No universo das finanças pessoais, os termos “empréstimo” e “financiamento” são frequentemente utilizados, muitas vezes como sinônimos. No entanto, embora ambos representem formas de obter crédito, eles possuem características distintas que os tornam adequados para diferentes situações. Entender as particularidades de cada um, as categorias disponíveis é extremamente relevante para saber escolher qual tipo de crédito contratar.
Sabia que existe um tipo de crédito com juros até 12 vezes menores do que os dos empréstimos tradicionais?
É o empréstimo com garantia de imóvel!
Você consegue até 60% do valor do seu imóvel e pode usar para qualquer fim, como pagamento de dívidas, reforma, capital de giro, entre outros.
O que é um empréstimo?
O empréstimo é uma modalidade de crédito onde uma instituição financeira (banco, cooperativa de crédito, fintech) cede uma quantia em dinheiro para um indivíduo ou empresa, que se compromete a devolver o valor em parcelas fixas, acrescidas de juros e encargos, dentro de um prazo preestabelecido. A principal característica do empréstimo é que o dinheiro cedido não possui uma finalidade específica atrelada. Ou seja, o tomador do crédito tem liberdade para utilizar o valor como bem entender.
O que é financiamento?
O financiamento, por sua vez, também é uma operação de crédito concedida por uma instituição financeira, mas com uma finalidade específica e predeterminada. O valor financiado é destinado à aquisição de um bem ou serviço específico, como um imóvel, um veículo, um curso universitário ou equipamentos para uma empresa. Diferente do empréstimo, onde o dinheiro vai para a conta do solicitante, no financiamento, o valor é geralmente liberado diretamente para o vendedor do bem ou prestador do serviço.
Qual a diferença entre empréstimo e financiamento?
Para clarear ainda mais, vamos resumir as principais diferenças entre empréstimo e financiamento:
| Característica | Empréstimo | Financiamento |
|---|---|---|
| Finalidade | Livre, para qualquer necessidade. | Específica: aquisição de um bem ou serviço. |
| Destino do valor | Deposita na conta do solicitante. | Geralmente para o vendedor do bem/prestador do serviço. |
| Garantia | Pode ou não exigir garantia, dependendo do tipo. | O bem adquirido é a própria garantia da operação. |
| Taxas de juros | Geralmente mais altas, pois o risco é maior. | Geralmente mais baixas, devido à garantia. |
| Prazos | Mais curtos, dependendo do tipo. | Mais longos, especialmente em bens de alto valor. |
| Burocracia | Menor, dependendo do tipo. | Maior, pela necessidade de avaliar o bem e o contrato. |
| Exemplo | Pagar dívidas, viajar, reformar, investir. | Comprar casa, carro, moto, faculdade, maquinário. |
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Qual é mais barato: empréstimo ou financiamento?
A resposta direta é: o financiamento é mais barato. As taxas de juros do financiamento podem ser até 70% menores que as do empréstimo pessoal. Isso acontece porque no financiamento, o bem adquirido serve como garantia da operação. Se você não pagar, a instituição financeira pode retomar o bem (imóvel, veículo) para cobrir a dívida. Esse mecanismo reduz o risco para o banco e, consequentemente, permite taxas de juros mais baixas.
No empréstimo pessoal sem garantia, o banco assume um risco maior, pois não tem um bem para recuperar em caso de inadimplência. Por isso, as taxas são mais altas. A exceção fica por conta do empréstimo consignado (para aposentados e servidores públicos) e do empréstimo com garantia de imóvel ou veículo, que também têm juros reduzidos justamente porque oferecem garantias.
