Consulta CPF pelo nome: é possível?

2 jan 2026
15min de leitura

Você já precisou do CPF de alguém e pensou em procurar apenas pelo nome da pessoa? Essa dúvida surge em várias situações: na hora de preencher documentos, conferir dados de clientes ou mesmo quando você precisa verificar informações de terceiros. A resposta curta é que não, você não consegue consultar o CPF de outras pessoas apenas sabendo o nome delas. E existem bons motivos para isso.

Vou explicar como funciona o sistema de consulta de CPF no Brasil, quais informações você realmente consegue acessar de forma legal, como proteger seus próprios dados e o que fazer quando precisa validar informações de outras pessoas dentro da lei.

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É possível consultar o CPF de alguém apenas pelo nome?

Não. Você não consegue descobrir o CPF de outra pessoa simplesmente digitando o nome dela em nenhum sistema oficial do governo. A Receita Federal e outros órgãos públicos protegem esses dados por uma razão clara: o CPF representa uma chave de acesso à vida financeira e pessoal de qualquer brasileiro.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde 2020, reforça essa proteção. A lei estabelece que dados pessoais só podem ser coletados, processados e compartilhados com consentimento explícito da pessoa. O CPF se enquadra como dado pessoal sensível, o que significa proteção ainda maior.

Quando você tenta acessar o CPF de alguém sem autorização, você viola a LGPD e pode enfrentar consequências sérias. Empresas que descumprem essa lei pagam multas que chegam a 2% do faturamento, com limite de R$ 50 milhões por infração. Para pessoas físicas, existem penalidades civis e até criminais em casos mais graves.

Mas existem situações onde você pode consultar dados de CPF de forma legal:

Você sempre pode consultar seu próprio CPF. Os sistemas da Receita Federal permitem que você veja sua situação cadastral, emita comprovantes e verifique se seus dados estão corretos.

Com autorização expressa, você pode consultar o CPF de outra pessoa. Imagine que você trabalha em um banco e o cliente precisa comprovar sua situação cadastral. Ele pode acessar o sistema, fazer o download do documento e enviar para você. Ou ele pode assinar uma procuração autorizando você a consultar em nome dele.

Empresas que prestam serviços financeiros, como bancos e instituições de crédito, têm acesso a bases de dados específicas para verificar CPF de clientes. Mas esse acesso só funciona quando existe uma relação comercial prévia, como uma solicitação de empréstimo ou abertura de conta. Mesmo assim, a empresa precisa informar claramente ao cliente que vai consultar seus dados.

Processos judiciais permitem que advogados e juízes acessem CPF de terceiros mediante ordem judicial. Mas isso se limita ao contexto legal específico do processo.

Pais e tutores legais podem consultar o CPF de filhos menores de idade. Nesse caso, eles precisam comprovar a relação de parentesco.

Fora dessas situações, tentar descobrir o CPF de alguém pelo nome viola a lei. E mais: os sites que prometem fazer isso geralmente aplicam golpes ou vendem dados ilegalmente obtidos.

Como funciona a consulta de CPF pela Receita Federal

A Receita Federal mantém o cadastro oficial de todos os CPFs emitidos no Brasil. O sistema permite consultas gratuitas, mas com limitações importantes de privacidade.

O portal da Receita Federal oferece dois serviços principais relacionados a CPF:

O primeiro é a consulta de situação cadastral. Você digita um número de CPF e uma data de nascimento, e o sistema informa se aquele CPF existe e qual sua situação: regular, suspensa, cancelada ou nula. Essa consulta não revela o nome completo da pessoa, apenas a situação do documento.

O segundo serviço é a emissão do comprovante de situação cadastral. Aqui você precisa informar o CPF completo, a data de nascimento e o ano da primeira declaração do Imposto de Renda (se houver). O sistema gera um PDF com mais informações, mas ainda assim limitadas por questões de privacidade.

Perceba que em nenhum momento você consegue descobrir o CPF digitando apenas o nome. O sistema sempre exige que você já saiba o número do CPF para consultar qualquer informação.

Passo a passo para consultar o próprio CPF

Quando você precisa verificar sua própria situação cadastral ou emitir um comprovante, siga estes passos:

Passo 1: Acesse o site oficial da Receita Federal em servicos.receita.fazenda.gov.br/servicos/cpf/consultasituacao/consultapublica.asp

Passo 2: Digite seu número de CPF completo, sem pontos ou traços, apenas os 11 dígitos.

