Empréstimo para pessoa jurídica: quando e como fazer?

Empréstimo para pessoa jurídica: quando e como fazer?
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Atualizado:
15/06/2022

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Publicado:
14/06/2022

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Redação CashMe

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O Empréstimo para Pessoa Jurídica ou Empréstimo PJ é uma linha de crédito destinada às pequenas, médias e grandes empresas que precisam de recursos financeiros para investir no crescimento de seus negócios, seja na compra de equipamentos e materiais ou contratação de pessoal, por exemplo. 

Se você é empreendedor e abriu sua empresa recentemente, talvez uma de suas dúvidas mais recorrentes seja como contratar um empréstimo para pessoa jurídica. 

Entre as pequenas e médias empresas, ou também conhecidas PMEs, esse cenário é bastante comum. Especialmente quando a intenção é contratar um empréstimo para capital de giro, pois a grande maioria não têm ainda um caixa fortalecido o suficiente. E é justamente para evitar esse tipo de situação que existe o empréstimo para pessoa jurídica. 

No mercado, as modalidades podem variar de acordo com sua taxa de juros e prazo de pagamento, além das condições estabelecidas pela instituição financeira. Com o nosso guia você conhece todas as opções disponíveis e descobre qual delas é a mais vantajosa para a sua empresa. Boa leitura! 

Por que fazer empréstimo para pessoa jurídica?

O tipo de crédito que um empreendedor busca está sempre muito relacionado à necessidade atual da sua empresa. Pensando nisso, aqui reunimos as três principais delas. Confira!  

  1. Capital de giro
  2. Antecipação de recebíveis
  3. Financiamento de bens

Agora, vamos falar um pouco sobre as características de cada uma dessas necessidades para, depois, entender quais são as características do empréstimo para pessoa jurídica.

Capital de giro

No dia a dia da operação, toda e qualquer empresa precisa de recursos de fácil acesso para pagar contas, impostos e taxas, funcionários, comprar mercadorias e repor os itens do estoque, dentre outros itens importantes para o seu pleno funcionamento. E esse é o chamado capital de giro.

No primeiro momento, quando a empresa ainda não tem faturamento, o empresário precisa ter recursos – próprios ou decorrentes de empréstimo – para cumprir com essas obrigações. Mas depois de algum tempo, o faturamento deve ser suficiente para fazer a empresa girar. 

Antecipação de recebíveis

Essa operação também é conhecida pelos nomes de adiantamento de recebíveis ou antecipação de duplicatas. E ainda que pareçam um pouco complicados de entender, se trata de uma das modalidades de crédito para pessoa jurídica comuns.

Imagine, por exemplo, que uma loja fez uma série de vendas e que o pagamento será feito por meio de longas parcelas pelos clientes. Ou seja, é um dinheiro que está previsto para entrar no caixa da empresa, mas que ainda vai levar algum tempo.

Há situações em que pode ser interessante antecipar esse dinheiro. Isso acontece quando o caixa da empresa está baixo e há obrigações a serem cumpridas em curto prazo ou, também, quando existe alguma oportunidade de investimento que exige dinheiro imediato.

Para situações como essas, existem maneiras de o empresário acessar esses valores mais rapidamente. É a chamada antecipação de recebíveis em que o interessado em empréstimo para pessoa jurídica adianta o recebimento dos valores para ter o dinheiro disponível em seu caixa em apenas alguns poucos dias.

Financiamento de bens

Em geral, o fluxo de caixa de uma empresa é bastante enxuto. Ou seja, não há grandes sobras de dinheiro no mês a mês. Por isso, quando é necessário fazer um investimento em algum equipamento, por exemplo, pode não ser interessante apertar ainda mais o caixa, retirando o valor total necessário para fazer o pagamento do produto.

Em casos como esses pode se mostrar uma alternativa muito boa para o empresário o financiamento de bens, especialmente quando se trata de um item ou equipamento que irá aumentar a capacidade produtiva da empresa.