Comparação de taxas médias de mercado
Para você entender na prática quanto pode economizar, veja alguns exemplos de taxas médias praticadas em 2025:
Empréstimo pessoal sem garantia: 2,5% a 5% ao mês
Empréstimo consignado: 1,5% a 2,5% ao mês
Empréstimo com garantia de imóvel: 0,8% a 1,5% ao mês
Financiamento imobiliário: 0,7% a 1,2% ao mês
Financiamento de veículos: 1,2% a 2,5% ao mês
Simulação: quanto você economiza escolhendo financiamento
Veja quanto você pagaria em cada modalidade:
| Valor | Prazo | Tipo | Taxa média | Parcela aprox. | Total pago |
|---|---|---|---|---|---|
| R$ 10.000 | 24 meses | Empréstimo | 3,5% a.m. | R$ 580 | R$ 13.920 |
| R$ 10.000 | 24 meses | Financiamento | 1,2% a.m. | R$ 480 | R$ 11.520 |
| R$ 20.000 | 48 meses | Empréstimo | 3,5% a.m. | R$ 1.050 | R$ 50.400 |
| R$ 20.000 | 48 meses | Financiamento | 1,2% a.m. | R$ 670 | R$ 32.160 |
| R$ 40.000 | 48 meses | Empréstimo | 3,5% a.m. | R$ 2.100 | R$ 100.800 |
| R$ 40.000 | 48 meses | Financiamento | 1,2% a.m. | R$ 1.340 | R$ 64.320 |
| R$ 50.000 | 60 meses | Financiamento | 1,0% a.m. | R$ 1.110 | R$ 66.600 |
| R$ 60.000 | 60 meses | Financiamento | 1,0% a.m. | R$ 1.330 | R$ 79.800 |
*Valores simulados considerando taxas médias de mercado em 2025. Taxas podem variar conforme instituição financeira e perfil do cliente.
Repare que em um empréstimo de R$ 40 mil em 48 meses, você pagaria R$ 100.800 no total. No financiamento do mesmo valor e prazo, pagaria R$ 64.320. A diferença é de R$ 36.480, quase o valor do próprio crédito!
Quando o empréstimo pode ser mais vantajoso
Existem situações específicas em que o empréstimo pode ser a melhor escolha, mesmo com juros mais altos. Se você precisa pagar dívidas com juros ainda maiores (como cartão de crédito rotativo ou cheque especial), trocar por um empréstimo pessoal já representa economia. Se você tem acesso ao empréstimo consignado, as taxas ficam competitivas com as de financiamento. E se você oferece um imóvel como garantia, consegue juros tão baixos quanto os de financiamento, mas com a liberdade de usar o dinheiro como quiser.
Tipos de empréstimos disponíveis
Existem diversas modalidades de empréstimos, cada uma com suas particularidades, que podem se adequar a diferentes perfis e necessidades. Entre elas:
Empréstimo pessoal
O empréstimo pessoal é a modalidade mais comum e flexível. Não exige a apresentação de uma garantia específica e o dinheiro pode ser usado para qualquer finalidade. A aprovação depende principalmente da análise de crédito do solicitante, ou seja, seu histórico de pagador e sua capacidade de arcar com as parcelas. As taxas de juros costumam ser mais altas em comparação com empréstimos com garantia, devido ao maior risco para a instituição financeira.
Empréstimo consignado
Considerado uma das modalidades de crédito com juros mais baixos no Brasil, o empréstimo consignado é destinado a aposentados, pensionistas do INSS, servidores públicos e, em algumas situações, trabalhadores de empresas privadas conveniadas. A principal característica é que as parcelas são descontadas diretamente do salário ou benefício do tomador, antes mesmo que ele receba o dinheiro. Isso reduz o risco de inadimplência para a instituição, o que se reflete em taxas de juros mais atraentes.
Empréstimo com garantia (Home Equity ou Auto Equity)
Nessa modalidade, o solicitante oferece um bem de valor como garantia para o empréstimo, podendo ser um imóvel (Home Equity) ou um veículo (Auto Equity). Como a instituição financeira tem a segurança de um bem em caso de não pagamento, as taxas de juros são significativamente mais baixas do que as do empréstimo pessoal, e os prazos de pagamento são mais longos. O valor liberado pode chegar a uma alta porcentagem do valor de avaliação do bem. É uma ótima opção para quem precisa de grandes quantias de dinheiro com juros menores.