Passo 3: Informe sua data de nascimento no formato dia/mês/ano.

Passo 4: Digite os caracteres de segurança mostrados na imagem (captcha).

Passo 5: Clique em consultar. O sistema mostra sua situação cadastral: regular, suspensa, cancelada ou nula.

Para emitir o comprovante completo de situação cadastral:

Passo 1: Acesse servicos.receita.fazenda.gov.br/servicos/cpf/impressaocomprovante/consultaimpressao.asp

Passo 2: Digite seu CPF completo.

Passo 3: Informe sua data de nascimento.

Passo 4: Preencha o ano da primeira declaração do Imposto de Renda, se você já declarou alguma vez. Se nunca declarou, deixe em branco.

Passo 5: Complete o captcha de segurança.

Passo 6: Clique em emitir comprovante. O sistema gera um PDF que você pode salvar ou imprimir.

Você também pode fazer essas consultas pelo aplicativo Gov.br no celular. Depois de fazer login com sua conta Gov.br, procure por “CPF” nos serviços disponíveis e siga os mesmos passos.

Atenção aos dados visíveis no resultado

O comprovante de situação cadastral mostra informações limitadas por questões de segurança e privacidade. Veja o que aparece e o que não aparece no documento:

O que você vê no comprovante:

  • Número completo do CPF
  • Nome completo cadastrado na Receita Federal
  • Data de nascimento
  • Situação cadastral (regular, suspensa, cancelada ou nula)
  • Data da última atualização cadastral
  • Data de inscrição do CPF

O que não aparece:

  • Endereço residencial completo (o sistema mostra apenas parte do endereço, com alguns caracteres ocultos)
  • Nome da mãe completo (aparece parcialmente, com asteriscos)
  • Título de eleitor
  • Número de documentos de identidade
  • Informações bancárias
  • Histórico de declarações de Imposto de Renda
  • Situação financeira ou dívidas
  • Score de crédito

A Receita Federal oculta propositalmente esses dados para evitar que terceiros usem o comprovante de forma indevida. Mesmo quando você consulta seu próprio CPF, o sistema limita a exposição de informações sensíveis.

Se alguém pedir para você enviar seu comprovante de situação cadastral, saiba que a pessoa verá apenas seu nome completo, CPF, data de nascimento e a confirmação de que seu cadastro está regular. Ela não terá acesso a outros dados pessoais.

Quais informações são realmente visíveis na consulta?

Quando você faz uma consulta simples de situação cadastral (a que não requer login), o sistema mostra apenas:

A situação do CPF: regular, suspensa, cancelada ou nula. Um CPF regular significa que está ativo e válido para uso. Um CPF suspenso indica pendências cadastrais ou com a Receita Federal. Um CPF cancelado foi desativado por morte do titular ou por decisão administrativa. Um CPF nulo nunca deveria ter sido emitido e não tem validade.

Nada além disso. Você não vê o nome da pessoa, não vê o endereço, não vê nenhum dado adicional. A consulta serve apenas para verificar se aquele número de CPF existe e se está válido.

Essa limitação existe exatamente para proteger a privacidade. Imagine se qualquer pessoa pudesse digitar um CPF e descobrir todos os dados do titular. Os riscos de fraude, roubo de identidade e golpes aumentariam exponencialmente.

Para acessar informações mais completas, você precisa fazer login com sua própria conta Gov.br. E mesmo assim, você só vê seus dados, nunca os dados de terceiros.

Algumas pessoas procuram maneiras alternativas de descobrir dados pelo CPF, como sites privados que prometem consultas completas. Esses serviços funcionam de três formas:

Primeiro, alguns deles simplesmente não funcionam. Eles pedem o CPF, mostram uma tela de carregamento e depois informam que não encontraram dados. Você perde tempo e às vezes até paga por um serviço que não entrega nada.

Segundo, alguns sites realmente têm acesso a bases de dados vazadas ou obtidas ilegalmente. Eles mostram informações, mas usar esses serviços viola a LGPD e expõe você a riscos legais. Além disso, você não tem garantia de que os dados estão atualizados ou corretos.

Terceiro, existem plataformas legítimas de análise de crédito que consultam dados de CPF. Mas essas empresas só podem fazer isso com autorização expressa da pessoa. Quando você solicita um empréstimo, por exemplo, você assina um termo autorizando o banco a consultar seu CPF nas bases de dados de crédito. Sem essa autorização, o banco não pode fazer a consulta.

