Taxa Selic: Descubra como funciona e seu impacto na economia

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Atualizado:
04/01/2022

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Publicado:
04/01/2022

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Redação CashMe

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A Taxa Selic, ou apenas Selic, é a taxa básica de juros da economia nacional. A todo momento é possível encontrar alguma informação nas editorias de economia nos noticiários, visto que a cada 45 dias ela se torna notícia para o Brasil.

Dentro do dicionário financeiro, a Taxa Selic está sempre aparecendo com um importante papel na economia brasileira e impactando (muito!) a vida financeira. Ora por ter aumentado, ora por ter diminuído ou se mantido estável após a reunião do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central.

De certa forma, tudo que desejamos realizar está centralizado na Selic: seja um financiamento de uma casa ou de um carro, compras no cartão de crédito ou solicitação de empréstimos para realizar outras atividades. Por ser a taxa básica de juros da economia brasileira, é ela quem dita algumas regras no mercado financeiro. E entendê-la é um passo de sucesso.

Para quem faz investimentos, financiamentos e empréstimos, é fundamental conhecer como funciona a Taxa Selic e qual o seu impacto. Neste post, iremos abordar os principais tópicos sobre a taxa básica de juros que você precisa conhecer. Continue a leitura!

O que é Taxa Selic?

É comum que você já tenha ouvido falar sobre a Taxa Selic e se perguntado sobre o termo. Afinal, o que é Selic? A sigla significa Sistema Especial de Liquidação de Custódia. 

A Taxa Selic foi criada em 1979 pelo Banco Central e pela Andima (Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto). É um sistema eletrônico que atualiza diariamente as posições das instituições financeiras, garantindo controle sobre as reservas bancárias.

É utilizado pelo Banco Central para registrar todas as operações realizadas nos títulos escriturais do Tesouro Nacional. O Tesouro Nacional é um programa desenvolvido em parceria com a Bolsa de Valores (B3), que envolve a venda de títulos públicos federais para pessoas físicas.

Grandes bancos são responsáveis por adquirir ativos e, por lei, são obrigados a direcionar uma porcentagem dos depósitos a uma conta do Banco Central. 

Quem define a Taxa Selic?

O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, é quem define o valor da Taxa Selic. A cada 45 dias, os membros de alta patente do Banco Central se encontram em duas reuniões definitivas. 

Os membros deste conselho podem diminuir, aumentar ou manter estável a Taxa Selic. Contudo, essa é uma decisão que envolve diversos fatores, como: a atual situação de inflação no país, o valor do dólar, entre outros. Só então, após o resultado da alteração ser realizado, é que o valor da Taxa Selic é divulgado para o mercado.

A ideia de trazer membros para definir a Taxa Selic foi criada em junho de 1996 com o objetivo de determinar um processo de definição da política monetária e torná-la mais transparente.

Como a Taxa Selic funciona?

A Selic funciona da seguinte forma: o Banco Central cria uma meta da inflação para que ocorra em um determinado período, a fim de ser cumprida. Para isso, são estabelecidos alguns parâmetros por intermédio da Taxa Selic

Isto quer dizer que a instituição é quem controla diretamente a taxa de juros e, como resultado, acaba influenciando a economia do país e das finanças das pessoas. Isso acontece por conta dos juros, quando as pessoas decidem realizar uma compra ou solicitar crédito.

De forma simples, a Taxa Selic funciona quando a inflação está alta, de modo que o Bacen aumenta os juros para que o consumo seja reduzido. Logo, os preços caem. Quando o cenário é oposto, o BC reduz a taxa de juros para estimular o consumo. 

Onde consultar a Taxa Selic?

Fazer consulta à Taxa Selic nunca foi tão fácil. Embora o acesso não seja amplamente divulgado, a consulta é realizada online. Os clientes podem verificar  gratuitamente a identificação dos títulos, a quantidade e o saldo, seja na abertura e/ou no fechamento do dia de todas as contas que possuem. 

Para realizar a consulta, basta acessar o site do Banco Central do Brasil e buscar pela opção “Dados diários da Selic” . Ao acessar a página, é possível ter acesso a data de consulta do dia, a taxa anual, o fator diário, as bases de cálculos e as estatísticas. 

Além disso, você poderá realizar consultas de período histórico a fim de realizar comparações entre períodos e realizar projeções para a taxa. A tabela será ilustrada da seguinte forma: 

Consulta da Taxa Selic no site do Banco Central
Fonte: bcb

Quais influências são geradas pela Taxa Selic?

Você sabia que muito mais do que os impactos na economia, as variações de aumento e queda na Taxa Selic influenciam em outros setores primordiais no país? 