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Empréstimo para negativados
Destinado a pessoas com restrições no CPF (nome sujo), essa modalidade é geralmente obtida com taxas de juros mais elevadas. Algumas instituições oferecem empréstimo consignado para negativados (se a pessoa se encaixar nos critérios) ou empréstimos com garantia para essa situação. É importante pesquisar e comparar muito antes de contratar, para evitar cair em golpes ou aceitar condições abusivas.
Cheque especial
Embora seja um tipo de crédito, o cheque especial deve ser usado com extrema cautela e apenas em emergências. Ele funciona como um limite de crédito pré-aprovado que o banco disponibiliza em sua conta corrente, permitindo que você gaste um valor superior ao que possui. As taxas de juros do cheque especial são altíssimas, as mais elevadas do mercado, e o uso prolongado pode levar a um endividamento difícil de controlar.
Cartão de crédito
Outra forma de crédito rotativo, o cartão de crédito oferece um limite para compras à vista ou parceladas. Se a fatura for paga integralmente até o vencimento, não há cobrança de juros. No entanto, se o pagamento for parcial ou se você entrar no rotativo do cartão, os juros são extremamente altos, comparáveis aos do cheque especial. Assim como o cheque especial, deve ser usado com responsabilidade.
Tipos de financiamentos disponíveis
Os financiamentos são direcionados para a aquisição de bens ou serviços específicos. Conheça os principais:
Financiamento imobiliário
É a modalidade mais conhecida e utilizada para a compra de imóveis, sejam residenciais ou comerciais. As taxas de juros são geralmente as mais baixas entre os financiamentos, e os prazos de pagamento podem se estender por décadas (até 35 anos ou mais). O próprio imóvel é a garantia da operação (alienação fiduciária). Os bancos exigem uma entrada, que pode variar de 10% a 30% do valor do imóvel. O Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) são as principais modalidades, com regras e fontes de recursos diferentes.
Financiamento de veículos
Destinado à compra de carros, motos, caminhões e outros veículos. O veículo adquirido é dado como garantia do financiamento (alienação fiduciária). Os prazos de pagamento são mais curtos que os imobiliários, geralmente de 24 a 60 meses, e as taxas de juros são superiores às do financiamento de imóveis, mas inferiores às do empréstimo pessoal. É comum a exigência de uma entrada.
Financiamento estudantil
Permite custear cursos de graduação e pós-graduação, geralmente em instituições de ensino privadas. O programa mais conhecido é o FIES (Fundo de Financiamento Estudantil), do governo federal, que oferece condições facilitadas e juros baixos. Existem também opções de financiamento estudantil oferecidas por bancos privados. A garantia pode variar, sendo em alguns casos a própria capacidade de pagamento do estudante após a formação.
Financiamento de máquinas e equipamentos
É um tipo de financiamento voltado para empresas que desejam adquirir maquinários, equipamentos ou veículos de trabalho. Bancos de desenvolvimento, como o BNDES, e bancos comerciais oferecem linhas específicas para esse fim, muitas vezes com juros subsidiados e prazos longos para incentivar o investimento e o crescimento econômico.
Financiamento para energia solar
Com o aumento da busca por sustentabilidade, o financiamento de sistemas de energia solar tem crescido. Bancos e instituições financeiras oferecem linhas de crédito específicas para a instalação de painéis solares em residências ou empresas. As condições são atrativas, com o próprio sistema de energia solar servindo como garantia em alguns casos, e o benefício da economia na conta de luz pode ajudar a pagar as parcelas.
Quando escolher um empréstimo ou financiamento?
A decisão entre empréstimo e financiamento deve ser cuidadosamente avaliada com base nas suas necessidades, objetivos e perfil financeiro.
Escolha um empréstimo quando
Precisa de dinheiro para diversas finalidades: se você precisa de liquidez para pagar dívidas com juros altos (como cartão de crédito ou cheque especial), investir em um negócio, fazer uma viagem, reformar sua casa sem atrelar o imóvel, ou qualquer outra despesa sem um fim específico, o empréstimo é a opção ideal.
