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Renda variável é um tipo de investimento sem retorno previsível, diferente do que ocorre com a renda fixa. Ela está ligada à volatilidade, pois sua rentabilidade depende de muitos fatores externos como cenário econômico e político. Ou seja,os riscos dos investimentos em renda variável são altos. Porém, como costuma-se dizer, uma rentabilidade maior depende de assumir riscos maiores.

Quem se preocupa com a saúde financeira, sabe que é preciso criar estratégias para que seu capital se mantenha seguro, mas também cresça. Um exemplo é a alocação da reserva de emergência em um investimento de renda fixa, conservador, porém com menores riscos.

Entretanto, na vida financeira de quem estuda para cuidar do dinheiro entrará também a renda variável – uma categoria de investimentos que, de fato, apresenta riscos bem maiores, mas também com maior rentabilidade.  

O que é investimento em renda variável?

Renda variável é um investimento sem retorno previsível. Justamente por isso, ela é associada a maiores riscos – tanto de prejuízo, quanto de lucro. 

A imprevisibilidade e o alto risco da renda variável vêm, em parte, por depender de um conjunto de fatores externos como:

  • Desempenho das empresas e seus respectivos setores;
  • Cenário econômico nacional e internacional;
  • Decisões e crises políticas nacionais e internacionais. 

Esses fatores podem influenciar, de uma hora para outra o valor de produtos, matérias-primas, câmbio, etc. Consequentemente, um investimento atrelados a eles, e que estava com bom desempenho, pode despencar repentinamente e vice-versa. Por isso, a renda variável é relacionada à volatilidade alta – um comportamento que apresenta mudanças rápidas, intensas e frequentes. 

Ao mesmo tempo que apresenta grandes riscos, a renda variável costuma ser a escolha de quem procura maiores rentabilidades para parte da sua renda passiva.

Exemplos de investimento em renda variável

Existem diversos tipos de aplicação em renda variável que podem ser combinadas com estratégias mais conservadoras, moderadas ou agressivas de investimento; assumindo, claro, maior ou menor risco. Cada modalidade de investimento em renda variável exige um estudo dedicado para compreender qual delas é mais adequada ao perfil do investidor. 

1. Ações

O exemplo mais conhecido de renda variável, a ação são partes de uma empresa de capital aberto. Quando você compra uma ação (também chamada de papel), você compra uma porcentagem do capital social da empresa e torna-se sócio minoritário do negócio, correndo riscos, participando de lucros e também de prejuízos. 

As ações são negociadas na bolsa de valores e você pode fazer a compra direta (aplicação direta) através de uma corretora. Segundo dados da B3 (Bolsa de Valores Oficial do Brasil) divulgados pelo Valor Investe, o brasileiro está mais interessado no mercado de ações desde o início da pandemia do coronavírus.

De março até agosto, o número de pessoas físicas com contas abertas na B3 subiu 52%, chegando a quase 3 milhões de CPFs cadastrados. Isso mostra um interesse crescente em renda variável, que pode estar atrelado aos cortes recentes na Taxa Selic – índice importante para a rentabilidade da renda fixa.  

Entretanto, ação é um tipo de investimento que exige um estudo da empresa, assim como do setor em que ela atua, e uma escolha de estratégia na composição e acompanhamento da carteira de ações. Ou seja, exige uma grande proatividade e estudo pessoal por parte do investidor.  

2. Fundo de ações

O fundo de ações é uma opção para quem quer investir em ação de forma indireta. Ele é ideal para quem não quer ou não pode ter uma postura proativa, dedicando tempo para estudar, comprar e vender as ações da carteira. Isso porque um gestor escolhe as empresas a serem investidas e monta uma carteira para o fundo.

Ao invés de comprar títulos, o investidor compra uma cota do fundo. Esse tipo de investimento costuma cobrar um valor pela taxa de administração (serviço do gestor, equipe de profissionais etc).

3. Câmbio

A variação de moedas estrangeiras também pode ser um exemplo de renda variável. Nela, compra-se o dinheiro apostando na queda ou no aumento do valor da moeda em questão.

A operação é de alto risco – a exemplo das valorização ou desvalorização diária do real frente ao dólar estadunidense que acompanhamos diariamente nos jornais, associada a medidas políticas brasileiras ou mudanças econômicas.

4. Commodities

Esse é o investimento em matérias-primas de pouca industrialização, com importância mundial, produção em larga escala e que servem como insumo para fazer outros produtos (o petróleo que vira gasolina, diesel etc).

Seu estoque também deve ser possível sem que aconteça perda de qualidade da matéria-prima. É o caso do etanol, petróleo, ouro, trigo, soja, boi gordo, gás natural etc. É possível fazer a compra e negociação na Bolsa de Valores.  

