A recarga de extintores é importante porque garante a segurança dos moradores em caso de incêndios. Por isso, dentre as inúmeras manutenções que precisam ser feitas em um prédio, essa certamente é fundamental.

A manutenção e recarga de extintores devem ser feitas cada vez que o equipamento for usado total ou parcialmente em uma emergência ou periodicamente mesmo que o extintor esteja muito tempo sem uso. Trata-se de um procedimento simples, mas que deve ser feito por profissionais especializados, seguindo todas as normas de segurança previstas na legislação.

Como existem variações entre os extintores, é preciso entender quando e como fazer a recarga dos equipamentos, assim como quais empresas contratar e quais normas precisam ser cumpridas para garantir a segurança de todos.

Com o objetivo de ajudá-lo a entender e esclarecer alguns desses pontos sobre a recarga de extintores, separamos abaixo algumas informações importantes.

Mas antes, é fundamental que você saiba:

Quais são os tipos de extintores

A recarga de extintores é diferente de acordo com o tipo de produto, que correspondem, por sua vez, ao material em que se instaurou o foco de incêndio.

Cada extintor compõem uma classe, que indica qual o tipo de incêndio ele pode combater:

  • Extintores classe A: Incêndio contra materiais combustíveis sólidos;
  • Extintores classe B: Incêndio contra líquidos ou gases inflamáveis;
  • Extintores classe C: Incêndio contra equipamentos e instalações elétricas.

Por isso, é importante saber a diferença entre eles para entender quando devem ser carregados, os componentes que tem no equipamento e para quais tipos de incêndio cada um deles é recomendado, como podemos ver abaixo:

Extintores de incêndio com água potável

Com pressão de 1 Mpa e em temperatura de 4 a 45ºC, o extintor composto por água apresenta carga nominal de 10 l. Pode ser usado em materiais como aparas de papéis, madeiras e tecidos.

Extintores com pó químico BC

Disponíveis em modelos de 4 kg a 100 kg, os extintores contendo pó químico BC – uma mistura com NaHCO³, ou bicarbonato de sódio, em sua composição – possuem temperatura operante entre -10 e 50ºC.  Podem ser usados em equipamentos elétricos líquidos inflamáveis;

Extintores pó ABC

A pressão de carregamento do extintor pó ABC pode variar entre 1 a 1,4 Mpa a uma temperatura de 20ºC. Esses equipamentos são utilizados para apagar focos de fogo em papéis, tecidos, madeiras, dispositivos elétricos e líquidos inflamáveis;

Extintor de espuma mecânica pressurizado

Esse modelo de extintor conta com água em seu interior, submetida a uma pressão de 1,3 Mpa a 20ºC. O produto é indicado para extinguir focos de incêndio em madeiras, papéis, tecidos, maquinário elétrico e líquidos inflamáveis;

Extintores dióxido de carbono (CO2)

Com cargas nominais de 2 kg a 6 kg e por conter CO2 são indicados para focos de fogo propagados por líquidos inflamáveis e equipamentos elétricos.

Qual é a frequência da manutenção e recarga dos extintores

Normalmente, os extintores de água ou pó químico devem ser recarregados uma vez ao ano. Já os equipamentos de gás carbônico precisam de recarga a cada seis meses. Estas estimativas, no entanto, só são válidas se os extintores estiverem em excelente estado. Ou seja, se houver descarga ou se os anéis da válvula forem danificados nesse meio tempo, é preciso fazer a manutenção antes do período estipulado para garantir a funcionalidade do equipamento em caso de emergências.

Além disso, outro ponto muito importante diz respeito à manutenção e aos cuidados que devem ser tomados com a mangueira, que a cada cinco anos deve receber um ensaio hidrostático, ou em menor intervalo, caso o extintor sofra algum dano sério.

Seja qual for o prazo, a manutenção e a recarga dos extintores são fundamentais para verificar se o equipamento mantém as suas condições originais de funcionamento.

A cada inspeção deve ser feito um relatório padronizado, no qual devem constar as seguintes informações:

  • Data;
  • Identificação dos responsáveis;
  • Identificação do equipamento;
  • Tipo de manutenção realizada.

A manutenção pode acontecer no próprio local onde o equipamento está instalado ou em uma oficina especializada, quando os problemas identificados possam comprometer o funcionamento do extintor e o projeto de segurança contra incêndio.

Fique atento às condições para a recarga de extintores

A recarga de extintores deve ser feita sempre por profissionais qualificados em empresas certificadas, sem qualquer alteração nas condições originais do material. Cada nova recarga, um anel de identificação é colocado no extintor, obedecendo a cor definida para o ano em vigor.

A recarga é parte do conjunto de ações relacionadas à manutenção preventiva de extintores. No Brasil, os prazos e demais determinações para inspeção, manutenção e recarga de extintores estão previstos na NBR 12962.

Devido à legislação, nenhum prédio ou estabelecimento pode ficar sem extintores ou com extintores em desacordo às regras. Por isso, veja se a empresa oferece substituição nos dias de manutenção. Caso não ofereça, faça as recargas em etapas, como por exemplo: recarregue primeiro os dos andares pares e depois os dos andares ímpares.

Certifique-se também de que a empresa escolhida possui certificação do Inmetro para realizar o serviço e, para evitar fraudes, faça pequenas marcas com tinta no corpo dos extintores. Assim, você e o zelador podem ter certeza de que o equipamento que voltar é o mesmo que foi para a manutenção. Se preferir, você também pode anotar o número de identificação de cada um deles.