Não tem um bem para oferecer como garantia: se você não possui um imóvel ou veículo para usar como garantia, ou não quer alienar seu patrimônio, o empréstimo pessoal pode ser a única alternativa.
Precisa de aprovação mais rápida: em geral, empréstimos pessoais sem garantia têm um processo de aprovação mais ágil e menos burocrático, sendo indicados para quem precisa do dinheiro com certa urgência.
O valor necessário não é muito alto: para quantias menores, o empréstimo pessoal pode ser mais conveniente, mesmo com juros mais altos, pois o comprometimento financeiro total é menor.
É elegível para empréstimo consignado: se você é aposentado, pensionista ou servidor público, o consignado oferece as melhores taxas de juros e condições de pagamento, sendo uma excelente opção para diversas finalidades.
Escolha um financiamento quando
O objetivo é adquirir um bem específico: se seu plano é comprar uma casa, um apartamento, um terreno, um veículo, uma motocicleta ou financiar seus estudos, o financiamento é a modalidade correta, pois ele é criado para essa finalidade.
Você busca taxas de juros mais baixas: pelo fato de o bem adquirido servir como garantia, as taxas de juros dos financiamentos são significativamente menores do que as dos empréstimos pessoais sem garantia.
Precisa de prazos de pagamento mais longos: especialmente no caso de imóveis, os financiamentos permitem prazos muito estendidos, o que resulta em parcelas mensais menores e mais adequadas ao seu orçamento.
O valor necessário é alto: para bens de alto valor, como imóveis, o financiamento é a única forma de obter o montante necessário, pois raramente um empréstimo pessoal concederia esses valores.
Você tem um bom histórico de crédito: embora não seja um impeditivo, ter um bom histórico de crédito facilita a aprovação em financiamentos e pode até render condições mais vantajosas.
Como contratar: passo a passo completo
Contratar crédito exige planejamento e atenção aos detalhes. Veja como fazer isso com segurança:
Passo a passo para contratar um empréstimo
1. Avalie sua capacidade de pagamento
Antes de qualquer coisa, calcule quanto você pode comprometer da sua renda mensal. O ideal é que as parcelas não ultrapassem 30% do seu orçamento. Some todas as suas despesas fixas e veja quanto sobra para o pagamento do empréstimo.
2. Verifique seu score de crédito
Consulte seu score em birôs como Serasa ou Boa Vista. Um score alto aumenta suas chances de aprovação e pode garantir taxas melhores. Se seu score está baixo, considere melhorá-lo antes de contratar.
3. Compare instituições financeiras
Pesquise em diferentes bancos e instituições. Bancos tradicionais como Caixa, Itaú, Bradesco e Santander têm linhas específicas. Fintechs como Nubank, Inter e C6 Bank oferecem processos digitais. Cooperativas de crédito podem ter condições especiais para associados.
4. Reúna os documentos necessários
Você vai precisar de RG e CPF, comprovante de residência atualizado (até 90 dias), comprovante de renda (holerite, extratos bancários, declaração de imposto de renda) e, em alguns casos, extratos bancários dos últimos três meses.
5. Faça simulações
Use simuladores online das instituições financeiras. Compare sempre o CET (Custo Efetivo Total), que inclui todos os custos da operação. Verifique os prazos disponíveis e como ficam as parcelas em cada cenário.
6. Analise o contrato com atenção
Leia todas as cláusulas antes de assinar. Confirme a taxa de juros, o valor total a ser pago, as condições de quitação antecipada e as multas por atraso. Se tiver dúvidas, não hesite em perguntar ou buscar ajuda.
7. Formalize a contratação
Após a aprovação, assine o contrato e guarde uma cópia. O dinheiro geralmente é liberado em até 48 horas úteis na sua conta.
Passo a passo para contratar um financiamento
1. Defina qual bem você quer adquirir
Tenha clareza sobre o que você quer financiar. Se for um imóvel, escolha a propriedade. Se for um veículo, defina o modelo e o valor. Isso ajuda a fazer simulações mais precisas.
