Taxa de juros de empréstimo: aprenda a calcular

Taxa de juros de empréstimo: aprenda a calcular
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Atualizado:
03/05/2021

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Publicado:
17/09/2020

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Taxa de juros de empréstimo é a relação entre a quantia de dinheiro e o tempo para pagamento desde que o valor  foi emprestado. Ou seja, as taxas de juro são uma forma percentual de remuneração para a instituição credora. 

Apesar de ser um termo popularmente conhecido – já que é muito comum para serviços como cartões de crédito, por exemplo – poucas pessoas sabem como calcular a diferença entre cada tipo de taxa de juros e também a importância de saber avaliar esses valores ao contratar um empréstimo.

Para que você não tenha mais dúvidas sobre isso e saiba como calcular esses valores, separamos aqui todas as informações mais importantes sobre as taxas de juros de empréstimos.

Mas antes de começarmos é importante que você saiba:

O que é taxa de juros e como funciona

Em poucas palavras juros são uma remuneração em forma de percentual paga a quem disponibiliza um empréstimo. Na prática, eles funcionam como uma compensação para a instituição financeira pelo tempo em que o dinheiro ficou emprestado.

Imagine que você pegou emprestado no banco de R$ 10.000,00. O acordo em contrato é que você devolva o valor somado dos juros daqui um ano. Então, na hora de devolvê-lo à instituição, você pagará um valor acima do que pegou emprestado.

Ou seja, se o valor do empréstimo foi de R$ 10.000,00 e após 12 meses na verdade você devolveu a instituição por volta de R$ 11.600,00, isso significa que a taxa de juros do empréstimo foi de 16% ao ano.

Dessa forma, fica mais fácil compreender que a  taxa de juros está diretamente ligada à diferença entre o valor emprestado e o valor devolvido.

A partir do momento que você compreende o que é a taxa e como ela funciona, você passa a planejar e analisar com mais precisão as oportunidades de crédito disponíveis no mercado, seja para empréstimos, cartão de crédito ou até mesmo financiamentos.

Como calcular taxas de juros de empréstimo

Existem muitos fatores que podem afetar a definição da taxa de juros de empréstimo, que vão desde o cenário econômico do país até a política de crédito aplicada pela instituição financeira.

Geralmente, para compor a taxa de juros do empréstimo, a instituição financeira faz a soma de três valores:

  • Custo de aquisição do cliente;
  • Taxa de retorno do investidor;
  • Custo da venda. 

Dentro deste cálculo, as instituições também levam em consideração outros fatores, como o risco de crédito ou inadimplência. Ao estipular essa taxa, a instituição se resguarda caso o contratante não cumpra o pagamento das parcelas.

Além disso, outras taxas podem ser cobrados de acordo com a sua política de crédito e o seu perfil financeiro.  Por isso, é muito importante comparar as condições antes de decidir onde solicitar o crédito.

Por existirem diferentes tipos de empréstimo no mercado, veja abaixo a média de taxas de juros das principais modalidades do mercado de acordo com o Banco Central:

Gráfico taxa de empréstimo
Fonte: Banco Central do Brasil – Fevereiro/2020

Levando os pontos acima em consideração, para aprender a calcular a taxa de juros de empréstimo, você precisa entender também a diferença entre cada uma delas:

Tipos de taxas de juros de empréstimo

Juros simples

Os juros simples são negociados com antecedência e não mudam com o passar do tempo. Eles se refletem apenas sobre o valor inicial do empréstimo.

Como exemplo, vamos pensar num empréstimo de R$ 1.000,00 com taxa de juros de 3% ao mês.

Se a quitação da dívida ocorrer um mês após a contratação do empréstimo, o total a ser pago é de R$ 1.030,00. Ou seja, os R$ 1 mil iniciais acrescido de 3% de juros, equivalente a R$ 30.

Se o pagamento ocorrer no segundo mês, é preciso considerar 3% do primeiro mês e mais 3% referente ao segundo mês. E ambos incidindo sobre o valor inicial tomado como empréstimo.

Na prática, seriam R$ 30 no primeiro mês e outros R$ 30 no segundo mais o principal da dívida. Saldo devedor total de R$ 1.060,00.

