ESG: Guia completo sobre a importância dessa sigla

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Atualizado:
18/01/2022

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Publicado:
13/01/2022

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Joyce Carla

Joyce Carla


ESG é uma sigla criada para abranger três conceitos: Environmental, Social e Governance. Aqui no Brasil, o termo ganhou tradução para ASG (Ambiental, Social e Governança). Devido a pandemia mundial de COVID-19, o termo passou a ganhar mais espaço nas pautas corporativas e de sustentabilidade. 

Os conceitos da agenda ESG vem ganhando cada vez mais espaço especialmente nos ambientes de fintechs e startups. Mesmo que o tema seja um tanto recente no Brasil, este é um tema que já está em evidência.

Se este termo é novo para você ou está querendo saber todos os detalhes sobre a ESG para empresas, fique atento que iremos tratar de forma completa este tema. Este guia tratará do que é uma empresa ESG, qual a sua importância e, em especial, como incluir no seu negócio. Acompanhe o artigo para saber mais!

O que é ESG? A sigla ESG é referente a Environmental, Social e Governance.

O que é ESG?

Como mencionado acima, ESG é a sigla para Environmental, Social e Governance. Também conhecida por ASG no Brasil, a fim de traduzir o significado de cada palavra. Por ser mais conhecida pelo termo em inglês, o texto seguirá o abordando dessa forma.

A ESG corresponde a três grandes categorias, ou áreas, de interesse para o que é denominado “investidores socialmente responsáveis”. 

São investidores que consideram importante incorporar seus valores e preocupações (em especial as ambientais) em sua seleção de investimentos, em vez de simplesmente considerar a lucratividade potencial e / ou risco apresentado por uma oportunidade de investimento.

Dentro de cada categoria ESG estão várias questões específicas que podem ou não ser pertinentes a uma determinada situação, dependendo do investimento específico sendo examinado. Por exemplo, na categoria “Ambiental” estão questões como poluição ou resíduos que uma empresa produz e fatores relacionados às mudanças climáticas.

O investimento socialmente responsável, ou ESG, também pode ser referido como investimento sustentável, investimento de impacto e investimento relacionado à missão. Os investidores ESG tendem a ser investidores mais ativistas, participando de assembleias de acionistas e trabalhando ativamente para influenciar as políticas e práticas da empresa.

Por que ESG é tão importante para empresas?

O investimento ESG, apesar das críticas, está se tornando cada vez mais popular e é mais provável que seja uma abordagem de investimento usada pela geração do milênio e incutida dentro da cultura das organizações mais tradicionais ou startups. 

Recentemente uma pesquisa conduzida pela  Morgan Stanley Bank (NYSE: MS), descobriu que quase 90% dos investidores da geração Y estão interessados ​​em buscar investimentos que reflitam mais de perto os valores que possuem.

Em 2018, cerca de US$ 12 trilhões em ativos de investimento foram selecionados usando uma estratégia de investimento socialmente responsável. À medida que a geração do milênio começa a compreender um segmento maior do conjunto total de investidores, você pode esperar que os investimentos ESG se expandam junto com eles.

O setor de serviços financeiros é responsável pela  crescente demanda por investimentos ESG tomando medidas como a oferta de fundos de investimentos negociados em bolsa (ETF) com foco em ESG

Algumas corretoras costumam oferecer análises de ações empregando estratégias de investimento ESG, com auxílio de assistentes eletrônicos que  podem ser configurados para buscar investimentos socialmente responsáveis.

Embora as métricas ESG não sejam atualmente uma parte obrigatória dos relatórios financeiros para empresas de capital aberto, um número crescente de empresas está orgulhosamente incluindo-as em seus relatórios ou documentos emitidos separadamente.

Cada vez mais existe um consenso entre muitos reguladores de que alguma forma de divulgação ESG padronizada será exigida das empresas de capital aberto na maioria das principais bolsas de valores globais.

Ambientes de ESG para Empresas
Pilares do ESG

Quais os principais critérios de ESG?

Cada um dos três elementos de investimento em ESG – ambiental, social e governança corporativa – compreende uma série de critérios que podem ser considerados, tanto por investidores socialmente responsáveis ​​quanto por empresas que desejam adotar uma postura operacional mais favorável à ESG.

Apesar de muitos critérios ESG serem bastante subjetivos (como avaliações de “diversidade” ou “inclusão”), movimentos estão ocorrendo em diversas frentes que são projetadas para fornecer classificações mais objetivas e confiáveis ​​do desempenho de uma empresa em termos de políticas e ações ESG.

