Saiba qual a renda mínima necessária para financiar um imóvel de 150 mil reais.

Se eu financiar 150 mil, quanto vou pagar? Veja a simulação completa

1 out 2026
Revisado em 01 out 2026
11min de leitura

Se você financiar um imóvel de R$150 mil, a parcela inicial fica entre R$1.250 e R$1.800, dependendo da entrada e do prazo escolhido. Ao longo de 30 anos, o valor total pago costuma ficar entre R$280 mil e R$330 mil, somando principal e juros.

Esses números variam conforme a taxa de juros do banco, o sistema de amortização e o valor da entrada. Quanto maior a entrada e menor o prazo, menor o total pago no final.

Neste conteúdo você encontra simulações detalhadas por prazo, o cálculo da renda necessária, o valor de entrada exigido e as alternativas disponíveis para financiar um imóvel de R$150 mil em 2026.

Quanto fica a parcela de um financiamento de 150 mil

O valor da parcela depende de três variáveis principais: a taxa de juros contratada, o valor da entrada e o prazo de pagamento. A maioria dos bancos usa o Sistema de Amortização Constante, o SAC, no qual a parcela começa mais alta e diminui a cada mês.

Considerando uma taxa de referência de 12% ao ano, patamar citado pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) como piso praticado pelo mercado em 2026 mesmo com a Selic em queda, veja como fica a simulação para um imóvel de R$150 mil em 360 meses (30 anos):

CenárioEntradaValor financiadoPrimeira parcelaÚltima parcelaTotal pago (financiamento)
Entrada de 20%R$30.000R$120.000R$1.470R$340R$325.500
Entrada de 30%R$45.000R$105.000R$1.290R$295R$284.800

Somando a entrada ao total financiado, o desembolso completo fica em torno de R$355 mil (entrada de 20%) ou R$330 mil (entrada de 30%) ao final do contrato. Essa é a resposta direta para quem pergunta quanto vai pagar no total ao financiar R$150 mil.

Vale lembrar que esses valores são simulações de referência. O Custo Efetivo Total (CET) do contrato final pode ser maior, pois inclui seguros obrigatórios, tarifa de avaliação do imóvel e taxa de administração, além dos juros nominais.

Simulação por prazo de pagamento

O prazo escolhido tem impacto direto tanto na parcela mensal quanto no total pago ao final do contrato. Veja a comparação para um financiamento de R$120.000 (entrada de 20% sobre um imóvel de R$150 mil), mantendo a taxa de referência de 12% ao ano:

PrazoPrimeira parcelaÚltima parcelaTotal pago
15 anos (180 meses)R$1.805R$673R$223.000
20 anos (240 meses)R$1.640R$505R$257.200
25 anos (300 meses)R$1.540R$404R$291.400
30 anos (360 meses)R$1.470R$340R$325.500

Prazos mais curtos geram parcelas mais altas, mas reduzem significativamente o total pago em juros. Entre 15 e 30 anos, a diferença chega a mais de R$100 mil no custo final do financiamento.

Quanto de entrada é necessário para financiar 150 mil

A entrada mínima exigida pela maioria dos bancos costuma ficar entre 20% e 30% do valor do imóvel. Para um imóvel de R$150 mil, isso representa algo entre R$30 mil e R$45 mil.

Bancos que operam pelo Sistema Financeiro de Habitação, como a Caixa Econômica Federal, aceitam entradas a partir de 20% para imóveis usados. Já algumas modalidades para imóveis novos permitem entrada a partir de 10%, dependendo da avaliação de crédito do comprador.

Uma alternativa comum para reduzir o valor pago do próprio bolso é usar o FGTS para dar entrada. Para isso, é preciso ter pelo menos 3 anos de trabalho sob o regime do fundo, contínuos ou não, e não ter outro financiamento ativo no SFH.

Quanto maior a entrada, menor o valor financiado e menor o total pago em juros ao longo do contrato. Uma entrada de R$45 mil, em vez de R$30 mil, reduz o total pago em mais de R$40 mil, conforme a simulação apresentada na seção anterior.

Qual a renda necessária para financiar 150 mil

Os bancos aplicam a regra de comprometimento de renda: a parcela do financiamento não pode ultrapassar 30% da renda bruta mensal do comprador. Essa é a referência usada para calcular a renda mínima exigida.

Considerando a taxa de referência de 12% ao ano e prazo de 360 meses no sistema SAC, veja a relação entre renda bruta mensal e valor aproximado que é possível financiar:

Renda bruta mensalParcela máxima (30%)Valor financiável aproximado
R$3.000R$900R$73.000
R$4.000R$1.200R$98.000
R$5.000R$1.500R$122.000
R$6.000R$1.800R$147.000
R$8.000R$2.400R$196.000
R$10.000R$3.000R$245.000

Para financiar especificamente R$120 mil (imóvel de R$150 mil com entrada de 20%), a renda bruta mensal necessária fica em torno de R$4.900. Com uma entrada maior, de 30%, financiando R$105 mil, a renda cai para aproximadamente R$4.300.