2. Calcule quanto você pode dar de entrada
A maioria dos financiamentos exige entrada. Para imóveis, geralmente é de 10% a 30% do valor. Para veículos, pode variar de 20% a 40%. Quanto maior a entrada, menores serão as parcelas e os juros totais.
3. Pesquise as melhores condições
Compare taxas em diferentes bancos. Para imóveis, verifique se você se encaixa no SFH (Sistema Financeiro de Habitação) ou se precisa do SFI. Para veículos, montadoras às vezes oferecem condições especiais.
4. Separe a documentação
Além dos documentos pessoais (RG, CPF, comprovante de residência e renda), você vai precisar de documentos do bem que está sendo financiado. Para imóveis: matrícula atualizada, IPTU, certidões negativas. Para veículos: documentos do carro, laudo de vistoria.
5. Faça a avaliação do bem
O banco fará uma avaliação do bem para definir quanto pode financiar. Para imóveis, um avaliador visitará a propriedade. Para veículos, será feita uma vistoria.
6. Aguarde a análise de crédito
O banco vai analisar seu perfil financeiro e a documentação do bem. Esse processo pode levar de alguns dias a algumas semanas, dependendo da instituição e do tipo de financiamento.
7. Assine o contrato e a escritura (no caso de imóveis)
Se aprovado, você assinará o contrato de financiamento. No caso de imóveis, também será necessário registrar a escritura em cartório com a alienação fiduciária.
8. Receba o bem e comece a pagar as parcelas
Após a liberação, você recebe o bem (ou a posse, no caso de imóveis) e começa a pagar as parcelas mensais conforme acordado.
Empréstimo e financiamento para negativados: é possível?
Ter o nome sujo não significa que você está completamente impedido de conseguir crédito, mas as opções ficam mais limitadas e, geralmente, com condições menos vantajosas.
Empréstimo consignado: a melhor opção para negativados
O empréstimo consignado é a alternativa mais acessível para quem está negativado. Como as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento ou do benefício do INSS, o banco tem garantia de recebimento. Por isso, a análise de crédito não considera tanto o histórico de inadimplência. Aposentados, pensionistas e servidores públicos conseguem contratar mesmo com o nome sujo, pagando juros entre 1,5% e 2,5% ao mês.
Empréstimo com garantia: alternativa com juros baixos
Se você possui um imóvel quitado ou com pouca dívida, pode usar esse patrimônio como garantia para conseguir crédito. O empréstimo com garantia de imóvel (Home Equity) aceita negativados porque o banco tem a segurança do bem. As taxas ficam muito mais baixas que as do empréstimo pessoal. O mesmo vale para quem tem um veículo quitado e pode oferecer como garantia (Auto Equity).
Empréstimo pessoal para negativados: difícil mas não impossível
Algumas fintechs e instituições menores oferecem empréstimo pessoal para negativados, mas os juros são muito altos (podem chegar a 10% ao mês ou mais) e os valores liberados são baixos. Antes de aceitar, compare com outras opções e verifique se a instituição é regulamentada pelo Banco Central.
Financiamento para negativados: casos específicos
Conseguir financiamento estando negativado é mais difícil. Para financiamento imobiliário, praticamente todos os bancos exigem nome limpo. Para financiamento de veículos, algumas financeiras aceitam, mas com entrada maior (geralmente 50% ou mais) e juros elevados. O ideal é regularizar a situação antes de tentar um financiamento.
Como limpar seu nome antes de contratar crédito
A melhor estratégia é negociar suas dívidas antes de buscar novo crédito. Entre em contato com os credores e tente acordos com desconto. Plataformas como Serasa Limpa Nome e Acordo Certo facilitam negociações. Após quitar as dívidas, o nome é limpo em até 5 dias úteis. Com o CPF regularizado, você terá acesso a melhores condições de crédito.
Programas governamentais e crédito facilitado
O governo brasileiro oferece diversos programas de crédito com condições especiais para facilitar o acesso a bens e serviços essenciais.
