Spread bancário: o que é e como impacta no crédito bancário

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Atualizado:
25/10/2021

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Publicado:
09/09/2021

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Redação CashMe

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Você já ouviu falar em spread bancário? É comum que esse termo venha à tona quando se fala na alta de juros no Brasil, mas afinal, o que ele significa? O spread bancário é a diferença entre os juros que os bancos pagam quando alguém investe seu dinheiro nos produtos do banco e os juros que eles cobram quando você usa um serviço de crédito oferecido por eles.

Esse indicador tem muito impacto sobre a eficiência, a produtividade e o crescimento da economia em todo o país, e afeta diretamente a toda a população. Quando o spread está alto, o acesso ao crédito é mais limitado, o que pode afetar o desenvolvimento da economia.

Para que você entenda um pouco melhor sobre o que é o spread bancário e a forma como ele impacta em sua vida no dia a dia, produzimos esse conteúdo. Confira os tópicos e saiba tudo sobre o spread bancário!

O que é spread bancário?

Como já falamos, o spread bancário é a diferença dos juros que os bancos pagam quando você faz um investimento na poupança ou em produtos de renda fixa, por exemplo, e dos juros que ele cobra quando você usa um serviço de crédito, como um empréstimo, um financiamento, o cartão de crédito ou mesmo o cheque especial. 

Quanto maior for esse indicador, maior é o lucro que os bancos têm nas operações, o que significa juros mais altos para os clientes que precisam de serviços de crédito.

Existe uma grande polêmica ao redor desta operação: a diferença entre o que as taxas de juros costuma ser muito grande, o que dá a impressão de que ela é exagerada a favor do banco. Isso faz com que o spread bancário seja visto como vilão, mas a verdade é que existem uma série de custos que influenciam toda a estrutura econômica envolvidos.

Como funciona o spread bancário?

A diferença entre as taxas de juros funciona da mesma forma que qualquer outro negócio. Por exemplo, um supermercado paga um valor para comprar produtos dos fornecedores e cobra outro valor, mais elevado, para vendê-los aos clientes. É com essa diferença que os custos são pagos e o lucro é retirado. Com os bancos é a mesma coisa. A única diferença é que o produto de um banco é o dinheiro, e o valor cobrado são os juros.

Vamos a um exemplo prático. Suponha que um investimento em um banco tenha previsão de rentabilidade de 10% em um ano e que ela cobre 23% de juros anuais para fornecer um empréstimo. O spread bancário ficaria assim:

Juros pagos pelo investimentoJuros cobrados pelo empréstimoSpread Bancário
10%23%23 – 10 = 13%

Quanto mais alto for o spread bancário de uma operação de crédito, maior o lucro do banco. O spread movimenta a economia e dá fôlego para os bancos. A boa notícia é que esses custos têm ganhado visibilidade e você, consumidor, pode sempre pesquisar por instituições financeiras que pratiquem taxas de juros e encargos que cabem no seu bolso. Por essa razão, os bancos tradicionais têm perdido espaço para as fintechs, bancos digitais e outras instituições alternativas.

Como o spread bancário é composto

As instituições bancárias precisam ter lucro, além de cobrir os custos de suas operações, e é por isso que existe o spread bancário. Ele é composto por diversas taxas e encargos, que você vai conhecer agora: 

Custo administrativo

Os custos dos salários, de outras despesas com os funcionários das instituições bancárias, da operação de agências, caixas eletrônicos, aluguéis e outros serviços são cobertos com o spread bancário.

Encargos, depósito compulsório e FGC 

Uma parte dos depósitos que os bancos recebem é retida pelo Banco Central do Brasil para controlar o dinheiro que está em circulação. Essa é uma determinação obrigatória para todas as instituições financeiras e bancos comerciais. Já o depósito compulsório é uma parte dos depósitos à vista, em poupança e a prazo que é retida e tem boa parte dos recursos destinados ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Inadimplência

A taxa de inadimplência é outro fator levado em consideração para compor o spread bancário. As instituições financeiras precisam se resguardar do risco de não receber o pagamento das parcelas do empréstimo e uma das formas é incluir essa taxa no spread bancário. Outra ferramenta que eles usam é fornecer crédito com juros mais altos para inadimplentes, por exemplo.

Impostos

Uma série de impostos é cobrada sobre as operações financeiras, e isso tem influência direta sobre o spread. São eles: Imposto sobre Operação Financeira (IOF), Imposto de Renda (IR), Financiamento da Seguridade Social (COFINS), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Lucros

O lucro também é calculado sobre o spread bancário. Essa é a parcela que é retida pelas instituições financeiras e direcionada para donos e acionistas.

Qual é o impacto do spread bancário no dia a dia?

As taxas de juros são uma via de mão dupla: quanto mais altas elas estão, maior é o incentivo para fazer investimentos. Por outro lado, quanto mais baixas elas estão, maior é o incentivo para as pessoas consumirem serviços de crédito. Isso significa que, quanto maior o spread bancário, menor o consumo, pois tudo tende a ficar mais caro.

Reduzir o spread bancário é essencial para tornar algumas atividades econômicas mais atrativas e traz um impacto positivo para a vida da população, já que aumenta o acesso ao crédito e facilita a negociação de dívidas, por exemplo.

É possível diminuir o spread bancário?

De acordo com o relatório de economia bancária do Banco Central do Brasil, em 2020 o spread bancário teve uma queda de 14,4 p.p. em 2019 para 11,8 p.p. Essa queda significa uma maior possibilidade de acesso dos brasileiros ao crédito.

Diversas práticas podem ser adotadas pelo mercado de crédito para reduzir esses valores: a redução das cargas tributárias, redução de riscos de recuperação de crédito, otimizações administrativas e redução da necessidade de depósitos são algumas delas.

Conclusão

O spread bancário é um indicador da diferença entre as taxas pagas pelos bancos sobre os investimentos e as taxas cobradas do consumidor sobre os serviços de crédito envolvidos. Quanto maior essa taxa, menor o acesso ao crédito.

As fintechs, como a CashMe, são essenciais para o processo de democratização do acesso ao crédito. A redução dos juros e as facilidades de pagamento são apenas algumas das nossas preocupações para que cada vez mais pessoas possam conseguir crédito para realizar seus objetivos.

As informações sobre o spread bancário foram úteis para você? Conte para nós nos comentários!


Redação CashMe

Escrito por Redação CashMe

Equipe de redação de CashMe. Todos os conteúdos são revisados por especialistas do ramo e atualizados periodicamente.


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