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Riscos, golpes e privacidade: como se proteger

A busca por consultas de CPF pelo nome atrai golpistas que aproveitam a necessidade das pessoas para aplicar fraudes. Entender os riscos ajuda você a evitar problemas sérios.

Golpes comuns envolvendo consulta de CPF:

Sites falsos que imitam páginas oficiais do governo. Eles copiam o visual do site da Receita Federal, mas o endereço é diferente. Quando você digita seus dados, os criminosos capturam tudo e usam suas informações para fraudes. Sempre confira se o endereço do site termina em .gov.br antes de inserir qualquer dado.

Aplicativos que prometem consultar CPF de qualquer pessoa. Você baixa o app, ele pede acesso a seus contatos, fotos e outras informações do celular. Em vez de consultar o CPF que você quer, o aplicativo rouba seus dados e os vende para terceiros.

Mensagens no WhatsApp ou e-mail oferecendo consulta completa de CPF por valores baixos. A pessoa paga R$ 10, R$ 20 ou R$ 50, envia o CPF que quer consultar e nunca recebe nada. Ou pior: recebe dados falsos ou desatualizados que não servem para nada.

Sites que pedem seu próprio CPF para “liberar” a consulta de outros CPFs. Você acaba entregando seus dados pessoais sem receber nada em troca, e ainda corre risco de ter seu CPF usado em fraudes.

Como proteger seu CPF:

Nunca compartilhe seu CPF com empresas ou pessoas que você não conhece. Se alguém pede seu CPF por telefone, e-mail ou mensagem, desconfie. Empresas legítimas não pedem dados sensíveis por esses canais.

Quando você precisa fornecer seu CPF para uma empresa, pergunte como eles vão usar e proteger seus dados. A LGPD obriga as empresas a explicar isso claramente.

Verifique periodicamente sua situação cadastral na Receita Federal. Se aparecer alguma irregularidade que você não causou, pode indicar que alguém está usando seu CPF indevidamente.

Consulte seu nome nos órgãos de proteção ao crédito. Você pode fazer consultas gratuitas e descobrir se existem dívidas ou apontamentos em seu nome que você não reconhece. Se encontrar algo suspeito, registre um boletim de ocorrência por fraude.

Não poste seu CPF em redes sociais, nem mesmo parcialmente. Golpistas juntam informações públicas (nome, data de nascimento, cidade) com números parciais de CPF para tentar descobrir o número completo por tentativa e erro.

Ao descartar documentos com seu CPF, rasque ou pique o papel. Documentos inteiros no lixo facilitam a vida de quem quer cometer fraudes.

Use a conta Gov.br com nível de segurança prata ou ouro. Esses níveis exigem validação presencial ou por reconhecimento facial, o que dificulta que outra pessoa crie uma conta Gov.br em seu nome.

Sinais de que seu CPF pode estar sendo usado indevidamente:

Você recebe cobranças de dívidas que não fez.

Empresas negam crédito ou financiamento porque seu CPF está com restrições que você não conhece.

Você tenta abrir conta em banco e descobre que já existe conta em seu nome em outra instituição.

Chega correspondência em seu endereço sobre serviços que você não contratou.

A Receita Federal indica que você tem declarações de Imposto de Renda que você não apresentou.

Se qualquer uma dessas situações acontecer, tome atitudes imediatas:

Primeiro, faça um boletim de ocorrência de estelionato. Você vai precisar desse documento para contestar as fraudes.

Segundo, entre em contato com as empresas onde as fraudes aconteceram. Explique que você não fez aquelas transações e apresente o boletim de ocorrência.

Terceiro, comunique os órgãos de proteção ao crédito sobre a fraude. Eles podem incluir uma observação em seu cadastro alertando sobre uso indevido.

Quarto, procure a Receita Federal se alguém declarou Imposto de Renda em seu nome. Eles têm procedimentos específicos para corrigir essas situações.

Perguntas frequentes sobre consulta de CPF pelo nome

Posso descobrir meu CPF se eu esqueci o número?

Sim. Se você esqueceu seu CPF, a Receita Federal oferece um serviço de recuperação. Acesse o site oficial, escolha a opção “Esqueci meu CPF” e forneça seus dados pessoais como nome completo, data de nascimento, nome da mãe e título de eleitor. O sistema localiza seu CPF e mostra o número na tela. Você também pode ir pessoalmente a uma agência da Receita Federal ou aos Correios com um documento de identidade para recuperar o número.

Sites privados que prometem consultar CPF pelo nome são confiáveis?

