Reserva de emergência: onde investir?

Reserva de emergência: onde investir?
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Atualizado:
16/04/2021

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Publicado:
17/04/2021

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Redação CashMe

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Reserva de emergência: onde investir? Liquidez, segurança e rentabilidade são os três fatores que você deve levar em consideração ao escolher o destino daquele dinheiro guardado para momentos de imprevistos. 

Onde investir reserva de emergência é uma das primeiras dúvidas de quem está aprendendo a cuidar do dinheiro. Neste ponto, você já entendeu o que é e quanto deve guardar para a reserva de emergência. Porém, não custa relembrar que ela é seu plano de apoio para imprevistos e costuma corresponder entre 6 a 12 meses dos seus gastos mensais. Mas onde deixar o fundo de emergência?

O melhor investimento para reserva de emergência tem essas três características 

O melhor investimento para fundo de emergência é aquele que está sempre à mão e conserva seu dinheiro, sem correr o risco de perder a quantia inicial ou de sofrer calotes. Opte por um investimento com:

  • Alta liquidez: o investimento da reserva de emergência deve ser facilmente resgatado.
  • Muita segurança: o investimento deve ser conservador e a instituição deve ser confiável, sendo, pelo menos, capaz de devolver seu dinheiro caso ela quebre. 
  • Retorno: um investimento com 100% de retorno do valor inicial e com alguma rentabilidade. 

Quando usar a reserva de emergência: imprevistos exigem alta liquidez

A reserva de emergência não deve ser usada para aquilo que você pode se planejar para ter ou fazer (férias, reformas etc). Um bom uso da reserva de emergência é em caso de desemprego, uma doença ou um acidente que podem exigir altos gastos de repente. 

Pela urgência e imprevisibilidade, é preciso considerar a liquidez ao decidir onde investir a reserva de emergência. 

Liquidez imediata ou D+0 – depósito a partir da solicitação do resgate.

Liquidez diária ou D+1 –  depósito no próximo dia útil após da solicitação de resgate.

Liquidez no vencimento –  valor é disponibilizado na data de vencimento estipulada por você e pelo banco antes de iniciar o investimento.

D+30 – o dinheiro estará disponível 30 dias após a solicitação do resgate.

Liquidez Nula – sem prazo especificado para ser depositado, como o valor de imóveis e veículos que dependem da venda.

Devo investir minha reserva de emergência em ações?

Não! Apesar de terem uma boa liquidez, as ações são investimentos com um risco alto e rentabilidade volátil. Isso não quer dizer que você não deve investir em ações. Significa apenas que sua reserva de emergência precisa estar em um investimento sem tantos riscos e surpresas.    

Onde investir reserva de emergência com liquidez, segurança e rentabilidade? 

Nesse cenário, o melhor lugar para deixar seu fundo de emergência são em investimentos de renda fixa conversadores pós-fixados. Para entendê-los melhor, vamos conhecer alguns termos.   

  • Taxa Selic: taxa básica de juros da economia no Brasil que influencia todas as taxas de juros do país, como as das aplicações financeiras. É determinada a cada 45 dias. É a taxa base para investimentos feitos por pessoas físicas ou jurídicas no Tesouro Nacional. 
  • CDI: o Certificado de Depósitos Interbancários são títulos de empréstimos de curtíssimo prazo feito entre bancos. A taxa média usada nesses empréstimos entre as instituições é chamada de CDI e é calculada diariamente. Esse indicador financeiro é a base para investimentos entre pessoas físicas e pessoas jurídicas. A diferença entre CDI e taxa Selic costuma ser mínima. 
  • Prefixado: na hora da aplicação, você já sabe a taxa de juros e quanto você irá resgatar no futuro caso mantenha o investimento até o vencimento acordado. Essa opção não é muito indicada justamente porque nunca sabemos quando vamos precisar da reserva de emergência, correndo o risco de perder parte do valor caso seja retirado antes do prazo.  
  • Pós-fixado: O rendimento de um título pós-fixado depende de um indicador, a taxa Selic ou o CDI, por exemplo.