Como dissemos um pouco antes neste texto, é importante que o empresário saiba muito bem qual é a finalidade dos recursos que está buscando para saber direitinho a qual tipo de empréstimo ele deve recorrer. É sobre as diversas modalidades de crédito disponíveis no mercado que vamos falar a partir de agora.

Tipos de linhas de crédito para pessoa jurídica

Saber a finalidade do empréstimo para pessoa jurídica é o ponto de partida para o processo de obter recursos para a empresa, mas é importante saber que esse pode ser não o único passo dado pelo empresário. A etapa seguinte é a de entender quais são, para que servem e como acessar as diferentes linhas de crédito existentes no mercado brasileiro para pessoa jurídica.

Vamos agora olhar para algumas das linhas mais comuns de recursos para empresas que existem no Brasil. São elas:

  • Empréstimo com garantia
  • Financiamentos de diversos tipos
  • Crédito para capital de giro
  • Microcrédito
  • Empréstimo coletivo – também chamado de peer to peer lending
  • Crédito para inovação

Empréstimo com garantia

O empréstimo com garantia é uma modalidade que está em franca expansão no Brasil. Esse tipo de crédito tem um funcionamento bastante simples e proporciona bastante segurança para todas as partes envolvidas no processo. 

Isso porque as suas regras preveem que algum tipo de bem seja usado como forma de garantir que o pagamento pelos recursos solicitados seja feito pela parte que fez a solicitação.

Dessa maneira, o empresário pode deixar um carro ou até mesmo um imóvel como garantia para a instituição que cedeu os recursos. Em contrapartida, além de repassar os recursos para o empresário, a instituição tem mais segurança de que não vai ficar sem receber o pagamento.

Afinal, caso as parcelas não sejam pagas, há instrumentos jurídicos previstos pela lei brasileira – a chamada alienação fiduciária – que permitem à parte credora acionar a justiça para tomar posse do bem colocado como garantia. O resultado dessa maior segurança, para a parte que solicita o empréstimo, é a cobrança de juros mais competitivos, o que certamente alivia a vida de quem está precisando de recursos.

Ainda sobre o empréstimo com garantia para pessoa jurídica, é importante salientar que a alienação fiduciária é um instrumento previsto pela legislação em que a propriedade do bem colocado como garantia fica, temporariamente, com a instituição que cedeu os recursos. 

Isso vale até o momento em que a dívida é quitada, quando a propriedade do bem volta a ser do proprietário original. Ou seja, de quem solicitou o empréstimo. O mais interessante da alienação fiduciária é que, enquanto o bem permanece alienado, o solicitante pode continuar a usufruir dele durante todo o tempo em que a dívida perdurar.

Financiamentos de diversos tipos

Por meio da figura de crédito denominada financiamento, as empresas conseguem acessar bens de capital, imóveis e equipamentos. Tudo isso com taxas de juros bastante competitivas, limites de financiamento agressivos, prazos de pagamento estendidos e, por vezes, até mesmo prazo de carência para o início dos pagamentos das parcelas.

Essas condições mais diferenciadas e atrativas são, em geral, as praticadas pelos bancos públicos, como o Banco do Brasil, a CEF (Caixa Econômica Federal) ou o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Este último, por exemplo, tem uma linha de crédito chamada BNDES Crédito Pequenas Empresas, que pode chegar a financiar até 100% do valor necessário, com prazo total de até cinco anos e carência de dois anos para começar a pagar.

Já no Banco do Brasil a linha de financiamento é chamada de BB Financiamento PJ e prevê um prazo de pagamento que pode chegar a até 180 meses, com um valor financiável de até 90% do valor total do bem e carência que vai de três até doze meses.

Assim como no caso da linha de financiamento do BNDES, as taxas de juros praticadas são definidas caso a caso a partir de avaliação por parte da instituição e os recursos são destinados à aquisição de máquinas e equipamentos, veículos, móveis e equipamentos dedicados à geração de energia renovável.

