Compare taxa de juros dos bancos

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Atualizado:
18/11/2020

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Publicado:
10/11/2020

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A taxa de juros dos bancos geralmente é algo muito temido por qualquer pessoa. Isso porque, dependendo do serviço contratado, os juros são altíssimos.

O pior é que, segundo pesquisa da Serasa Experian de agosto de 2018, o cenário de inadimplência cresce cada vez mais. Foram registrados cerca de 5,57 milhões de CNPJs negativados no Brasil, um aumento de 8,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando havia 5,14 milhões de CNPJs nessa situação.

Em muitos casos isso acontece, porque a taxa de juros não é levada em consideração no cálculo de um empréstimo, por exemplo. Com isso, os pagamentos podem acabar ficando em atraso, o que também gera taxas e consequentemente, uma bola de neve de dívidas.

Por isso, é importante que você acompanhe e compare a taxa de juros dos bancos para fazer o melhor negócio na hora de solicitar crédito.

Para ajudá-lo e esclarecer todas as suas dúvidas sobre este tema, separamos as informações mais importantes sobre taxa de juros dos bancos.

O que é a taxa de juros dos bancos

A taxa de juros é o percentual aplicado sobre diferentes produtos financeiros. Simplificando, podemos dizer que se trata do preço que você, tomador de crédito, paga para poder utilizar um dinheiro que não é seu. 

Ou seja, a cobrança das taxas de juros funciona como uma compensação para a instituição credora pelo risco envolvido no processo, pois você pode atrasar pagamentos, e pela transação realizada. 

Para cada tipo de serviço que existe no mercado, uma taxa de juros diferente é cobrada. Geralmente, esses valores variam acordo com:

  • Política do banco;
  • Tradição no mercado;
  • Fatores econômicos, a exemplo da taxa Selic;
  • Garantias oferecidas pelo cliente;
  • Histórico de pagador da pessoa;
  • Natureza da transação;
  • Período de parcelamento.

Um empréstimo consignado a servidores públicos, pensionistas e aposentados, por exemplo, tende a contar uma taxa de juros de banco mais baixa do que outras modalidades semelhantes, já que o valor da parcela é descontado diretamente na folha de pagamento, o que diminui os riscos de inadimplência.

Tipos de taxa de juros de bancos

Dentre os inúmeros serviços financeiros disponíveis no mercado, a taxa de juros dos bancos pode ser dividida em três tipos: a taxa nominal, taxa efetiva e a taxa real. 

Abaixo, podemos compreender o que é cada uma delas:

Taxa Nominal

A taxa nominal é muito utilizada pelas instituições financeiras durante a divulgação de seus serviços. É quando o período de capitalização dos juros — momento em que há incidência de juros sobre o dinheiro — não é o mesmo da taxa de referência.

Por exemplo, podemos ter uma taxa anual, mas com os juros sendo calculados e acrescidos mês a mês.

São exemplos de taxas nominais:

  • 20% ao ano com capitalização mensal;
  • 15% ao semestre com capitalização mensal;
  • 30% ao ano com capitalização trimestral.

Esse tipo de taxa de juros não leva em consideração a perda do valor do dinheiro devido à inflação.

Taxa Efetiva

Diferentemente da taxa de juros nominal, a taxa de juros efetiva é expressa de forma percentual em um período igual ao do momento de capitalização dos juros ao capital. Ou seja, ela é definida como uma taxa equivalente, pois o prazo de capitalização efetivamente praticado é o mesmo do prazo de referência.

Ao final de cada período de tempo, que pode ser mensal, trimestral ou semestralmente, os juros são aplicados ao dinheiro e podem ser negociados por meio de duas formas de liquidação:

Juros simples:

Trata-se da taxa de juros dos bancos que cobram apenas sobre o montante que foi emprestado. 

Por exemplo, se você solicitar um financiamento de R$ 10 mil e os juros forem de 10% ao ano, você sempre pagará 10% de R$10 mil, ou seja, R$ 1.000,00 por ano até o final.