No passado, a posição de uma empresa em termos de ESG frequentemente dependia menos de práticas substantivas e mais de quão bom é o departamento de relações públicas da empresa. Negócios como a accountability oferecem serviços de consultoria ESG para empresas que desejam implementar políticas e práticas amplas e amigáveis ​​ao ESG.

Confira cada um dos critérios inseridos dentro da ESG:

ESG – Environmental (Ambiental)

Os critérios ambientais incluem o uso de fontes de energia renováveis ​​pela empresa, seu programa de gestão de resíduos, como ela lida com problemas potenciais de poluição do ar ou da água decorrentes de suas operações, questões de desmatamento (se aplicável) e sua atitude e ações em relação às questões de mudança climática.

Outras possíveis questões ambientais incluem o fornecimento de matéria-prima (por exemplo, a empresa usa fornecedores de comércio justo e ingredientes orgânicos) E se a empresa segue práticas de biodiversidade em terras que possui ou controla.

ESG – Social

Os critérios sociais cobrem uma vasta gama de problemas potenciais. Existem muitos aspectos sociais separados de ESG, mas todos eles são essencialmente sobre relações sociais. 

Um dos relacionamentos de importância para uma empresa, do ponto de vista de muitos investidores socialmente responsáveis, é o relacionamento com seus funcionários. A seguir está um breve resumo de apenas algumas das questões que podem ser consideradas ao examinar como uma empresa lida com suas relações sociais:

  • O salário do funcionário é justo, ou talvez até generoso, em comparação com empregos comparáveis ​​ou posições semelhantes em todo o setor? Que tipo de planos de benefícios são oferecidos aos funcionários? A empresa contribui para o plano de aposentadoria dos funcionários?
  • Além do salário, quais benefícios ou vantagens são oferecidos aos funcionários? Para investidores preocupados com ESG, essa questão pode fazer uma grande diferença na avaliação de sua empresa se, por exemplo, você fizer coisas como fornecer um buffet de almoço gratuito e muito farto para todos os funcionários em algum dia da semana ou fornecer outros tipos de benefícios que não são comuns em todos os locais de trabalho, como um centro de fitness no local.
  • As políticas do local de trabalho relacionadas à diversidade, inclusão e prevenção de assédio sexual também são frequentemente consideradas.
  • Programas de treinamento e educação de funcionários: por exemplo, sua empresa fornece suporte financeiro para educação continuada ou superior e / ou horários de trabalho flexíveis para funcionários que buscam educação superior? Quais oportunidades existem para os funcionários serem treinados em novas habilidades profissionais na empresa que os qualifiquem para posições de melhor remuneração?
  • Qual é o nível de envolvimento dos funcionários com a administração? Quanta contribuição os funcionários têm para determinar os procedimentos operacionais em seus respectivos departamentos?
  • O nível de rotatividade de funcionários.
  • Qual é a declaração de missão da empresa? É socialmente relevante e benéfico para a sociedade?
  • O relacionamento com o cliente é bem administrado? A empresa interage com os clientes nas redes sociais? Quão responsável e eficiente é o departamento de atendimento ao cliente? A empresa tem um histórico negativo de questões de proteção ao consumidor, como recalls de produtos?
  • A empresa assume uma posição pública ou política sobre questões de direitos humanos? Doa dinheiro para causas de caridade?

ESG – Governance (Governança)

A governança, no contexto do ESG, é essencialmente sobre como uma empresa é administrada por aqueles que ocupam o alto escalão dos cargos executivos nas organizações. Quão bem a gestão executiva e o conselho de administração atendem aos interesses das várias partes interessadas da empresa – funcionários, fornecedores, acionistas e clientes? A empresa retribui para a comunidade onde está inserida?

Transparência financeira e contábil e relatórios financeiros completos e honestos são freqüentemente considerados elementos-chave da boa governança corporativa. 

Além disso, é importante que os conselheiros atuem em genuína relação fiduciária com os acionistas e tenham o cuidado de evitar conflitos de interesse com esse dever. É importante questionar nesse momento se os membros do conselho e os executivos da empresa são um grupo diversificado e inclusivo?

A questão da remuneração dos executivos é o foco principal de muitos investidores ESG. Por exemplo, para que não favoreçam bônus de milhões de reais para executivos enquanto a empresa impõe um congelamento de salários para todos os outros funcionários. A remuneração extra para executivos está apropriadamente vinculada ao aumento do valor de longo prazo, da viabilidade e da lucratividade do negócio?