5. Fundos imobiliários

Conhecidos pela sigla FIIs, os fundos imobiliários são participações (através da compra de cotas do fundo) em investimentos do setor imobiliário. Essa é uma forma de investir em grandes empreendimentos de imóveis, lucrando com aluguéis ou valor de venda, sem comprar a totalidade do bem. 

6. ETFs

ETFs é a sigla para o termo em inglês exchanged traded funds. Em português, ETFs são chamados também de fundos de índices. Esse é um tipo de fundo de investimento negociado na Bolsa de Valores, mas que estão atrelados a um índice de mercado (como a variação do Ibovespa).

Na prática, o gestor tenta compor o fundo de forma que ele tenha um desempenho similar ao índice de referência.

Diferença entre renda fixa e renda variável

A principal diferença entre renda fixa e renda variável é a previsibilidade (ou falta dela). Na renda fixa, ao fazer a aplicação, o investidor tem uma taxa de rentabilidade definida. Por exemplo, um CDB pode ter um rendimento de 100% do CDI.

O retorno é previsível e, consequentemente, com baixo risco e baixa volatilidade. Em troca dessa segurança, o investidor abre mão de uma rentabilidade maior. 

Já na renda variável, essa previsibilidade não é possível. Você pode sim estudar o comportamento do mercado, o impacto de decisões políticas e econômicas em empresas e commodities.

Entretanto, isso não é suficiente para garantir retorno, nem mesmo uma previsão dele. Os riscos são altos, mas, quando existem, os lucros costumam ser maiores se comparados à renda variável.  

Qual é melhor: renda fixa ou renda variável?

Nesse cenário, é normal perguntar-se se a renda variável é melhor que a renda fixa. Entretanto, a resposta não é única. Isso porque o melhor tipo de investimento vai variar de acordo com o perfil de investidor, finalidade do dinheiro (é um investimento para aposentadoria? Reserva de emergência? Aumento de capital em curto prazo?) e outros fatores pessoais. 

O principal deles é: quanto de risco você está disposto a assumir em relação à quantia que será investida? Muitas vezes, investir em renda variável exige sangue frio para não vender seu ativo logo que ele começa a se desvalorizar, pois as variações são esperadas. 

O certo é que, em algum momento da jornada de educação financeira, uma pessoa que quer aumentar seu patrimônio de forma passiva (sem contar emprego, horas trabalhadas e afins) vai se deparar com a renda variável. Da mesma forma, em alguns passos anteriores da jornada, ela vai encontrar na renda fixa um lugar ideal para alocar, por exemplo, a reserva de emergência. 

Perceba que, nessa equação, a chave é colocar as quantias nos lugares certos e não apenas em um só lugar. A maioria dos especialistas irá dizer que, no geral, boa parte das economias deve estar em renda fixa e outra parte menor em investimentos diversos de renda variável. Dessa forma, os riscos ficam mais diluídos.  

Quem deve investir em renda variável?

Isso tudo, assim como qualquer aplicação financeira, está sempre associado a um estudo mais cuidadoso do perfil e momento de vida do investidor. De acordo com o Caderno de Educação Financeira – Gestão de Finanças Pessoais elaborado pelo Banco Central: 

“O investidor pode ser classificado em três diferentes perfis, de acordo com a sua disposição para aceitar riscos, sua preferência por liquidez e expectativa de rentabilidade.” 

O guia (e a maioria das empresas que trabalham com investimentos) divide em três perfis: conservador, moderado e arrojado – sendo o primeiro pouco ou não disposto a correr risco e o terceiro disposto a correr grande risco para aumento do patrimônio. 

Isso significa que alguém com perfil conservador não deveria investir em renda variável? Não, necessariamente. A prática pode ser até educativa, visto que não existe valor mínimo para investir na bolsa, por exemplo. Dessa forma, é possível iniciar-se na renda variável comprando apenas uma ação, que pode custar de alguns centavos até muitas dezenas de reais. 

Já um investimento sem esse viés educacional deve ser muito bem estudado, considerando os riscos envolvidos, o histórico de rentabilidade, cenário econômico e político etc.

Como funciona o investimento em renda variável?

Os investimentos em renda variável não têm um retorno previsível, como ocorre com a renda fixa. Exatamente por isso eles possuem um alto risco.

Afinal de contas, o ativo que você comprou em dia pode estar valendo X, mas no dia seguinte, ele ter uma queda de preço e custar X-1, o que representa um prejuízo. Em contrapartida, esse mesmo ativo também pode, por causa de mudanças no mercado, valer X+1, o que significa lucro.

