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Capital próprio: entenda sua importância e vantagens

30 jul 2025
10min de leitura

A busca por um equilíbrio entre o capital próprio e o capital de terceiros, aliada a um planejamento financeiro estratégico, permite que as empresas e capital próprio avancem em direção ao crescimento sustentável, garantindo não apenas a sua sobrevivência, mas também a sua prosperidade no longo prazo. O impacto do capital próprio na solidez financeira é inegável, sendo um dos principais indicadores da saúde e da viabilidade de um negócio.

O que é capital próprio?

O capital próprio pode ser definido como o conjunto de recursos que pertencem à própria empresa, ou seja, são os valores investidos pelos sócios ou acionistas e os lucros que foram retidos e reinvestidos no negócio. Em termos contábeis, ele corresponde ao patrimônio líquido da organização, que é a diferença entre os ativos (bens e direitos) e os passivos (obrigações).

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Para que serve o Capital Próprio?

O capital próprio desempenha diversas funções vitais para uma empresa:

  • Financiamento inicial e expansão: é a principal fonte de recursos para iniciar um negócio e para financiar a sua expansão, permitindo a compra de equipamentos, a contratação de pessoal e o desenvolvimento de novos produtos ou serviços sem a necessidade imediata de endividamento.
  • Cobertura de prejuízos: em momentos de dificuldade financeira ou resultados negativos, o capital próprio atua como um “colchão de segurança”, absorvendo os prejuízos e evitando que a empresa dependa exclusivamente de dívidas para se manter.
  • Fortalecimento da estrutura financeira: uma empresa com alto capital próprio é percebida como mais sólida e menos arriscada por credores e investidores, facilitando a obtenção de financiamento empresarial em condições mais favoráveis, caso seja necessário.
  • Melhora da capacidade de investimento: quanto mais capital próprio uma empresa possui, maior sua capacidade de realizar investimentos de longo prazo, como pesquisa e desenvolvimento, aquisição de novas tecnologias ou expansão para novos mercados.
  • Redução da dependência de terceiros: ao depender menos de empréstimos e financiamentos, a empresa ganha em autonomia empresarial, podendo tomar decisões estratégicas sem a pressão de credores externos.
  • Sustentação do capital de giro: Embora o capital de giro seja uma categoria específica, o capital próprio é fundamental para garantir sua existência e sustentabilidade. Ele contribui para a manutenção do fluxo de caixa e para a gestão de recursos diários da empresa.

Importância do capital próprio na avaliação de empresas

O capital próprio não é apenas um item contábil; ele é um indicador vital da solidez financeira e da saúde de uma empresa aos olhos de investidores, credores e até mesmo para a própria gestão. Na avaliação de empresas, o capital próprio desempenha um papel fundamental por várias razões:

  • Indicador de risco: empresas com um capital próprio robusto são geralmente percebidas como menos arriscadas. Isso porque elas dependem menos de dívidas e têm maior capacidade de absorver choques financeiros.
  • Base para crescimento: um capital próprio crescente (via lucros retidos ou novos aportes) indica a capacidade da empresa de financiar seu próprio crescimento e expansão sem se endividar excessivamente.
  • Atratividade para investidores: um capital próprio saudável e crescente pode atrair novos investidores, sejam eles interessados em comprar ações, injetar capital em rodadas de investimento ou adquirir a empresa.
  • Impacto no valor de mercado: embora o capital próprio não seja o único fator, ele contribui para a percepção de valor e estabilidade da empresa no mercado. Empresas com um histórico consistente de aumento de capital próprio são frequentemente vistas como mais valiosas.
  • Fundamento para múltiplos de mercado: O capital próprio (ou patrimônio líquido) é a base para o cálculo de alguns múltiplos de avaliação importantes, como o Preço/Valor Patrimonial (P/VP), que compara o preço da ação com o valor contábil do patrimônio líquido por ação.
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Como Funciona o Capital Próprio?