FIES: financiamento estudantil do governo
O FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) é um programa do governo federal que financia cursos de graduação em instituições privadas. Os juros são muito baixos (atualmente zero para alguns perfis de renda) e o estudante só começa a pagar depois de formado. Há também o P-FIES, operado por bancos privados com juros um pouco maiores mas ainda menores que o mercado. Para participar, você precisa ter feito o Enem e se encaixar nos critérios de renda familiar.
Beneficiários do Bolsa Família podem fazer empréstimo?
Sim, beneficiários do Bolsa Família (atual Auxílio Brasil) podem fazer empréstimo, principalmente o consignado. O governo permite que até 40% do valor do benefício seja comprometido com parcelas de empréstimo. Isso significa que se você recebe R$ 600 do Bolsa Família, pode pagar até R$ 240 por mês em empréstimo consignado. Os bancos públicos como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil oferecem essa modalidade.
No entanto, é preciso muito cuidado. Comprometer o benefício social com empréstimo pode apertar ainda mais o orçamento familiar. Faça as contas com atenção e só contrate se realmente for necessário e se tiver certeza de que conseguirá arcar com a redução no valor recebido mensalmente.
Linhas de crédito para MEI
Microempreendedores Individuais (MEI) têm acesso a linhas de crédito especiais com juros mais baixos. O Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado oferece empréstimos de até R$ 20 mil com taxas reduzidas. Bancos públicos como Caixa, Banco do Brasil e BNDES têm programas específicos para MEI. Fintechs como Conta Azul, Neon e BizCapital também oferecem crédito para pequenos empreendedores, muitas vezes com análise de crédito mais flexível.
Financiamento habitacional: Minha Casa Minha Vida
O programa Minha Casa Minha Vida oferece financiamento imobiliário com condições facilitadas para famílias de baixa renda. Dependendo da faixa de renda familiar, você pode ter acesso a subsídios diretos, taxas de juros reduzidas (a partir de 4,5% ao ano) e prazos longos de pagamento (até 30 anos). O programa funciona através da Caixa Econômica Federal e atende imóveis novos de até R$ 350 mil, dependendo da região.
É melhor fazer um empréstimo ou um financiamento?
Para decidir, você precisa responder a algumas perguntas:
1. Qual o seu objetivo com o dinheiro? Se a finalidade é a compra de um bem específico de alto valor (como um carro ou uma casa), o financiamento é a escolha mais lógica. Se você precisa de liquidez para múltiplas finalidades (viagem, reforma, pagar dívidas), o empréstimo é o caminho a seguir.
2. Você tem um bem para dar como garantia? Oferecer um imóvel ou veículo como garantia em um empréstimo com garantia pode reduzir drasticamente os juros e aumentar o prazo de pagamento, tornando-o uma alternativa muito competitiva ao financiamento, principalmente se você precisa de dinheiro para um objetivo sem finalidade definida.
3. Qual a sua capacidade de pagamento? Empréstimos pessoais tendem a ter parcelas maiores e prazos mais curtos, enquanto financiamentos (especialmente os imobiliários) oferecem prazos longos e parcelas menores. Avalie qual valor cabe no seu bolso sem comprometer sua saúde financeira.
Dicas para contratar com segurança
Contratar crédito, seja empréstimo ou financiamento, é uma decisão importante que impacta sua vida financeira por um longo período. Por isso, é fundamental tomar precauções para evitar problemas:
1. Planeje-se financeiramente: antes de buscar qualquer tipo de crédito, analise seu orçamento. Calcule sua capacidade de pagamento para as parcelas e certifique-se de que elas não comprometerão mais do que 30% da sua renda mensal. O superendividamento é uma armadilha perigosa.
2. Compare as ofertas: nunca contrate o primeiro crédito que aparecer. Pesquise em diferentes instituições financeiras (bancos tradicionais, fintechs, cooperativas de crédito). Utilize comparadores online e peça simulações para diversos bancos.
3. Atenção ao Custo Efetivo Total (CET): não olhe apenas para a taxa de juros nominal. O CET inclui todos os encargos, taxas, seguros e tributos da operação. É o indicador mais importante para comparar diferentes propostas, pois ele reflete o custo real do crédito.