Isso significa que a volatilidade da aplicação é muito alta e para conseguir um bom retorno sobre o capital aplicado, é preciso estar atento a diversas questões. Essas incluem:

  • crises econômicas;
  • mudanças políticas nacionais e internacionais;
  • situação da empresa na qual você está investindo, se for o caso;
  • setor ao qual sua aplicação pertence etc.

É por tudo isso que os investidores de renda variável devem ser mais experientes, de forma que compreendam melhor como funciona o mercado financeiro.

Como aplicar em renda variável?

As aplicações no mercado de renda variável acontecem através da intermediação de uma corretora de valores. Então, para fazer os investimentos, é preciso abrir uma conta na corretora de sua preferência – procedimento que, atualmente, já pode ser feito totalmente online. 

Alguns dos nomes do mercado brasileiro são XP Investimentos, Clear, Rico, Modalmais e as corretoras dos bancos digitais Inter e BTGPactual. Pesquise bem, pois existem opções que oferecem abertura de conta gratuita e taxas menores de corretagem ou isenção para algumas negociações em renda fixa e variável.

Aberta a conta, é preciso transferir um valor e escolher os investimentos nos quais você deseja aplicar. 

Vale a pena investir em renda variável?

A renda variável começou a ficar interessante e ser mais procurada por aqueles investidores que estavam confortáveis com os retornos de investimentos conservadores como os do Tesouro direto, CDBs e afins – que começaram a render menos com os seguidos cortes na Taxa Selic. 

Mais do que nunca, os brasileiros que querem aumentar seu patrimônio de forma passiva ou viver de renda precisarão entrar de cabeça nos estudos sobre renda variável, pois é ali que podem estar as chances de uma rentabilidade mais alta no futuro. Somada a essa vantagem, está uma boa liquidez.

Na contramão, as desvantagens da renda variável são os altos riscos e a falta de garantia e de previsibilidade de retorno.

Quais as vantagens da renda variável?

Apesar dos riscos que apresenta e que podem fazer muita gente perder bastante dinheiro, a renda variável também apresenta diversos benefícios.

Alta rentabilidade

Em geral, todas as aplicações em renda variável oferecem ganhos muito maiores do que aqueles que você conseguiria no mercado de renda fixa. Afinal, a instabilidade do mercado ao mesmo tempo em que proporciona prejuízos também gera fortes variações positivas.

Boa liquidez

Por conta da instabilidade do mercado financeiro, a maior parte dos ativos de renda fixa é comprado e vendido rapidamente, sem que seja preciso esperar um período mínimo para fazer o resgate do capital.

Possibilidade de alavancar

Dependendo da aplicação escolhida, você não precisa ter o valor total exigido pela aplicação para realizá-la. É possível trabalhar com alavancagem. Isso significa que com uma margem de garantia, você pode investir valores muito maiores do que tem em conta.

Bem, chegamos ao final do texto de hoje. Como você notou, os investimentos em renda variável são mais voláteis, desse modo é preciso ter bastante cuidado para não ter grandes prejuízos em suas aplicações.

Em contrapartida, quem investe com consciência e tranquilidade pode alcançar altos lucros. Desse modo, o importante é realizar suas transações com atenção.

Quais os riscos e como evitá-los ao investir em renda variável?

O principal risco da renda variável é a volatilidade a qual o capital aplicado está sujeito. Sendo assim, tanto faz você ganhar muito dinheiro de um dia para outro como perder uma grande quantia no mesmo período. Afinal, tudo é muito instável e influenciado por diversos fatores externos.

Então, é importante que você comece a fazer aplicações em renda variável aos poucos para ganhar experiência nesse negócio e evitar, assim, grande prejuízos.

Diversificar seus investimentos também é uma boa estratégia, pois faz com que seu capital não se concentre em apenas um local. Desse modo, caso passe por perdas em um ativo, essas podem ser compensadas pelos lucros de outro.

Conclusão

A renda variável é um investimento de alto risco, mas com bom nível de retorno quando existe lucro. Isso porque, é uma modalidade com alta volatilidade e sem previsão de rentabilidade, diferente da renda fixa. 

Agora, pode não ser o momento adequado para aplicar em renda variável se o seu perfil atual é de um investidor conservador, pouco disposto a correr os riscos de ver seu ativo desvalorizar. Porém, é provável que, em algum ponto da sua vida financeira, você se depare com a hora certa para esse investimento. Até lá, estude bastante e aprenda a cuidar do seu dinheiro.

A hora de investir chega até mesmo para quem ainda está tentando se organizar e sair das dívidas. Se esse é o seu caso, usar seu bem para fazer um empréstimo com garantia de imóvel pode acelerar o processo. Faça uma simulação e confira as melhores condições de pagamento e as menores taxas de juros. 

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