Entretanto, a maior parte dos empréstimos não tem como regra a cobrança de juros simples, mas sim de juros compostos.

Juros compostos

É a regra mais usual, também conhecido como “juros sobre juros”. Essa taxa incide sobre os valores atualizados da dívida. Dessa forma, a soma é feita sobre o valor inicial e também sobre os juros dos meses passados desde a tomada do crédito.

Seguindo o exemplo que citamos acima, no caso da taxa de juros compostos, os valores ficariam desta forma:

ParcelasEmpréstimo (Capital)Juros %Saldo devedor (Capital + Juros)
1R$ 1.000,003% de 1.000,00 = 30R$ 1.030,00
2R$ 1.030,003% de 1.030,00 = 30,9R$ 1.060,90
3R$ 1.060,903% de 1.060,90 = 31,82R$ 1.092,72
4R$ 1.092,723% de 1.092,72 = 32,78R$ 1.125,50
5R$ 1.125,503% de 1.125,50 = 33,76R$ 1.159,27
6R$ 1.159,273% de 1.159,27 = 34,77R$ 1.194,05
7R$ 1.194,053% de 1.194,05 = 35,82R$ 1.229,87
8R$ 1.229,873% de 1229,87 = 36,89R$ 1.266,77

A tabela acima considera que as parcelas não foram pagas e, por isso, a dívida foi crescendo com base nos juros compostos. Vamos supor que a parcela combinada com a instituição que cedeu o crédito era de R$ 100. Vamos ver como essa conta ficaria.

ParcelasEmpréstimo (Capital)Juros %Saldo devedor inicial (Capital + Juros)Parcela pagaSaldo devedor final (Capital + Juros – Parcela paga)
1R$ 1.000,003% de 1.000,00 = 30R$ 1.030,00R$ 100R$ 930,00
2R$ 930,003% de 930,00 = 27,9R$ 957,90R$ 100R$ 857,90
3R$ 857,903% de 857,90 = 25,74R$ 883,64R$ 100R$ 783,64
4R$ 783,643% de 783,64 = 23,50R$ 807,15R$ 100R$ 707,15
5R$ 707,153% de 707,15 = 21,21R$ 728,36R$ 100R$ 628,36
6R$ 628,363% de 628,36 = 18,85R$ 647,21R$ 100R$ 547,21
7R$ 547,213% de 547,21 = 16,41R$ 563,62R$ 100R$ 463,62
8R$ 463,623% de 463,62 = 13,90R$ 477,53R$ 100R$ 377,53
9R$ 377,533% de 377,53 = 11,32R$ 388,85R$ 100R$ 288,85
10R$ 288,853% de 288,85 = 8,66R$ 297,51R$ 100R$ 197,51
11R$ 197,513% de 197,51 = 5,92R$ 203,44R$ 100R$ 103,44
12R$ 103,443% de 103,44 = 3,10R$ 106,54R$ 100R$ 6,54
13R$ 6,543% de 6,54 = 0,20R$ 6,73R$ 6,73R$ 0

Fica simples de ver o poder dos juros compostos, não é mesmo? Um empréstimo de R$ 1.000,00 com uma taxa de 3% ao mês gerou um desembolso de R$ 1206,73 por parte do devedor. Isso porque não consideramos nenhuma taxa de administração ou os chamados juros de mora, incidentes em parcelas pagas em atraso.

Juros de mora

Juros de mora ou moratória reincidem sobre o valor de acordo com o período de atraso. Ou seja, quem não paga o combinado dentro do prazo deve arcar com essa indenização adicional.

Essa taxa de juros de mora é limitada por lei a, no máximo, 1% ao mês sobre o valor da dívida. Então, quando o atraso é inferior a 30 dias, o cálculo considera o 

valor proporcional de 0,0333% por dia de atraso.

Geralmente, algumas instituições, além de cobrar a taxa de juros de mora, cobram também uma multa por atraso de pagamento. Esta não varia conforme a quantidade de dias em atraso e também está limitada a 2% do valor da parcela em atraso.

Juros reais e nominais

Os juros reais envolvem as correções monetárias sobre o valor em questão. Boa parte dos financiamentos é calculada levando em conta esse tipo de juros porque ele considera a inflação do momento.