4. Leia o contrato com atenção: antes de assinar qualquer documento, leia o contrato na íntegra. Verifique todas as cláusulas, taxas, prazos, multas por atraso e condições de quitação antecipada. Em caso de dúvidas, não hesite em perguntar ao atendente ou buscar auxílio jurídico.
5. Cuidado com golpes: desconfie de ofertas mirabolantes com juros muito abaixo do mercado, principalmente se pedirem pagamentos antecipados para liberar o crédito. Instituições sérias não pedem dinheiro adiantado. Verifique se a instituição é regulamentada pelo Banco Central do Brasil.
6. Mantenha seu histórico de crédito saudável: pague suas contas em dia, evite o endividamento e mantenha seu nome limpo. Um bom histórico de crédito é a chave para conseguir condições melhores em futuras operações.
7. Não minta em seu cadastro: informações falsas podem acarretar em problemas graves, desde a recusa do crédito até processos judiciais. Seja sempre honesto sobre sua situação financeira.
8. Pense na quitação antecipada: caso você consiga juntar um dinheiro extra, é possível amortizar o saldo devedor do seu empréstimo ou financiamento com desconto proporcional nos juros. Verifique as condições para isso no contrato.
Perguntas frequentes sobre empréstimos e financiamentos
Abaixo, as principais perguntas sobre empréstimos e financiamentos.
Posso usar um empréstimo para pagar um financiamento?
Sim, é possível usar um empréstimo pessoal para pagar parcelas de um financiamento ou até mesmo quitá-lo. No entanto, é preciso analisar se as taxas de juros do novo empréstimo são mais vantajosas do que as do financiamento original, o que é raro, já que financiamentos tendem a ter juros menores. Geralmente, essa estratégia é usada para reduzir a taxa de juros de uma dívida muito cara (como o cheque especial ou cartão de crédito) por meio de um empréstimo pessoal com juros menores.
O que é alienação fiduciária?
Alienação fiduciária é uma modalidade de garantia de pagamento muito comum em financiamentos, especialmente de imóveis e veículos. Nela, o comprador adquire o bem, mas a propriedade jurídica (o direito de propriedade) é transferida para o credor (banco ou financeira) até que a dívida seja totalmente quitada. O comprador tem a posse e o uso do bem, mas o credor é o “proprietário” fiduciário. Somente após o pagamento de todas as parcelas, a propriedade é definitivamente transferida para o comprador.
É possível fazer um financiamento sem entrada?
É raro, mas sim. Em alguns casos específicos, como programas governamentais ou promoções de montadoras, é possível encontrar financiamentos de veículos sem a exigência de entrada. No caso de imóveis, a entrada é praticamente obrigatória, pois reduz o risco para a instituição financeira. Financiamentos sem entrada geralmente implicam em parcelas mais altas, juros maiores ou exigem um bom perfil de crédito (score de crédito elevado).
Como saber se tenho direito a empréstimo consignado?
Você tem direito a empréstimo consignado se for aposentado ou pensionista do INSS, servidor público (federal, estadual ou municipal) ou trabalhador de empresa privada que possua convênio com a instituição financeira que oferece o consignado.
Qual a diferença entre taxa de juros prefixada e pós-fixada?
Nas taxas de juros prefixada, o valor da taxa de juros é definido no momento da contratação e permanece fixo durante todo o período do empréstimo/financiamento. As parcelas terão valores constantes, o que facilita o planejamento financeiro. Já nas taxas de juros pós-fixada, o valor da taxa de juros é atrelado a algum índice econômico (como CDI, Selic ou IPCA) e pode variar ao longo do tempo. Isso significa que o valor das parcelas pode aumentar ou diminuir. Oferece riscos e oportunidades, pois pode ser vantajosa se o índice cair, mas desvantajosa se subir.
É possível quitar um empréstimo ou financiamento antecipadamente?
Sim, por lei (Código de Defesa do Consumidor, Art. 52, §2º), você tem o direito de quitar o empréstimo ou financiamento antecipadamente, de forma total ou parcial, com a devida redução proporcional dos juros e demais encargos. É um ótimo caminho para economizar e liberar seu orçamento. Entre em contato com a instituição financeira para solicitar o cálculo do saldo devedor com o desconto.