Agora que você já conhece o básico desses termos, podemos analisar algumas opções de onde investir a reserva de emergência.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um título emitido pelo Tesouro Nacional. Imagine que essa é uma possibilidade de “emprestar/investir” dinheiro ao país. Esse costuma ser considerado o investimento mais conservador e seguro justamente por ser emitido pelo governo federal. A liquidez é D+1. No site do Tesouro, você pode fazer uma simulação do investimento e ver as condições de taxa de custódia e de resgate.

CDB com 100% CDI

O Crédito de Depósito Bancário é um título de dívida emitido por um banco. Nesse investimento, você “empresta” dinheiro para uma instituição privada. Existem CDBs prefixado e pós-fixados. 

Como o foco é o melhor investimento para a reserva de emergência, aqui falamos apenas do CDB pós-fixado com liquidez diária ou imediata de 100% do CDI. Nele o dinheiro fica disponível no mesmo dia. É importante avaliar se a rentabilidade é vantajosa em relação às taxas de administração cobradas pelo banco.

Em relação à segurança, o CDB tem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mesmo instrumento de segurança usado nas poupanças.  

Conta remunerada 

As famosas opções popularizadas pelas fintechs. As contas remuneradas costumam render 100% do CDI livre de taxas de administração. Essa rentabilidade acontece automaticamente se tiver dinheiro na conta. Nelas, o patrimônio do cliente fica separado do dinheiro do banco – o que garante uma relativa segurança caso a instituição venha a quebrar. A liquidez é imediata.

Fundos de renda fixa DI

Um fundo de renda fixa é composto por um portfólio de investimentos com pelo menos 80% de títulos públicos. Por isso, tem uma segurança semelhante à do Tesouro Selic. 

Dentro deles, temos os Fundos DI, no qual 95% é de títulos do Tesouro Nacional. Os 5% restantes sobram para uma tentativa de diversificar os investimentos na busca de uma rentabilidade maior fora dos títulos Selic.  

Apesar de estarem atrelados à Selic, a base de comparação será o CDI, pois é uma operação entre pessoas físicas e jurídicas.

Como o CDB, a maioria desses fundos tem taxa de administração. Além disso, eles são alvo do imposto confiscado pelo governo a cada 6 meses – o chamado come-cotas. Para ter um impacto menor dessa tributação, essa alternativa acaba sendo mais indicada como um investimento de curto prazo. 

Ou seja: caso a opção avaliada por você ofereça 100% do CDI, também é importante avaliar qual o impacto das taxas de administração e impostos, considerando sempre a liquidez. 

A poupança é o melhor investimento para a reserva de emergência?

Ela é uma alternativa segura, com alta liquidez e alguma rentabilidade. Porém, não chega a ser o melhor investimento para a reserva de emergência nos últimos anos. 

Todo mês, a poupança rende 70% da taxa Selic + Taxa Referencial para momentos de taxa Selic abaixo de 8,5%. Agora, mesmo com uma taxa Selic de 3,75%, a poupança rende apenas 2,62% ao ano como aponta a análise feita pelo UOL.

Além disso, a rentabilidade é mensal. O dinheiro até pode ser retirado a qualquer momento, porém os juros não serão cobrados sobre o período entre o último aniversário e a data de retirada. 

Conclusão: onde investir reserva de emergência?

O melhor investimento para a reserva de emergência é um investimento de renda fixa pós-fixada com liquidez diária. A rentabilidade e condições dos tipos de investimentos citados aqui podem variar bastante de uma instituição financeira para outra. Também é importante averiguar quais impostos incidem sobre eles. Pesquise e compare!

O que é indiscutível é a importância da reserva de emergência. Se você ainda não tem a sua e está com dívidas altas ou passando por algum imprevisto, considere a possibilidade de um empréstimo Online para cobrir o orçamento. Depois de retomar a saúde financeira, inicie sua reserva de emergência!


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Escrito por Redação CashMe

Equipe de redação de CashMe. Todos os conteúdos são revisados por especialistas do ramo e atualizados periodicamente.


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