Como podemos ver, embora sejam similares em alguns aspectos, cada instituição conta com um modelo específico de linha de crédito. Por isso, é essencial fazer uma pesquisa detalhada junto às instituições financeiras para decidir qual é a linha de financiamento que mais faz sentido para a empresa a cada momento.

Crédito para capital de giro

Como já vimos anteriormente neste texto, capital de giro é o valor que a empresa precisa ter disponível em caixa – ou de facilmente acessível – para honrar com as suas obrigações do dia a dia da operação.

Então, o empréstimo para capital de giro é um empréstimo que a empresa faz para cobrir um eventual buraco nas finanças e evitar ficar com o nome sujo na praça ou em situação desfavorável junto a fornecedores ou funcionários, por exemplo.

O empréstimo para capital de giro é um empréstimo para pessoa jurídica cujo pagamento é parcelado e que pode até mesmo contar com um prazo de carência inicial de alguns meses. Tudo para dar um fôlego extra ao empresário enquanto a empresa se recupera de um momento inoportuno para os seus negócios.

Como garantia para o empréstimo de capital de giro, a instituição financeira costuma exigir algo como:

  • Aplicação financeira: quando a empresa tem investimentos que não podem ser acessados imediatamente, mas que podem ser repassados à instituição credora no caso de não pagamento das parcelas do empréstimo para pessoa jurídica
  • Duplicatas: interessante para aquelas empresas que utilizam boletos como forma de recebimento e que podem, portanto, utilizá-los como forma de garantia pelo empréstimo
  • Recebíveis: especialmente no caso de empresas que fazem vendas com cartão de crédito, os recebíveis também podem, a depender da instituição credora, serem usados como garantia para o empréstimo
  • Devedor solidário: nesse tipo de garantia a empresa coloca uma pessoa física como garantidora da operação de crédito para capital de giro em andamento

Microcrédito

Este é um tipo de empréstimo para pessoa jurídica que também é oferecido por instituições bancárias ligadas ao Governo, mas que também pode ser encontrado em alguns bancos privados.

Diferente de outros tipos de empréstimos, o microcrédito pode ser solicitado sem estar vinculado a uma utilização específica. Ou seja, pode ser usado para investimentos de diversas naturezas a serem feitos no negócio, para composição de capital de giro, para fazer a reposição do estoque de produtos, para a compra de máquinas e equipamentos, dentre outras finalidades.

Como atrativos, o microcrédito oferece taxas acessíveis quando comparadas a outros tipos de empréstimo para pessoa jurídica, bastante simplicidade no momento da solicitação e uma faixa de valores bastante extensa, que pode ir desde poucas centenas de Reais até algumas dezenas de milhares. Além disso, o pagamento é parcelado e, no caso do BNDES, por exemplo, negociado diretamente com o operador.

Empréstimo coletivo – também chamado de peer to peer lending

Esta talvez seja uma das modalidades de empréstimo para pessoa jurídica mais modernas existentes no mercado. Isso porque foi a tecnologia da internet que permitiu a criação do empréstimo coletivo. 

De forma bastante resumida, podemos dizer que o empréstimo coletivo é a conexão entre aquelas empresas que precisam de dinheiro com pessoas que tenham dinheiro disponível para emprestar. Tudo com a intermediação de uma empresa, que é quem faz a operação dos processos e dá as garantias para ambas as partes.

Os players que operam esse tipo de empréstimo para pessoa jurídica prometem taxas competitivas e dispensam a necessidade de garantias, além de oferecerem pagamento parcelado que podem chegar a 24 meses.

Uma das características desse tipo de empréstimo é que os recursos podem não estar disponíveis de maneira imediata para o empresário que faz a solicitação. Isso porque, após a entrada do pedido, a intermediadora precisa proceder com a análise do crédito da empresa e fazer uma rodada de captação de recursos junto aos investidores interessados.

Crédito para inovação

As micro e pequenas empresas que desejam investir em inovação contam com uma grande variedade de opções para isso. O próprio BNDES, que citamos anteriormente, conta com modalidades como o Cartão BNDES, o Funtec, o MPME Inovadora e o BNDES Soluções Tecnológicas. 

A FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) é uma empresa pública que também disponibiliza recursos para inovação em empresas brasileiras. Algumas dessas modalidades de crédito não são reembolsáveis, o que significa que a empresa não precisa pagar pelo empréstimo quando a finalidade de aplicação dos recursos tiver real contribuição para a sociedade.

Por isso, cada instituição e cada linha de crédito contam com regras específicas para solicitação, sendo recomendável às empresas interessadas consultar detalhadamente os materiais disponíveis na internet.

Como obter empréstimo para pessoa jurídica?

Ao solicitar um empréstimo o empresário precisa ter ciência de que vai precisar apresentar uma série de documentos para a instituição financeira credora. Tudo para contar a história da empresa, justificar a necessidade dos recursos que está solicitando, dar evidências de que irá usá-los conforme o combinado e, é claro, dar segurança à credora sobre a sua própria capacidade de pagamento das parcelas.

Para encurtar um pouco esse caminho – e também devido à esperança de conseguir taxas de juros mais atrativas e condições de pagamento mais amigáveis -, muitos empresários acabam optando por bater à porta das instituições financeiras com as quais já mantêm algum tipo de relacionamento. 

Ainda assim, a menos que seja uma linha de crédito fácil – e, possivelmente, com taxas de juros pouco competitivas – é muito provável que a instituição solicite os documentos que comentamos anteriormente. Mas quais são esses documentos?

Documentos para solicitar empréstimo para pessoa jurídica

Dentre os documentos que as instituições costumam solicitar dos empresários para reduzir as chances de inadimplência no momento de conceder um empréstimo, alguns dos mais comuns são um plano de negócios, o balanço patrimonial, o contrato social e o balancete contábil da empresa. Também é bastante comum ser necessário apresentar um roteiro do projeto que virá a ser beneficiado pelo dinheiro solicitado como crédito.

No fim das contas o que a instituição quer saber é se o solicitante do empréstimo para pessoa jurídica terá capacidade de pagamento para honrar com o pagamento das parcelas da dívida ao longo do tempo. Assim, é comum que as instituições de crédito deixem disponível em seus sites uma lista com todos os documentos que precisam ser preparados pelo empresário.

Vamos falar sobre alguns desses documentos:

  • Contrato Social: este documento é muitas vezes comparado à certidão de nascimento de uma empresa, pois ele reúne as regras e as condições sob as quais a empresa vai funcionar e também determina os direitos e as obrigação dos sócios da empresa. Para a instituição financeira credora do empréstimo para pessoa jurídica, o contrato social proporciona uma visão abrangente sobre como a empresa se desenvolveu desde sua criação.
  • Plano de negócios: antes de um negócio existir de fato, ele existe na cabeça do empresário, na forma de uma ideia. Entre a ideia e a criação do negócio de fato está o plano de negócios, que é o documento onde ficam descritos todos os objetivos do negócio e quais serão os passos a serem cumpridos para que cada etapa dessas metas sejam alcançadas. Como o plano de negócio detalha o desdobramento das ações da empresa, a instituição que concede o empréstimo consegue visualizar como vai se dar a aplicação dos recursos e se há viabilidade financeira no projeto. Por meio de um plano de negócios é possível ter indícios até mesmo da saúde do fluxo de caixa da empresa e, inclusive, da capacidade de obter lucro a partir do investimento feito.
  • Balancete contábil: esse é o documento que indica que os lançamentos contábeis que uma empresa fez dentro de um determinado período de tempo estão corretos. Trata-se de um relatório que é extraído a partir do livro contábil da empresa e que revela as informações contábeis das contas da empresa, incluindo os seus saldos ao longo do tempo. A finalidade do balancete contábil é apresentar a saúde financeira da empresa, o que indica à instituição financeira sobre como a empresa costuma lidar com seu dinheiro.
  • Balanço Patrimonial: se o balancete é como se fosse um filme da vida financeira da empresa, o balanço patrimonial é uma fotografia, pois apresenta qual é a posição contábil, financeira e econômica da organização em uma determinada data. Esse documento lista todos os passivos e os ativos da empresa, incluindo as dívidas que ainda estão ativas e os recebíveis de curto prazo. Assim, é natural que um credor solicite pelo menos os balanços dos últimos três anos de atividade do negócio.

