Cálculo para quitar empréstimo consignado: guia completo

21 jan 2026
14min de leitura

Decidir quitar um empréstimo consignado antes do prazo pode representar uma economia significativa no seu orçamento. O cálculo para quitação antecipada considera o saldo devedor atual sem os juros futuros, garantindo que você pague apenas pelo valor efetivamente utilizado. Em 2026, com o teto de juros do consignado INSS em 1,85% ao mês e mais de 48 milhões de contratos ativos no Brasil, entender como funciona esse cálculo é fundamental para tomar a melhor decisão financeira.

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Como calcular a quitação do empréstimo consignado?

O valor de quitação antecipada considera três fatores principais: o saldo devedor atual, a taxa de juros contratada e o prazo restante para pagamento. Diferentemente de simplesmente somar as parcelas que faltam, o cálculo correto traz o valor da dívida para o momento presente, eliminando os juros que ainda não foram aplicados.

A maioria dos empréstimos consignados utiliza a Tabela Price, sistema em que as parcelas têm valor fixo, mas a composição entre juros e amortização varia ao longo do contrato. Nas primeiras parcelas, a maior parte do pagamento corresponde aos juros, enquanto nas últimas parcelas, a maior parte amortiza o valor principal da dívida.

Imagine que você contratou um empréstimo de R$ 10.000 em 60 parcelas de R$ 222,44 com taxa de 1,80% ao mês. Após pagar 20 parcelas, você já desembolsou R$ 4.448,80, mas o saldo devedor não é simplesmente o valor original, menos essas 20 parcelas. Devido à estrutura de juros compostos, seu saldo devedor atual seria aproximadamente R$ 7.100.

Fórmula simplificada

Para calcular o saldo devedor em um determinado momento, utiliza-se a fórmula da Tabela Price invertida. O banco recalcula o valor presente das parcelas restantes considerando apenas o principal sem os juros futuros.

A fórmula matemática é: Saldo Devedor = Valor da Parcela × [(1 + i)^n – 1] / [i × (1 + i)^n], onde “i” representa a taxa de juros mensal, “n” o número de parcelas restantes e o símbolo “^” se referente ao cálculo exponencial.

Na prática, você não precisa fazer esses cálculos manualmente. As instituições financeiras são obrigadas por lei a fornecer o valor atualizado de quitação em até 5 dias úteis após a solicitação, já com todos os descontos aplicados.

Ferramentas disponíveis

O Banco Central disponibiliza a Calculadora do Cidadão, ferramenta gratuita que permite simular diferentes cenários de financiamento. Acesse o site do Banco Central e utilize a opção “Financiamento com prestações fixas” para ter uma estimativa do seu saldo devedor atual.

Outra opção é a calculadora desenvolvida pelo Ministério Público de Santa Catarina, específica para quitação antecipada. Essa ferramenta foi criada justamente para dar transparência aos consumidores, permitindo que verifiquem se os valores apresentados pelas instituições financeiras estão corretos.

Para usar essas calculadoras, você precisará ter em mãos informações do seu contrato: valor total emprestado, taxa de juros mensal, número total de parcelas, quantidade de parcelas já pagas e valor de cada parcela.

Exemplo prático

Vamos calcular um exemplo real com valores de 2026. Suponha que um aposentado do INSS contratou R$ 15.000 em 84 meses com taxa de 1,80% ao mês (dentro do teto atual). A parcela mensal seria de R$ 291,97.

Após pagar 24 parcelas (2 anos), ele já desembolsou R$ 7.007,28. Se simplesmente multiplicasse as 60 parcelas restantes pelo valor da parcela, chegaria a R$ 17.518,20. Porém, o valor correto de quitação, com o desconto dos juros futuros, seria aproximadamente R$ 11.250, uma economia de R$ 6.268,20.

Essa diferença ocorre porque, ao quitar antecipadamente, você deixa de pagar os juros que seriam aplicados nos próximos 5 anos. Quanto mais cedo você quita, maior é a proporção de juros eliminada e, consequentemente, maior a economia.

Diferença entre quitação parcial e total

Na quitação total, você paga o saldo devedor completo de uma só vez, encerrando definitivamente o contrato. As parcelas param de ser descontadas da sua folha de pagamento ou benefício INSS no mês seguinte ao pagamento.

Na quitação parcial, você antecipa apenas algumas parcelas. Importante: as parcelas abatidas são sempre as últimas do contrato, não as próximas. Se você tem 60 parcelas restantes e decide quitar 20, as parcelas eliminadas serão da 41ª à 60ª, reduzindo o prazo total do empréstimo.