Confira a seguir o que acontece quando a Selic está em alta e o que ocorre quando está em baixa.

Taxa Selic em Alta

Quando a taxa Selic aumenta o que acontece é uma desaceleração na economia, ou seja, quando a inflação está prestes a perder o controle, a Selic pode aumentar.  Se isso acontecer, é porque o Banco Central tem a intenção de desestimular o consumo, e fazer com que  o crédito fique mais caro.

Assim, a população tem menos interesse em consumir. A demanda dos comércios caem, de modo que  isso impacta diretamente nos preços dos produtos e, por consequência, segura a inflação.

Contratação de crédito

Para quem deseja realizar empréstimos, esse também não é o melhor momento, afinal quanto mais alta a Selic, maiores são os juros cobrados por esses serviços financeiros, como empréstimos e financiamentos. Essa alta nos juros desestimula a contratação de novos  créditos e contém a circulação do dinheiro no mercado.

Para investimentos

Os principais investimentos realizados em renda fixa possuem rendimentos associados à Taxa Selic, Logo, quando a Selic está em alta, a taxa básica de juros proporcionam efeitos positivos para investidores. 

Essa alta resulta no aumento dos principais rendimentos, como: 

  • LC (Letra de Câmbio);
  • LCI (Letras de Crédito Imobiliário);
  • LCA (Letras de Crédito do Agronegócio);
    CDB (Certificados de Depósito Bancário);
  • Tesouro Selic;
  • E outros.

Taxa da Selic em baixa

Quando o Copom decide baixar a Selic o intuito é estimular e aquecer a economia do país, trazendo alguns impactos.

Para a inflação, a Selic em queda faz com que a concessão de crédito se torne mais barata, de modo que a população se sente mais estimulada a consumir e poupar menos.  No geral, o consumo tende a aumentar as vendas das empresas e estimular a indústria, o comércio e os serviços.

Qual é o risco? O Banco Central precisará verificar se o aumento exagerado no consumo pode causar o desabastecimento de produtos e a alta dos preços, fazendo com que aumente a inflação. 

Já para investidores, a Taxa da Selic baixa representa algo desanimador: a perda de dinheiro. Em síntese, quanto menor for a Selic, menores serão os rendimentos dos investimentos em renda fixa. Isso também se torna um fator para deixar de poupar no período. 

Uma queda muito expressiva também é algo perigoso, uma vez que a Selic abaixo da inflação, signifique também outro pesadelo: a perda do poder de compra do dinheiro.

Geração de empregos

Além do setor de investimentos, a alta da Selic também pode afetar a geração de empregos no país.

Como visto, uma das estratégias utilizadas pelo Copom é acelerar ou frear os juros, quando pessoas físicas ou jurídicas precisam de crédito, junto a instituições financeiras. 

As empresas, no entanto, utilizam o crédito para expandir os negócios e contratar mais profissionais. Quando o acesso ao crédito está facilitado e com menor taxa de juros, é possível criar mais oportunidades de trabalho. Isso faz com que os gestores se recuperem mais rápido dos problemas financeiros e evite redução no quadro de funcionários. 

Ou seja: em um cenário que apresenta mais pessoas consumindo, maior será a rotatividade de dinheiro circulando. As lojas e prestadores de serviços terão mais poder aquisitivo para contratar funcionários que atendam a demanda necessária.

Como calcular a Taxa Selic mensal?

Muitas pessoas buscam entender como fazer para calcular a Taxa Selic, o que podemos adiantar é que fazer esse cálculo não é algo simples. É sempre realizada uma equação utilizada, sendo a seguinte:

Equação para calcular a Taxa Selic
Fonte: Banco Central

Explicando o significado de cada variante:

  • Lj: fator diário correspondente à taxa da j-ésima operação;
  • Vj: valor financeiro correspondente à taxa da j-ésima operação;
  • n: número de operações que compõem a amostra.

A não ser que você goste de realizar equações matemáticas, não é necessário se preocupar em realizar os cálculos. Todos os dias, após o encerramento das operações, o Sistema Especial de Liquidação e Custódia executa o cálculo automaticamente.

Calcular a Selic acumulada

Realizar o cálculo da Selic acumulada significa medir o somatório da Taxa Selic para cada mês, dentro de um espaço específico de tempo.  Para quem realiza os cálculos da Taxa Selic acumulada, geralmente utiliza programas como Excel e outras ferramentas que possuem um sistema próprio para realizar esta ação.

Ou seja, para investimento, ter a correção de valores da Selic acumulada ajuda a descobrir se o rendimento foi satisfatório ou não. Sendo assim, o objetivo é corrigir valores devidos, como tributos federais. 