Como podemos ver, a solicitação de um empréstimo para pessoa jurídica não é um processo tão trivial. A menos que o empresário esteja disposto a pagar juros altos para obter crédito de forma rápida, ele vai precisar ser bastante transparente e estar disposto a abrir alguns detalhes importantes da vida da empresa para a instituição financeira.

Afinal, a parte credora precisa se resguardar do risco de inadimplência. 

Por isso, no caso da concessão de um empréstimo para pessoa jurídica é como se as partes formassem uma sociedade, com ambos os lados interessados no sucesso dos negócios.

Isso significa, ainda, que é preciso construir um relacionamento baseado em confiança para solicitar o crédito. Mas como fazer isso?

Detalhes do momento da solicitação do empréstimo

Ao acionar uma instituição de crédito no mercado, o empresário precisa demonstrar que conhece de seu próprio negócio e que está preparado para as perguntas que lhe serão feitas ao longo do processo de concessão de recursos.

Por isso, é muito importante já contar, desde o momento inicial, com os documentos que podem vir a ser solicitados pelos agentes financeiros. Lembre-se de que você precisa comprovar que sabe muito bem qual é a finalidade do dinheiro que está solicitando e também como pretende pagar. Então, vai precisar comprovar que o negócio é lucrativo e que a instituição está arriscando demais ao lhe dar dinheiro.

Antes mesmo de pensar em fazer um empréstimo para pessoa jurídica é muito válido que o empresário faça uma análise aprofundada do mercado e da atuação de sua empresa nele. A pessoa que vai analisar a sua solicitação não conhece os detalhes nem do seu negócio e nem do segmento de atuação. 

Então, ao dar indícios de que o segmento está em crescimento e de que sua empresa tem as competências necessárias para atuação, fica mais fácil demonstrar que o negócio está preparado para o crescimento de forma sustentável. Em resumo, o caminho para demonstrar a capacidade de pagamento da empresa fica mais curto.

Além disso, as instituições de crédito costumam classificar seus clientes de acordo com o relacionamento que mantém com eles. Então, se toda a folha de pagamento da sua empresa está em um banco e você nunca teve problemas com ele, é esperado que haja alguma facilidade na aprovação do crédito que é solicitado.

Detalhes indispensáveis ao pedir empréstimo para a empresa

Não adiantaria de nada apresentar todos os documentos solicitados e conseguir os recursos se a empresa não estiver, de fato, bem estruturada para arcar com a dívida decorrente de um empréstimo. Por isso, é imprescindível considerar alguns detalhes antes de decidir por tomar crédito junto ao mercado para ajudar nos negócios.

Listamos os quatro pontos mais importantes para os quais o empresário precisa olhar para ter certeza de que o empréstimo – e principalmente o seu pagamento – irá realmente auxiliar a empresa e não vir a se tornar mais um problema com o qual terá de lidar ao longo de muito tempo.

Os passos são os seguintes:

  1. Planejamento para pedir o empréstimo
  2. Pesquisa de linhas de crédito disponíveis no mercado
  3. Análise das linhas de crédito selecionadas
  4. Pagamento das parcelas

Planejamento para pedir um empréstimo

Essa é, provavelmente, a etapa mais importante de todas. É imprescindível que o empresário em busca de crédito tenha feito todo um planejamento prévio antes de tomar essa decisão. Isso envolve ter todos os dados na mão, bem como o controle da operação da empresa, e também a análise de todas as alternativas possíveis. 

É preciso ter consciência de que o empréstimo pode ser a solução para um problema pontual, mas que, quando mal planejado, tem enorme potencial de se tornar uma grande dor de cabeça – por vezes irreversível – para o negócio.