Um exemplo de como a governança corporativa responsável é posta em prática pode ser visto nas políticas da empresa. Se uma das políticas corporativas da empresa visa garantir que os executivos tenham um forte interesse no sucesso contínuo da empresa. Ao invés de apenas ganhar algum bônus trimestral, exige-se que o diretor executivo de alto nível mantenha a participação acionária equivalente em valor a dez vezes o seu salário anual.

Além disso, os bônus de executivos dependem de mais do que apenas receita ou renda – fatores como funcionário, acionista e satisfação do cliente também fazem parte do cálculo.

Benefícios do investimento ESG

No mundo corporativo existe um mito de que finanças e ética não se misturam. Por muito tempo, as pessoas pensaram que investir em sustentabilidade levaria a retornos mais fracos. Mas os dados mostram que isso não é verdade. Vários estudos realizados na última década comprovam que os investimentos ESG alcançam retornos semelhantes ou até superiores aos fundos tradicionais.

Pesquisa realizada em 2015, mostrou que 90% das empresas que adotam os critérios ESG tiveram um desempenho financeiro igual ou positivo desde 1975. 

Mais recentemente, a pandemia Covid-19 demonstrou que os fundos que aplicam os critérios ESG tiveram um desempenho superior entre março de 2020 e março de 2021, com um crescimento médio de cerca de 27%. O banco de investimento Morgan Stanley, portanto, afirma que as empresas com altas pontuações ESG foram melhor protegidas contra os efeitos negativos da pandemia.

Prós e contras dos critérios ambientais, sociais e de governança (ESG)

Nos anos anteriores, os investimentos socialmente responsáveis ​​tinham a reputação de exigir uma troca por parte do investidor. Por limitarem o universo de empresas elegíveis para investimento, também limitaram o lucro potencial do investidor. Empresas “ruins” às vezes tiveram um desempenho muito bom, pelo menos em termos de preço de suas ações.

Mais recentemente, no entanto, alguns investidores passaram a acreditar que os critérios ambientais, sociais e de governança têm um propósito prático que vai além de quaisquer preocupações éticas. 

Seguindo os critérios ESG, eles podem evitar empresas cujas práticas possam sinalizar um fator de risco – como evidenciado pelo derramamento de óleo no Golfo do México em 2010 e o escândalo de emissões da Volkswagen, ambos os quais abalaram os preços das ações das empresas e resultaram em bilhões de dólares em perdas associadas.

À medida que as práticas de negócios voltadas para ESG ganham mais aderência, as empresas de investimento estão cada vez mais monitorando seu desempenho e os resultados financeiros.

Como a ESG torna as empresas melhores?

Agora que você já conhece as informações básicas sobre ESG e sua importância, pode surgir uma dúvida? Uma empresa pode se tornar melhor ao adotar a ESG.

Empresas que aderem aos princípios ESG, têm custos de capital mais baixos, avaliações mais altas, são menos vulneráveis ​​a riscos sistêmicos e são mais lucrativas. Porém, essas avaliações mais altas se traduzem em retornos esperados mais baixos para os investidores.

O investimento ESG cobre muitas abordagens de investimento diferentes, abordando três áreas principais, cada uma com seu próprio objetivo principal:

  • Investimento baseado em valores: Alinhamento de portfólio com as crenças do investidor;
  • Investimento de impacto: Usar o capital para desencadear mudanças para fins sociais ou ambientais; e
  • Integração ESG: Melhorar as características de risco e retorno de um portfólio.

As empresas que adotam as práticas ESG refletem alguns benefícios adquiridos durante o processo e que as ajudam a serem melhores. Alguns benefícios que as empresas têm são:

  • Melhores resultados financeiros;
  • Valoração da imagem da empresa no mercado nacional e internacional;
  • Maiores chances de conquistar a confiança dos investidores;
  • Tornar os clientes fiéis à marca por meio dos seus valores;
  • Maiores chances de controlar possíveis riscos;
  • Atrair mais talentos para a empresa, contribuindo para consolidar o ESG.
  • Aumento de competitividade no mercado;
  • Construir uma base sólida de dados e análises.

ESG no Brasil: Quem são as empresas referência?

A Best For The World realiza uma premiação para as melhores empresas que seguem as práticas de ESG. Na edição de 2021, 39 empresas nacionais foram selecionadas e entraram nesse ranking das empresas ESG.