Calcular a Selic acumulada no Excel

“Gostei da ideia de calcular a Selic acumulada pelo Excel. Posso fazer?” Pode, mas não é uma tarefa simples. Você precisará de um script que baixe os valores da Taxa Selic mensal de um banco de dados da Receita Federal. 

Após coletar e separar os dados, será necessário incluir o valor de cada mês da Selic. No Excel a fórmula utilizada para isso é a MULT. Será preciso digitar o comando =MULT.  Logo, uma tela com as opções da função vai surgir, com espaço para colocar valores em Núm 1 e Núm 2.

Em Núm 1, o cálculo será: 1+ (soma de todas as taxas mensais da Selic) / 100

Ao clicar no Enter, o Excel vai acusar um erro, o que é normal. Após isso, clique sobre a fórmula para editá-la.

Na fórmula, subtraia 1 do resultado da função matricial. Em seguida, multiplique o valor total por 100, usando parênteses. Depois disso, basta clicar CTRL + SHIFT + ENTER.

Feito! Você terá no Excel o resultado da Taxa Selic acumulada para o período selecionado.

Obviamente, esse é um processo moroso e que demanda do usuário um conhecimento intermediário ou avançado na ferramenta. Se você busca uma alternativa mais simples pode utilizar a Calculadora do Cidadão. Uma ferramenta disponibilizada pelo Banco Central, que pode ser realizada no site ou em um aplicativo. 

Essas ferramentas foram criadas para facilitar a vida de muitos contadores e investidores que não possuem domínio em Excel e precisam obter informações mais rápidas. Por exemplo: Essa ferramenta permite corrigir valores pela Taxa Selic e outros indicadores, como o CDI e o IPCA, para períodos de tempo selecionados.

Investimentos utilizando a Taxa Selic

Agora que você já conhece algumas informações básicas para entender o que é a Taxa Selic e como a Selic funciona, chegou o momento de saber quais investimentos podem trazer um ótimo retorno para o investidor.

Confira abaixo algumas dicas de investimentos com a tendência de elevação da Taxa Selic.

1. Tesouro IPCA

O Tesouro IPCA significa que faz parte de um ativo de renda fixa, cuja rentabilidade é atrelada ao índice de inflação no Brasil, o IPCA. A sigla significa Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. 

Este é um título público emitido pelo Tesouro Nacional, que ao ter o seu dinheiro investido, é como se fosse feito empréstimo ao governo federal e devolvido para você com juros e correções. 

O Estado usa o investimento para financiar a máquina pública, ou seja, nas principais áreas como saúde, educação e infraestrutura. 

O IPCA tem por objetivo medir a variação de preços e serviços utilizados cotidianamente por diversas famílias brasileiras. Por isso, o IPCA é considerado o indicador oficial de inflação no Brasil. 

Os investimentos que utilizam o IPCA são:

  • Tesouro Direto (IPCA+ e o IPCA+ com Juros Semestrais);
  • Debêntures;
  • CDBs;
  • LCI/LCA;
  • CRI/CRA.

2. CDBs, LCIs e LCAs

Essa é mais uma sopa de letrinhas que se vê nos investimentos. Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos de renda fixa que podem ser indexados à inflação e que acompanham as oscilações da Taxa Selic.

Para investimentos em CDB, o investimento é emprestado para instituições financeiras, que podem aplicar o dinheiro investido em outros recursos, como crédito pessoal, financiamentos de automóveis e setor agrícola. 

Essa aplicação apresenta um risco ligado à saúde da carteira do banco. Já para instituições menores, o risco é maior, contra as grandes instituições que oferecem riscos e remuneração mais baixos. 

Já as LCIs e LCAs são parecidas. O dinheiro investido é utilizado pela instituição para financiar, respectivamente, os setores imobiliário e agropecuário.

3. Fundos Imobiliários de papel

Quando a taxa da Selic está em alta, esse investimento não é tão atrativo, visto que os fundos imobiliários têm menor atividade econômica. No entanto, essa é ainda uma opção de investimento que pode proporcionar bons ganhos. 

Esses ativos são conhecidos por renda variável e aloca recursos em títulos e papéis do mercado de imóveis, como Certificados de Recebíveis (CRI), LCI e letras hipotecárias. Essa diversificação de títulos diminui o risco desse investimento em comparação com outros tipos de  ativos de renda variável, uma vez que não envolve a administração de imóveis físicos.

4. Ações de bancos e seguradoras

Outro setor que geralmente costuma ser um ótimo lugar para investir com a Taxa Selic alta são em empresas de seguros, como a SulAmérica (SULA11), BB Seguridade (BBSE3) e a Porto Seguro (PSSA3). mesmo que essas empresas não estejam diretamente  interligadas à Selic, essas empresas se protegem de riscos de altos investimentos em aplicações de renda fixa.