O capital próprio funciona como a espinha dorsal financeira de uma empresa. Ele é formado principalmente por aportes dos sócios (capital social) e pela retenção de lucros. À medida que a empresa gera lucros e decide não distribuí-los totalmente aos acionistas, esses valores são reinvestidos no negócio, aumentando o patrimônio líquido e, consequentemente, o capital próprio.

Quais os tipos de capital próprio?

O capital próprio é composto por diversas contas contábeis que representam a origem e a destinação dos recursos dos proprietários da empresa:

Capital social

É o valor total que os sócios ou acionistas investem inicialmente na empresa, seja em dinheiro, bens ou direitos. Representa a participação de cada um no negócio e é a base para o funcionamento da empresa.

Reservas de lucros

São parcelas do lucro líquido que a empresa decide reter e não distribuir aos acionistas. Essas reservas podem ter finalidades específicas, como investimentos futuros, contingências ou expansão.

Lucros ou prejuízos acumulados

Representa o resultado acumulado das operações da empresa ao longo do tempo. Se positivo (lucros acumulados), aumenta o capital próprio; se negativo (prejuízos acumulados), o diminui.

Ajustes de avaliação patrimonial

Os ajustes de avaliação patrimonial são contas que refletem o aumento ou a diminuição do valor de certos ativos e passivos da empresa, com base no valor justo de mercado, em vez do valor de custo. Por exemplo, se uma empresa possui um imóvel que se valorizou, esse aumento de valor, ainda não realizado pela venda, é registrado nessa conta e faz parte do capital próprio até que seja de fato concretizado.

Capital autorizado

É o limite máximo de capital social que uma empresa pode ter sem a necessidade de uma nova deliberação dos acionistas. Permite a emissão de novas ações dentro desse limite, facilitando a captação de recursos.

Capital integralizado

Corresponde à parte do capital social que já foi efetivamente transferida para a empresa pelos sócios ou acionistas.

Capital a integralizar

É a parte do capital social que foi subscrita (comprometida) pelos sócios, mas que ainda não foi efetivamente entregue à empresa.

Capital subscrito

É o valor total do capital que os sócios ou acionistas se comprometeram a integralizar na empresa, seja de forma imediata ou futura.

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Qual a diferença entre capital próprio e capital de terceiros?

A principal distinção entre capital próprio e capital de terceiros reside na sua origem e na forma de remuneração.

  • Capital próprio: como vimos, são os recursos que pertencem à própria empresa, aportados pelos sócios ou acionistas e os lucros retidos. Não há custo de juros e não há obrigatoriedade de devolução, a não ser em caso de dissolução da empresa. A remuneração ocorre através da participação nos lucros e na valorização das cotas ou ações.
  • Capital de terceiros: refere-se a recursos obtidos de fontes externas à empresa, como empréstimos bancários, financiamentos, debêntures ou dívidas com fornecedores. Esses recursos têm um custo (juros) e um prazo para serem pagos. A empresa assume uma obrigação de reembolso, independentemente de ter lucro ou não.

Quais as vantagens de usar o Capital Próprio?

Utilizar o capital próprio como principal fonte de financiamento traz uma série de benefícios do capital próprio para a empresa: 

Maior autonomia e controle 

Ao depender menos de empréstimos, a empresa tem mais liberdade para tomar decisões estratégicas sem a interferência de credores. 

Redução de custos financeiros 

Não há pagamento de juros ou outras taxas, o que impacta positivamente o lucro líquido da empresa. 

Aumento da credibilidade no mercado 

Uma empresa com um sólido capital próprio é vista como mais estável e confiável por bancos, investidores e fornecedores. 

Flexibilidade em momentos de crise 

O capital próprio atua como um amortecedor financeiro, permitindo que a empresa atravesse períodos de baixa receita ou prejuízos sem a pressão de pagamentos de dívidas. 

Facilidade para captar novos investimentos 

A solidez financeira demonstrada pelo capital próprio atrai novos investidores, facilitando futuras captações de recursos. 

Ausência de garantias 

Ao contrário dos empréstimos, que muitas vezes exigem garantias (bens da empresa, imóveis), o capital próprio não requer nenhum tipo de garantia. 

