Dia da Baiana de Acarajé: conheça a origem dessa data

Dia da Baiana de Acarajé: conheça a origem dessa data
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Atualizado:
31/01/2022

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Publicado:
15/11/2021

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Redação CashMe

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Celebrado em 25 de novembro, o Dia Nacional da Baiana de Acarajé marca uma importante tradição no Nordeste do país. Figura símbolo da cultura regional, as baianas do acarajé são consideradas um patrimônio da história brasileira.

Você com certeza já ouviu falar desse delicioso prato típico da culinária baiana, não é mesmo? O que você provavelmente não sabia é que o acarajé vai muito além de ser um preparo delicioso da região. Confeccionado e vendido pelas tradicionais baianas do acarajé, o prato típico carrega consigo uma história riquíssima.

Vestidas de branco e com seus tabuleiros à mostra, as baianas de acarajé servem seus bolinhos sempre com um sorriso no rosto, mas a história nem sempre foi assim. Conheça, a seguir, a origem do quitute e a sua relação com a religião, a cultura e o povo baiano.

Como surgiu a tradição das baianas do acarajé?

A história das baianas do acarajé já ultrapassam três séculos no imaginário e na cultura do estado da Bahia. Tanto o prato típico como as vestimentas e os costumes como conhecemos hoje remetem a períodos coloniais – precisamente, durante o período de escravidão no Brasil.

Com a chegada dos negros à Bahia durante o século XVI, desembarcaram também os costumes e a religião. O acarajé, portanto, é uma comida típica africana que, com o passar das décadas, foi adotada pela cultura brasileira. O prato era preparado nos terreiros de Candomblé como uma forma de homenagear os orixás e Xangô.

As mulheres eram as principais responsáveis por preparar as refeições nas colônias escravistas, sob ordem dos senhores de engenho. Com um tabuleiro clássico na cabeça, elas tinham a “liberdade”, se é que se pode chamar assim, de sair à noite para vender os bolinhos em praças e feiras das cidades.

Foi somente após a abolição da escravatura, em 13 de maio de 1888, que a tradição das baianas do acarajé passou a receber reconhecimento e valorização por parte da sociedade brasileira. E o trabalho das baianas foi fundamental para propagar a cultura ao longo das décadas. 

Com a difusão do prato típico para turistas de diversas partes do país e do mundo, o acarajé conquistou o paladar da sociedade e hoje é o principal prato típico da culinária baiana.

O que que a baiana tem?

Se você já visitou o Pelourinho ou outros pontos turísticos de Salvador, provavelmente já se deparou com o sorriso e as vestimentas inconfundíveis das simpáticas baianas do acarajé. Sempre animadas, as mulheres têm como tradição vestir roupas brancas, turbantes e muitos colares – que remetem aos orixás protetores.

A famosa frase “o que que a baiana tem?” faz parte de uma música criada pelo compositor Dorival Caymmi e interpretada pela lendária Carmem Miranda. A canção homenageia as baianas e suas tradições centenárias que hoje fazem parte da história nordestina. 

Reconhecimento da profissão

A atividade das baianas de acarajé foi devidamente reconhecida como profissão a partir de 2017. Acordar cedo, preparar a iguaria e outros doces que compõem o tabuleiro é uma tradição agora valorizada pelo governo baiano. 

Para além da confecção dos quitutes, as baianas mantêm a tradição centenária de se vestir à caráter, com roupas brancas, turbantes e saias longas. O Dia Nacional da Baiana de Acarajé é celebrado com festa e homenagens por toda a cidade de Salvador.

A figura do acarajé na cultura baiana

Apesar de ser uma iguaria originária da África, o acarajé caiu no gosto popular, em especial na região da Bahia. Esse bolinho frito tão amado entre a população brasileira se tornou um símbolo culinário do Nordeste e ganhou até mesmo o título de patrimônio histórico em Salvador. Conheça as principais curiosidades acerca desse prato icônico da tradição baiana

Patrimônio histórico

Massa de feijão fradinho, cebola e sal frita em azeite de dendê, com recheio de vatapá, camarão, pimenta… Dá até água na boca, não é mesmo? A fama é tão grande que o acarajé ganhou status de patrimônio cultural de Salvador em 2005, quando foi agraciado com o título oficial pela Câmara Municipal da cidade. 

Já as responsáveis por preparar e vender a iguaria, as baianas do acarajé também foram reconhecidas oficialmente como patrimônio imaterial da Bahia em 2012. Esses títulos contribuíram para uma valorização ainda maior da cultura baiana. Tanto o prato como as profissionais são hoje figuras importantes do estado.

Ligação religiosa

Como dito anteriormente, a história do acarajé e de suas baianas é repleta de simbolismo religioso, em especial por conta da motivação que sua história carrega. Nos primórdios do período colonial, o prato era preparado como uma forma de oferenda para homenagear os orixás.

Foi a partir da venda do quitute que muitas comunidades conseguiram reunir dinheiro o suficiente para bancar as irmandades religiosas, além de estimular a construção de terreiros de Candomblé. Para as religiões de matriz africana, a valorização do prato típico contribui também para a propagação e valorização da cultura dos povos afro-brasileiros.

Conclusão

Considerada uma das datas mais marcantes do calendário nordestino, o Dia da Baiana de Acarajé homenageia uma tradição centenária que deu voz a uma das atividades mais marcantes da cultura nordestina. Reconhecimento, valorização e história permeiam um dos pratos mais gostosos da culinária local brasileira.

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Escrito por Redação CashMe

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