Essa iniciativa avalia cinco critérios: trabalhadores, clientes, meio ambiente, comunidade e governança.

No total, foram mais de 750 empresas avaliadas, sendo essa uma proposta para que mais empresas adotem as práticas e incluam o ESG em sua estratégia. 

As principais empresas que ilustraram esse ranking foram: 

  • Natura;
  • Boomera;
  • Movin;
  • YouGreen;
  • Grupo GAIA;
  • Tobasa Bioindustrial de Babaçu;
  • MOV Investimentos;
  • Tawil Comunicação;
  • Wright Capital Gestão de Recursos.

Além disso, algumas fintechs também estão abraçando as pautas do ESG, como Nubank, Creditas e a CashMe. A CashMe começou a apoiar atividades socioambientais do Projeto REDD+ Vale do Jari na Amazônia brasileira, neutralizando as emissões de CO2. 

A Natura, por exemplo, é uma empresa que emprega os três pilares do ESG com maestria, uma vez que possui em seu cerne propostas que atendem os às áreas ambientais, sociais e de governança. Por exemplo: um dos pontos alinhados à Governança é a remuneração, sendo fixa e variável e atreladas a metas conjuntas e individuais. 

Como medir o desempenho de ESG

Se você já adota a ESG na empresa, uma dúvida que pode surgir, seja para iniciantes ou profissionais com experiência avançada, é como medir o desempenho de ESG.

Antes de adentrar ao assunto com profundidade, é importante ressaltar que o desempenho do ESG é importante. De acordo com pesquisa realizada pela PwC:

  • 83% dos consumidores querem que as empresas moldem as melhores práticas ESG
  • 91% dos líderes empresariais pensam que têm a responsabilidade de agir em questões ESG;
  • 86% dos funcionários querem trabalhar para uma empresa que apóia os mesmos problemas que eles.

Definir o desempenho do ESG é a etapa mais importante. Tornar as questões ambientais, sociais ou de governança melhores significa proporcionar coisas diferentes para pessoas diferentes. Pode haver diferenças de valores ou uma causa é mais adequada para uma empresa do que outra.

O desempenho do ESG também pode ser difícil de quantificar. Mesmo que uma empresa tome ações com o objetivo de ser mais verde, como exatamente se pode medir algo como reduzir a poluição? Existem várias maneiras de medir as considerações ESG.

Uma das primeiras etapas para medir o desempenho do ESG é coletar dados, melhorar o uso desses dados ou aprimorar o relatório gerado a partir dos dados que foram coletados.

Por exemplo, uma empresa de transporte pode melhorar a forma como rastreia a quilometragem e o uso de combustível. Os registros de quilometragem que antes eram usados ​​apenas para manutenção podem se tornar parte de seus relatórios financeiros. 

A empresa pode ter como objetivo reduzir a quilometragem, mostrar uma porção maior da quilometragem coberta por veículos mais ecológicos ou relatar a quilometragem por tipo de combustível.

Método de pontuação

Com qualquer objetivo de negócios, orçamento, tempo e outras restrições entram em jogo. Embora medir áreas individuais de desempenho ESG seja importante, as empresas também desejam monitorar todo o seu desempenho. As pontuações ESG são a principal forma de fazer isso.

As pontuações ESG utilizam os dados brutos, os classificam por importância e fornecem uma visão de alto nível de como a empresa está se saindo. 

Tal como acontece com as medidas setoriais, diferentes categorias de medidas ESG têm pesos diferentes. Eles variam de acordo com o impacto da indústria no meio ambiente e como o problema é relevante para as operações da empresa. 

O sistema funciona de forma muito semelhante às notas escolares. As diferentes atribuições têm vários níveis de importância para a nota do curso. No GPA geral, alguns cursos valem mais créditos e áreas de estudo mais importantes têm vários cursos. No final, a empresa tem uma pontuação geral ESG, mas os dados para cada componente da pontuação ainda estão disponíveis.

Diversas organizações que prezam pela segurança dos trabalhadores buscam fazer o uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual), que surge por uma norma regulamentadora, a NR-6. Esse cuidado pode estar enquadrado à ESG dentro das orientações dadas para os critérios sociais.

Como é realizado o cálculo de ESG

Não existe um sistema padrão para classificar empresas de acordo com os critérios ESG. Em vez disso, há várias agências de classificação ESG diferentes e todas oferecem aos clientes avaliações de investimentos com base no desempenho ESG da empresa. 