Quais as desvantagens de usar o Capital Próprio?

Apesar das inúmeras vantagens, o uso exclusivo ou predominante do capital próprio também apresenta algumas desvantagens que devem ser consideradas: 

Diluição da participação dos sócios 

Para aumentar o capital próprio através de novos sócios, os atuais proprietários podem ter sua participação e controle diluídos. 

Lenta expansão em casos de baixo lucro 

Se a empresa gera pouco lucro ou se os sócios não conseguem fazer novos aportes, o crescimento do capital próprio pode ser lento, limitando a capacidade de expansão do negócio. 

Alto custo de oportunidade 

O capital próprio poderia ser investido em outras oportunidades de mercado com potencial de maior retorno, se os sócios tivessem essa opção. 

Potencial de endividamento subutilizado 

Em alguns casos, a empresa pode deixar de aproveitar a alavancagem financeira de um empréstimo barato, que poderia gerar um retorno maior do que o custo do capital. 

Dica da Especialista: Capital Próprio ou Capital de Terceiros: qual é melhor?

Não existe uma resposta única para essa pergunta, pois a melhor opção depende da situação específica da empresa, seus objetivos e sua tolerância a riscos.

O capital próprio oferece maior segurança e autonomia empresarial, reduzindo os custos financeiros com juros. É ideal para empresas que buscam financiamento sem dívidas e desejam manter um baixo nível de alavancagem financeira.

Já o capital de terceiros pode ser vantajoso quando a empresa precisa de um grande volume de recursos em um curto período para aproveitar oportunidades de mercado, como a expansão rápida ou a aquisição de um concorrente. Neste caso, é importante avaliar a capacidade de pagamento da dívida. Se existir uma forma de mensurar o retorno do investimento (ROI), pode ser uma abordagem interessante.

Uma estratégia comum é o equilíbrio entre os dois. Muitas empresas utilizam uma combinação de capital próprio e de terceiros para otimizar sua estrutura de capital, aproveitando as vantagens do capital próprio e, ao mesmo tempo, utilizando o capital de terceiros de forma estratégica para impulsionar o crescimento. Nestes momentos, fontes de terceiros podem ser até o home equity, uma alternativa para utilizar o imóvel em garantia para reduzir os juros do crédito, além do uso flexível do recurso.

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Principais dúvidas sobre capital próprio

Confira as respostas para as perguntas mais frequentes sobre capital próprio. 

Qual a relação entre capital próprio e patrimônio líquido? 

São termos que se referem ao mesmo conceito. O capital próprio é a parte do patrimônio líquido que pertence aos acionistas ou sócios da empresa. 

Por que o capital próprio é importante para a empresa? 

É fundamental para o financiamento, a cobertura de prejuízos, o fortalecimento da estrutura financeira, a autonomia e a capacidade de investimento da empresa. 

É possível uma empresa operar sem capital próprio? 

Tecnicamente, não. Toda empresa precisa de um capital inicial para começar a operar. No entanto, é possível que uma empresa opere com capital próprio negativo se tiver muitos prejuízos acumulados. 

Como aumentar o capital próprio de uma empresa? 

Pode ser aumentado por meio de novos aportes dos sócios, reinvestimento de lucros (retenção de lucros) ou pela emissão de novas ações no mercado. 

O que significa ter capital próprio negativo? 

Significa que os passivos da empresa são maiores do que seus ativos, indicando uma situação financeira delicada e, possivelmente, insolvência. 

Capital próprio afeta a capacidade de empréstimo de uma empresa? 

Sim, uma empresa com alto capital próprio é vista como menos arriscada, facilitando a obtenção de empréstimos e financiamentos em condições mais favoráveis. 

O que é o custo de capital próprio (CKe)? 

O Custo de Capital Próprio (CKe), ou Custo de Equidade, é o retorno mínimo que uma empresa precisa gerar para compensar os acionistas (donos) pelo capital que investiram. Diferente dos empréstimos, o capital próprio não tem um custo explícito de juros. 

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