Juros compostos:

Já com os juros compostos, mais conhecidos como “juros sobre juros”, o cálculo é sobre o capital inicial mais os juros acumulados.

Por exemplo, se você solicitar um financiamento de R$ 10 mil e os juros forem de 10% ao ano, o cálculo será:

  • No primeiro ano, juros de R$ 1.000 [R$ 10 mil x 10%];
  • No segundo ano, juros de R$ 1.100 [R$ 11 mil (principal + juros do 1º ano) x 10%]

Além dessas duas formas de taxa de juros de banco que citamos acima, em caso de não pagamento, há o juros moratórios ou juros de mora, que nada mais é do que o percentual sobre o atraso do pagamento de um título de crédito em um determinado período de tempo.

O juros de mora atua como uma espécie de indenização para a instituição financeira. Essa taxa pode ser acordada e estabelecida entre as partes ou, em caso de ausência do acordo, serão aplicados os juros determinados por lei, de acordo o Banco Central.

Taxa Real

A taxa real existe para avaliar os juros levando em consideração a inflação. Uma vez que ela pode influenciar o poder de consumo das pessoas e é um dos riscos que muitos empresários estão sujeitos quando realizam algum tipo de investimento. Dessa forma, é importante estar atento a essa modalidade de taxa de juros dos bancos.

O rendimento de um investimento ou o custo de um financiamento se tornam mais claros quando se desconta a inflação e com isso se obtém a taxa de juros real.

De maneira simplificada, pode-se calcular a taxa de juros real subtraindo da taxa nominal a porcentagem da inflação.

Como comparar a taxa de juros dos bancos

Agora que você já sabe o que é a taxa de juros dos bancos e a diferença entre elas, é importante compreender como comparar esses números, principalmente se você estiver em busca de serviços financeiros. 

CET

Para comparar a taxa de juros dos bancos é necessário levar em consideração tudo o que está incluso no serviço financeiro que você irá contratar, como tarifas e outros tributos adicionais. Por isso, o melhor caminho para realizar essa comparação é analisando o CET: Custo Efetivo Total.

O CET leva em conta não só as taxas de juros, mas todas as tarifas, tributos, seguros e despesas que você precisa pagar quando está na procura por crédito.

Um financiamento, por exemplo, pode ter uma taxa de juros menor do que o outro, mas cobrar uma tarifa e encargos mais caros que podem não compensar no final do pagamento. Por isso, é importante ficar atento!

Em relação às tarifas e tributos que compõem o CET, você também precisa ficar de olho no IOF e nas tarifas de cadastro.

IOF

O IOF é um imposto federal e a sigla significa Imposto sobre Operações Financeiras. Esse imposto é cobrado tanto nos empréstimos e financiamentos, como em operações de câmbio e também nos títulos imobiliários.

A tarifa de cadastro é uma cobrança que alguns bancos podem definir se vão ou não cobrar por isso e qual será o valor. Além disso, também podem ter algum tipo de seguro para pessoa física, em casos de desemprego ou morte.

Para ajudá-lo neste cálculo, você pode recorrer a algumas ferramentas ou também acessar o site do Procon. Lá, você insere todas as informações sobre as taxas, que a instituição financeira é obrigada a compartilhar com você, e ter os resultados do cálculo automaticamente.

Conclusão

Como você pode ver, ao comparar a taxa de juros dos bancos, sabendo a diferença entre cada um deles, e o que está contemplado em cada um dos cálculos, te ajuda na hora de tomar a decisão de escolher o melhor crédito do mercado para o seu bolso.

Aqui, é importante destacarmos que, nesse processo de comparação é preciso, além de levar em consideração os pontos que citamos acima, se planejar. Seja ao contratar um financiamento, empréstimo, cheque especial ou qualquer outro serviço financeiro.

Caso você esteja em busca de uma taxa de juros de bancos mais baixas, na CashMe você encontra empréstimos com imóvel de garantia com a menor taxa de juros do Brasil e maior prazo para pagamento. Faça a simulação!

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Escrito por CashMe

Equipe de redação de CashMe. Todos os conteúdos são revisados por especialistas do ramo e atualizados periodicamente.


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