Se a renda individual não é suficiente, é possível compor renda com cônjuge ou outros familiares, sem limite de participantes no financiamento imobiliário. A aprovação também depende de outros fatores, como a pontuação de score do comprador e o histórico de crédito.

Como simular seu financiamento de 150 mil

Simular antes de contratar é essencial para comparar condições entre instituições. O processo costuma seguir os mesmos passos na maioria dos bancos:

  • Reunir os dados básicos: valor do imóvel, valor da entrada disponível e prazo desejado.
  • Informar a renda bruta mensal, individual ou composta com outra pessoa.
  • Escolher entre taxa pré ou pós-fixada, já que cada modalidade reage de forma diferente às mudanças na Selic.
  • Comparar o CET entre bancos, não apenas a taxa de juros anunciada.
  • Verificar o sistema de amortização usado, SAC ou PRICE, pois isso muda o formato das parcelas ao longo do contrato.

A simulação é apenas uma estimativa inicial. A aprovação final depende da análise de crédito completa, que inclui documentos pessoais, comprovação de renda e avaliação do imóvel por um engenheiro credenciado.

Alternativas para comprar um imóvel de 150 mil

Além do financiamento bancário tradicional, existem outras formas de viabilizar a compra de um imóvel de R$150 mil. Cada uma tem uma lógica diferente de parcela, entrada e renda exigida, o que muda bastante a conta final.

Minha Casa Minha Vida

O programa organiza as condições por faixa de renda familiar, e isso muda diretamente o valor da parcela e da entrada. Quanto menor a faixa, maior o subsídio e menor a taxa de juros aplicada.

FaixaRenda familiar atéTaxa de jurosEntradaParcela aproximada (imóvel de 150 mil)
Faixa 2R$5.0004,75% a 7% ao anoreduzida, muitas vezes dispensadaR$530 (financiando R$95 mil após subsídio de R$55 mil)
Faixa 3R$9.6007,66% a 8,16% ao ano5% a 10%, sem subsídioR$1.035 (financiando os R$150 mil quase integralmente)

Esses valores usam prazo de 420 meses (35 anos), o máximo previsto no programa, e são simulações de referência com base nas taxas vigentes em 2026. A renda exigida é simplesmente estar dentro do teto da faixa, já que a parcela calculada fica bem abaixo dos 30% de comprometimento nesses cenários.

Consórcio de imóvel

No consórcio, não existe taxa de juros, apenas taxa de administração diluída nas parcelas. Isso muda a lógica de entrada e parcela em relação ao financiamento tradicional.

  • Entrada: normalmente não há entrada obrigatória, apenas a primeira parcela e, em alguns casos, uma taxa de adesão.
  • Parcela: para uma carta de crédito de R$150 mil, a parcela costuma ficar entre R$750 e R$1.100, dependendo do prazo (140 a 200 meses) e da taxa de administração da administradora.
  • Renda: não há uma exigência formal de renda mínima como no financiamento, mas a administradora faz uma análise de crédito simplificada antes de liberar a carta contemplada.

A desvantagem é o tempo de espera pela contemplação, que depende de sorteio ou lance e não tem data certa.

Financiamento direto com a construtora

Essa opção costuma ser usada para imóveis na planta ou em fase final de construção, com condições negociadas diretamente com a incorporadora.

  • Entrada: geralmente mais flexível que a bancária, podendo variar de 5% a 20% do valor do imóvel, parcelada durante a obra.
  • Parcela: mensalidades menores durante a construção, com um saldo maior (balão) financiado junto a um banco na entrega das chaves.
  • Renda: a análise de renda só entra com mais rigor no momento de converter o saldo remanescente em financiamento bancário, seguindo as mesmas regras de comprometimento de 30%.

Vale conferir com atenção o contrato de cada construtora, já que as condições variam bastante entre incorporadoras.

Empréstimo com garantia de imóvel

Para quem já possui um imóvel quitado ou parcialmente pago, o empréstimo com garantia de imóvel permite obter crédito de até 60% do valor desse imóvel, com prazo de até 240 meses. As taxas de mercado variam de 1,12% a 1,80% ao mês, segundo dados do Banco Central e da Abecip referentes ao primeiro trimestre de 2026.

  • Entrada: não se aplica, já que o crédito usa um imóvel que o comprador já possui como garantia, e não o imóvel a ser adquirido.
  • Parcela: para um crédito de R$150 mil, com taxa de referência de 1,3% ao mês e prazo de 180 meses, a parcela fica em torno de R$2.160.
  • Renda: considerando a regra de comprometimento de 30%, a renda bruta mensal necessária fica próxima de R$7.200 nesse cenário.

