifica você para regularizar a situação. Caso a dívida não seja paga, o bem é consolidado em nome do credor e, posteriormente, levado a leilão para que o valor arrecadado seja utilizado para quitar a dívida. Se o valor do leilão for maior que a dívida, você tem direito a receber a diferença. Se for menor, a dívida é considerada extinta.
Importante reforçar que o interesse da instituição não é a posse do bem, mas sim, receber o recurso da dívida de volta.
Alienação fiduciária em veículos: como funciona
Quando você financia um carro ou moto, a alienação fiduciária funciona de forma parecida com a de imóveis, mas com algumas diferenças importantes que tornam o processo mais ágil.
No financiamento de veículos, a propriedade do carro ou moto fica registrada em nome da instituição financeira até você quitar todas as parcelas. Essa informação aparece no Certificado de Registro do Veículo (CRV), também conhecido como documento do carro. Enquanto o veículo estiver alienado, você pode usar normalmente, mas não pode vendê-lo sem autorização do credor.
Como identificar se meu veículo está alienado
Para saber se um veículo tem alienação fiduciária, basta consultar o documento do veículo (CRV) ou fazer uma consulta no site do Detran do seu estado. No documento, aparecerá a informação de que o veículo está alienado e qual instituição financeira é a proprietária legal.
Posso vender um carro com alienação fiduciária?
Sim, você pode vender um veículo alienado, mas o processo exige alguns passos. A forma mais comum é o comprador assumir o financiamento (se a instituição financeira aprovar) ou você quitar o valor restante da dívida no momento da venda. A venda só é finalizada após a quitação e a baixa da alienação no Detran.
Quanto tempo demora para baixar a alienação do veículo
Após você pagar a última parcela, a instituição financeira tem até 10 dias úteis para enviar o comunicado de quitação ao Detran. A partir daí, a baixa da alienação é automática e você já pode solicitar um novo documento do veículo sem a restrição. O processo todo costuma levar de 15 a 30 dias.
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Vantagens da alienação fiduciária
A alienação fiduciária se popularizou no mercado de crédito devido às vantagens que oferece para ambas as partes envolvidas.
Para você (mutuário)
Juros mais baixos: como a garantia é forte e o risco de inadimplência é menor para o credor, as taxas de juros cobradas no financiamento com garantia são mais baixas do que em outras modalidades de empréstimo. Isso torna o crédito mais acessível.
Aprovação mais fácil: a segurança oferecida pelo bem em garantia aumenta as chances de aprovação do crédito, mesmo para quem não tem um histórico financeiro perfeito.
Prazos de pagamento maiores: a menor exposição ao risco de inadimplência permite que as instituições financeiras ofereçam prazos de pagamento mais longos, tornando as parcelas mais acessíveis ao seu bolso.
Para o credor (instituição financeira)
Segurança jurídica: a lei garante ao credor o direito de recuperar o bem de forma rápida e eficiente em caso de inadimplência, sem a necessidade de um processo judicial demorado. O procedimento de leilão é ágil e direto.
Redução do risco de crédito: o fato de ter um bem de valor como garantia de pagamento diminui o risco de perdas financeiras para o credor.
Estímulo ao mercado de crédito: a segurança do mecanismo permite que as instituições ofereçam mais crédito, com melhores condições, aquecendo o mercado de bens, como o imobiliário e o de veículos.
Riscos associados à alienação fiduciária
Embora seja um instrumento poderoso, a alienação fiduciária também apresenta riscos que você precisa conhecer antes de assinar o contrato.
Perda do bem: o maior risco é a perda do bem em caso de inadimplência. Se você não conseguir pagar as parcelas, a lei permite que o credor consolide a propriedade e leve o bem a leilão.
Falta de flexibilidade: em muitos casos, o contrato de alienação fiduciária é menos flexível. A negociação de parcelas atrasadas pode ser mais difícil do que em outros tipos de financiamento.
Limitação de uso do bem: embora você tenha a posse, não pode vender, alugar ou transferir o bem a terceiros sem a autorização do credor. Essa limitação dura até a quitação total da dívida.
Custos adicionais: a consolidação da propriedade e o leilão do bem podem gerar custos adicionais para você, como taxas de cartório, honorários advocatícios e outros encargos previstos em contrato.
O que acontece em caso de inadimplência?
Se você deixar de pagar as parcelas, o credor pode iniciar o processo de retomada do bem. O procedimento, regido pela legislação fiduciária, é rápido e extrajudicial. Você é notificado para pagar as parcelas em atraso e, caso não o faça, a propriedade do bem é “consolidada” em nome do credor.
Após a consolidação, o credor tem um prazo para realizar um leilão público do bem. O valor arrecadado é usado para quitar a dívida e os custos do processo. Se sobrar dinheiro, o excedente é devolvido para você. Se o valor do leilão for menor que a dívida, a dívida é considerada extinta e você não pode ser cobrado pelo restante, o que é um ponto importante para a proteção do consumidor.
Como fazer a baixa da alienação fiduciária
Depois de pagar a última parcela do seu financiamento, você precisa fazer a baixa da alienação para se tornar o proprietário pleno do bem. O processo é simples, mas exige alguns passos.
Passo a passo para baixa da alienação
1. Quitação da última parcela: após você pagar a última parcela, aguarde o processamento do pagamento pela instituição financeira.
2. Emissão do termo de quitação: a instituição financeira tem até 15 dias úteis para emitir e enviar o termo de quitação. Esse documento comprova que você pagou toda a dívida.
3. Registro da baixa: para imóveis, você precisa levar o termo de quitação ao cartório de Registro de Imóveis onde o bem está registrado. Para veículos, a baixa é automática após o comunicado da instituição ao Detran.
