Renda variável: o que é, como funciona e como investir

Renda variável: o que é, como funciona e como investir
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Atualizado:
28/01/2022

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Publicado:
16/09/2021

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Redação CashMe

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Renda variável é comumente associada a um perfil de investidor moderado ou mais arrojado, agressivo. Isso porque a previsibilidade da rentabilidade é muito baixa, com investimentos que vão de médio a alto risco. Alguns exemplos de renda variável são ações, câmbio, fundos imobiliários e ETFs.

Quem se preocupa com a saúde financeira, sabe que é preciso criar estratégias para que seu capital se mantenha seguro, mas também cresça. Um exemplo é a alocação da reserva de emergência em um investimento de renda fixa, conservador, porém com menores riscos.

E para quem está no caminho da educação financeira já deve ter se deparado com o conceito de renda fixa e reserva de emergência. Essas são as etapas iniciais dos estudos sobre investimentos. Logo em seguida, você vai se deparar com o conceito de renda variável. Neste artigo vamos explicar melhor o que ela é, como funciona e as formas de investir.

Entretanto, na vida financeira de quem estuda para cuidar do dinheiro entrará também a renda variável – uma categoria de investimentos que, de fato, apresenta riscos bem maiores, mas também com maior rentabilidade.

O que é renda variável?

A renda variável consiste em diferentes tipos de ativos financeiros com uma mesma característica: rentabilidade imprevisível. Por isso, seus investimentos costumam estar associados à palavra volatilidade. 

Normalmente, essa instabilidade acontece por esses ativos dependerem muito do cenário econômico e político do país, assim como do desempenho de empresas e áreas do mercado privado. Ou seja, em uma hora seu investimento pode estar subindo e minutos depois caindo próximo a zero. 

É claro que alguns sinais facilitam a leitura do cenário do investimento, mas, para isso é preciso estudar muito não só o tipo de ativo (que explicaremos mais à frente) como também as variáveis das quais dependem o seu desempenho. 
É por isso que começar a investir em renda fixa requer cuidado, estudo e um entendimento de que tipo de diversificação de investimento sua carteira precisa e qual o nível de risco você está disposto a correr.

Diferença entre renda variável e renda fixa

Dito isso, é fácil entender que a renda variável é bem o oposto da renda fixa, que possui investimentos com rentabilidade previsível. Na renda fixa, é possível saber exatamente quanto você vai receber ao final do investimento (títulos prefixados) ou ao menos de que forma ela vai variar, determinando o índice econômico ao qual ela estará atrelada (títulos pós-fixados). 

Como funciona a renda variável

Na renda variável, o conceito de pós-fixado e prefixado não existe. O dinheiro que você resgata no final pode ser menor (e também bem maior) do que o investido inicialmente. E isso em um curto período de tempo. Dessa forma, a renda variável não funciona como a renda fixa, sendo um lugar não indicado para guardar sua reserva de emergência, por exemplo. 

A não ser que você atue no mercado day trading, a renda variável funciona bem para investimentos a longo prazo, exigindo sangue frio para observar quedas e entender que o ativo pode desempenhar melhor no futuro conforme seus estudos. 

Isso porque, como dito na introdução, a rentabilidade da renda variável depende muito do desempenho do país, de um setor do mercado ou de uma empresa. Somem-se ainda a oscilação cambial, a política internacional, a valorização ou desvalorização de commodities… A perda de safras de milho, por exemplo, pode afetar as ações de empresas do setor agropecuário. 

6 tipos de renda variável

Você percebe como o funcionamento dos ativos da renda variável depende da compreensão de todo um contexto político-econômico no qual ele está inserido? Dessa forma, entender minimamente o que é cada tipo de ativo pode facilitar sua entrada no mundo dos investimentos em renda variável. 

Aqui trazemos seis deles!

1. Ações

Talvez o exemplo de renda variável mais conhecido, as ações são títulos emitidos por empresas, chamados de “papéis”. Quando você compra um papel você compra uma parte (a menor delas) de uma empresa. 

Você, então, vira um sócio (minoritário) da empresa. As ações são negociadas na bolsa de valores (B3). Hoje em dia, você pode comprá-las facilmente pela internet por meio de um home broker ou com corretoras tradicionais. O serviço pode ser, inclusive, oferecido pelo seu banco.