Algumas instituições financeiras oferecem a opção de manter o prazo original e reduzir o valor da parcela mensal, mas essa possibilidade deve ser verificada diretamente com o banco, pois não é obrigatória.

Documentação necessária

Para solicitar o cálculo de quitação, entre em contato com sua instituição financeira e peça o Demonstrativo de Evolução da Dívida. Esse documento deve conter o número do contrato, saldo devedor atualizado, taxa de juros aplicada, valor de cada parcela, prazo total e remanescente, e o valor com abatimento dos juros futuros.

Guarde sempre o comprovante de quitação fornecido pelo banco após o pagamento. Esse documento comprova que você cumpriu integralmente suas obrigações contratuais e é importante para evitar problemas futuros, como descontos indevidos ou cobranças equivocadas.

Vale a pena quitar o empréstimo consignado?

A decisão de quitar antecipadamente um empréstimo consignado depende de vários fatores relacionados à sua situação financeira atual e aos seus objetivos de curto e médio prazo.

Vantagens da quitação antecipada

A economia com juros é o benefício mais evidente. Como demonstrado anteriormente, em um empréstimo de R$ 15.000, você pode economizar mais de R$ 6.000 quitando após 2 anos. Essa economia aumenta proporcionalmente quanto mais cedo você quita e quanto maior a taxa de juros do seu contrato.

Com o teto de juros do INSS em 1,85% ao mês em 2026 (chegou a 1,66% em 2023), mesmo com as taxas relativamente baixas do consignado, os juros compostos acumulam valores significativos ao longo de contratos longos de 60, 72 ou 84 meses.

A liberação da margem consignável é outra vantagem importante. Em 2026, aposentados e pensionistas do INSS podem comprometer até 45% da renda líquida: 35% para empréstimos, 5% para cartão de crédito consignado e 5% para saque-aniversário do FGTS. Ao quitar um empréstimo, você recupera imediatamente essa margem.

Para quem recebe o salário mínimo de R$ 1.621 em 2026, com desconto de 7,5% de INSS (R$ 121,57), o valor líquido é R$ 1.499,43. A margem de 35% corresponde a R$ 524,80 mensais. Se você tinha um empréstimo comprometendo R$ 300 dessa margem, ao quitar libera esse valor para novas necessidades.

O controle financeiro melhora significativamente quando você elimina uma obrigação mensal. Muitos aposentados carregam múltiplos consignados simultaneamente, comprometendo quase toda a margem disponível. Quitar um deles abre espaço no orçamento e reduz a sensação de aperto financeiro.

Desvantagens e cuidados

Usar a reserva de emergência para quitar um consignado nem sempre é a melhor decisão. Se você tem R$ 10.000 guardados e usa tudo para quitar um empréstimo, fica vulnerável a imprevistos como problemas de saúde, reparos urgentes na casa ou ajuda emergencial a familiares.

O custo de oportunidade deve ser considerado. Se você tem dinheiro aplicado rendendo acima da taxa do seu consignado, pode não valer a pena resgatar esse investimento para quitar. Por exemplo, com uma taxa Selic em 12,25%, um Tesouro Direto ou CDB pode render mais que os 1,80% ao mês do consignado.

Contratos próximos do fim têm economia menor. Se faltam apenas 6 ou 12 parcelas, o valor economizado com juros será pequeno comparado ao montante total. Nesses casos, pode ser mais estratégico manter o pagamento regular e usar o dinheiro disponível para outras finalidades.

Trocar dívidas pode sair caro. Alguns aposentados pegam um novo empréstimo com juros mais altos para quitar um consignado com juros menores, o que não faz sentido financeiro. Empréstimos pessoais sem garantia geralmente cobram taxas acima de 5% ao mês, muito superiores aos 1,80% do consignado INSS.

Quando realmente vale a pena?

A quitação antecipada faz mais sentido quando você recebe um valor extra inesperado, como restituição do Imposto de Renda, 13º salário, herança, venda de um bem ou indenização trabalhista. Usar esse dinheiro extra para eliminar dívidas reduz comprometimentos mensais sem afetar seu orçamento regular.

Se você conseguiu refinanciar outras dívidas mais caras e agora tem sobra no orçamento mensal, direcionar esse excedente para quitar o consignado acelera sua liberdade financeira. Mesmo pagamentos parciais antecipados reduzem significativamente o total de juros pagos.