Já os bancos se valorizam em primeiro lugar com a elevação da Selic. Os principais bancos que podem ser investidos são Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4), Santander (SANB11) e Itaú Unibanco (ITUB4). 

5. Fundos multimercados

Você já ouviu falar sobre esse tipo de investimento? Os Fundos Multimercados são boas soluções para quem está em busca de diversificar investimentos de forma prática, uma vez que reúnem em um só produto vários tipos de ativos.

Sempre que os juros das aplicações de renda fixa caem e perdem a atratividade, os fundos multimercado aparecem como uma alternativa que gera maior rentabilidade. Esse é um tipo de investimento que é considerado de alto risco, porém mais flexível para o investidor, visto que há uma variedade enorme de estratégias, inclusive alavancagem.

Quais foram as maiores taxas da Selic na história?

A Taxa Selic já existe há mais de 40 anos e até hoje o histórico das  taxas é algo que chama atenção de quem busca saber mais sobre. Em registros históricos divulgados pelo próprio Banco Central, a maior taxa já registrada aconteceu em 1989, quando a economia brasileira sofreu com a hiperinflação. 

No dia 02 de fevereiro daquele ano, foi registrado um dos maiores índices já apurados na história de 3,626%. Já a maior Taxa Selic acumulada no período de 12 meses foi registrada em 26 de dezembro, quando foi atingida a taxa composta de 115.334,03%. 

Durante o Plano Real também houve uma das mais altas taxas já registradas, que ocorreu em novembro de 1997, quando o índice registrou 45,90% ao ano. Isso aconteceu porque o Banco Central decidiu elevar os juros a fim de compensar as desvalorizações cambiais que estavam aceleradas e, ainda assim, manter o interesse dos investidores internacionais em títulos de dívida pública.

E as menores taxas?

Já a menor taxa da Selic já registrada na história ocorreu entre agosto de 2020 e março de 2021, quando o índice registrado atingiu 1,90% ao ano. 

Naquele período, o Copom determinou uma meta de 2% ao ano a fim de estimular a economia devido à crise provocada pela pandemia da Covid-19. Uma vez que o avanço da vacinação foi acontecendo, a economia começou a ganhar mais força e retomar. Por isso, o Copom já começou a sinalizar uma tendência na alta dos juros para os próximos períodos.

Estimativa da Taxa Selic para os próximos anos

Recentemente, os economistas do mercado financeiro que fazem parte do Comitê de Política Monetária (Copom), elevaram a projeção da taxa Selic para o fim de 2022. De acordo com o Relatório de Mercado Focus, a mediana passou de 11,25% para 11,50%.

Atualmente, a taxa encontra-se em 9,25% ao ano e já há uma estimativa de aumento da Selic para fevereiro, o que levaria a uma taxa de 10,75%. Ainda no relatório há uma estimativa para a Selic no fim de 2023 chegar em 8,00%. Para 2024, a estimativa é de 7,00%.

Gráfico com previsão da taxa selic divulgado pelo Relatório Focus
Gráfico divulgado pelo Relatório Focus

Por que a Taxa Selic é importante?

Se a taxa Selic não tivesse sido inventada, talvez um dos piores cenários da economia poderia acontecer: vivermos a todo momento com a hiperinflação. 

Como informado mais acima, a Taxa Selic foi criada para ser uma ferramenta de controle da inflação, ou seja, qualquer mudança feita pelo BC resulta na alta ou queda da inflação. 

Por ser uma referência para a economia brasileira, a Taxa Selic é como uma bússola, que indica qual a nossa atual situação financeira e como se preparar para ela. Para quem passar a estudar, saberá como realizar compras em períodos mais certeiros e como poupar em outros períodos. 

Conclusão

Diariamente a taxa Selic aparece em todos os lugares e, por diversas vezes, não sabemos o quanto ela pode afetar a vida dos brasileiros, mas também controlar os índices de inflação na economia. 

Para quem realiza investimentos, entender quando a Selic está em alta ou em baixa é fundamental, pois ali se sabe quando o dinheiro investido está rendendo ou não, assim como saber o melhor momento para fazer empréstimos ou financiamentos. 

Sabendo que a partir do próximo ano as taxas já irão aumentar e precisam de empréstimo, pode realizar uma simulação com a CashMe e realizar uma contratação com taxas de juros mais baixas. Venha conferir!

Este texto te ajudou a entender mais sobre a Taxa Selic? Então comente e compartilhe em suas redes sociais.


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Escrito por Redação CashMe

Equipe de redação de CashMe. Todos os conteúdos são revisados por especialistas do ramo e atualizados periodicamente.


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