A parcela tende a ser mais alta que a de um financiamento imobiliário tradicional para o mesmo valor, já que o prazo máximo é menor. Em compensação, a aprovação costuma ser mais rápida e o crédito pode ser usado para qualquer finalidade, não apenas a compra do imóvel.

A escolha entre essas opções depende do perfil financeiro do comprador, da urgência para se mudar e da disponibilidade de um imóvel para oferecer como garantia, no caso do home equity.

Perguntas frequentes sobre financiamento de 150 mil

Reunimos as dúvidas mais comuns de quem está calculando quanto vai pagar ao financiar um imóvel de R$150 mil.

Quanto fica a parcela de um financiamento de 150 mil?

Com entrada de 20% e taxa de 12% ao ano em 360 meses, a primeira parcela fica em torno de R$1.470, caindo para cerca de R$340 na última parcela pelo sistema SAC. O valor exato depende do banco e do CET final.

Quanto vou pagar no total se financiar 150 mil?

Somando entrada e todas as parcelas, o total pago costuma ficar entre R$330 mil e R$355 mil em um prazo de 30 anos, dependendo do valor da entrada escolhida. Prazos mais curtos reduzem esse total, mas aumentam a parcela mensal.

Qual a renda mínima para financiar 150 mil?

Considerando a regra de comprometimento de 30% da renda, é necessária uma renda bruta de aproximadamente R$4.900 com entrada de 20%, ou R$4.300 com entrada de 30%.

Consigo financiar 150 mil com renda de 3 mil reais?

Com renda de R$3 mil, a parcela máxima seria de R$900, o que financia cerca de R$73 mil no sistema SAC. Para chegar a R$150 mil, seria necessária uma entrada maior ou composição de renda com outra pessoa.

Vale mais a pena financiar em 15 ou 30 anos?

Prazos mais curtos, como 15 anos, geram parcelas mais altas, mas reduzem o total pago em juros em mais de R$100 mil comparado a 30 anos. Prazos mais longos facilitam o encaixe da parcela no orçamento mensal, mas encarecem o financiamento no total.

Posso usar o FGTS para dar entrada em um imóvel de 150 mil?

Sim, desde que o trabalhador tenha ao menos 3 anos de contribuição sob o regime do FGTS, contínuos ou não, e não possua outro financiamento ativo no Sistema Financeiro de Habitação.

Qual a diferença entre financiar pelo sistema tradicional e pelo Minha Casa Minha Vida?

O Minha Casa Minha Vida oferece taxas entre 4% e 10,5% ao ano, conforme a faixa de renda, além de subsídio para as famílias de menor renda. O financiamento tradicional não tem subsídio e costuma praticar taxas mais próximas de 11% a 13% ao ano no cenário atual.

Agora que você já sabe quanto vai pagar ao financiar um imóvel de R$150 mil, o próximo passo é simular as condições em mais de um banco e comparar o CET antes de assinar o contrato.

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Fontes

AGÊNCIA BRASIL. Pela 1ª vez desde março, mercado reduz expectativa para Selic em 2026. O Povo, 2026. Disponível em: https://www.opovo.com.br/noticias/economia/2026/08/03/pela-1-vez-desde-marco-mercado-reduz-expectativa-para-selic-em-2026.html. Acesso em: 23 set. 2026.

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Taxa de juros Selic. Portal de Dados Abertos do Banco Central, 2026. Disponível em: https://dadosabertos.bcb.gov.br/am/dataset/11-taxa-de-juros—selic. Acesso em: 23 set. 2026.

ABECIP. Selic alta: juros do financiamento imobiliário devem seguir pressionados em 2027, segundo a Abecip. Portas, 2026. Disponível em: https://portas.com.br/mercado-imobiliario/selic-alta-juros-financiamento-imobiliario-2027-abecip/. Acesso em: 23 set. 2026.

BANCO CENTRAL DO BRASIL; ABECIP. Crédito com garantia de imóvel é recorde no país. Portas, 2026. Disponível em: https://portas.com.br/noticias/home-equity-cresce-25-no-1-tri-e-bate-recorde/. Acesso em: 23 set. 2026.

MINISTÉRIO DAS CIDADES. Portaria MCID nº 333, de 30 de março de 2026. Atualiza faixas de renda, valores de imóvel e condições do programa Minha Casa Minha Vida. Jornal de Brasília, 2026. Disponível em: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/minha-casa-minha-vida-amplia-faixa-4-para-classe-media-com-juros-acessiveis/. Acesso em: 24 set. 2026.

BRASIL. Lei nº 9.514, de 20 de novembro de 1997. Dispõe sobre o Sistema de Financiamento Imobiliário, institui a alienação fiduciária de coisa imóvel e dá outras providências. Câmara dos Deputados, 1997. Disponível em: https://okai.com.br/documento/1997-11-20/lei-nº-9-514-de-20-de-novembro-de-1997. Acesso em: 24 set. 2026.

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