25 de agosto é celebrado o dia do feirante

25 de agosto é celebrado o dia do feirante
ícone de calendario

Atualizado:
20/08/2021

ícone de calendario

Publicado:
21/08/2021

ícone de relógio

Leitura de
4 min

ícone de conversa

Comentarios
0

Redação CashMe

Redação CashMe


Quem nunca ouviu as frases “Moça bonita não paga, mas também não leva”, “Aqui é barato, o marido da barata” ou “É três por dois!”? No dia 25 de agosto, é comemorado o Dia do Feirante, uma das profissões mais antigas do mundo todo.

Frutas, legumes, verduras, pastel, caldo de cana e até artesanato. As feiras livres se popularizaram rapidamente e tornaram-se parte fundamental para movimentar a economia do Brasil.

Mas você sabe como surgiu o Dia do Feirante? Continue lendo o artigo a seguir para descobrir!

Surgimento das feiras livres

Segundo historiadores, as feiras livres estão presentes desde 500 a.C em algumas civilizações antigas, como a grega, romana e árabe.

Posteriormente, na Idade Média, surgiram as feiras medievais, como forma de intensificar os comércios e as festividades religiosas locais. Essas atividades nas feiras foram fundamentais para a introdução da moeda como base de troca (compra e venda de mercadorias). 

A terminologia “feira” vem do latim “feria”, que significa dia santo, feriado ou dia de descanso. Então, aos domingos (que era considerado o dia do Senhor), os comerciantes se reuniam próximos às igrejas para vender ou trocar seus produtos excedentes. Já a palavra “freguês”, usada para se referir aos consumidores, também vem do latim “filiu ecclesiae”, que significa filhos da igreja.

Conforme as populações foram crescendo, as feiras livres foram se desenvolvendo e sendo fiscalizadas, existindo até os tempos de hoje.  

Origem Dia do Feirante

Foi no dia 25 de agosto de 1914 que o prefeito de São Paulo, Washington Luiz, reconheceu por meio de um ato as feiras que já aconteciam tradicionalmente desde os primórdios da Vila de São Paulo, em 1554. O Ato nº 710 autorizava a criação dos “mercados francos” da cidade.

Apesar das feiras acontecerem desde 1554, a primeira feira livre foi criada em 1914, após o reconhecimento do prefeito, e foi realizada no Largo General Osório, no centro de São Paulo.

A ideia surgiu dos próprios produtores, que em maioria eram imigrantes portugueses. Após comercializarem os produtos para restaurantes e mercearias, não sabiam o que fazer com as mercadorias que restavam. Assim, começaram a vender diretamente para a população a preços mais baixos.

O evento se popularizou rapidamente. A primeira feira livre contou com a participação de 26 feirantes. Na seguinte, foi realizada no Largo do Arouche, também no centro de São Paulo,  e teve a participação de 116 feirantes.

As primeiras feiras vendiam apenas itens alimentícios, como frutas, verduras, legumes e laticínios. Posteriormente, com o aumento da freguesia, alguns comerciantes iniciaram a venda de outros produtos para as feiras, como roupas, calçados, salgados, artesanato, itens de decoração, entre outros.

Em 1915, já somavam-se 7 feiras pela cidade, sendo duas no Arouche, duas no Largo General Osório e as outras três no Largo Morais de Barros, Largo São Paulo e na Rua São Domingos.

Em 28 de maio de 1934, o prefeito da época, Antônio Carlos de Assumpção, publicou o Ato nº 625, que reorganizava as Feiras Livres de São Paulo, permitindo a comercialização de produtos não alimentícios.

Já em 1948, com a expansão das feiras, o então prefeito Paulo Luz determinou a instalação de uma feira semanal em cada bairro da cidade.

Qual a importância das feiras livres para a cidade?

As feiras livres são essenciais para o funcionamento das cidades. Além de contribuírem para suprir a alimentação da população local, as feiras livres também possuem grande importância social, provendo interação entre os povos e econômica, gerando trabalho e renda.

Hoje, a cidade de São Paulo conta com aproximadamente 880 Feiras Livres, sendo cerca de 16.305 barracas e mais de 12 mil feirantes espalhados pelas ruas da capital paulista.

Já em território nacional, segundo dados de 2015 da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN), existem 5.119 feiras livres em 1.176 municípios, sendo 83% de periodicidade semanal. A pesquisa foi realizada em 1.628 municípios que aderem ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar (SISAN).

Como se tornar um feirante?

Essa pode ser uma boa oportunidade para quem deseja ter um negócio próprio ou está a procura de uma colocação no mercado de trabalho. Mas, para isso, além de ter um planejamento inicial sobre quais produtos irá vender, é preciso obter licenças dos órgãos públicos.

Cada cidade possui suas próprias exigências referente à concessão de alvará de funcionamento para exercer a atividade de feirante. Portanto, é recomendado comparecer na prefeitura municipal para obter todas as informações necessárias.

Normalmente, os documentos solicitados são:

  • CPF;
  • RG; 
  • Comprovante de residência;
  • Formalização como MEI (em atividade de feirante) para atuar na sua cidade.
  • Preenchimento de um formulário para a prefeitura fornecer a licença de funcionamento da barraca.

Lembrando que, cada cidade possui suas próprias normas. No caso da Prefeitura de São Paulo, por exemplo, há outros documentos exigidos.

Conclusão

As feiras livres se popularizaram rapidamente devido ao intuito de oferecer produtos a preços mais baixos. Uma das tradições mais antigas do ser humano se tornou um fenômeno econômico, movimentando milhões todo ano e também sociocultural, pois promove comunicação e interação entre a população. 

Hoje em dia, graças ao seu desenvolvimento, são comercializados diversos tipos de produtos, como artesanato, alimentos, roupas, sapatos, flores, objetos de decoração, entre outros.

Os feirantes têm um trabalho muito árduo e exaustivo, pois precisam acordar de madrugada para montar as barracas nas feiras, e assim, atender logo cedo os consumidores. Por isso, nada mais justo que terem um dia para serem homenageados!

Conhece alguém que gostaria de saber mais sobre o Dia do Feirante? Então compartilhe nas suas redes sociais!


Redação CashMe

Escrito por Redação CashMe

Equipe de redação de CashMe. Todos os conteúdos são revisados por especialistas do ramo e atualizados periodicamente.


Separamos mais essas notícias para você:

Faça seu comentário!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

A CashMe utiliza cookies para melhorar a funcionalidade e o desempenho deste site, para mais informações acesse nossa Política de Privacidade.