Afinal, vamos considerar aquele nosso exemplo em que o contrato prevê juros nominais de 3% ao mês. Quem emprestou o dinheiro quer, ao receber, ter mais poder de compra do que tinha antes, certo? Os 3% são a remuneração sobre o risco de ter emprestado sem ter certeza absoluta de que seria pago.

Mas e se a inflação for de 5% ao mês?

Isso significa que os R$ 1.000,00 emprestados não serão capazes de comprar as mesmas coisas quando forem devolvidos. Nem com a incidência dos juros.

Um exemplo para facilitar a compreensão: imagine que alguém te pediu R$ 1.000,00 emprestado para comprar um sofá que custava exatamente esse valor. Um mês depois a pessoa te devolve os R$ 1.000,00 acrescidos dos juros combinados de 3%. Ou seja, você recebe R$ 1.030,00.

E aí, então, como você gostou do modelo, é sua vez de comprar o mesmo sofá. Só que a inflação do período foi de 5%. Logo, o sofá custa R$ 1.050,00. Isso significa que a pessoa te devolveu uma quantidade maior de dinheiro, mas um valor real menor.

Os juros reais consideram, portanto, um indexador, em geral a inflação do período. Então, na prática, quem pegou o dinheiro emprestado deveria pagar 3% de juros nominais mais os 5% da inflação, resultando na taxa de juros reais do empréstimo.

SELIC – Taxa básica da economia

Uma das variáveis que afetam a taxa de juros dos empréstimos oferecidos no país é a taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia). Ela é a taxa básica de juros da economia, usada como base para determinar as taxas de juros cobradas nos empréstimos de qualquer natureza.

O governo usa a taxa Selic para tentar controlar a inflação e, com isso, promove mudanças estruturais na economia do país. Como consequência, a taxa Selic interfere também nos juros cobrados pelos empréstimos e financiamentos concedidos.

CET – Custo Efetivo Total

É importante reforçar que a taxa de juros não é o único custo envolvido em um empréstimo. Existem outras taxas, seguros e encargos que, juntos, compõem o CET (Custo Efetivo Total). Alguns dos itens que geralmente fazem parte do CET são:

  • Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): trata-se de um encargo obrigatório que deve ser incluído no valor total do empréstimo;
  • Tarifa de cadastro: essa taxa não é obrigatória, mas ainda é cobrada por muitas instituições financeiras para cobrir custos com pesquisa sobre a situação financeira do cliente;
  • Seguros: algumas instituições também podem cobrar seguros para garantir o pagamento em caso de desemprego ou morte do titular;
  • Taxas de manutenção de cadastro e taxas administrativas: são as cobranças podem variar de acordo com a política de crédito do agente financeiro. 

É importante destacarmos que: taxas de juros de empréstimos mais baixas não são sinônimo de um CET menor. Lembra do nosso exemplo? Se quem concedeu o empréstimo cobrasse R$ 25 por mês na forma de seguro, esse valor teria que ser acrescido em cada uma das parcelas, inclusive a última que era, no nosso caso, de pouco mais do que R$ 6. Portanto, sempre vale a pena acompanhar o CET de diferentes tipos de empréstimo para descobrir a melhor opção para você.

Assim, além de avaliar as taxas de juros, você também leva em consideração os prazos, custos e condições de pagamento de várias instituições com mais clareza. O que pode facilitar a tomada de decisão.

E fique atento: a instituição financeira por lei deve fornecer o CET antes da contratação do empréstimo. Por isso, caso as informações não estejam claras ou disponíveis para você, pode exigi-las.

Conclusão

Como você pode ver, calcular a taxa e juros de empréstimo pode ser mais simples do que parece quando você compreende o que são as taxas, a diferença entre cada uma delas e os outros custos que todo esse processo envolve.

Com todas essas informações, fica muito mais fácil se planejar e definir qual é a melhor opção de crédito para o seu perfil e qual será o custo destinado para o pagamento das parcelas mês a mês, por exemplo.

Além disso, como mostramos acima, existem opções com taxas de juros de empréstimo bem mais baixos, como o caso do empréstimo com garantia de imóvel.

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Escrito por CashMe

Equipe de redação de CashMe. Todos os conteúdos são revisados por especialistas do ramo e atualizados periodicamente.


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