Para quem planeja contratar um novo empréstimo com condições melhores, quitar o atual primeiro pode ser estratégico. Alguns bancos oferecem taxas menores para novos clientes ou para quem tem margem disponível maior. Verifique se a diferença nas taxas justifica a operação.

Aposentados que planejam ajudar filhos ou netos com gastos específicos (faculdade, casamento, compra de imóvel) podem preferir quitar o consignado para liberar margem e contratar novo crédito quando o momento chegar, garantindo taxas competitivas.

Alternativas à quitação

A portabilidade de crédito permite transferir seu empréstimo para outra instituição com taxa de juros menor, mantendo as parcelas mensais mas reduzindo o custo total. Com a taxa Selic em alta, muitos bancos ajustaram suas taxas, então vale comparar se você consegue condições melhores.

O refinanciamento pode ser interessante se você precisa de dinheiro adicional. Nessa operação, o banco quita seu contrato atual e cria um novo, geralmente com prazo maior, liberando um “troco” na sua conta. Cuidado: essa estratégia aumenta o prazo total de endividamento e deve ser usada com responsabilidade.

Aumentar o valor das parcelas, se sua instituição permitir, acelera o pagamento sem exigir um desembolso único grande. Se você conseguiu um aumento salarial ou redução de outras despesas, pode pedir para elevar a parcela mensal, quitando mais rápido.

Como solicitar a quitação do empréstimo?

O processo de quitação antecipada segue etapas padronizadas, mas pode ter variações conforme a instituição financeira.

  1. Entre em contato com sua instituição financeira pelos canais oficiais: telefone do SAC, aplicativo, internet banking ou agência física. Informe que deseja solicitar a quitação antecipada, especificando se será parcial ou total.
  2. Solicite o Demonstrativo de Evolução da Dívida (DED) ou documento equivalente que contenha todas as informações do seu contrato. Por lei, o banco tem até 5 dias úteis para fornecer esse documento com o valor atualizado de quitação.
  3. O documento deve discriminar o saldo devedor, os juros a serem abatidos e o valor líquido a pagar. Verifique se todas as informações estão claras e se os valores fazem sentido comparados com o que você esperava. Se houver dúvidas, peça esclarecimentos antes de prosseguir.
  4. Após confirmar o valor, a instituição emitirá um boleto ou fornecerá os dados para transferência bancária. Atenção: o boleto tem validade limitada, geralmente de 3 a 5 dias úteis. Se não pagar dentro desse prazo, precisará solicitar um novo documento com valor atualizado.
  5. Efetue o pagamento conforme as instruções fornecidas. Guarde o comprovante de pagamento. Em seguida, solicite o comprovante de quitação do contrato, documento oficial que atesta que você cumpriu todas as obrigações contratuais.

Desbloqueio de benefício INSS para consignado

Desde maio de 2025, o INSS implementou bloqueio temporário de novos descontos automáticos de benefícios para empréstimo consignado. A medida visa combater fraudes e autorizações indevidas, especialmente em benefícios recém-concedidos. Para desbloquear e poder contratar ou quitar consignados, siga este processo:

Acesse o aplicativo Meu INSS no celular (disponível para Android e iOS). Informe seu CPF e senha. Na tela inicial, procure “Do que você precisa?” e digite “Bloquear/Desbloquear”. Selecione a opção correspondente e inicie o processo.

O sistema solicitará reconhecimento facial por biometria. Siga as instruções na tela para validar sua identidade e finalizar o procedimento. Se tiver dificuldades, ligue para o telefone 135 do INSS para orientações.

Esse processo é fundamental para garantir que apenas o verdadeiro titular do benefício autorize operações de crédito, protegendo aposentados e pensionistas de golpes que se tornaram frequentes nos últimos anos.

Prazo para liberação

Após o pagamento do boleto ou transferência, o processo de quitação leva de 3 a 5 dias úteis para ser concluído. Nesse período, o banco processa o pagamento, atualiza os sistemas e comunica o INSS ou seu empregador sobre a quitação.

As parcelas param de ser descontadas da folha de pagamento ou benefício INSS a partir do mês seguinte à confirmação da quitação. Se você quitou no dia 15 de janeiro, por exemplo, mas a folha de fevereiro já havia fechado, o desconto pode ainda ocorrer nesse mês, mas definitivamente para em março.