2. Criptomoedas

Bitcoin, Tether, Dash, Ripple… os nomes das criptomoedas ficaram bem famosos nos últimos anos. E elas também são consideradas um tipo de renda variável. Aqui no blog da CashMe já falamos mais a fundo sobre as criptomoedas, mas, de forma resumida, podemos entendê-las como moedas virtuais usadas como forma de pagamento, sem intermédio de bancos.

Elas são um exemplo bem claro de como a renda variável oscila bastante. Basta avaliar a valorização e desvalorização da bitcoin.

3. Fundos imobiliários

Dentro da renda variável, é possível investir em carteiras já montadas por administradores. Neles, o administrador decide qual vai ser a composição. São os chamados “fundos de…”.  Eles são interessantes, pois você pode analisar como foi a performance do fundo, e consequentemente a administração dele, nos últimos anos. 

No caso dos fundos imobiliários (FIIs) ele será composto pelo dinheiro de investidores que será aplicado em empreendimentos imobiliários.   

4. Exchange Traded Funds – ETFs

As ETFs também são conhecidas como fundos de índice, justamente porque sua composição é feita de tal forma para que a rentabilidade tenha uma performance similar a de determinado índice financeiro. Sua negociação é feita na bolsa e investir neles é uma forma de ter diversificação por meio de um produto só.

5. Câmbio

Outro exemplo claro da oscilação da renda variável são as moedas. E você também pode investir nelas. É o chamado investimento em câmbio. Ele acontece ao “apostar” na valorização ou desvalorização de uma moeda, uma atividade que exige muito estudo do cenário político e econômico internacional.

6. Commodities

Por fim, trazemos as commodities. Para entender esse ativo, pense nos momentos dos telejornais nos quais são anunciadas as altas e baixas do preço do barril de petróleo, da arroba do boi, do ouro, da soja etc. Elas, normalmente, são matérias-primas vendidas por um preço “tabelado”. 

Ou seja, os vendedores negociam a partir de um mesmo valor, independente da empresa que vende. Nesse cenário, a cotação pode variar também em função do clima (melhora ou piora das safras) e também a partir da lei da oferta e da procura. 

Dicas para como começar a investir em renda variável

Os conhecimentos apresentados aqui são apenas uma porta de entrada para essa parte da sua educação financeira, que vai exigir bastante dedicação considerando que a renda variável não deve ser vista como “aposta”. Então, esse é o primeiro passo para fazer esse investimento. 

Conhecendo um pouco mais a fundo o tipo de ativo que você deseja comprar, é preciso olhar para o seu objetivo e perfil de investidor. O que você espera daquele investimento? Ele é destinado a sua aposentadoria ou uma meta de curto e médio prazo? Qual o risco que você está disposto a correr com o dinheiro investido?

Essas são perguntas básicas, mas essenciais. Olhando para elas você também vai entender que conselhos mais genéricos não servirão na hora de tomar a decisão do investimento. 

É importante que você faça sua pesquisa ou até mesmo consulte com um especialista qual o melhor caminho a seguir considerando seu caso. Nesse momento, será a hora de pensar em diversificar os tipos de ativos. 

Mas, se você ainda não sabe qual é o seu perfil de investidor, volte algumas etapas e avalie. No programa de cidadania financeira do Banco Central, você pode descobrir qual é o seu perfil e aprender um pouco mais sobre os primeiros passos para investir.

Por fim, escolha a corretora por meio da qual você fará o investimento. São elas as intermediárias entre você e o emissor do título, inclusive para movimentações na bolsa de valores.  Se quiser fazer um pequeno teste, com alguns poucos reais você já pode comprar ações na bolsa e verificar como é o processo, tendo sempre consciência dos riscos envolvidos. 

Conclusão

Se a renda fixa é sinônimo de previsibilidade, podemos entender a renda variável como o oposto. Os investimentos desta oscilam diariamente e estão sujeitos às mudanças do cenário político e econômico nacional e, algumas vezes, internacional. Alguns exemplos são as ações, commodities, fundos imobiliários, câmbio e criptomoedas. 

Ainda que exija cuidado e estudo, investir em renda variável é um passo necessário para dar rentabilidade ao dinheiro ganho por você. Essa pode ser uma forma de juntar o valor necessário para abrir um negócio. A CashMe e seu imóvel próprio podem te ajudar caso você ainda não esteja nessa etapa. Conheça nosso empréstimo para empresa!


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Escrito por Redação CashMe

Equipe de redação de CashMe. Todos os conteúdos são revisados por especialistas do ramo e atualizados periodicamente.


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