4. Nova certidão ou documento: após a baixa, você recebe uma nova certidão de matrícula (para imóveis) ou pode solicitar um novo documento do veículo, ambos sem a informação de alienação.
Documentos necessários para baixa da alienação
Para imóveis, você precisa apresentar: termo de quitação emitido pela instituição financeira, RG e CPF, comprovante de residência atualizado e certidão de matrícula do imóvel.
Para veículos, a baixa é automática, mas você pode solicitar um novo documento do veículo levando: documento de identidade, comprovante de quitação e o documento antigo do veículo.
Quanto custa fazer a baixa da alienação fiduciária
Para imóveis, você precisa pagar taxas de cartório que variam conforme o valor do imóvel e o estado. Os valores costumam ficar entre R$ 200 e R$ 800. Para veículos, a emissão de um novo documento no Detran custa em torno de R$ 100 a R$ 150, dependendo do estado.
Quanto tempo demora o processo de baixa
Para imóveis, após a instituição emitir o termo de quitação (até 15 dias), o registro no cartório leva de 10 a 30 dias úteis. O processo completo fica entre 30 e 60 dias. Para veículos, como a baixa é automática, o processo todo leva de 15 a 30 dias após o pagamento da última parcela.
Diferença entre alienação fiduciária e hipoteca
A alienação fiduciária e a hipoteca são as duas principais formas de garantia de dívidas imobiliárias no Brasil. Embora pareçam similares, a diferença entre garantias é fundamental.
| Característica | Alienação fiduciária | Hipoteca |
| Transferência de propriedade | A propriedade é transferida para o credor, mantendo você a posse | A propriedade do bem continua com você. O bem é apenas “dado em garantia” |
| Processo em caso de inadimplência | Extrajudicial. O credor retoma o bem e o leva a leilão | Judicial. O credor precisa entrar com uma ação na justiça para executar a garantia |
| Custos de financiamento | Geralmente tem taxas de juros menores devido ao baixo risco | Geralmente tem taxas de juros maiores por ser um processo mais burocrático para o credor |
Quando escolher alienação fiduciária ou hipoteca
Para financiamento de casa própria ou investimentos que precisam de aprovação rápida, a alienação fiduciária é mais vantajosa devido às taxas menores e ao processo ágil. Já a hipoteca pode ser uma opção quando você precisa de mais tempo para negociar em caso de dificuldades financeiras, já que o processo judicial oferece mais oportunidades de defesa.
Qual sai mais barato: alienação ou hipoteca?
A alienação fiduciária costuma ter custos totais menores. As taxas de juros são mais baixas porque o risco para a instituição financeira é menor. Já a hipoteca, por envolver processo judicial em caso de inadimplência, tem juros mais altos para compensar esse risco. Na prática, a diferença pode representar milhares de reais ao longo do financiamento.
Como contratar financiamento com alienação fiduciária
Se você está pensando em contratar um financiamento com alienação fiduciária, seja para comprar um imóvel, reformar ou obter crédito usando sua propriedade como garantia, o processo segue algumas etapas padrão.
Documentos necessários para financiamento com alienação
Para solicitar um financiamento com garantia de imóvel, você normalmente precisa apresentar: documentos pessoais (RG, CPF, comprovante de residência), comprovante de renda (holerites, declaração de imposto de renda, extratos bancários), documentação do imóvel (escritura ou matrícula atualizada, IPTU, certidões negativas) e certidões pessoais (certidão de nascimento ou casamento, dependendo do estado civil).
Quanto tempo demora para aprovar
O prazo de aprovação varia conforme a instituição financeira e a complexidade da análise. Em geral, a análise de crédito leva de 5 a 15 dias úteis. Após a aprovação, a avaliação do imóvel e a preparação da documentação podem levar mais 15 a 30 dias. O processo completo, desde a solicitação até a liberação do crédito, costuma levar de 30 a 60 dias.
Perguntas frequentes sobre alienação fiduciária
É possível vender um imóvel com alienação fiduciária?
Sim, você pode vender, mas o processo exige a concordância do credor. O comprador pode assumir a dívida (se aprovado pela instituição) ou quitar o saldo devedor no momento da compra. A venda só é finalizada após a quitação da dívida e a liberação da propriedade pelo credor.
O que acontece se o valor do leilão for menor que a dívida?
De acordo com a Lei nº 9.514/97, a dívida é considerada quitada e o credor não pode cobrar o restante do valor. Esse é um ponto positivo para você, que não fica com um saldo negativo.
Posso usar um bem que já é financiado como garantia?
Não. O bem já está comprometido com a obrigação fiduciária do financiamento original. Você só pode usar um bem quitado ou outro que não esteja vinculado a nenhuma garantia de dívidas.
Como saber se meu imóvel tem alienação fiduciária?
Você pode consultar a certidão de matrícula do imóvel no cartório de Registro de Imóveis. Nesse documento consta se existe alguma alienação fiduciária registrada. Outra forma é verificar no seu contrato de financiamento, onde essa informação também aparece.
Posso alugar um imóvel com alienação fiduciária?
Sim, você pode alugar um imóvel que está alienado. A alienação fiduciária não impede que você use o imóvel comercialmente ou o alugue para terceiros. No entanto, alguns contratos podem exigir comunicação prévia ao credor.
O que é operação fiduciária?
Operação fiduciária é o nome dado a qualquer transação financeira que envolve a alienação fiduciária como garantia. Quando você contrata um financiamento com alienação de um bem, essa operação toda é chamada de operação fiduciária.
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Esclarecedor.
É possível alienar imóvel que esteja em inventário ?
Olá, Omar! Tudo bem?
Segundo o Código de Processo Civil, se você for o inventariante, é preciso buscar uma autorização do juiz para alienar o imóvel. Combinado?
Como comprar um imóvel que esteja alienado?