Algumas das maiores agências incluem MSCI, RobecoSAM, Sustainalytics e Vigeo Eiris. Todas essas agências têm maneiras diferentes de calcular as pontuações ESG da empresa – isso pode tornar mais difícil para os investidores saberem realmente o desempenho de uma empresa. Explicamos cada um com mais detalhes abaixo. 

MSCI

As classificações MSCI ESG são calculadas pelo uso de uma metodologia baseada em regras, com empresas – bem como países, fundos mútuos e ETFs – classificados em uma escala de AAA a CCC de acordo com sua exposição aos riscos ESG, bem como quão bem a empresa gerencia esses riscos em comparação com suas contrapartes. 

As empresas classificadas como AAA e AA são consideradas líderes do setor, gerenciando os riscos e oportunidades mais significativas, enquanto as empresas classificadas como B e CCC são consideradas “retardatárias” com base em sua alta exposição a riscos ESG. No meio estão as empresas classificadas como A, BBB e BB, que são consideradas como tendo um “histórico não excepcional”.

As agências medem 37 questões diferentes em torno do meio ambiente, preocupações sociais e governança, incluindo emissões de carbono, lixo eletrônico, privacidade e segurança de dados, segurança química e transparência tributária. Inteligência artificial, tecnologia e uma equipe de mais de 200 analistas são usados para calcular as classificações do MSCI ESG.

Robeco

O Robeco desenvolveu uma metodologia de ‘ESG inteligente’, pois eles argumentam que as metodologias convencionais não se encaixam em modelos de fator tradicionais e podem resultar em preconceitos em relação a regiões ou empresas de um determinado tamanho. 

Isso ocorre porque as empresas maiores geralmente têm melhores processos de sustentabilidade corporativa e as empresas europeias são geralmente mais transparentes. Como resultado, a metodologia Smart ESG remove vieses e combina evidências anteriores com visões futuras, usando análise quantitativa.

É usado para testar quais indicadores de sustentabilidade tiveram o maior impacto no desempenho financeiro anterior, com perguntas ponderadas de forma que os fatores mais relevantes, materialmente falando, sejam refletidos na pontuação.

Sustainalyitics 

As classificações de risco ESG da Sustainalytics medem a exposição de uma empresa a riscos ESG específicos do setor, bem como o quão bem a empresa está gerenciando esses riscos, combinando gerenciamento e exposição para oferecer uma avaliação abrangente do risco ESG.

Existem cinco categorias de gravidade: insignificante, baixa, média, alta e grave, e onde uma empresa cai é determinada por uma série de fatores, desde seu modelo de negócios e solidez financeira até sua geografia e histórico de incidentes. 

Eles criaram o que descrevem como uma moeda única para o risco ESG e o gerenciamento do risco, de modo que as pontuações de exposição e gerenciamento para diferentes questões possam ser combinadas – e comparadas – entre si. Isso permite que os investidores comparem melhor os perfis das empresas em seu portfólio.

Vigeo Eiris

Vigeo Eiris pontua empresas de 0 a 100, analisando até 38 critérios diferentes enquadrados em 40 modelos específicos da indústria. 

Os 38 critérios abrangem meio ambiente, social e governança, ao mesmo tempo em que levam em consideração o fato de que diferentes empresas enfrentam desafios distintos, atribuindo a cada critério pesos variáveis ​​para cada setor, de w0 – não relevante – a w3 – altamente material. 

Para cada critério, o Vigeo Eiris analisa a qualidade da liderança, a extensão da implementação e os resultados. Eles começam gerando pontuações de critérios ESG e, em seguida, passam para pontuações ESG e, em seguida, para Pontuação Geral ESG.

Conclusão

ESG está em amplo crescimento nas empresas, principalmente por começarem a adotar novas medidas para alinhar de forma plena o ambiente, a sociedade e a governança. Cada empresa pode estar em pontos diferentes, podendo focar mais em um setor do que em outro. 

Dificilmente, as empresas ficarão presas aos padrões de tempos muito antigos, principalmente após os eventos da COVID-19 que mostraram novas formas de trabalho, relacionamento interpessoal no meio corporativo e comportamento mediante a governança. 

Esse guia ajudou você a entender o que é ESG e sua importância? Então comente e compartilhe em suas redes sociais.


Joyce Carla

Escrito por Joyce Carla

Jornalista, investidora e especialista em Educação Financeira.


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