O que é score de crédito e como ele afeta meu acesso ao crédito?
O score de crédito é uma pontuação que varia de 0 a 1000 e indica o quão bom pagador você é. Ele é calculado por birôs de crédito (como Serasa Experian, Boa Vista SCPC) com base em seu histórico financeiro (pagamento de contas, dívidas, participação em cadastros positivos). Um score alto indica que você é um bom pagador, aumentando suas chances de aprovação de crédito e, muitas vezes, garantindo melhores taxas de juros. Um score baixo indica maior risco de inadimplência, dificultando a obtenção de crédito e resultando em juros mais altos. Manter as contas em dia, evitar o endividamento e atualizar seus dados cadastrais são formas de melhorar seu score.
Qual o impacto do financiamento e empréstimo no meu orçamento pessoal?
Ambos impactam diretamente seu orçamento, pois criam despesas fixas mensais (as parcelas). Se as parcelas forem muito altas em relação à sua renda, podem comprometer sua capacidade de cobrir outras despesas essenciais, poupar ou investir. Um planejamento cuidadoso é essencial para garantir que o crédito seja uma ferramenta de realização de objetivos, e não uma fonte de estresse financeiro.
Existem alternativas de crédito além de bancos tradicionais?
Sim. Nos últimos anos, surgiram diversas fintechs (empresas de tecnologia financeira) e plataformas de empréstimo online que oferecem crédito com processos mais ágeis e, em alguns casos, taxas mais competitivas. Além disso, as cooperativas de crédito são uma excelente alternativa, pois operam com um foco maior nos cooperados e podem oferecer condições mais favoráveis. É sempre bom explorar todas as opções.
O que fazer em caso de dificuldades para pagar as parcelas?
A primeira atitude é não ignorar o problema. Entre em contato com a instituição financeira o mais rápido possível e explique sua situação. Muitas vezes, é possível negociar um novo prazo, reestruturar a dívida ou conseguir um período de carência. Ignorar a situação só fará com que os juros e multas aumentem, tornando a dívida ainda maior. Buscar uma renegociação é sempre a melhor saída para evitar a inadimplência e a negativação do nome.
Quem tem nome sujo pode fazer financiamento?
Conseguir financiamento com o nome sujo é muito difícil, especialmente financiamento imobiliário, onde praticamente todos os bancos exigem CPF limpo. Para financiamento de veículos, algumas financeiras aceitam negativados, mas geralmente pedem entrada maior (50% ou mais do valor) e cobram juros elevados. O ideal é limpar o nome antes de tentar um financiamento.
Como funciona o empréstimo com garantia de imóvel?
No empréstimo com garantia de imóvel, você oferece um imóvel próprio (quitado ou com pouca dívida) como garantia da operação. O banco avalia o imóvel e libera até 60% do valor de mercado. Os juros são muito baixos e os prazos longos (até 240 meses). Você continua morando no imóvel normalmente e pode usar o dinheiro para qualquer finalidade. Se não pagar as parcelas, o banco pode tomar o imóvel para quitar a dívida.
Beneficiários do Bolsa Família podem fazer empréstimo?
Sim, beneficiários do Bolsa Família podem fazer empréstimo consignado, com até 40% do valor do benefício comprometido com as parcelas. Bancos públicos como Caixa e Banco do Brasil oferecem essa modalidade. Porém, é preciso cuidado para não comprometer demais o orçamento familiar.
Como calcular se um empréstimo ou financiamento cabe no meu orçamento?
Some todas as suas despesas fixas mensais (aluguel, condomínio, água, luz, internet, alimentação, transporte, escola). Subtraia esse total da sua renda mensal. O valor que sobra é sua margem disponível. As parcelas do empréstimo ou financiamento não devem comprometer mais do que 30% da sua renda total ou mais do que 70% da sua margem disponível, para manter uma folga financeira para imprevistos.
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