Acompanhe seu contracheque ou extrato do INSS nos meses seguintes para confirmar que os descontos pararam. Se houver algum desconto indevido após a quitação, entre em contato imediatamente com o banco e com o INSS (telefone 135) para resolver o problema.

Documentos importantes

Guarde todos os documentos relacionados à quitação: comprovante de pagamento do boleto ou transferência, comprovante de quitação emitido pelo banco, e-mails ou mensagens trocadas com a instituição, e extrato bancário mostrando o débito do valor pago.

Esses documentos podem ser necessários se houver qualquer problema futuro, como descontos indevidos, cobranças equivocadas ou divergências sobre o cumprimento do contrato. Mantenha-os organizados por pelo menos 5 anos após a quitação.

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Dúvidas frequentes sobre empréstimos consignados

Abaixo, listamos as principais dúvidas sobre como quitar o empréstimo consignado.

Posso quitar apenas algumas parcelas?

Sim, você pode fazer a quitação parcial antecipando quantas parcelas desejar. As parcelas abatidas são sempre as últimas do contrato, reduzindo o prazo total. Por exemplo, se faltam 60 parcelas e você quita 20, eliminará as parcelas 41 a 60.

Os juros já pagos são devolvidos?

Não. A quitação antecipada elimina apenas os juros futuros que ainda não venceram. Os juros das parcelas já pagas não são reembolsados, pois foram cobrados legitimamente sobre o período que você utilizou o crédito.

Existe multa para quitar antecipadamente?

Não. O Código de Defesa do Consumidor e a Resolução 3.516/2007 do Banco Central proíbem a cobrança de qualquer taxa ou multa para quitação antecipada. Se sua instituição tentar cobrar algo, isso é ilegal.

Como saber qual é a taxa de juros do meu contrato?

Consulte o contrato original que você assinou ou solicite o Demonstrativo de Evolução da Dívida ao banco. Você também pode verificar no aplicativo Meu INSS as taxas praticadas por cada instituição financeira em “Extrato de empréstimos” e “Instituições e taxas”.

Quanto tempo demora para liberar a margem após quitar?

A liberação da margem consignável ocorre automaticamente após a confirmação da quitação, geralmente de 3 a 5 dias úteis. Você pode verificar sua margem disponível pelo aplicativo Meu INSS ou consultando diretamente seu empregador.

Posso usar o 13º salário para quitar?

Sim, o 13º salário é uma excelente fonte de recursos para quitação antecipada. Aposentados e pensionistas do INSS recebem 13º salário normalmente. Usar esse valor extra para eliminar dívidas reduz comprometimentos mensais sem afetar o orçamento regular.

É melhor quitar ou fazer portabilidade?

Depende da sua situação. Se você tem o dinheiro disponível e quer eliminar a dívida, quitação é melhor. Se quer reduzir custos mas não tem recursos para quitar, portabilidade para um banco com taxa menor pode economizar bastante. Compare as duas opções com simulações reais.

O que é refinanciamento e quando vale a pena?

Refinanciamento é quando você negocia novamente o contrato com o mesmo banco, geralmente estendendo o prazo. Pode liberar um “troco” mas aumenta o tempo de endividamento. Vale a pena apenas se você realmente precisa do dinheiro adicional e entende que pagará mais juros no total.

Qual a diferença entre consignado INSS, privado e público?

Consignado INSS é para aposentados e pensionistas, com teto de 1,85% ao mês em 2026. Consignado privado é para trabalhadores CLT de empresas conveniadas, com taxas médias de 3,43% ao mês. Consignado público é para servidores públicos, com taxas médias de 1,5% ao mês (Caixa).

Como evitar golpes com consignado?

Nunca autorize empréstimos por telefone ou WhatsApp. Use sempre o aplicativo Meu INSS para controlar seu benefício. Ative a biometria facial para autorizar descontos. Desconfie de ofertas “boas demais para ser verdade”. Consulte regularmente seus contratos ativos pelo Meu INSS.

Posso quitar um consignado com outro empréstimo?

Pode, mas raramente vale a pena. O consignado já tem as menores taxas de juros do mercado. Trocar por outro tipo de empréstimo geralmente significa pagar mais caro. A exceção seria uma portabilidade para outro consignado com taxa menor.

O que acontece se eu for demitido tendo consignado privado?

Se você for demitido e tem consignado privado, o saldo devedor pode ser descontado da rescisão trabalhista. Se o valor não cobrir toda a dívida, você precisará negociar diretamente com o banco o pagamento do restante.

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