Não. Esses sites operam à margem da lei. Alguns não entregam nada e apenas querem seu dinheiro. Outros vendem dados obtidos ilegalmente, o que configura crime. Usar esses serviços expõe você a riscos legais por violação da LGPD. Além disso, você não tem garantia de que as informações estão corretas ou atualizadas. A única fonte confiável para consultas de CPF é o site oficial da Receita Federal.

Como empresas verificam CPF de clientes legalmente?

Empresas que prestam serviços financeiros têm convênios com órgãos de proteção ao crédito e bases de dados cadastrais. Quando você solicita um serviço, você assina um termo autorizando a consulta. Com essa autorização, a empresa verifica se seu CPF está regular, se você tem restrições de crédito e outros dados relevantes para a operação. Tudo acontece dentro da lei, com seu consentimento expresso e registro de que você autorizou a consulta.

É crime tentar descobrir o CPF de outra pessoa sem autorização?

Sim. A LGPD estabelece penalidades para quem acessa, coleta ou usa dados pessoais sem consentimento. As punições incluem multas pesadas, bloqueio de sistemas e até responsabilização criminal em casos graves. Se você usa o CPF de outra pessoa para cometer fraude, o crime se torna ainda mais sério, com penas que podem chegar a vários anos de prisão por estelionato, falsidade ideológica e outros delitos.

O que fazer se alguém está usando meu CPF indevidamente?

Registre imediatamente um boletim de ocorrência especificando que seu CPF está sendo usado para fraudes. Depois, consulte sua situação cadastral na Receita Federal para ver se há irregularidades. Acesse os sites dos órgãos de proteção ao crédito e verifique se existem dívidas ou restrições em seu nome que você não reconhece. Comunique cada empresa envolvida nas fraudes, apresente o boletim de ocorrência e solicite o cancelamento das operações fraudulentas. Se fraudes fiscais aconteceram, procure a Receita Federal para retificar declarações falsas.

Por que preciso da data de nascimento para consultar situação de CPF?

A data de nascimento funciona como uma camada extra de segurança. Ela impede que qualquer pessoa com acesso ao número do seu CPF consiga emitir comprovantes ou ver informações cadastrais. Mesmo que alguém saiba seu CPF, essa pessoa precisaria também saber sua data de nascimento exata para fazer consultas. Isso reduz os riscos de uso indevido do seu cadastro.

Empresas podem consultar meu CPF sem eu saber?

Não. A LGPD exige que as empresas informem claramente quando vão consultar seus dados e obtenham seu consentimento expresso. Quando você preenche um formulário para solicitar crédito, abrir conta ou contratar serviços, você lê e assina um termo autorizando a consulta. Se uma empresa consultar seu CPF sem essa autorização, ela viola a lei e pode sofrer penalidades.

Como saber se meu CPF está regular antes de solicitar crédito?

Acesse o site da Receita Federal e faça a consulta gratuita de situação cadastral. Se o resultado mostrar “regular”, seu CPF está ativo e válido. Se aparecer “suspenso”, “cancelado” ou “nulo”, você precisa regularizar a situação antes de solicitar crédito. Pendências cadastrais impedem a aprovação de financiamentos e empréstimos. Para resolver problemas com CPF suspenso, entre em contato com a Receita Federal e descubra qual pendência existe.

Preciso de um empréstimo mas meu CPF tem restrições, o que fazer?

Primeiro, descubra exatamente quais restrições existem consultando os órgãos de proteção ao crédito. Depois, priorize quitar ou negociar as dívidas que causaram as restrições. Muitas empresas aceitam acordos com descontos significativos para quitar débitos antigos. Uma vez que você regulariza sua situação, as restrições saem do sistema em até 5 dias úteis. Se você tem um imóvel próprio quitado ou com pouca dívida, considere o Home Equity. A CashMe oferece empréstimo com garantia de imóvel com taxas significativamente menores que outras modalidades. Como o imóvel serve de garantia, a análise de crédito se torna mais flexível, aumentando as chances de aprovação mesmo com restrições cadastrais.

Posso usar Home Equity para quitar dívidas que afetaram meu CPF?

Sim. O Home Equity funciona exatamente para essa finalidade. Você usa seu imóvel como garantia e consegue um empréstimo com taxas muito menores que cartão de crédito, cheque especial ou empréstimo pessoal. Com esse dinheiro, você quita todas as dívidas caras, limpa seu nome e fica com uma única parcela menor.

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