Quando os extintores vierem da manutenção, verifique a cor do anel de plástico, para ter certeza de que foi trocado – cada ano tem uma cor diferente: o de 2020 é verde – e se traz o nome da empresa responsável. 

Fique atento também Selo de Conformidade do Inmetro, um adesivo holográfico de fácil identificação, com o rótulo da empresa e as informações de validade da manutenção.

Como é feita a recarga de extintores

Existem dois tipos de orçamento para recarga e troca de extintores: o aberto e o fechado. No aberto, todos os serviços são cobrados separadamente, ou seja, a recarga, a pintura e uma eventual troca de peças. 

Já no orçamento fechado, vários serviços são definidos em um preço único, ajudando o síndico a se programar melhor financeiramente. Porém, nos dois casos, é feita uma cobrança à parte se houver necessidade de troca dos equipamentos. Se você tem uma margem confortável para atuar no prédio, pode ser mais interessante considerar o orçamento aberto. Porém, se precisar trabalhar com uma margem mais segura, prefira o fechado.

Para evitar esse susto, muitos condomínios optam pelo orçamento fechado, que contempla quase tudo. Apesar de poder chegar a ser 40% mais caro do que o orçamento inicial sem peças, essa modalidade não cobre, por exemplo, extintores que precisem ser substituídos.

Infelizmente, é difícil prever o orçamento da recarga dos extintores, pois é preciso que eles sejam abertos para que o prestador de serviço consiga avaliar com segurança os itens que sofreram mais desgaste e precisam ser trocados.

Geralmente, as peças que apresentam maior índice de troca são: manômetro, ring, pêra, tubo, sifão e válvula, sendo que essas últimas podem também ser reparadas. 

Além disso, geralmente o procedimento de manutenção de um extintor, contempla a regulagem de roscas e válvulas, a limpeza dos componentes e a verificação do indicador de pressão.

Vale ressaltar que, independente do orçamento ser fechado ou aberto, o mesmo deve descrever minuciosamente o que está incluso no preço ou não, assim como o valor das recargas de água, pó químico, CO2.

Também deve constar se a pintura dos equipamentos faz parte do pacote ou se deve ser acertada à parte – o que também encarece o valor final do serviço.

Entenda a importância da recarga de extintores

Além de garantir a segurança dos moradores ou habitantes do estabelecimento, a manutenção e recarga dos extintores nos tempos determinados é obrigatório.

A Lei Federal 13.425/17 determina que todos os estabelecimentos, edificações de comércio, serviços ou moradia respeitem as medidas de prevenção e combate de incêndio. Ou seja, o não cumprimento da regulamentação pode resultar em multas salgadas para o condomínio. Portanto, siga o calendário de recargas à risca.

Por isso o equipamento é mais do que necessário para garantir a segurança dos moradores. Pare para pensar: em um prédio, quantas pessoas não criam situações de risco para incêndio diariamente?

Infelizmente, a qualquer momento, situações perigosas podem acontecer e é preciso estar preparado, com os extintores em dia e funcionando perfeitamente. Outro ponto importante é fazer e até oferecer treinamento para moradores e funcionários sobre o uso de extintores, como o Brigada de Incêndios.

Conclusão

Agora que você já sabe quais são os tipos de extintores, qual a frequência das recargas, as condições e a importância da recarga de extintores, ficará mais fácil acompanhar e supervisionar a funcionalidade desses equipamentos.

Não se esqueça, fique atento à periodicidade das recargas e manutenção, já que isso também permite que você se planeje financeiramente para isso. E caso não tenha caixa, você pode buscar por empréstimo para condomínio

O texto te ajudou e esclareceu suas dúvidas? Comente e compartilhe em suas redes sociais!

A CashMe não realiza qualquer atividade privativa de instituições financeiras, como financiamentos e/ou empréstimos. Essas operações são realizadas através de parceiros autorizados pelo BACEN, nos termos da Resolução nº 3.954, de 24 de fevereiro de 2011. As operações são realizadas através das seguintes instituições: Companhia Hipotecária Brasileira – CHB (CNPJ 10.694.628/0001-98), Companhia Hipotecária Piratini – CHP (CNPJ 18.282.093/0001-50).

Informações complementares referentes ao Empréstimo com Garantia de Imóvel: mínimo de 36 meses e máximo de 144 meses. “””Exemplo – Empréstimo de R$ 200.000,00 para pagar em 12 anos (144 meses) com LTV de 42,79% (sendo R$ 200.000,00 + despesas acessórias, para um apartamento avaliado em R$ 500.000,00) – Prestação inicial de R$ 2.894,10, com uma taxa de juros de 0,99% ao mês + IPCA, Sistema de Amortização Tabela Price. CET de 13,38% ao ano.”””


CASHME SOLUÇÕES FINANCEIRAS LTDA., com sede social na capital do estado de SP, na Rua do Rócio, nº 109, 3º andar, Sala 01 - Parte, Vila Olímpia, CEP 04.552-000, inscrita no CNPJ sob o no 34.175.529/0001-68

A CashMe, por sua vez, possui sede na Rua Olimpíadas, 242, 4º andar, CEP 04551-000, na cidade de São Paulo/SP.