Esse planejamento envolve saber com detalhes o motivo que levou a empresa a precisar do empréstimo, onde os recursos serão aplicados, quais resultados esse projeto vai trazer para o negócio e como ele contribui para o pagamento das parcelas do empréstimo. Sem ter todas essas informações bem detalhadas, o empresário corre um grande risco ao solicitar empréstimo para pessoa jurídica.

Pesquisa de linhas de crédito disponíveis no mercado

Ciente dos motivos que o levaram a pedir crédito no mercado, o empresário precisa conhecer as linhas de crédito disponíveis e seus respectivos funcionamentos.

Nesse momento, vale recorrer a materiais como esse que apresentamos aqui, mas não se limite a isso. As instituições financeiras mais confiáveis costumam ter todo o detalhamento – e por vezes até o modelo de contrato de empréstimo – disponível em seus sites.

Cabe ao empresário dedicar um bom tempo para estudar cada modalidade e cada produto antes de tomar a decisão de aplicar para o processo de concessão de crédito.

É importante lembrar que é necessário se assegurar de que se trata de uma instituição idônea e que é preciso desconfiar de condições que contrastem muito com as praticadas pelo mercado em geral. Instituições sérias não costumam solicitar pagamentos para a liberação de crédito, por exemplo. É também nessa fase que o empresário vai ter mais claro quais são os custos envolvidos com o empréstimo.

Análise das linhas de crédito selecionadas

Muitas vezes, quem precisa de um empréstimo acaba recorrendo à solução mais fácil ou à que aparece primeiro. No entanto, nem sempre é esta a mais adequada para a situação. Antes de assinar o contrato é necessário fazer uma avaliação muito criteriosa de todos os custos que estão envolvidos com o empréstimo. 

Por vezes a única informação que fica clara é a taxa de juros. No entanto, este não é único custo que está envolvido numa operação de crédito. O mais importante é olhar para o chamado CET ou Custo Efetivo Total.

No CET estão inclusos valores relacionados a itens como encargos diversos, seguros cobrados pela instituição financeira, tarifas diversas, custos relacionados a cartório, como o de registro de contrato, além de tributos, impostos e outras despesas administrativas da parte credora.

Note que o valor final a ser pago pode ser muito superior ao do montante solicitado acrescido da taxa de juros. Muitas vezes as taxas administrativas, por exemplo, correspondem a um valor fixo e cobrado mensalmente até a última parcela. Portanto, o empresário deve sempre solicitar à instituição o Custo Efetivo Total do empréstimo.

Pagamento das parcelas

Antes mesmo de conseguir os recursos solicitados, o empresário precisa ter muito claro que precisa realizar o pagamento das parcelas. Na prática, isso significa que todos os meses ele precisa destinar uma parte do faturamento da empresa para essa obrigação financeira. 

Além disso, embora não seja possível prever o futuro com exatidão, é importante fazer uma projeção sobre se outros impactos financeiros podem vir a ocorrer ao longo do período de pagamento das parcelas. Afinal, pode ser muito desafiador lidar com outro empréstimo antes mesmo de terminar o primeiro.

De toda maneira, é muito provável que o empresário tenha a intenção de manter o score da empresa saudável. Para que isso aconteça ele precisa arcar com o pagamento ou perder a capacidade de tomar crédito no mercado.

Conclusão

Se o empresário seguiu todos os passos até aqui, o dinheiro captado precisa ser usado com sabedoria. Ou seja, exatamente para a finalidade para a qual foi solicitado. O uso irresponsável dessa quantia pode ser muito prejudicial para o negócio, pois o problema original não será resolvido e a empresa vai acabar enfrentando outras dificuldades. Logo, vale a disciplina de seguir o planejado no início dessa jornada.


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Escrito por Redação CashMe

Equipe de redação de CashMe. Todos os conteúdos são revisados por especialistas do ramo e atualizados periodicamente.


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